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PAPER II uniasselvi

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INSALUBRIDADE E A PERICULOSIDADE NO 
AMBIENTE DE TRABALHO 
 
 David Coelho Santos¹ 
Eriluzia Cristina Carneiro Ferreira Santos 
 Kleyton Noronha Ferrer 
 Valmir de Amorim Pio² 
RESUMO 
 
O presente trabalho trata-se da condição e possibilidade dos trabalhadores receberem de forma 
simultanea, os adicionais de insalubridade e periculosidade, porém o entendimento normativo das 
NR”s 15 e 16, faz com que essas cumulações não sejam validas e vedada pelo ordenamento juridico 
brasileiro. A partir de todos os conceitos teóricos, práticos e normativos brasileiros, entede-se o não 
recebimento simultaneo dos adicionais supracitados.Por fim entende-se que a não percepção 
simultanea dos adicionais de periculosidade e insalubridade, pune os empregados, e faz com que os 
empregadores exponham seus colaboradores cada vez mais ao riscos. 
 
 
Palavras-chave: Segurança no trabalho. Saúde e medicina no trabalho. 
Adicional de insalubridade e periculosidade. 
 
 
1.INTRODUÇÃO 
 
O presente estudo trata-se da possibilidade dos trabalhadores receberem, de forma simultanea, os 
adicionais de insalubridade e de periculosidade. O trabalho se inicia pelo estudo a respeito do tema 
relativo à segurança e à saúde no meio ambiente de trabalho. São desenvolvidas considerações gerais e 
são apresentados conceitos sobre a matéria, a fim de possibilitar uma compreensão geral do tema 
desenvolvido. Trata-se sobre os deveres de cada parte do contrato de trabalho, a fim de determinar as 
responsabilidades tanto do empregador quato a dos empregados. 
Toda e qualquer empresa, não consegue sobreviver sem os empregados, os mesmos que ficam 
expostos a determinados riscos e perigos durante suas jornadas de trabalho, por esse motivo o 
empregador e fundamental para garantia de saúde e segurança de seus empregados no ambiente de 
trabalho. 
Após todos os aspectos empregados e empregador como peças fundamentais, passa-se a fazer as 
analyses de periculosidade e insalubridade propriamente dito. Primeiramente o adicional de 
insalubridade é analisado, desde quem são os beneficiários, quando é devido, as características 
especiais e base de cálculo. Após, passa-se ao estudo minucioso do adicional de periculosidade. 
Para tanto, analisa-se, precipuamente, o § 2º do artigo 193 de CLT e a portaria 3.214-1978 do MTE,e 
NR”s 15 e 16, que são os dispositivos que não permitem a cumulação dos adicionais. Além disso, 
demonstra-se que a jurisprudência e a doutrina pátrias seguem, majoritariamente, essa orientação. 
Com todo esse embasamento legal, percebe-se que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), não 
aderi totalmente a Contituição Federal, que prevê em seu artigo 7°, enciso XVIII, que fala o direito dos 
trabalhadores a serem remunerados pelas atividades desenvolvidas sob condições insalubres e 
perigosas. 
Assim entende-se que a não percepção simultanes de periculosidade e insalubridade, fere os direitos 
constitucionais dos trabalhadores, e como acontece nos dias atuais, quem sofre com tudo isso é apenas 
o trabalhador que fica exposto na maioria das vezes e simultaneamente a periculosidade e 
insalubridade. 
Acredita-se que o assunto abordado no presente trabalho é de elevada importância, tendo em vista que 
a defesa simultanea dos adicionais, teria repercussão positiva na vida de um grande número de 
trabalhadores do país, além de reduzir os riscos nos ambientes de trabalho, trazendo mais saúde e 
eficácia na realização das atividades laborais dos colaboradores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 David Coelho Santos/Eriluzia Cristina Carneiro Ferreira Santos/Kleyton Noronha Ferrer/Academicos do Tecnologia em 
Segurança do Trabalho. 
2 Valmir Amorim Pio /Tutor externo Uniasselvi 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (0434) – Prática do Módulo IV – 28/03/2019
2 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
 
Para um melhor entendimento e esclarecimento deste trabalho, serão apresentados alguns conceitos 
sobre insalubridade e periculosidade, e fundamentos cabivéis ao recebimento simultaneo. 
 
2.1 CONCEITOS 
 
 
Insalubridade: Atividades que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os 
empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e 
da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 
Periculosidade: É a qualidade daquilo que é perigoso ou arriscado para a vida. Normalmente, este 
termo costuma ser aplicado no âmbito da segurança e saúde do trabalho, indicando quando 
determinada atividade ou função é considerada uma ameaça à vida e saúde do trabalhador. 
O adicionais devidos quanto a questão de insalubridade e periculosidade são e estaõ em questões de 
bastente discurssões na questão de recebimento devido ao colaborador de forma simultanea ou o maior 
percentual, insalubre ou perigoso. 
Contudo esse tema deve ser tratado de forma genuine por todos, como preservação da integridade 
fisica dos colaboradores que ficam expostos tanto aos agents insalubres, quanto a fonts perigosas, e se 
a justice brasileira der inicio ao processo de recebimento simultaneo dos adicionais, reduzirão de 
forma significativa as doenças ocupacionais, pois os empregadores para não pagar esses adicionais, 
deverão enclausular os riscos e agentes. 
 
 
“Embora o art. 189 da CLT estabeleça que a insalubridade ocorrerá quando a exposição ao agente 
superar o limite de tolerância, observa-se que a norma do MTE estabeleceu três critérios para a 
caracterização da insalubridade: avaliação quantitativa, qualitativa e inerentes à atividade”. 
(SALIBA,TUTTI MESSIAS/ CORREA C ANGELIM MARCIA,2015,p 13) 
 
 
Texto original descrito conforme (BUCK, REGINA CELIA 2017, pag. 20): 
Vale resaltar que o objetivo da cumulatividade, dos adicionais de periculosidade e 
Insalubridade não é somente para que se remunerem os efeitos destruidores do 
Trabalho, mas que o trabalho se organize, para ser uma “atividade criadora e não 
destruidoras” 
Sobretudo que, que procure resgatar a dignidade humana, e nãp apenas assegurar 
uma indenização ou adicional mensal ao colaborador. 
 
 
SALIBA, MESSIAS TUFFI/ CORREA C ANGELIM MARCIA (2015) trata enfaticamente sobre os 
adicionais de periculosidade e insalubridade, e de que estes adicionais devem fazer parte de 
recebimento simultaneo pelo colaborador a que estiver exposto à agents insalubre e atividades 
periculosas. 
Com o recebimento duplo, os empregadores darão maior enfase e preocupação com a questão 
relacionada a segurança, saúde e medicina do trabalho. 
 
 
 
BUCK, REGINA CÉLIA (2017, pag 12) Segundo os princípios da Higiene Ocupacional, a ocorrência 
da doença profissional, dentre outros fatores, depende da natureza, da intensidade e do tempo de 
exposição ao agente agressivo. 
BUCK, REGINA CÉLIA (2017, pag 12) Com base nesses fatores, foram estabelecidos limites de 
tolerância para os referidos agentes, que, no entanto, representam um valor numérico abaixo do 
qual se acredita que a maioria dos trabalhadores expostos a agentes agressivos, durante a sua vida 
laboral, não contrairá doença profissional. Contudo, do ponto de vista prevencionista, não podem 
ser encarados com rigidez, e sim como parâmetros para a avaliação e o controle dos ambientes de 
trabalho. 
BUCK, REGINA CÉLIA (2017, pag 17) Do mesmo modo, entendo que a cumulatividade 
também pode ocorrer quando dois ou mais agentes insalubres estão presentes no mesmo 
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ambiente de trabalho. Demonstro com isso que é possível a cumulatividade de vários adicionais 
de insalubridade ao trabalhador cuja saúde é afetada por agentes nocivos diferentes. 
 
 
 
 
SALIBA, MESSIAS TUFFI/ CORREA C ANGELIM MARCIA (2015) o trabalho perigoso e 
insalubre é regulamentado na CLT, mas, em relação à penosidade, até o momento, não foi 
elaborada

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