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com o produto, como por exemplo, o salário dos gestores, 
a depreciação, da energia elétrica (quando não há medidores para as unidades 
produtivas e demais departamentos da empresa).
4 SEPARAÇÃO DOS GASTOS EM CUSTOS E DESPESAS
Dentro da organização existem algumas classificações que apesar 
da sua utilidade, dizem respeito única e exclusivamente aos interesses de 
um determinado tipo de entidade. Algumas dessas classificações integram 
importantes fases do ciclo operacional, ficando evidenciada a aplicação prática 
da separação.
Conforme Schier (2006, p. 37), “só podemos atribuir devidamente o custo 
a cada processo produtivo de origem, seja fabricação, revenda de mercadorias 
ou prestação de serviços, se apurarmos o custo da produção e o resultado em 
um determinado período”. Para isso, precisamos fazer a separação dos gastos 
em custos e despesas.
Para Vieira (2008) a separação de gastos em custos e despesas forma 
uma subdivisão quanto ao comportamento em relação às variações nos 
volumes de produção e de vendas, que podem ser classificados da seguinte 
forma: fixos ou variáveis. Mas ainda temos uma nova classificação desses 
mesmos gastos em relação à forma de distribuição e apropriação aos produtos, 
bastante empregados e definidos segundo a necessidade a que devem atender, 
classificando-os em diretos ou indiretos.
TÓPICO 3 | CONCEITOS INICIAIS
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Na literatura você poderá encontrar várias maneiras de classificar os 
custos, pois existe a necessidade de produzir informações de qualidade que 
atendam às expectativas daqueles que são responsáveis por tomar decisões 
dentro da organização, ou seja, preocupando-se em atender às diferentes 
necessidades gerenciais.
FIGURA 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS
FONTE: Bruni e Famá (2004, p. 37) 
Uma das maneiras de diferenciar os custos é quando ocorre a facilidade 
de identificação ou apropriação ao seu objeto de estudo. Assim sendo, a 
preocupação está em atribuir os custos a seus portadores finais, o que significa 
dizer que os custos serão classificados em diretos ou indiretos de acordo com a 
dificuldade existente para a sua apropriação. 
FONTE: Disponível em: <http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/
handle/123456789/197/Custos%20e%20forma%C3%A7%C3%A3o%20do%20
pre%C3%A7o%20de%20venda.pdf?sequence=1>. Acesso em: 24 set. 2015.
UNI
Os Custos possuem a capacidade de serem atribuídos ao produto final. Despesas 
são de caráter geral, de difícil vinculação aos produtos obtidos.
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UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
As classificações de custos de maior aplicabilidade gerencial são as seguintes:
QUADRO 3 – PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS
Classificação Categorias
Quanto à tomada de decisões Relevantes Não Relevantes
Quanto à identificação Diretos Indiretos
Quanto ao volume produzido Variáveis Fixos
FONTE: Wernke (2001, p. 13 apud VIEIRA, 2008). Disponível em: <http://bibliodigital.
unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/197/Custos%20
e%20forma%C3%A7%C3%A3o%20do%20pre%C3%A7o%20de%20venda.
pdf?sequence=1>. Acesso em: 24 set. 2015.
IMPORTANT
E
Todo gasto efetuado antes da linha de produção é um investimento. Na linha de 
produção é custo e depois ou fora da linha de produção é despesa.
FONTE: Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/custo-ou-
despesa.htm>. Acesso em: 24 set. 2015.
QUADRO 4 – QUADRO COMPARATIVO
Custos Despesas
Gastos de Produção Gastos administrativos e de vendas
Vinculados diretamente aos Produtos/Serviços. Não se identificam diretamente à produção.
Gastos com o objeto de exploração da empresa
(atividade-fim)
Gastos com outras atividades não 
exploradas pela empresa (atividade-meio)
FONTE: Wernke (2001, p. 14 apud VIEIRA, 2008).
TÓPICO 3 | CONCEITOS INICIAIS
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4.1 QUANTO À TOMADA DE DECISÕES
Custos relevantes são aqueles que se alteram dependendo da decisão 
tomada, e custos não relevantes são os que independem da decisão tomada. 
Assim, os custos realmente importantes como subsídio à tomada de decisão são 
os relevantes; os outros não necessitam ser considerados. Essa classificação é 
feita considerando-se uma única decisão a ser tomada, sendo válida apenas para 
aquela decisão (WERNKE, 2001 apud VIEIRA, 2008).
O conceito de custo relevante se mistura com o de custo incremental e 
com a aplicação do custo perdido. Consideramos custo relevante aquele custo 
esperado futuro que vai diferir entre as alternativas disponíveis. Percebemos 
que o custo perdido não entra na definição de custo relevante. Pelo contrário, 
os custos perdidos são excluídos por não serem relevantes. Os custos relevantes 
são afetados pela decisão do administrador.
Para utilização do conceito de custo relevante, devemos seguir os 
seguintes passos:
• deixar de lado os custos perdidos;
• deixar de lado os custos que não diferem entre as alternativas disponíveis;
• apurar os custos associados com cada alternativa;
• selecionar a alternativa que possui menor custo.
Existem diversas situações em que podemos usar os conceitos de custos 
para decisões. As mais comuns são:
• preço para pedidos especiais;
• decisão de comprar ou fazer;
• decisão de vender ou processar mais;
• decisão de adicionar ou interromper uma linha de produto; 
• decisão de uso de um recurso escasso.
FONTE: Disponível em: <http://cead.ufpi.br/conteudo/material_online/disciplinas/contabilidade/
uni07/uni07_custos_dec_15.html>. Acesso em: 24 set. 2015.
4.2 QUANTO À IDENTIFICAÇÃO
Conforme Wernke (2001), custos diretos são os gastos facilmente 
apropriáveis às unidades produzidas, são aqueles que podem ser identificados 
como pertencentes a este ou aquele produto. Por sua natureza, características 
próprias e objetividade de identificação no produto são imputadas por medições 
objetivas ou por controles individuais como a ficha técnica do produto, sem a 
necessidade de rateios.
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UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Para Leone (2000) custos diretos são aqueles custos (ou despesas) que 
podem ser facilmente identificados com o objeto de custeio. São os custos 
diretamente identificados aos seus causadores, ou seja, quem consumiu aquele 
custo que se identifica com o produto vai ter que assumir o seu valor. Para que 
seja feita a identificação, não há necessidade de rateio. Exemplos: produção de 
pão (padaria industrial): matéria-prima, mão de obra.
Custos indiretos, segundo Leone (2000), são os gastos que não podem 
ser alocados de forma direta ou objetiva aos produtos ou a um grupo ou a 
outro segmento ou atividade operacional, e caso sejam atribuídos aos produtos, 
serviços ou departamentos, serão mediante critérios de rateio. São os gastos que 
a empresa tem para exercer suas atividades, mas que não tem relação direta 
com um produto ou serviço específico, pois se relacionam com vários produtos 
ao mesmo tempo. Às vezes, por causa de sua não relevância, alguns custos 
são alocados aos objetos do custeio através de rateios. Neste caso, adotando 
o rateio, os custos serão considerados indiretos. Exemplos: produção de pão 
(padaria industrial): seguros, manutenção dos equipamentos, assessorias, 
aluguel, entre outros.
FIGURA 6 – CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM DIRETOS E INDIRETOS
4.3 QUANTO AO VOLUME DE PRODUÇÃO
Custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com 
o volume de produção ou venda. Quanto maior for o volume de produção, 
maiores serão os custos variáveis totais. São os valores consumidos ou aplicados 
que têm seu crescimento vinculado à quantidade produzida pela empresa. 
Segundo Horngren, Foster e Datar (1999), um custo variável é um custo que 
se altera em montante em proporção às alterações num direcionador de custo. 
Um direcionador de custo é qualquer fator que afeta os custos totais. 
TÓPICO 3 | CONCEITOS INICIAIS
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Para Leone (1997), os custos variáveis são os Custos