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básicos de custos conforme 
Martins (2001 p. 24):
4.2 DESPESAS
Despesas são bens ou serviços que a empresa contrata ou consome direta 
ou indiretamente para obter receitas. As despesas reduzem o Patrimônio da 
empresa e têm características de representar sacrifícios no processo de obtenção de 
receitas, portanto, todas as despesas foram ou são gastas, mas nem todos os gastos 
se tornarão despesas, ou só se transformam em despesa quando ocorre sua venda.
Exemplos:
• Salários e encargos sociais do pessoal de vendas; 
• Salários e encargos sociais do pessoal administrativo; 
• Energia elétrica consumida na sede administrativa; 
• Gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas; 
• Conta telefônica da administração e de vendas; 
• Aluguéis e seguros da sede administrativa.
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4.3 CUSTOS
Os custos são gastos referentes a um bem ou serviço utilizado na produção 
de outros bens ou serviços. Custo é também um gasto, só que reconhecido como 
tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e 
serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.
• Custos dos produtos vendidos: valor gasto e incorrido no processo de produção 
dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receita de venda 
de produtos.
• Custos da mercadoria vendida: valor dos gastos incorridos no processo de 
aquisição dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receita 
de venda de mercadorias.
• Custo do serviço prestado: valor dos gastos incorridos no processo de prestação 
dos serviços para que a empresa gerasse receita de prestação de serviços.
4.4 INSUMOS
Insumos são bens adquiridos para o consumo no processo de produção 
de novos bens ou de prestação de serviços. 
Exemplos: 
• material secundário; 
• matéria-prima; 
• embalagens; 
• mão de obra direta ou indireta; 
• combustíveis e outros utilizados para o funcionamento dos equipamentos na 
produção.
4.5 INVESTIMENTOS
Investimento é todo desembolso de capital para a aquisição de bens ou 
serviços (gastos) que são alocados nos Ativos da empresa para baixa (saída) ou 
amortização (quitação) quando de sua venda, de seu consumo, de sua perda ou 
de sua desvalorização. 
Exemplos: 
• compras de máquinas para a produção; 
• aquisição de móveis e utensílios; 
• aquisição de imóveis; 
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• despesas pré-operacionais; 
• aquisição de marcas e patentes; 
• aquisição de matéria-prima (estoque); 
• contas a receber.
4.6 PERDAS
Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária, que 
representa a diminuição de um ativo sem que haja a contrapartida de uma receita 
ou de um ganho.
São itens que vão diretamente à Conta de Resultados, ou seja, são 
descontados do resultado final após o lançamento das receitas menos as despesas 
(sobras). As perdas de pequeno valor são consideradas dentro dos custos ou das 
despesas, sem ser feita separação, pois os valores envolvidos são irrelevantes. 
Exemplos: 
• perdas de tecido durante a fabricação de camisetas;
• perda na evaporação de produtos químicos durante a elaboração de um 
medicamento. 
Tais exemplos são perdas que são lançadas no custo de produção, 
são perdas previsíveis. As perdas anormais são perdas não desejadas e não 
programadas durante um processo de produção. 
Exemplos: 
• Perdas com incêndio;
• Obsolescência de estoques;
• Inundações, entre outras.
4.7 DESPERDÍCIOS
Pode ser considerado um dos grandes problemas para obter a lucratividade, 
devido à falta de controle e improdutividade, ocasionando um desperdício 
financeiro que pode ser evitado. Berti (2006) esclarece que desperdícios são 
gastos ocorridos nos processos produtivos ou de geração de receitas que podem 
ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade de bens, serviços ou 
receitas geradas.
Exemplos: 
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4.8 PREÇO
O preço é o valor de saída pela venda de produtos ou prestação de serviços.
4.9 RECEITA
Receita é o produto da multiplicação da quantidade de bens vendidos ou 
serviços prestados pelo respectivo preço unitário.
5 OS PROBLEMAS DA IDENTIFICAÇÃO DA TERMINOLOGIA 
APLICADA À CONTABILIDADE DE CUSTOS
Utilizar uma linguagem semelhante a outras áreas é simplificar o 
entendimento pelos demais envolvidos na organização, por isso o profissional 
de custos precisa estar familiarizado com o ambiente operacional, bem como, os 
profissionais dos demais setores devem conhecer o significado das informações 
contábeis que estejam recebendo. Entre os termos usados com maior frequência 
destacam-se custos, despesas, gastos e perdas, usados como se fossem sinônimos, 
mas vimos anteriormente que divergem entre si.
De acordo com Leone apud Vieira (2008), a figura a seguir demonstra 
uma visão resumida da rotatividade de cada segmento, dando um entendimento 
da terminologia usada e sua função e importância de acordo com cada contexto. 
A primeira parte, denominada aspecto financeiro, é a saída de disponibilidades 
(normalmente dinheiro); ou assumir um compromisso. A segunda parte, que 
são os gastos classificados pela Contabilidade como Investimentos e Consumo, 
representa o aspecto econômico. E a terceira parte concentra o aspecto contábil, 
que recebe toda evolução operacional da empresa, proporcionando assim o 
resultado do exercício ou da atividade.
• Trabalho decorrente de defeitos de fabricação; 
• Estocagem e manutenção de estoques desnecessários;
• Retrabalhos durante um processo de produção etc.
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FIGURA 4 – FLUXO DOS GASTOS
FONTE: Adaptado de: Leone (2000, p. 53)
6 LOCALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS
A contabilidade de custos nada mais é do que uma subdivisão da 
Contabilidade Geral de uma empresa, ou seja, está localizada dentro do 
departamento de Contabilidade. É a parte da Contabilidade que se dedica ao 
estudo dos gastos realizados pela organização, para que se realize a produção 
ou prestação de um serviço. Outro conceito simples e ao mesmo tempo bem 
objetivo é considerar a Contabilidade de Custos como qualquer sistema de contas 
que mostra os elementos de custo que incidem na produção ou na execução de 
um serviço. Devido à importância do assunto, algumas empresas dedicam um 
departamento exclusivo aos custos.
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A IMPORTÂNCIA DOS CUSTOS NAS EMPRESAS
O Brasil é formado atualmente por uma grande quantidade de médias e 
pequenas empresas, no qual essas não sabem ou não têm ninguém para gerir os 
custos. Com a ausência de um profissional da área contábil ou de especialistas na 
área de custos, empresas não conseguem definir o melhor preço de venda para a 
revenda de sua mercadoria, e não conseguem pagar seu custo fixo, assim, acabam 
entrando em falência.
 
 Montar uma empresa é muito fácil, mantê-la com saldos positivos e 
faturamentos agradáveis ao bolso do empreendedor é que não é tão fácil assim, e 
ter o controle dos custos da empresa com métodos técnicos e métodos de gestão 
pode ajudar e muito para que sua empresa possa subir muitos patamares. 
 
 Pois, de nada vale investir se não obter um retorno maior do que o do 
investimento inicial, tenha esse compromisso com os custos de sua empresa, isso 
pode ser primordial para o crescimento e o enriquecimento de seu investimento 
de negócio.
 
Os empreendedores começam a se preocupar com os gastos da empresa 
quando passam a ver seus ganhos diminuindo e seus saldos negativos, mas aí já 
é tarde, se o empreendedor não se preparar seja com uma equipe ou ele mesmo 
com a busca de conhecimento na área de custos, poderá ter problemas, pode até 
não ser hoje, mas em breve terá. 
 
Com base nos cálculos do SEBRAE-SP, dos aproximadamente 6,4