A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
24 pág.
Primeiros Socorros

Pré-visualização | Página 1 de 6

1
- Curso ASB -
PRIMEIROS SOCORROS
educação e tecnologia
eadestacaoensino.com
2
03 - Créditos
04 - Introdução
06 - Suporte Básico de Vida
12 - Prevenção das emergências
14 - Intercorrências médicas de maior incidência 
23 - Bibliografia
Sumário
3
Créditos
Coordenação Geral
Christiane Alves Ferreira - ESTAÇÃO ENSINO
Conteúdo / Edição
Christiane Alves Ferreira - ESTAÇÃO ENSINO
Projeto Gráfico e Diagramação
Cristina Simão Gomes de Oliveira
Publicação
ESTAÇÃO ENSINO
4
Introdução
A grande maioria das emergências médicas que ocorrem em ambiente odontológico pode ser evitada, 
porém, quando elas ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar 
complicações futuras e salvar vidas. O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se 
manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um 
médico. Um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde do paciente e o 
cirurgião dentista (CD) deve estar preparado para o diagnóstico da emergência, definindo sua prioridade 
e a necessidade do atendimento médico especializado. É de responsabilidade do CD prestar os primeiros 
socorros a vitima, devendo para tal, estar preparado. 
Qualquer paciente pode apresentar um episódio de emergência médica em consultório odontológico, 
mas algumas condições predispõem o cenário para esta ocorrência. Essas condições são mais passíveis de 
se tornarem uma emergência quando o paciente é emocionalmente estressado.
De acordo com Malamed (2006) o estresse e o medo são as principais causas de urgências e emergências 
médicas em consultório odontológico, sendo responsável por 75% dos casos.
As emergências médicas em consultório odontológico são raras, mas seu número vem aumentando nos 
dias de hoje, porque:
1. Existe um grande número de pessoas em diversas faixas etárias com condições de saúde variáveis sendo 
atendidas nos consultórios odontológicos;
2. Os CDs realizam procedimentos que podem resultar em estresse físico, emocional e fisiológico 
consideráveis; 
3. Drogas para a realização de anestesia local, sedação, antibióticos, anti-inflamatórios são muito utilizadas;
4. A população de faixa etária mais avançada leva a um número muito maior de pacientes considerados 
sistemicamente comprometidos; 
5. Os modernos avanços da medicina têm levado a um aumento no número de pessoas portadoras de 
doenças crônicas, próteses artificiais e transplantados, o que também eleva o número de pacientes 
considerados com potencial risco para apresentarem um episódio de emergências.
Outros fatores como a idade do paciente (pacientes muito jovens ou muito idosos apresentam maiores 
riscos), a habilidade da medicina em manter pacientes com doenças sistêmicas importantes sob controle 
no ambulatório, além da crescente variedade das drogas que os cirurgiões dentistas (CDs) administram em 
seus consultórios, influenciam o aumento dos episódios de emergências médicas nesse ambiente.
O profissional deve reconhecer os pacientes mais propensos a desenvolver uma emergência médica, desta 
maneira poderá evitar este tipo de intercorrência clínica.
O CD deve lembrar que trata de saúde e não somente de dentes, portanto deve estar preparado para 
manter a saúde e, sobretudo à vida de seus pacientes.
5
Dentre os procedimentos que mais causam estresse ao paciente, a cirurgia tem a maior incidência de 
emergências médicas em comparação com tratamentos não cirúrgicos. Este fato é atribuído a:
1. A cirurgia gera estresse mais frequentemente; 
2. Comumente um grande número de medicamentos é administrado a pacientes que irão se submeter a 
procedimentos cirúrgicos;
3. A realização do procedimento cirúrgico demanda consultas mais demoradas.
6
O Suporte Básico de Vida (SBV), oferecido aos pacientes no ambiente extra-hospitalar, consiste no 
reconhecimento e na correção imediata da falência dos sistemas respiratório e/ou cardiovascular, ou seja, 
a pessoa que presta o atendimento deve ser capaz de avaliar e manter a vítima respirando, com batimento 
cardíaco e sem hemorragias graves, até a chegada de uma equipe especializada.
Em outras palavras, o profissional de saúde que presta o socorro, que aqui o identificaremos como 
socorrista, para fins didáticos, ao iniciar o suporte básico estará garantindo por meio de medidas simples, 
não invasivas e eficazes de atendimento as funções vitais do paciente e evitando o agravamento de suas 
condições.
São inúmeras as situações de urgências e emergências que necessitam do atendimento de um profissional 
de saúde ou de um socorrista especializado: traumatismos, queimaduras, doenças cardiovasculares, 
parada cardiorrespiratória, crise convulsiva, afogamento, intoxicações etc. Para cada caso específico, o 
profissional deverá estar apto a prestar um socorro adequado e de qualidade.
É preciso definir e diferenciar o que vem a ser então uma situação de urgência ou emergência. Segundo o 
Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 1451/95), “define-se por urgência a ocorrência imprevista 
de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica 
imediata.” Já o conceito de emergência é entendido como “a constatação médica de condições de agravo 
à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento 
médico imediato.” De forma mais objetiva, a urgência é uma situação onde não existe risco imediato à vida 
(ou risco de morte). O atendimento requer rapidez, mas o paciente pode aguardar tratamento definitivo 
e solução em curto prazo (algumas literaturas se referem a um prazo de até 24 horas). A emergência 
geralmente implica estarmos diante de uma situação de aparecimento súbito e imprevisto, grave, crítica e 
que exige ação imediata, pois a ameaça à vida é grande.
Como o próprio nome diz, o serviço de Atendimento Pré-hospitalar (APH) envolve todas as ações efetuadas 
com o paciente, antes da chegada dele ao ambiente hospitalar. Compreende, portanto, três etapas:
1. assistência ao paciente na cena (no local da ocorrência);
2. transporte do paciente até o hospital;
3. chegada do paciente ao hospital.
O APH divide-se, ainda, basicamente em duas modalidades de atendimento:
• Suporte Básico à Vida (SBV): caracteriza-se por não realizar manobras invasivas.
• Suporte Avançado à Vida (SAV): caracteriza-se pela realização de procedimentos invasivos de suporte 
ventilatório e circulatório, como, por exemplo, a intubação orotraqueal, acesso venoso e administração de 
medicamentos.
O treinamento em suporte básico de vida (SBV) é imprescindível ao profissional CD e equipe, mas 
infelizmente ainda hoje a maior preocupação dos profissionais é na atualização e capacitação técnica 
Suporte Básico 
de Vida 
7
odontológica apenas. O SBV é o elemento fundamental para manter o indivíduo vivo até a chegada do 
serviço médico de emergência (SME). O atendimento rápido e eficiente pode salvar a vida do paciente.
Geralmente a maior preocupação do profissional está dirigida para novas técnicas, materiais e equipamentos 
mais modernos para o consultório. Assim o CD acaba deixando de lado a sua maior missão, que é de cuidar 
da saúde e vida de seu paciente.
O SBV é uma sequencia de ações que devem ser realizadas durante os primeiros minutos de uma emergência 
cardio-respiratória primária ou secundária, e que são cruciais para a sobrevivência do paciente. O principal 
objetivo é suprir oxigênio ao cérebro e ao coração até que o atendimento médico especializado e definitivo 
chegue e restaure a atividade normal do coração e a ventilação do paciente. Desta forma o SBV previne 
a parada ou insuficiência respiratória e ou cardíaca, pelo rápido reconhecimento e rápida intervenção, 
sustentando a circulação e a ventilação da vítima com a reanimação cardiopulmonar (RCP). Por meio 
dessas manobras se consegue manter 25% de débito cardíaco enquanto o Suporte Avançado de Vida em 
Cardiologia (SAVC) chegue para continuar

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.