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LIVRO AUDITORIA E SEGURANÇA DO TRABALHO

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postas quando há uma altura superior a 2,5 m. Caso contrário, devem estar 
protegidas por capas, caixas de proteção;
- os locais em que os trabalhos são processados e há lançamento de partí-
culas de material devem ser protegidos;
- assentos e mesas em posições adequadas (NR 17);
- quando o trabalho for, em sua maior parte, em pé, deverá existir assentos
nas proximidades para as pausas;
- iluminação adequada (NBR 5413 da ABNT);
- máquinas e equipamentos que produzam névoas devem proporcionar 
ventilação adequada;
- máquinas e equipamentos que produzam ruídos em excesso, deverão pro-
porcionar formas de isolamento;
- operação de manutenção somente com máquinas paradas;
- máquinas e equipamentos que utilizem ou gerem energia deverão possuir 
aterramento elétrico;
- utilização de comando bimanual;
- bloqueio de fontes de energia – intertravamento elétrico;
- utilizar dispositivos de proteção sensitiva;
- utilizar barreiras e cortinas óticas;
- utilizar tapetes de segurança.
Caldeiras e vasos sob pres-
são
(NR 13, NR 19, NR 20)
- Válvulas de segurança evitando a ultrapassagem da pressão interna de tra-
balho.
- Inspeções periódicas por órgãos e pessoas competentes.
- Prontuário.
- Organizar e manter atualizados os registros de segurança.
- Submeter projetos de instalação à aprovação prévia de órgão responsável.
Construção civil
(NR 18)
• Haver procedimentos de preparação para demolição:
- desligar fornecimento de energia elétrica, de água e de inflamáveis (líquidos 
e gasosos);
- canalizações de esgoto;
- vistoria das construções vizinhas;
- remoção de vidro etc.
• Preparar o local de escavações, fundações e desmonte de rochas ade-
quadamente;
- escavações com mais de 1,25 m de profundidade devem dispor de escadas 
nas proximidades;
- materiais retirados das escavações devem ser depositados a uma distância 
maior que a metade da profundidade;
- nas detonações, é obrigatório um alarme sonoro etc.
- Dobragem e corte de aço devem ser feitos sobre bancadas ou plataformas 
apropriadas e estáveis.
- Armação de pilares devem ser escoradas antes do cimbramento;
- Caçambas transportadoras devem ter dispositivos que impeçam seu des-
carregamento acidental.
- Piso provisório deve ser montado sem frestas.
- Escadas provisórias devem ser dimensionadas em função do fluxo de tra-
balhadores.
- Escadas de mão podem ter até 7 m de extensão e o espaçamento entre 
degraus pode variar ente 0,25 m a 0,3 m.
- Instalação de proteção contra queda na periferia da edificação etc.
Mineração
(NR 22)
- Deve haver, em toda a mina, água em condições de uso, por conta de 
poeiras.
- Deve haver, em toda a mina, plano de trânsito, com regras de movimen-
tação.
- Deve haver equipamentos de transporte.
- Instalação de plataformas móveis sempre que a altura do posto de trabalho 
for superior a 2 metros.
- Deve haver sistema de ventilação.
- Deve-se tomar precauções especiais quando houver movimentação pró-
xima à redes de eletricidade.
- Ferramentas utilizadas devem ser guardadas em locais de acesso restrito.
- Equipamentos de guindar devem possuir indicação máxima permitida e 
velocidade máxima.
- Utilizar o sistema de comunicação eficientemente etc.
Conhecidos os tipos de riscos por setores profissionais e suas 
possíveis formas de tratamento ou prevenção, torna-se necessário 
U1 - Riscos em ambientes industriais38
um planejamento das respostas aos riscos. Para isso, é ideal que 
seja realizado um gerenciamento dos riscos (Figura 1.6).
Figura 1.6 | Gestão de riscos
Fonte: Rupphenthal (2013).
Observa-se, na Figura 1.6, um ciclo contínuo para o 
gerenciamento de risco. São necessárias as realizações de três 
etapas iniciais: identificar os perigos existentes, analisá-los e 
avaliá-los. Dessa forma, os riscos são identificados e podem, 
agora, ser devidamente tratados. Após tratá-los, é essencial que as 
ações de tratamento e os resultados obtidos sejam monitorados 
e revisados, pois, com o surgimento de qualquer nova ameaça, 
ela deverá retornar às etapas iniciais de identificação de perigo, 
análise e avaliação. Depois do monitoramento e da revisão, pode-
se consolidar um contexto para o risco que foi analisado e, assim, 
serão elaborados documentos que possam ser enviados a todos na 
organização, a fim de que obtenham conhecimento sobre o risco 
e possam, sempre que necessário, consultá-los, com o intuito de 
sanar dúvidas referentes ao respectivo risco.
Existem diversas técnicas que podem ser utilizadas para realizar 
análises de riscos, dentre elas estão: 
- Análise preliminar de riscos (APR); - Estudos de identificação 
de perigos e operabilidade (Hazop);
U1 - Riscos em ambientes industriais 39
- Análise dos modos de falhas e efeitos (Fmea); - What if (e se...?); 
- Lista de verificação (LV); - Análise por árvore de falhas (AAF); - 
Análise por árvore de eventos (AAE); - Técnica do incidente crítica 
(TIC); - Análise comparativa; - Análise pela matriz das interações; 
- Inspeção planejada (IP);
- Registro e análise de ocorrências (RAO); e - Análise pela árvore 
de causas (AAC).
Pesquise mais
Para maiores conhecimentos sobre as diversas técnicas para análise de 
riscos em ambientes de trabalho citadas acima, utilize a obra a seguir:
CARDELLA, B. Segurança no trabalho e prevenção de acidentes: uma 
abordagem holística: segurança integrada à missão organizacional com 
produtividade, qualidade, preservação ambiental e desenvolvimento de 
pessoas. São Paulo: Atlas, 2013. 
Um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve conter: 
informações sobre os riscos dos processos, operacionalização 
dos postos de trabalho, capacitação de uma equipe de segurança 
do trabalho, gerenciamento da instalação predial, investigar e 
entender as causas dos acidentes e, finalmente, gerar um plano 
de emergência. 
A fim de ser efetuado um planejamento consistente das 
respostas aos riscos, podem ser seguidas as seguintes etapas:
1 – Definir e determinar os riscos que possam existir.
2 – Realizar uma análise quantitativa e qualitativa destes riscos.
3 – Planejar as respostas aos riscos, ou seja, desenvolver opções 
e ações a fim de minimizar os riscos, por meio de ações 
preventivas.
4 – Controlar os riscos.
U1 - Riscos em ambientes industriais40
Nesta seção, você pôde conhecer os tipos de riscos existentes 
em alguns setores profissionais, quais são os tratamentos 
adequados para eles e como planejar as respostas aos riscos.
Na próxima seção, iremos abordar os riscos existentes no 
ambiente de automação industrial. Para sua total compreensão, 
não deixe de realizar as atividades sugeridas nesta seção. 
Bons estudos!
Sem medo de errar
Agora, você auxiliará João, novo diretor da Totivits Ltda., 
a identificar as áreas de risco e quais tratamentos podem ser 
realizados, com o propósito de que, assim, possam elaborar 
um documento a ser entregue para todos os colaboradores, 
identificando e tomando conhecimento dos riscos e de como 
podem ser tratados e, principalmente, prevenidos. 
De acordo com a atividade feita na seção anterior, a Totivits 
possui 11 áreas, sendo elas:
- Administração;
- RH;
- Almoxarifado;
- Expedição;
- Jardim;
- Dispensa;
- Cozinha;
- Refeitório;
- Depósito;
- Tornearia e soldagem;
- Linha de montagem.
U1 - Riscos em ambientes industriais 41
Para todas as áreas deve-se recomendar as normas 
regulamentadoras de prevenção dos riscos em eletricidade, 
incêndio e máquinas e equipamentos. Sendo assim, recomenda-
se a leitura das NRs 10, 12, 15, 17, 20 e 23. 
Como sugestão para a formulação do documento, pode-se 
inserir os seguintes tratamentos e prevenções para todas as áreas 
da empresa:
Riscos em eletricidade
(NR 10)
- selecionar trabalhadores autorizados e capacitados para mexer nas partes 
elétricas da Totivits;
• Medidas de proteção coletiva: