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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO – UFRRJ
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS E FLORESTAIS – PPGCAF
IF 1228 – FORMAÇÃO DE POVOAMENTOS FLORESTAIS PARA PRODUÇÃO DE MADEIRA
QUALIDADE DE SÍTIO
Docente: Profº Dsc Rogério Luiz da Silva
Discente: Danilo Henrique dos Santos Ataíde 
SEROPÉDICA
28 de julho de 2017
1. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Qualidade de sítio
		Atualmente, o Brasil apresenta cerca de 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas em seu território. Desse montante, os plantios do gênero eucalipto ocupam 5,6 milhões de hectares em todo país, em sua grande maioria implantados em monocultivo e submetidos a rotações quem abrangem de seis a oito anos do plantio (GONÇALVES et al., 2013; IBÁ, 2016). Esses plantios localizam-se principalmente em Minas Gerais (24%), São Paulo (17%) e no Mato Grosso do Sul (15%) (IBÁ, 2016), abrangendo diferentes biomas e áreas com capacidade produtiva contrastantes, influenciadas principalmente pelo clima, tipologia e topografia desses locais.
A capacidade produtiva de um local ou sítio, pode ser definido como o potencial de produção de algum produto (madeira ou outros) de determinada área para uma espécie ou clone em uma idade específica, preferencialmente próxima a idade de rotação. A qualidade de sítio interfere diretamente no crescimento e na produção de um povoamento florestal e seu conhecimento em cada unidade de manejo é estratégico na realização do planejamento das atividades silviculturais e na condução dessas plantações (CAMPOS e LEITE, 2013).
Nos tempos atuais, com o avanço das geotecnologias e da silvicultura de precisão, novas abordagens no manejo das florestas vêm amplamente sendo utilizadas. A Geoestatística permite observar e descrever as variações existentes nas áreas florestadas, mesmo quando esses locais apresentam aparente estrutura espacial homogênea. Tais variações estão em função principalmente de fatores climáticos, litólitos ou topográficos, fatores bióticos (interações ecológicas entre seres vivos) e das intervenções silviculturais (PELISSARI, 2015). 
 Com isso, é possível mesurar a relação dos fatores limitantes da produção e sua relação com o local avaliado, por meio da obtenção de estimativas em locais onde não foi realizada amostragem.
A abordagem espacial permite caracterizar detalhadamente os fatores inerentes do local que influenciam diretamente na produção das variedades agronômicas (SOUZA et al., 2010), culturas florestais (DE LIMA GUEDES et al., 2012; PELISSARI; CALDEIRA; DOS SANTOS, 2014; SILVA et al., 2016); ou mesmo dinâmica de florestas naturais (TERRA; DE MELLO; DE MELLO, 2015).
Pelissari (2015), utilizando técnicas geostatísticas no manejo de Tectona grandis em povoamento comercial no estado do Mato Grosso, obteve resultados consistentes na modelagem da variabilidade espacial da capacidade produtiva do sítio florestal, delimitando locais com maior probabilidade de obter-se sítios produtivos, além da definição dos limites espaciais dos índices de local na geração de mapas precisos. Neste trabalho, as varáveis volume e área basal apresentaram heterogeneidade ao longo do povoamento, a princípio com estrutura homogênea, ocasionadas principalmente pelas variações de sítio em que estes povoamentos estão estabelecidos.
- A qualidade de sítio interfere na uniformidade do plantio e consequentemente na estimativa da produção
- Por que é importante estudos/conhecer a qualidade de sítio para saber os impactos que ela irá provar na minha análise 
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G. Mensuração Florestal : perguntas e respostas. 4. ed. Viçosa, MG: UFV, 2013. 
DE LIMA GUEDES, I. C. et al. Técnicas geoestatísticas e interpoladores espaciais na estratificação de povoamentos de eucalyptus sp. Ciência Florestal, v. 22, n. 3, p. 541–550, 2012. 
GONÇALVES, J. L. DE M. et al. Integrating genetic and silvicultural strategies to minimize abiotic and biotic constraints in Brazilian eucalypt plantations. Forest Ecology and Management, v. 301, n. May, p. 6–27, 2013. 
IBÁ. Relatório Anual. Indústria Brasileira de Árvores, p. 100, 2016. 
JONES, J. R. Review and comparison methods of site evaluation methods. USDA: Rocky Mountain For. Exp. Station, 1969.
 
PELISSARI, A. L. Universidade Federal Do Paraná Allan Libanio Pelissari Geoestatística Aplicada Ao Manejo De Povoamentos De. 2015. 
PELISSARI, A. L.; CALDEIRA, S. F.; DOS SANTOS, V. S. Variabilidade espacial dos atributos químicos do solo em povoamento de Tectona grandis. Cerne, v. 20, n. 3, p. 377–384, 2014. 
SILVA, C. S. DA et al. Spatialization of Soil Chemical and Physical Attributes in an Agroforestry System, Seropédica, Brazil. Cerne, v. 22, n. 4, p. 407–414, 2016. 
SOUZA, Z. M. DE et al. Análise dos atributos do solo e da produtividade da cultura de cana-de-açúcar com o uso da geoestatística e árvore de decisão. Ciência Rural, v. 40, n. 4, p. 840–847, 2010. 
TERRA, M. DE C. N. S.; DE MELLO, J. M.; DE MELLO, C. R. Relação espacial do Carbono da vegetação e matéria orgânica do solo na Serra da Mantiqueira. Floresta e Ambiente, v. 22, n. 4, p. 446–455, 2015.