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TCC - Análise da Influência da Velocidade de Avanço na Resistência à Corrosão de Peças Torneadas de Aço Inoxidável AISI 304 e AISI 316

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LISTA DE SÍMBOLOS 
 
% Percentual 
Vc Velocidade de corte 
mm/min Milímetro por minuto 
Vf Velocidade de avanço 
mm/rot Milímetro por rotação 
ap Profundidade de corte 
mm Milímetro 
Ra Rugosidade média aritmética 
Rmax Rugosidade máxima 
Fe2O3 Óxido de ferro III 
CO Monóxido de carbono 
CO2 Dióxido de carbono 
Fe Ferro 
HCl Ácido clorídrico 
FeCl2 Cloreto de ferro II 
H2 Gás hidrogênio ou hidrogênio molecular 
H+ Íon hidrogênio 
Fe2+ Íon ferroso 
NaCl Cloreto de sódio 
O2 Gás oxigênio 
i Densidade de corrente elétrica 
E Potencial elétrico 
vs. Versus 
log Logaritmo decimal 
ºC Grau Celsius 
Cr Cromo 
Ni Níquel 
Mo Molibdênio 
Ti Titânio 
MPa Megapascal 
Clˉ Íon cloreto 
Brˉ Íon brometo 
 
 
SO4ˉˉ Íon sulfato 
pH Potencial hidrogeniônico 
SiO2 Dióxido de silício 
C Carbono 
Si Silício 
Mn Manganês 
P Fósforo 
S Enxofre 
® Marca registrada 
TiAlN Nitreto de titânio e alumínio 
TiN Nitreto de titânio 
mL Mililitro 
cm2 Centímetro quadrado 
V Volt 
g/eq. Equivalente-grama 
g/cm3 Grama por centímetro cúbico 
mV/s Milivolt por segundo 
s Segundo 
Ecor Potencial de corrosão 
Icor Corrente de corrosão 
μm Micrometro 
mm/ano Milímetro por ano 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 13 
2 OBJETIVOS ......................................................................................................... 15 
2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 15 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................. 15 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 16 
3.1 USINAGEM ........................................................................................................ 16 
3.1.1 Torneamento ................................................................................................. 17 
3.1.2 Parâmetros de corte ...................................................................................... 18 
3.1.3 Acabamento superficial ................................................................................ 20 
3.1.3.1 Influência dos parâmetros de corte na rugosidade ....................................... 21 
3.2 CORROSÃO ...................................................................................................... 23 
3.2.1 Reações eletroquímicas de corrosão .......................................................... 23 
3.2.2 Corrosão aquosa ........................................................................................... 24 
3.2.2.1 Corrosão em meio salino.............................................................................. 24 
3.2.3 Polarização .................................................................................................... 25 
3.2.3.1 Polarização por concentração ...................................................................... 26 
3.2.3.2 Polarização por ativação .............................................................................. 27 
3.2.3.3 Polarização ôhmica ...................................................................................... 28 
3.2.4 Formas de corrosão ...................................................................................... 29 
3.3 AÇOS INOXIDÁVEIS ......................................................................................... 31 
3.3.1 Aços inoxidáveis austeníticos ..................................................................... 32 
3.3.1.1 Usinabilidade dos aços inoxidáveis austeníticos .......................................... 34 
3.3.1.2 Resistência à corrosão dos aços inoxidáveis austeníticos ........................... 34 
3.3.1.2.1 Efeitos de elementos de liga na corrosão .................................................. 35 
4 MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................... 37 
4.1 MATERIAIS ........................................................................................................ 37 
4.2 MÉTODOS ......................................................................................................... 37 
4.2.1 Usinagem ....................................................................................................... 37 
4.2.2 Rugosidade.................................................................................................... 39 
4.2.3 Corrosão ........................................................................................................ 40 
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 44 
6 CONCLUSÃO ....................................................................................................... 49 
 
 
7 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ................................................... 50 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 51 
13 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Os conceitos popularmente difundidos consideram a corrosão um 
fenômeno exclusivo dos materiais metálicos. Apesar da estreita relação com os 
metais, essas concepções mostram-se bastante limitadas, uma vez que processos 
corrosivos também ocorrem em materiais cerâmicos, poliméricos e compósitos. 
Nesse contexto, atualmente, procura-se conceituar a corrosão de maneira mais 
ampla. 
De uma forma universalmente aceita, Gentil (1996, p. 1), define corrosão 
como “a deterioração de um material, geralmente metálico, por ação química ou 
eletroquímica do meio ambiente aliada ou não a esforços mecânicos”. Essa 
deterioração provocada pela interação físico-química entre o material e o meio ao 
qual ele é submetido inclui modificações microestruturais, variações químicas e 
desgaste, frequentemente, prejudiciais à durabilidade e desempenho do material e, 
portanto, indesejáveis. (GENTIL, 1996) 
Sendo um processo destrutivo, a corrosão representa um grande 
problema para praticamente todos os setores da atividade humana. Diversos países, 
desenvolvidos ou não, tem estudado o problema da corrosão por uma ótica 
econômica. Os prejuízos estimados chegam a resultados da ordem de 1 a 5% do 
PIB. Na indústria siderúrgica, um quinto da produção mundial de aço é destinado a 
repor perdas causadas pela corrosão. (MARANGON, 2008) Além do impacto na 
economia, verificam-se perdas humanas irreparáveis provocadas por 
contaminações, poluição e falta de segurança pela falha de componentes em 
serviço. (MERÇON; GUIMARÃES; MAINIER, 2004) 
A descoberta dos aços inoxidáveis, por meio de estudos realizados em 
1911 nos Estados Unidos e em 1912 na Inglaterra e Alemanha, representou um 
grande avanço em direção ao desenvolvimento de materiais resistentes à corrosão. 
Os números de produção evidenciam o impacto que estes materiais representaram. 
Em 1934, foram produzidas 56 mil toneladas; em 1953, mais de 1 milhão de 
toneladas; em 1996, aproximadamente 10 milhões de toneladas. (GOMES, 1996) 
Dados divulgados pelo Fórum Internacional de Aço Inox (ISSF: International 
Stainless Steel Forum) em seu site oficial relatam uma produção mundial de 
aproximadamente 41,5 milhões de toneladas em 2015, o que representa um 
crescimento de mais de 30% em cinco anos. De toda essa produção, cerca de 65 a 
14 
 
70% são austeníticos, fazendo deste o maior grupo de aços inoxidáveis em uso. 
(CAMARGO, 2008) 
A expressão “aço inoxidável” transmite a ideia de um material que não se 
deteriora mesmo quando utilizado em meios agressivos. Entretanto, embora esse 
material apresente uma maior resistência à corrosão nessas condições, quando 
comparado aos aços carbono, essa resistência é limitada, por exemplo, em meios 
ricos em cloro. (SOUZA, 2006) Assim, o campo dos aços inoxidáveis ainda oferece a 
possibilidade de melhoramentos