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LIVRO AUDITORIA E SEGURANÇA DO TRABALHO

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horária mínima de 40 horas para os colaboradores 
autorizados. Como tópicos dessa ementa, encontram-se:
- Introdução à segurança com eletricidade: introduzir o assunto 
aos colaboradores em treinamento.
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- Riscos em instalações e serviços com eletricidade: abordar 
os diversos riscos em instalações e serviços com eletricidade, 
como choque elétrico, arcos elétricos etc.
- Técnicas de análise de riscos: aborda as técnicas que podem 
ser utilizadas para a análise de riscos.
- Medidas de controle do risco elétrico: abordar as medidas que 
podem ser tomadas para controlar os riscos elétricos. Algumas 
das medidas são: desenergização, aterramento funcional, 
bloqueios e impedimentos etc.
- Normas Técnicas Brasileiras: discutir sobre as NBRs da ABNT, 
como a NBR 5410, NBR 14039, entre outras.
- Regulamentação do MTE: debater sobre as regulamentações, 
cujo conhecimento é necessário, como as NRs.
- Equipamentos de Proteção Coletiva: tratar da importância de 
sua utilização, conscientizando o colaborador sobre o tema e 
expor os equipamentos que são necessários para as funções 
designadas.
- Equipamentos de Proteção Individual (EPI): falar sobre a 
importância de sua utilização, conscientizando o colaborador 
a respeito do assunto e expor quais devem ser utilizados 
obrigatoriamente.
- Rotinas de trabalho: abordar os procedimentos para as rotinas 
de trabalho, como instalações desenergizadas, sinalizações 
etc.
- Documentação de instalações: discutir sobre a importância 
das documentações.
- Riscos adicionais: falar sobre a existência de riscos adicionais 
em determinadas funções, como a altura, a umidade etc.
- Proteção e combate a incêndios: discutir sobre noções 
básicas de proteção e combate a incêndios, sobre as medidas 
preventivas, os métodos existentes de extinção e realizar 
atividades práticas.
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- Acidentes de origem elétrica: falar sobre a necessidade de 
identificar suas causas diretas e indiretas e discuti-las.
- Primeiros socorros: promover um debate sobre o assunto para 
que o colaborador tenha noção sobre as lesões que possam 
ocorrer, identificar quais casos devem ser priorizados e outras 
técnicas de primeiros socorros.
- Responsabilidades: alertar sobre todas as responsabilidades 
diretas e indiretas para a segurança em instalações e serviços 
com eletricidade.
Também no Anexo III, se encontra a estrutura competente para 
um curso complementar sobre segurança no Sistema Elétrico de 
Potência (SEP) e em suas proximidades (NR 10, 2017).
Com relação à NR 11 – Transporte, Movimentação, 
Armazenamento e Manuseio de Materiais – , o item 11.1.5 refere-se 
ao treinamento específico que os operadores de equipamentos de 
transporte com força motriz própria deverão receber da empresa, 
habilitando-os na função (NR 11, 2017).
Pesquise mais
A NR 13 – Caldeiras, vasos de pressão e tubulações – traz um anexo 
(Anexo I) contendo informações acerca da capacitação de pessoal. 
Todo operador de caldeira deverá estagiar, sob supervisão, na caldeira 
na qual irá operar (para cada categoria há uma duração mínima). 
Para conhecer melhor sobre a formação mínima exigida, programação 
mínima sugerida, carga horária etc. acerca da capacitação para caldeiras 
(Anexo I – A) e para vasos de pressão (Anexo I – B), acesse o link a seguir. 
Disponível em: <https://goo.gl/YLGCCA>. Acesso em: 7 jul. 2017.
Na NR 19 – Explosivos –, o Anexo I traz o item 14, que refere 
à formação de trabalhadores. No subitem 14.1, afirma que 
empresas devem capacitar e treinar permanentemente os seus 
colaboradores, seguindo um cronograma e programa específico, 
U2 - Procedimentos de segurança no setor industrial90
ministrando informações sobre os riscos da função e medidas 
preventivas, o PPRA, o Plano de Emergência e Combate a Incêndio 
e Explosão, as Normas de Procedimento Operacionais e o correto 
uso e manutenção dos EPIs, assim como suas limitações. Os 
treinamentos devem ser realizados com obrigatoriedade no ato de 
admissão do colaborador, sempre que houver mudança de função 
e, no mínimo, a cada ano para todo o grupo de colaboradores, 
registrando conteúdo, carga horária e frequência (NR 19, 2017).
Na NR 33 – Segurança e Saúde nos trabalhos em espaços 
confinados –, o subitem 33.3.5 trata sobre a capacitação para 
trabalhos em espaços confinados, os quais são estritamente 
vedados sem a prévia capacitação do colaborador. O subitem 
33.3.5.2 afirma que devem ser desenvolvidos treinamentos e 
capacitações sempre que houver mudança nas condições de 
trabalho ou procedimentos; quando ocorrer algum evento que 
indique a necessidade de um novo treinamento; quando houver 
razões para acreditar que estejam ocorrendo desvios no uso ou 
nos procedimentos de entrada nos espaços confinados; ou ainda 
quando houver a inadequação de conhecimento (NR 33, 2017).
Pesquise mais
Para ampliar o seu conhecimento sobre os itens e subitens que tratam 
de capacitações, treinamentos, programações das capacitações, carga 
horária mínima exigida e trabalhos em espaços confinados, acesse a 
Norma Regulamentadora 33 (NR 33). Disponível em:
<https://goo.gl/XZTzEA>. Acesso em: 7 jul. 2017.
Quanto à NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e 
Equipamentos – do item 12.135 até 12.147 aborda-se a capacitação 
dos colaboradores, uma vez que a operação, manutenção e 
inspeção de outras intervenções nas máquinas e equipamentos 
do ambiente industrial devem ser realizadas por colaboradores 
habilitados, qualificados, capacitados ou autorizados para as 
funções (NR 12, 2017). 
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De acordo com o item 12.138, a capacitação deve:
a) ocorrer antes que o trabalhador assuma a sua 
função; b) ser realizada sem ônus para o trabalhador; 
(Alterada pela Portaria MTE n.º 857, de 25/06/2015); c) 
ter carga horária mínima que garanta aos trabalhadores 
executarem suas atividades com segurança, sendo 
distribuída em no máximo oito horas diárias e realizada 
durante o horário normal de trabalho; d) ter conteúdo 
programático conforme o estabelecido no Anexo II 
desta Norma; e e) ser ministrada por trabalhadores 
ou profissionais qualificados para este fim, com 
supervisão de profissional legalmente habilitado que se 
responsabilizará pela adequação do conteúdo, forma, 
carga horária, qualificação dos instrutores e avaliação 
dos capacitados. (NR 12, 2017, p. 19)
Os cursos de capacitação devem ser específicos para a 
máquina ou equipamento no qual o colaborador exercerá 
sua função. Ainda na NR 12 é apresentada a programação 
mínima exigida para ministrar a capacitação, como: histórico de 
regulamentação da máquina, descrição e funcionamento, riscos, 
principais áreas que oferecem perigo, medidas e dispositivos de 
segurança, proteções, exigências mínimas de segurança, medidas 
de segurança para injetoras elétricas e hidráulicas de comando 
manual e demonstração prática dos perigos e dos dispositivos de 
segurança (NR 12, 2017).
Assimile
Existem normas regulamentadoras para diferentes atividades e funções, 
ambientes industriais e situações que exigem requisitos mínimos de 
segurança com o propósito de garantirem a saúde do trabalhador. 
E mesmo com essa diversidade de atividades, em todas elas existe 
a necessidade de os empregadores oferecerem treinamentos ou 
capacitações aos colaboradores.
Diversos treinamentos de segurança ou capacitações 
são obrigatórios para as organizações, a fim de que possam 
conscientizar e informar seus colaboradores acerca dos riscos e 
das prevenções em cada função a ser realizada. 
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Na educação continuada, o colaborador está em constante