Manual_sangue
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Manual_sangue


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FICHA CATALOGRÁFICA
Preparada pelo Centro de Documentação \u2013 Coordenadoria de Controle de Doenças/SES
©reprodução autorizada pelo autor, desde que citada a fonte
Rede de Serviços Tecnológicos para Sangue e Hemoderivados. 
Manual para controle da qualidade do sangue total e hemocomponentes / coordenado 
por Alice Sakuma; Maria Ângela Pignata Ottoboni e Patrícia Cressoni Sierra. 
São Paulo: RedSang-SIBRATEC, 2011.
120p.
 
Vários autores
Vários colaboradores.
 
1. Sangue 2. Controle de qualidade 3. Serviço de hemoterapia
SES/CCD/CD/29/11 
São Paulo - 2011
1
MANUAL PARA CONTROLE DA QUALIDADE DO 
SANGUE TOTAL E HEMOCOMPONENTES
2
Coordenação
Alice Momoyo Sakuma 
Química, doutorado em Saúde Coletiva-UNICAMP, 
Diretora Técnica Centro de Materiais de Referência 
Instituto Adolfo Lutz, (11 ) 3068-2914
alice@ial.sp.gov.br
Maria Ângela Pignata Ottoboni
Biomédica, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela FCFRP \u2013 USP
Especialista em Microtécnica pelo HCFMRP - USP
Controle da Qualidade, Hemocentro de Ribeirão Preto
16 \u2013 2101-9353, ottoboni@hemocentro.fmrp.usp.br
Patrícia Cressoni Sierra
Biomédica, Diretoria Técnico-Científica, Fundação Pró Sangue, 
Hemocentro de São Paulo
11 \u2013 3061554 Ramal 261, patricia@prosangue.sp.gov.br
Projeto gráfico e diagramação
Yukio Kurihara 
Comunicação Corporativa / Fundação Pró-Sangue
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Elaboração
Andréa Fernanda Origa
Bióloga, Especialista em Engenharia da Qualidade,
Controle da Qualidade do Hemocentro de Campinas -Unicamp
Tel.: (19) 3521-8618
origa@unicamp.br
Andréa Furlanetto Pereira
Biomédica, Controle de Qualidade
Hemocentro de Marília-Famema
Tel.: (14) 3402-1854 
fracionamento@famema.br
Marcel Inada
Biomédico, Fracionamento e Controle de Qualidade 
 Hemocentro de Marília-Famema
Tel.: (14) 3402-1854 
cq.hemomarilia@famema.br
Maria Ângela Pignata Ottoboni
Biomédica, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela FCFRP \u2013 USP
Especialista em Microtécnica pelo HCFMRP - USP
Controle da Qualidade, Hemocentro de Ribeirão Preto
Tel.: (16) 2101-9353
 ottoboni@hemocentro.fmrp.usp.br
Márcia Silveira Rodrigues
Administradora, Especialista em Gestão Hospitalar e MBA em Gerência 
de Saúde; Gestão da Qualidade, Hemocentro de Campinas - Unicamp
(19) 3521-8641
marciasr@unicamp.br
Patrícia Cressoni Sierra
Biomédica, Diretoria Técnico-Científica, Fundação Pró Sangue, 
Hemocentro de São Paulo
(11) 3061554 Ramal 261
 patricia@prosangue.sp.gov.br
4
Colaboração
Cyntia A. Arrais
Médica Hematologista e Hemoterapeuta,
Fundação Pró-Sangue, Hemocentro de São Paulo
Tel.: (11) 30615544
cyntia.arrais@prosangue.sp.gov.br
Doralice Marvulle Tan
Médica Hematologista e Hemoterapeuta, 
Hemocentro de Marília-Famema
Tel.: (14) 3402-1866 
hemocentro@famema.br
Emília Megumi Shigueoka 
Farmacêutica especialista em produção de hemoderivados e biotecnologia,
Hemobrás
Tel.: (81) 3303-6673
 emilia.shigueoka@hemobras.gov.br
Eugênia Maria Amorim Ubiali
Médica Hematologista e Hemoterapeuta, 
Hemocentro de Ribeirão Preto
Tel.: (16) 2101-9341
eugenia@hemocentro.fmrp.usp.br
Isaura Cristina Soares Del Miranda
Médica, Secretaria da Saúde de São Paulo, 
Tel.: (11) 3066-8308 
Crisaura@uol.com.br
Marcelo Addas Carvalho
Médico Hematologista e Hemoterapeuta,
Hemocentro de Campinas - Unicamp
Tel.: (19) 3521-8603 ou 3521-8613
maddas@unicamp.br
5
Osvaldo Donnini
Médico, coordenador da Hemorrede São Paulo
Tel.: (11) 3066-8287
odonnini@saude.sp.gov.br
Rose Mara Miranda
Biomédica - Gestão da Qualidade
Hospital Israelita Albert Einsten
Tel.: (11) 2151-2756 
rosemiranda@einsten.br
Telma Cristina Bueno Xavier de Campos
Biomédica - Controle de Qualidade
Hospital Israelita Albert Einsten
Tel.: (11) 3743-0445 
telmaxavier@einsten.br
Revisão Técnica
Alfredo Mendrone Junior
Médico Hematologista e Hemoterapeuta
Diretor Técnico-Científico da 
Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo
Tel.: (11) 30615544
alfredo.mendrone@prosangue.sp.gov.br
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7
Prefácio
Embora a transfusão de sangue total ainda seja ocasionalmente utilizada em circuns-
tâncias muito especiais, a tendência da medicina transfusional atual é utilizar o com-
ponente sanguíneo clinicamente indicado para tratar a deficiência específica que o 
paciente apresenta, isto é, concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, con-
centrado de granulócitos e plasma. O conhecimento e organização dos bancos de 
sangue modernos permitem esta prática. 
Esta medicina transfusional baseada na reposição específica do componente sanguí-
neo começou a se tornar possível em 1914, após a introdução do citrato de sódio 
como anticoagulante do sangue coletado. Até então, a transfusão de sangue se base-
ava na simples transferência direta de sangue do doador para o receptor (transfusão 
braço a braço). Entretanto, foi com a observação da ocorrência da sedimentação de 
glóbulos vermelhos a partir do sangue total coletado em frascos de vidro citratados, 
que o plasma pôde ser explorado como o primeiro componente sanguíneo produzido 
em substituição ao sangue total, no tratamento de feridos durante a Segunda Guerra 
Mundial. Subsequentemente, iniciou-se a utilização dos glóbulos vermelhos residuais 
da produção de plasma, ressuspensos em solução salina, para tratamento de pacientes 
anêmicos. Com a disponibilidade de bolsas plásticas para coleta de sangue em siste-
ma fechado e estéril na década de 1960, a terapia com reposição de componentes se 
tornou parte da prática transfusional. 
O termo \u201ccomponente sanguíneo\u201d apareceu pela primeira vez como um título de se-
ção nos Standards da Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB) em 1963, 
em sua 4ª edição, incluindo as descrições de Concentrado de Glóbulos Vermelhos 
e de Plasma. Na sua 5ª edição, publicada em 1970, o assunto foi expandido, e os 
componentes sanguíneos foram definidos como \u201cpreparações que podem ser obtidos 
a partir do sangue total através de métodos físicos ou mecânicos\u201d, diferenciando-os 
de frações do sangue, as quais são separadas por meios químicos. Havia também a 
declaração de que componentes do sangue eram preferidos na terapia transfusional. 
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Estava definido portanto, o princípio básico da medicina transfusional atual, ou seja, 
transfundir apenas o componente necessário para o tratamento da deficiência existen-
te no paciente. A partir de então, o conhecimento sobre os métodos de preparação e 
estoque dos componentes sanguíneos evoluiu, e esta evolução trouxe agregada con-
sigo a necessidade de se estabelecer políticas e ações que assegurem a qualidade dos 
serviços realizados e dos produtos obtidos, garantindo que os procedimentos e proces-
sos ocorram sob condições controladas.
No Brasil, a portaria do Ministério da Saúde n º 1.353, de 13/06/2011, aprovou o 
Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos que regula a atividade de 
hemoterapia no país. Nesta portaria, em seu Anexo VI, estão estabelecidas as especifi-
cações que devem apresentar os hemocomponentes produzidos nos bancos de sangue 
do território nacional. 
O principal objetivo deste manual é fornecer ferramentas de auxílio e orientação para 
os laboratórios de Controle da Qualidade de hemocomponentes na busca da melhoria 
na avaliação dos hemocomponentes produzidos e armazenados e nos processos ine-
rentes à esta produção. 
 Alfredo Mendrone Junior
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Sumário 
Introdução..................................................................................................10
Sistema de gestão da qualidade nos serviços de hemoterapia...............................11
 
Preparação e qualidade dos componentes do sangue............................................17
Sangue total.............................................................................................................21
Concentrado de hemácias........................................................................................25 
Concentrado de plaquetas........................................................................................51