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AULA7_Espermograma_Morfofisiologia e patologias espermáticas_Fertilização in vivo

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Primárias – defeitos que se originam no epitélio seminífero durante a espermatogênese; Secundárias – defeitos que se originam distalmente aos túbulos seminíferos, nas vias intra e extratesticulares durante o armazenamento e ejaculação; Terciárias – são aquelas originadas pela manipulação dos espermatozoides após a ejaculação.
	Blom (1973) associou a classificação ao grau de importância do defeito para fertilidade em defeitos maiores e menores, a depender da relevância para fertilidade;
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Avaliação da morfologia espermática
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Câmara úmida
Estiraços corados
Método de avaliação
	A preparação da câmara úmida é feita com a mesma suspensão celular preparada para avaliação da concentração espermática. Coloca-se 10 microlitros da amostra, devidamente homogeneizada, em uma lâmina, cobre-se com lamínula, remove o excesso de líquido (contato com papel, sem pressionar) e sela as laterais da lamínula com esmalte. A leitura é feita em microscopia de contraste de fase, com aumento de 100X em imersão;
	Os esfregaços corados são feitos com uma gota de sêmen puro, ou diluído. Coloca-se uma gota de sêmen numa lâmina e a estira, com auxílio de outra lâmina, deixando-a secar. A coloração pode ser feita posteriormente ou antes de estirar, fazendo-se, neste caso, uma homogeinização da amostra com o corante. O corante mais utilizado é a eosina-nigrosina, mas também podem ser utilizados outros corantes como o Vermelho-Congo, Azul de bromofenol e Blue Sperm.
	São contadas 200 células.
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Total de alterações morfológicas aceitáveis
CBRA, 2013
	Animal	Defeitos Totais (% máx.)
	Touro (bov/bub)	30
	Garanhão	30
	Bode/Carneiro	20
	Cão	30
	Varrão	30
	Aves	10
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Quanto à origem
Quanto à localização anatômica
Quanto à importância para fertilidade
Classificação das anormalidades espermáticas
	Durante muitos anos a classificação dos defeitos espermáticos deu-se de acordo com a região anatômica afetada – defeitos de cabeça, cauda, etc;
	Largelof (1934) classificou as anormalidades espermáticas de acordo com sua origem em: Primárias – defeitos que se originam no epitélio seminífero durante a espermatogênese; Secundárias – defeitos que se originam distalmente aos túbulos seminíferos, nas vias intra e extratesticulares durante o armazenamento e ejaculação; Terciárias – são aquelas originadas pela manipulação dos espermatozoides após a ejaculação.
	Blom (1973) associou a classificação ao grau de importância do defeito para fertilidade em defeitos maiores e menores, a depender da relevância para fertilidade;
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Sptz’s anormais podem reduzir a fertilidade
Prejuízo à motilidade → local de fertilização
Defeitos sutis no formato da cabeça, cauda, gota
↑ nº sptz’s funcionalmente competentes
Incapacidade de fertilizar, manter o desenvolvimento embrionário inicial
Fortes alterações no formato da cabeça, defeitos na cromatina
Defeitos compensáveis¹ e não compensáveis²
(SAACKE et al., 2008)
	Durante muitos anos a classificação dos defeitos espermáticos deu-se de acordo com a região anatômica afetada – defeitos de cabeça, cauda, etc;
	Largelof (1934) classificou as anormalidades espermáticas de acordo com sua origem em: Primárias – defeitos que se originam no epitélio seminífero durante a espermatogênese; Secundárias – defeitos que se originam distalmente aos túbulos seminíferos, nas vias intra e extratesticulares durante o armazenamento e ejaculação; Terciárias – são aquelas originadas pela manipulação dos espermatozoides após a ejaculação.
	Blom (1973) associou a classificação ao grau de importância do defeito para fertilidade em defeitos maiores e menores, a depender da relevância para fertilidade;
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Alterações do Acrossoma
Enrugado, contorno defeituoso ou destacado
Patologias espermáticas
Distúrbios no epidídimo, envelhecimento no epidídimo ou manipulação indevida no processamento (choque térmico).
	A preparação da câmara úmida é feita com a mesma suspensão celular preparada para avaliação da concentração espermática. Coloca-se 10 microlitros da amostra, devidamente homogeneizada, em uma lâmina, cobre-se com lamínula, remove o excesso de líquido (contato com papel, sem pressionar) e sela as laterais da lamínula com esmalte. A leitura é feita em microscopia de contraste de fase, com aumento de 100X em imersão;
	Os esfregaços corados são feitos com uma gota de sêmen puro, ou diluído. Coloca-se uma gota de sêmen numa lâmina e a estira, com auxílio de outra lâmina, deixando-a secar. A coloração pode ser feita posteriormente ou antes de estirar, fazendo-se, neste caso, uma homogeinização da amostra com o corante. O corante mais utilizado é a eosina-nigrosina, mas também podem ser utilizados outros corantes como o Vermelho-Congo, Azul de bromofenol e Blue Sperm.
	São contadas 200 células.
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Alterações de Acrossoma
PURSEL et al., 1972
http://penta3.ufrgs.br/veterinaria/celula/
	Grânulo persistente, defeito hereditário que pode conduzir à esterilidade. É detectado como um ponto refringente na margem anterior da cabeça do espermatozoide. Esta anormalidade foi detectada em bovinos, ovinos, caprinos e suínos. O defeito ocorre durante a espermatogênese e consiste de uma projeção do tecido acrossômico, que se dobra, fazendo uma protusão.
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http://penta3.ufrgs.br/veterinaria/celula/
Degeneração e Hipoplasia testicular
Alterações de Cabeça
	Alterações no formato da cabeça (piriforme, contorno anormal, estreito na base...) estão relacionados à infertilidade. Em elevado número, estão relacionadas à degeneração e hipoplasia testicuar. Podem apresentar boa motilidade e iAC e ainda ser capazes de fertilizar. Porém, em elevado número, tem baixa fertilidade (incapacidade de fertilizar ou desenvolvimento embrionário anormal).
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Espermatozóide bovino com cabeça dupla
(eosina-nigrosina) 
Alterações de Cabeça
	A preparação da câmara úmida é feita com a mesma suspensão celular preparada para avaliação da concentração espermática. Coloca-se 10 microlitros da amostra, devidamente homogeneizada, em uma lâmina, cobre-se com lamínula, remove o excesso de líquido (contato com papel, sem pressionar) e sela as laterais da lamínula com esmalte. A leitura é feita em microscopia de contraste de fase, com aumento de 100X em imersão;
	Os esfregaços corados são feitos com uma gota de sêmen puro, ou diluído. Coloca-se uma gota de sêmen numa lâmina e a estira, com auxílio de outra lâmina, deixando-a secar. A coloração pode ser feita posteriormente ou antes de estirar, fazendo-se, neste caso, uma homogeinização da amostra com o corante. O corante mais utilizado é a eosina-nigrosina, mas também podem ser utilizados outros corantes como o Vermelho-Congo, Azul de bromofenol e Blue Sperm.
	São contadas 200 células.
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Má-formação da cabeça (Bovino, Azul de Toluidina)
Alterações de Cabeça
	A preparação da câmara úmida é feita com a mesma suspensão celular preparada para avaliação da concentração espermática. Coloca-se 10 microlitros da amostra, devidamente homogeneizada, em uma lâmina, cobre-se com lamínula, remove o excesso de líquido (contato com papel, sem pressionar) e sela as laterais da lamínula com esmalte. A leitura é feita em microscopia de contraste de fase, com aumento de 100X em imersão;
	Os esfregaços corados são feitos com uma gota de sêmen puro, ou diluído. Coloca-se uma gota de sêmen numa lâmina e a estira, com auxílio de outra lâmina, deixando-a secar. A coloração pode ser feita posteriormente ou antes de estirar, fazendo-se, neste caso, uma homogeinização da amostra com o corante. O corante mais utilizado é a eosina-nigrosina, mas também podem ser utilizados outros corantes como o Vermelho-Congo, Azul de bromofenol e Blue Sperm.
	São contadas 200 células.
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Cabeça estreita (Bovino, Eosina-Nigrosina) 
Alterações de Cabeça
Cabeça destacada (Bovino, Eosina-Nigrosina) 
Alterações do colo
Pouch, Diadema, Cratera
Bov / Sui / Coe / Eq / Hum
Doenças virais, produtos tóxicos, estresse, condições climáticas adversas; Dexametasona; Degeneração testicular
Alterações no Núcleo
	A preparação da