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INTERAÇÃO GENÓTIPO x AMBIENTE 
EFEITO DO AMBIENTE 
EFEITO DO AMBIENTE 
 
\u201cMudança do fenótipo de um mesmo genótipo, devido à 
influência do ambiente\u201d 
 
\u201cIndivíduos com o mesmo genótipo apresentam fenótipos 
diferentes em ambientes diferentes\u201d 
 
F \uf0ae G + E 
 
\u201cO fenótipo observado é o resultado de um conjunto de 
potencialidades (genótipo) que está sob ação do 
ambiente\u201d 
 
Onde o ambiente atua? 
Penetrância 
 
\u2022Porcentagem de indivíduos que expressam o fenótipo 
correspondente entre os indivíduos com um mesmo genótipo. 
 
Expressividade 
 
\u2022 Variação no grau de expressão do fenótipo (mais forte em 
uns e mais fraco em outros). 
 
 
Efeitos internos 
 
\u2022 Idade, sexo; 
 
\u2022 Cor da pelagem em gado Ayreshire; 
 
\u2022 Produção de leite; 
 
\u2022 Produção de ovos. 
Efeitos externos 
\u2022 Temperatura, nutrição, luz, umidade. 
Rainha em abelhas, formigas e cupins 
Gordura amarela em carneiros 
\u2022 Y_ - Gordura branca com qualquer alimentação; 
 
\u2022 yy - Gordura amarela se alimentado à pasto (não 
 consegue degradar a xantofila da forragem verde); 
 
- Gordura branca se alimentado com ração e feno. 
 
 
 
Interação genótipo x ambiente 
\u201cComportamento diferencial dos genótipos em diversos 
ambientes\u201d 
 
\u201cDiferença do efeito do ambiente em cada genótipo\u201d 
 
F \uf0ae G + E + GE 
 
 
 
 
Animais 
 
Confinamento 
Pastagem 
degradada 
Efeito 
do 
ambiente 
Vaca 1 (Genótipo 1) 23,2 15,5 7,7 
Vaca 2 (Genótipo 2) 13,3 5,6 7,7 
Vaca 3 (Genótipo 3) 17,0 9,3 7,7 
 
Genótipos 
 
Ambiente 1 
(Confinamento) 
Ambiente 2 
(Pastagem 
degradada) 
 
Efeito do 
ambiente 
Cabra 1 (Genótipo 1) 12,1 5,8 6,3 
Cabra 2 (Genótipo 2) 7,3 2,6 4,7 
Cabra 3 (Genótipo 3) 10,2 7,5 2,7 
ca
rá
te
r 
ca
rá
te
r 
ca
rá
te
r 
ca
rá
te
r 
ca
rá
te
r 
Nas melhores condições ambientais? 
Principalmente alimentação? 
Em condições limitadas de ambiente? 
Restrições alimentares? 
Avaliação das progênies 
\uf0a7Estimativas mais seguras dos valores 
genéticos; 
\uf0a7Válida especialmente para caracteres de alta 
herdabilidade. 
\uf0a7Seleção mais eficiente e compatível com o 
ambiente de exploração; 
\uf0a7Indicado para caracteres de baixa 
herdabilidade. 
1 \u2013 A herdabilidade de um caráter é a mesma nos 
diversos ambientes? 
3 \u2013 Para produção de leite o Brasil importa 
reprodutores ou sêmen de países de clima 
temperado (EUA e outros). O que é julgado 
superior lá também será aqui? 
Questões: 
2 \u2013 A classificação dos animais com base nos seus 
valores genéticos é a mesma em todos os 
ambientes? 
G1 
G2 
G3 
G4 
G5 
G6 
G1 
G3 
G5 
G6 
G2 
G4 
G1 
G6 
G2 
G4 
G3 
G5 
Caráter 
Caráter 
Caráter 
Correlação genética entre ambientes, no caso de 
estarem evolvidos dois ambientes. 
r \uf023 1 \uf0de Grupos gênicos diferentes atuam em cada 
um dos ambientes. 
Análise da interação 
r = 1 \uf0de Os mesmos grupos gênicos influenciam o 
caráter, da mesma maneira, nos dois ambientes. 
 
\uf0a7HOURI NETO (1996) 
\uf0a7332.617 registros de lactação em NY. 
\uf0a7115.547 lactações no Brasil (MG, ES, SP, PR, SC, 
RS). 
\uf0a7Período \u2013 1979-1991. 
\uf0a7r = 0,6. 
\uf0a724% dos reprodutores apresentaram valores 
negativos nos EUA e positivo no Brasil. 
\uf0a76% dos reprodutores apresentaram 
comportamento inverso. 
\uf0a7Alteração na classificação. 
Resultados 
BRASIL EUA 
Leite Gordura Leite Gordura 
Brasil 
 Leite 0,25 0,79 0,85 0,55 
 Gordura 0,22 0,67 0,88 
EUA 
 Leite 0,34 0,62 
 Gordura 0,35 
Estimativas de herdabilidade (diagonal), e 
correlações genéticas de produção de leite de 
vacas holandesas no Brasil e EUA (COSTA et all 
(2000)). 
Consequências do efeito do ambiente e da interação 
genótipo x ambiente 
\u2022 O mesmo genótipo pode apresentar fenótipos diferentes; 
 
\u2022 Genótipos diferentes podem apresentar fenótipos iguais; 
 
\u2022 Programas de melhoramento localizados; 
 
\u2022 Recomendações específicas de raças novas, antes de estudos 
mais detalhados; 
 
\u201cDe nada vale genótipo superior em ambiente inadequado. 
Não adianta melhorar o ambiente se o genótipo não é 
adequado\u201d 
Ramalho et al., (1990) 
 
DEFINIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA DEP - 
DIFERENÇA ESPERADA NA PROGÊNIE 
A Diferença Esperada na Progênie (DEP) é usada para 
comparar o mérito genético de animais para várias 
características e prediz a habilidade de transmissão 
genética de um animal avaliado como progenitor; 
Ela é expressa na unidade da caráter: kg para 
peso, cm para PE e meses para IPP, podendo ter 
sinal positivo ou negativo; 
É a mais acurada avaliação do valor aditivo dos 
animais para muitos caracteres. 
É a predição do mérito genético dos gametas 
produzidos pelo indivíduo; 
Termos equivalentes: 
 
PTA \u2013 Predict Transmiting Ability (Habilidade predita 
de transmissão) \u2013 Tem o mesmo significado, 
mas é mais utilizado para bovino de leite. 
 
TA \u2013 Transmiting Ability (Habilidade de transmissão 
Com o conhecimento da DEP (PTA, TA ou outros 
termos equivalentes) de todos os animais de uma 
população, a seleção se torna extremamente fácil e 
eficiente. 
É a mais acurada avaliação do valor aditivo dos animais 
para muitos caracteres. 
Como estimar o valor genético 
aditivo? (Algumas expressões) 
Usar informações fenotípicas disponíveis: 
 
1 \u2013 Do próprio animal; 
2 \u2013 Dos ancestrais e colaterais; 
3 \u2013 Da progênie do animal; 
4 \u2013 Combinação de todas (o que leva ao BLUP). 
BLUP \u2013 Best Linear Unbiased Prediction (Melhor 
Predição Linear não Viezada). 
Com uma informação do próprio indivíduo: 
VGA = h2(P - µ) 
h2 \u2013 herdabilidade; 
P \u2013 fenótipo do indivíduo; 
µ - média do grupo contemporâneo do rebanho. 
Com mais de uma observação do fenótipo: 
VGA = [nh2/(1+(n-1)r)] \uf0e5(Pi - µ)/n 
 
h2 \u2013 herdabilidade; 
Pi \u2013 fenótipo do indivíduo em cada medição; 
µ - média do grupo contemporâneo do rebanho; 
n \u2013 número de observações do fenótipo; 
r \u2013 repetibilidade. 
Com informação de parentes: 
VGA = Rh2(P - µ) 
 
R \u2013 Parentesco entre o indivíduo informante e o 
indivíduo para o qual se deseja estimar VGA. Pai-
filho = 0,5; Meio irmão = 0,25; Irmão completo = 
0,5; 
h2 \u2013 herdabilidade; 
P \u2013 fenótipo do indivíduo; 
µ - média do grupo contemporâneo do rebanho. 
Com várias informações em um parente: 
VGA = [Rnh2/(1+(n-1)r)] \uf0e5(Pi - µ)/n 
Com teste de progênie: 
VGA = [2Nh2/(4+(N-1)r)] \uf0e5(Pi - µ)/N 
 
N \u2013 número de progênies do indivíduo. 
Existem outras expressões a partir de diferentes 
informações. 
Informação de parentes \u2013 permite calcular VGA em 
idade precoce, em caráter com expressão em apenas 
um sexo, etc.... 
Quanto maior o número e diversidade de origem das 
informações, maior confiabilidade terá a estimativa. 
As informações estão disponíveis nas 
escriturações zootécnicas das granjas, fazendas e 
livros de registros genealógicos das associações 
de raças. 
USDA \u2013 Avalia geneticamente diversos caracteres 
da raça holandesa (35 milhões de animais). 
Combinar tudo é muito complicado. Só é possível com 
os recursos de informática e métodos estatísticos 
(Método da Máxima Verossimilhança, Equações de 
modelos Mistos, etc...) 
Portanto é possível a obtenção rotineira e simultânea 
da DEP, PTA, etc... 
A DEP para efeito maternal prediz a diferença 
esperada, por exemplo, em peso das progênies das 
filhas do animal avaliado (netas), devido às 
diferenças na habilidade maternal apresentada por 
elas. 
Considere um exemplo com o peso ao sobreano em 
gado de corte. Se a DEP (P450) para o touro A for 
de 10 kg e a DEP para o touro B de -5 kg, a diferença 
entre A e B será de 15 kg. 
 Isso significa que podemos esperar que a progênie do 
touro A produza, em média, 15 kg a mais em peso aos 
450 dias que a do touro B, sob as mesmas condições 
de criação. 
 
 
Esse valor (15 kg) reflete a diferença no valor 
genético médio dos gametas produzidos pelos touros, 
pois o material genético dos pais é transmitido à sua 
descendência por meio dos seus gametas. 
TOUROS VALOR GENÉTICO DAS 
PROGÊNIES (kg) 
Identif. No de 
Progênies 
DEP 
(450 dias) 
 
Inferior