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Análise Facial

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Análise Facial
- O primeiro passo para se fazer um diagnóstico ortodôntico é identificar a etiologia do problema, através das análises esquelética, dentária e de compensações dentárias. A primeira análise que deve ser feita é a esquelética, tendo em vista que o tratamento ortopédico depende da idade do paciente para ter êxito. Quando o paciente chega com um problema esquelético já instalado, ou seja, após a fase pós-pico, o tratamento é ortodontia compensatória ou cirúrgico. Após a primeira fase da análise ser realizada, pode-se identificar ou não problema esquelético, e a análise seguirá em busca de problemas na oclusão. É possível que em um primeiro momento o paciente não apresente problemas esqueléticos, porém apresente alguma má oclusão.
- O diagnóstico é dividido por planos: Transversal, vertical e sagital. Na avaliação transversal é possível identificar problemas laterais, na vertical se identifica problemas de altura e na sagital se identifica problemas ântero-posterior. 
1. Diagnóstico esquelético:
· No plano transversal é possível identificar os seguintes problemas esqueléticos:
 Atresia maxilar
Assimetria mandibular
· No plano vertical é possível identificar os seguintes problemas esqueléticos:
Tipo normal (proporcionalidade da altura facial)
Tipo vertical (face alongada)
Tipo horizontal (face encurtada)
· No plano sagital é possível identificar os seguintes problemas esqueléticos:
Classe I esquelética (A maxila e a mandíbula estão bem relacionados entre si)
Classe II esquelética (perfil convexo, deficiência mandibular)
Classe III esquelética (perfil côncavo, deficiência maxilar, leva a protrusão mandibular)
OBS: É possível um paciente ter atresia da maxila e não ter mordida cruzada, devido a compensações dentárias. Se o paciente estiver em crescimento, se faz tratamento ortopédico para corrigir o problema esquelético. Se o paciente já estiver na fase pós pico, por haver compensação dentária, não é primordial a intervenção.
- Para a realização da análise facial é preciso avaliar a posição natural da cabeça. Cada paciente se posiciona de uma forma diferente. Deve-se posicionar o paciente no plano frontal com a linha interpupilar paralela ao solo, e de perfil com o plano de Frankfurt (linha que passa pelo tragus a asa do nariz) paralelo ao solo. 3 fotos são tiradas: Frontal em repouso, frontal sorriso e perfil.
Pontos a serem identificados em uma análise facial:
Tríquio - Ponto localizado na linha onde se inicia a raiz do cabelo;
Glabela – Ponto mais proeminente da testa entre as sobrancelhas;
Subnasal – Ponto localizado na união do lábio superior com a base do nariz;
Estômio – Ponto mais inferior do lábio superior;
Mentoniano – Ponto mais inferior do mento mole;
Linha média facial – Passa por um ponto na glabela e filtro labial (se observa se há ou não desvio da linha média dentária a partir da linha média facial);
· Análise frontal em repouso:
- Desvio Mandibular: Desvio do mento em relação a linha média facial.
 Presente / Ausente
 Marcar um ponto no centro do mento e verificar sua posição em relação a linha média facial. Indica 
 presença de assimetria mandibular. Até 2mm de desvio mandibular é considerado normal.
- Altura do Terço Inferior da Face: Proporção do terço inferior da face (do ponto subnasal ao ponto 
 mentoniano) em relação ao terço médio da face (do ponto subnasal até a glabela).
 Normal / Aumentada / Diminuída
 Indica o padrão de crescimento vertical. Altura aumentada indicaria o tipo facial vertical, diminuída 
 indicaria o tipo horizontal e normal indica o tipo normal.
OBS: A parte superior do terço inferior da face está relacionada ao lábio superior (1/3), os outros dois terços do terço inferior da face estão relacionados ao lábio inferior. O paciente do tipo verticar tem um desequilíbrio dessas proporções do terço inferior.
- Tipologia Facial: Relação entre altura (do tríquio ao mento) e largura (distância bizigomática) da face.
 Mesofacial / Braquifacial / Dolicofacial
 Mesofacial tem proporcionalidade entre altura e largura (em torno de 70%-75% da altura da face em 
 largura), Braquifacial possui uma largura maior que a altura, por fim, o Dolicofacial possui altura maior 
 que a largura.
- Selamento Labial: Contato entre o lábio superior e o inferior.
 Presente / Ausente
 Indica o padrão de crescimento vertical (se o paciente é do tipo facial vertical ou não, contudo o paciente 
 pode não apresentar selamento por outros motivos, como lábio curto, discrepância mandibular). A 
 normalidade é o contato entre os lábios de 0 a 3mm.
- Exposição incisal: Exposição do incisivo superior com os lábios separados e o lábio superior em repouso.
 Normal / Aumentada / Diminuída
 Indica a posição dos incisivos superiores no sentido vertical, indicando se há presença de compensação 
 vertical ou não. Por exemplo, um paciente tipo facial normal com exposição incisal aumentada, 
 oclusalmente apresenta uma mordida profunda, os incisivos confirmam a compensação dental. Pacientes 
 com tipo facial horizontal costumam ter exposição incisal diminuída.
 Homens: de 1-3mm é considerado normal;
 Mulheres: de 2-4mm é considerado normal;
· Análise frontal sorriso:
- Corredor Bucal: Distância entre a comissura labial e a vestibular dos dentes posteriores.
 Preenchido / Não preenchido
 A normalidade é preenchido. Indica a relação transversal da maxila, auxiliando a chegar ao diagnóstico de 
 atresia maxilar. Importante ressaltar que o corredor bucal não preenchido por si só não sustenta o 
 diagnóstico de atresia.
- Exposição gengival: Exposição gengival no sorriso na região anterior e posterior, indica a posição vertical 
 da maxila e dos incisivos superiores.
 Normal / Excesso anterior / Deficiente / Excesso posterior
 De 0 a 2mm é considerado dentro da normalidade.
 OBS: O tipo facial vertical apresenta excesso anterior e possivelmente posterior também, indicando 
 extrusão da maxila como um todo. Quando há excesso anterior exclusivamente pode ser que exista 
 extrusão dos incisivos, e não da maxila. O tipo facial horizontal apresenta deficiência. Os possíveis 
 tratamentos incluem cirurgia ortognática, gengivoplastia, botox, tratamento ortodôntico.
· Análise de perfil:
- Ângulo naso-labial: ângulo formado pela união dos pontos lábio superior, subnasal e base do nariz. Indica 
 a posição sagital da maxila, se está protruída (ângulo fechado), retruída (ângulo aberto) ou bem 
 posicionada (90° a 110°).
 Normal / Aberto / Fechado
 Também é possível utilizar esse dado para definir se o paciente é classe I, II ou III esquelética. Se o ângulo 
 for aberto, indica retrusão da maxila, ou seja, classe III esquelética. Ângulo aberto indica protrusão 
 maxilar, classe II esquelética.
- Projeção malar: Projeção do osso zigomático na face. Indica a posição sagital da maxila. Quando a 
 projeção é deficiente indica retrusão maxilar, típico de pacientes classe III esquelética.
 Normal / Deficiente
- Sulco lábio-mentoniano: Ângulo formado pela interseção dos pontos lábio inferior e projeção anterior do 
 Mento. Indica a posição sagital e/ou vertical da mandíbula.
 Normal / Ausente / Pronunciado
 Sendo o normal 120°, o ausente indica paciente tipo facial vertical e protrusão mandibular. O 
 pronunciado indica paciente classe/padrão II, com deficiência mandibular, tendendo a ser tipo facial 
 horizontal.
- Linha queixo-pescoço: Delineada do ponto mentoniano ao ponto cervical. Indica a posição sagital e o 
 tamanho da mandíbula.
 Normal / Aumentada / Diminuída
 Deve ser avaliada em relação a base do crânio. Normalidade é de 80% da altura do terço inferior da face. 
 Pode ser analisada também em relação a glabela e ao subnasal.
- Ângulo da linha queixo-pescoço: Ângulo formado pelas linhas delineadas no mento e no pescoço. Indica a 
 posição vertical e/ou sagital da mandíbula.
 Normal / Aberto / Fechado
 A normalidade está entre 120° a 130°. O ângulo aberto pode indicar retrusão mandibular e tendência a 
 ser do tipo facial horizontal, e o ângulo