ANAMNESE
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ANAMNESE


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AULA 1 \u2013 SEMIO TEÓRICA \u2013 ANAMNESE
Porto / Mário Lopes / Bates
Anamnese: entrevista com o paciente com o objetivo de gerar uma história, com ordem cronológica e as principais informações. Também depende muito do ambiente em que é feita (barulho, muitas pessoas etc). Inicia a relação médico-paciente, então o médico tem que se mostrar interessado em resolver a questão para que o paciente passe todas as informações necessárias e sinta confiança em seguir o tratamento. Também é durante a anamnese que as hipóteses diagnósticas começam a ser pensadas e perguntas mais direcionadas para o raciocínio criado começam a ser feitas. Muitas doenças são diagnosticadas apenas pela anamnese e erros no seu desenvolvimento podem comprometer todo o restante do tratamento, então deve ser bem feita. Os desfechos de uma anamnese mal conduzida pode ser um overdiagnosis (faz um exame que não precisa ser feito e vem alterado, mas o paciente não tem problema algum), atrasos diagnósticos e erros diagnósticos. 
Princípios básicos:
· Saber ouvir o paciente \u2013 empatia
· Evitar interrupções e distrações
· Tempo
· Não desvalorizar as informações do paciente
· Saber interrogar, não induzir o paciente a dar uma resposta (tem pacientes que confirmam tudo por exemplo)
· Captar mensagens não verbais
 
Componentes da anamnese:
· Apresentação: \u201cacadêmico de medicina da cmmg...\u201d
· Identificação: nome, idade, sexo, cor, como chegou ali no hospital, ocupação, onde que mora, tem filhos, estado civil conhecer o paciente, a pessoa : empatia
· Queixa principal: \u201co que motivou procurar atendimento?\u201d, sempre leva-la em consideração; é objetiva (uma frase/palavra); levar em conta as expressões do paciente também. 
· História da moléstia atual: tem que ter coerência e cronologia, é a partir dela que todos os outros dados são coletados, \u201cque dia começou, como evoluiu, quais foram os principais sintomas\u201d; caracterizar os sintomas \u201cse teve vômitos, com que frequência, qual o aspecto, a cor, quando acontece, é depois de comer, causa dor, como é a dor, o que faz ela melhorar ou piorar\u201d, confirmar as queixas; relatar a ausência de sintomas relevantes (mostrar que examinou, mesmo na ausência dos sintomas); não inibir ou sugestionar; cuidado com queixas de moléstias crônicas (tem queixas que são muito antigas do paciente); gerar e testar hipóteses diagnósticas. é o que mais demanda tempo e atenção!
· É importante recapitular com o paciente
· Anamnese especial: complemento da HMA, o que o paciente esqueceu-se de falar.
· 
· Pele e fâneros: manchas, queda de cabelo, dificuldade de enxergar;
· Cabeça e pescoço: nódulos 
· S. respiratório: dificuldade de respirar
· S. cardiovascular: dor no peito
· S. gastrointestinal
· S. genitourinário
· S. hemolinfopoiético
· S. endócrino
· S. locomotor 
· S. nervoso
· Exame psíquico
· 
· História patológica pregressa: perguntar tudo que o paciente já teve de patologia, se teve internação anterior, se já fez cirurgia, se tem alguma doença crônica (hipertensão, diabetes), se toma algum medicamento (quais), presença de alergias; se já teve algum episódio anterior desses sintomas. É bom colocar as datas. 
· História social: alimentação; atividade física; ocupação atual e anteriores; tabagismo, bebidas alcóolicas e drogas ilícitas (sempre perguntar); habitação; contato com ambiente rural; condições socioeconômicas; vida conjugal; relacionamento familiar
· Tabagismo anos-maço 1 maço de cigarros por dia por 10 anos = 10 anos-maço 2 maços de cigarros por dia por 10 anos = 20 anos-maço (multiplica ano x maço) 1 maço = 20 cigarros. 
· História familiar: não só componente genético; \u201cpai teve infarto aos 40 anos\u201d é importante informar a idade; componente ambiental, psicossocial e econômico.