Atividade 3 - Gustavo Schaun Bueno (16102535)
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Atividade 3 - Gustavo Schaun Bueno (16102535)


DisciplinaProjetos de Poços de Petróleo8 materiais8 seguidores
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Universidade Federal de Pelotas 
Centro de Engenharias 
Engenharia de Petróleo 
 
Disciplina de Projeto de Poço 
Atividade 3 
 
Gustavo Schaun Bueno - 16102535 
 
 
 
A) Tipos de instalações offshore 
 As unidades estacionárias de produção (UEP) de petróleo podem ser dividias em fixas e flutuantes. 
 
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Tipo Jaquetas 
Plataforma de perfuração e produção, com estruturas treliçadas 
em aço fixadas por estacas cravadas no solo marinho e instaladas 
em lâminas d\u2019água de até 300 m. Podem operar sozinhas ou com 
navio acoplado à plataforma. 
 
Autoelevável 
Acionadas mecânica ou hidraulicamente podem movimentar-se, 
permitindo uma maior flexibilidade com relação à profundidade 
e posição de operação. Essas plataformas de perfuração são 
limitadas a até 150 m. 
 
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Semissubmersível Tanto para perfuração quanto produção, possibilita explotação 
de poços em águas profundas de até 2000 m. Consiste em dois 
flutuadores compartimentados em tanques com finalidades de 
oferecer lastro e flutuação à plataforma. Os flutuadores se 
apoiam as colunas, que sustentam os conveses. Utiliza linhas de 
ancoragem ou um sistema de posicionamento dinâmico. 
 
FPSO Capaz de processar e armazenar petróleo, são do tipo de sistema 
de explotação flutuante mais completo. Ancorada no solo 
marinho, tem a vantagem do armazenamento do óleo produzido. 
Usada somente para produção, pode ser instalada em até 2000 m 
de lâmina d\u2019água. Navios petroleiros são usados como suporte 
para armazenar o óleo e descarregar até o terminal (FSO). 
 
 
 
 
Engenharia de Petróleo 
Projeto de Poço 
 
 
 
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TLP Ancorada no fundo do mar por cabos tracionados através de 
sistema de fundação com estacas, permite a utilização de uma 
completação seca em conjunto de sistema de risers rígidos 
devido aos movimentos restritos pelos cabos. Com lâminas 
d\u2019água de até 1500 m, podem perfurar e produzir também na sua 
versão como plataforma de produção antecipada (Mini-TLP). 
 
 Fontes: Petrobras e Cardia (2016). 
 
B) Sistemas Submarinos 
Podemos definir um sistema submarino de produção como de acordo com Biral (2008) 
\u201csendo um conjunto de instalações submersas destinadas à elevação, injeção e escoamento dos 
fluidos produzidos e/ou movimentados em um campo de petróleo ou gás natural\u201d. Esse sistema 
é essencial na produção offshore e envolve desde a escolha dos equipamentos submarinos e a 
melhor disposição deles. Basicamente, os equipamentos que compõe um sistema submarino 
serão os são definidos abaixo. 
 
1) Umbilicais 
Conjunto de mangueiras que transportam desde 
fluidos hidráulicos e de injeção química, assim como 
cabos elétricos transmissores de sinais e potência, o 
umbilical tem como função acionar os mecanismos de 
abertura e fechamento do equipamento submarinos 
monitorando as características do poço (BIRAL, 2008). 
Fonte: Biral, 2008. 
 
2) Sistemas de Ancoragem 
 
Lacerda (2005) descreve como sendo um conjunto 
de linhas de ancoragem compostas por diferentes materiais, 
âncoras ou estacas, que transferem os esforços que agem 
sobre a plataforma para o solo. Dos tipos de ancoragem: 
convencional (a) e Taut-Leg (b). Na convencional, as linhas 
são como catenárias, onde transfere somente esforços Fonte: Lacerda 2005 
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Projeto de Poço 
 
 
 
horizontais para o solo. Já a Taut-Leg transfere todos os 
tipos de forças, tanto horizontal quanto vertical. 
 
3) Manifold 
Um manifold, segundo Neto (2017), consistem em 
um conjunto de válvulas e dutos projetados de forma a 
centralizar e redistribuir de forma simplificada os fluxos 
advindos de sistemas submarinos de produção. Esses 
equipamentos combinam, distribuem, controlam e podem 
monitorar os fluxos de fluidos. Podem ser Pipe end 
Manifold (PLEMs) ou Pipe end Termination (PLETs). 
 
Fonte: Neto, 2017. 
 
4) Risers 
 
Trecho suspenso de um duto submarino cuja 
função é conduzir os fluidos oriundos dos poços ou 
manifolds até a UEP. É submetido a elevados esforços de 
tração e fadiga, devido ao seu próprio peso, à ação de 
correnteza, aos efeitos das ondas e as movimentações da 
UEP. Os risers podem ser classificados de acordo com a 
sua configuração, material e finalidade. Com base na sua 
configuração é classificado em vertical, catenária ou 
complexa, usando flutuadores. (BARAL, 2008). Fonte: Baral, 2008. 
 
5) Árvore de Natal Molhada 
Neto (2017), define uma árvore de natal molhada 
sendo um equipamento que comporta um conjunto de 
válvulas, tubos, acessórios, conexões e é posicionado na 
cabeça do poço para controle dos fluxos. As válvulas são 
operadas por sinais hidráulicos, elétricos, manualmente 
por mergulhadores ou ainda por veículos submarinos 
operados remotamente (ROV). 
 
Fonte: Neto, 2017. 
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Projeto de Poço 
 
 
 
6) Oleodutos 
ANP (s.d) define oleodutos e classifica oleodutos como de 
transportes, transferência e portuários. Os oleodutos de 
transporte movimentam petróleo, seus derivados e 
biocombustíveis em meio ou percurso considerado de 
interesse geral, já os de transferência somente a de 
interesse específico e exclusivo. Ainda, os oleodutos 
portuários interligam estas instalações como refinarias e 
terminais à estrutura de modal aquaviário. 
 
Fonte: ANP. 
 
7) Gasodutos 
 
Descrito pela ANP (s.d), gasodutos de transporte 
se caracterizam como infraestruturas para movimentação 
de gás natural desde instalações de processamento, 
estocagem ou outros gasodutos de transporte até 
instalações de estocagem, outros gasodutos de transporte 
e pontos de entrega. 
Fonte: CBIE, 2018. 
 
8) Flowlines 
Dutos empregados em todo sistema submarino de 
coleta e escoamento, que conduzem os fluidos 
produzidos pelo poço para as unidades de produção. Elas 
podem ser utilizadas para a interligação de uma unidade 
a outra, para a injeção ou o descarte de fluidos em 
reservatórios ou para a exportação da produção para terra. 
Flowlines são de formato tubular, com camadas de 
materiais metálicos e não metálicos, cada qual com uma 
função específica. Em suas extremidades, possuem 
acessórios denominados \u201cconectores\u201d, ligando as ANM 
a manifolds ou risers (PETROBRAS, s.d) 
 
Fonte: Petrobras (s.d). 
 
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C) Etapas de Descomissionamento em Plataformas Fixas 
Cada plataforma, após certo período, atinge sua fase final de produção, que é chamada 
de descomissionamento. Isto ocorre quando a produção de petróleo se apresenta desvantajosa, 
sendo efetuado o encerramento das atividades, limpeza e remoção de estruturas e recuperação 
ambiental do local (MARTINS, 2015). 
O processo de descomissionamento ocorre em todos os tipos de UEP, mas o enfoque 
aqui abordado será dos processos de abandone de plataformas fixas. Este processo ocorre em 
quatro estágios distintos: Desenvolvimento, avaliação e seleção; Encerramento da produção, 
tamponamento e abandono de poços; Remoção de toda ou partes da estrutura offshore; e 
Disposição ou reciclagem dos equipamentos removidos. 
 
i) Remoção completa 
Segundo Martins (2015), a remoção completa da plataforma fixa é, basicamente, um 
processo de instalação reversa. As principais operações na remoção completam são o corte, o 
içamento, o carregamento e a disposição das seções. A instalação pode ser seccionada em uma 
ou mais partes, dependendo do tamanho e da capacidade da embarcação que fará o reboque. 
Esta opção, dependendo da localização em que se encontra, requer a remoção até uma 
profundidade suficiente abaixo do solo marinho, a fim de eliminar qualquer interferência com 
os demais usuários do local, como pescadores e embarcações (SILVA e MAINER, 2008 apud 
MARTINS, 2015). 
A principal vantagem deste tipo de operação é a possibilidade de o local recuperar as 
condições ambientais próximas