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Mutação Constitucional 
 
Até recentemente a jurisprudência do STF era pacífica no sentido de 
que os efeitos da decisão proferida em sede em controle difuso de 
constitucionalidade (de forma incidental) eram “inter partes” e “não vinculantes”. 
Essa é a concepção, a qual não adotava a denominada teoria da abstrativização 
do controle difuso. 
Contudo, no final do ano de 2017, reinterpretando o tema, o Supremo 
Tribunal Federal alterou sua jurisprudência no seguinte sentido: “se uma lei ou 
ato normativo é declarado inconstitucional, de forma incidental (controle difuso) 
pela Suprema Corte, essa decisão produzirá eficácia erga omnes e efeitos 
vinculantes”. 
Com esse novo posicionamento, quando o STF declarar uma lei 
inconstitucional, mesmo em sede de controle difuso, a decisão já tem efeito 
vinculante e “erga omnes”, sendo que aquele só comunicará ao Senado Federal 
com o objetivo de que referida Casa Legislativa dê publicidade daquilo que foi 
decidido. 
Portanto, houve mutação constitucional do art. 52, X, da CF. 
Ressalte-se que essa mutação constitucional foi extremamente 
positiva e salutar, vez que agora toda vez que for declarada a 
inconstitucionalidade de uma espécie normativa, mesmo em sede de controle 
incidental (difuso), a norma será inconstitucional para todas as pessoas, sendo 
desnecessário que cada pessoa ingresse individualmente do Poder Judiciário 
para alcançar os mesmos efeitos da decisão proferida em sede de controle 
difuso. 
Por fim, em breve, gravarei um vídeo para explicar referida mutação 
constitucional, vídeo esse que será disponibilizado na área do aluno. 
Bons estudos! 
 Prof. Rodrigo Perin