A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
Hipertensão Arterial Sistêmica_Gislaine_Azevedo-NDM2

Pré-visualização | Página 1 de 1

ESC. EST. EDUC. PROFISSIONAL EM SAÚDE NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE 
CURSO TÉCNICO EM NUTRIÇÃO E DIETÉTICA 
 
 
 
GISLAINE AZEVEDO DA CUNHA 
 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
DISCIPLINA: DIETOTERAPIA II 
PROFESSORA: LÚCIA HELENA FRANZEN FIEBIG 
TURMA: NDM2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2020 
 
Hipertensão Arterial Sistêmica 
 
 
Condição clínica multifatorial, constante, genética, ambiental, (presença de 
lesão nos órgãos alvos: rins, snc, artérias, hipertensão agregada colesterol, diabetes 
leva ao aumento da velocidade da aterosclerose), doença silenciosa, a hipertensão 
ocorre quando o aumento da pressão sanguínea agride as paredes das artérias, 
causando maior rigidez e estreitamento, facilitando então o acúmulo de coágulos que 
podem entupir artérias do coração, provocando infarto. 
O coágulo pode se desprender e se instalar em algum vaso no cérebro, 
causando um acidente vascular cerebral (avc), como também danificar as artérias 
renais, que aos poucos, vão perdendo sua capacidade de filtrar o sangue, levando à 
insuficiência renal. 
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) ocorre quando a pressão arterial sistólica 
(contração do coração) é maior que 140mmHg e a pressão arterial diastólica 
(relaxamento do coração) é maior que 90mmHg. 
 
A mortalidade por DCV aumenta de acordo com a elevação da pressão arterial 
(PAS). Na última década foram atribuídas cerca de 7,6 milhões de mortes por 
hipertensão arterial, no mundo. 
Em crianças e adolescentes a hipertensão tem ocorrência entre 2% a 13%, e deve 
ser medida anualmente, a partir dos 3 anos de idade. 
A hipertensão não apresenta sinais e sintomas frequentes; geralmente são 
vagos e comuns a outras doenças, como: cansaço, dispnéia, cefaléia, tontura, 
náuseas e visão turva. 
Alguns dados são relevantes com relação à história clínica do paciente hipertenso. 
Deve-se identificar: sexo, raça, idade e condição socioeconômica, ter um 
histórico atualizado referente a níveis de pressão, duração a hipertensão arterial, 
reações adversas a tratamentos, sintomas doença arterial coronariana, sinais e 
sintomas sugestivos de insuficiência cardíaca, diabetes mellitus, doença vascular 
encefálica, doença renal, gota e etc. 
Os fatores de risco são: histórico familiar, perfil psicossocial, avaliação dietética, 
obesidade, tabagismo, consumo de medicamentos que possam elevar a pressão 
arterial ou interferir no tratamento e atividade física. 
A maioria dos casos de hipertensão não apresenta uma causa de fácil identificação, 
conhecida como hipertensão essencial. Uma minoria de casos se deve a causas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
específicas, a hipertensão secundária, deve ter diagnóstico adequado, eliminando a causa, 
é possível controle ou cura da hipertensão arterial. Caso haja suspeita, deve-se encaminhar 
ao especialista. 
O diagnóstico é feito através do MAPA (monitoração ambulatorial da pressão 
arterial) ou MRPA (monitoração residencial da pressão arterial) e exames iniciais: urina 
tipo 1; dosagem de potássio e creatinina; glicemia de jejum; colesterol total, LDL, HDL, 
triglicérides; ácido úrico; eletrocardiograma convencional. 
A mudança no estilo de vida e hábitos alimentares (perda de peso, alimentação 
saudável e prática de exercícios físicos) e uso de medicação são fundamentais para 
prevenção e tratamento de hipertensão arterial sistêmica. 
A dieta deve se adequar às condições do paciente e também: 
 
 Diminuir o sal (indicado 3g/dia); 
 Diminuir ou excluir o consumo de álcool; 
 Eliminar o tabagismo; 
 Fazer uso de temperos naturais nas preparações; 
 Substituir doces e pães por frutas e incluir verduras e legumes na alimentação 
diária; 
 Reduzir alimentos gordurosos; 
 Ingerir cálcio (presente nas folhas escuras). 
 
 Com objetivo de diminuir a pressão arterial e os riscos à saúde, um plano 
alimentar com redução de gorduras saturadas, rica em potássio, cálcio, magnésio, 
fibras e proteínas, a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), elaborada 
pelo governo norte-americano, é um método para combater a hipertensão, que ressalta 
o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, leite desnatado e seus derivados, 
frango, peixe, nozes e limita o consumo de carnes vermelhas, açúcar e refrigerantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dieta DASH 
 
 
 
 
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença altamente prevalente e com alto 
impacto negativo social. A identificação precoce dos hipertensos e o tratamento eficaz são 
de grande importância clínica nos planos individual e populacional. 
A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o 
médico poderá determinar o melhor método para cada paciente.