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Resumindo o Tratado de fisiologia médica

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de cálcio; 
o Os canais de cálcio são mais lentos para 
se abrir e ficam abertos por vários décimos 
de segundo. 
o Assim, íons cálcio e sódio penetram nas 
fibras miocárdicas mantendo o 
prolongado período de despolarização, 
causando o platô. 
o Outra explicação é que a permeabilidade 
da membrana celular aos íons potássio 
diminui aproximadamente por cinco 
vezes. 
 
o A velocidade de condução do sinal 
excitatório do potencial de ação nas 
fibras musculares atriais e nas 
ventriculares, é de cerca de 0,3 a 0,5 m/s. 
o A velocidade de condução no sistema 
condutor especializado do coração — as 
fibras de Purkinje — chega a 4 m/s. 
o o período refratário do coração é o 
intervalo de tempo durante o qual o 
impulso cardíaco normal não pode 
reexcitar área já excitada do miocárdio. 
o O período refratário normal do ventrículo 
é de 0,25 a 0,30 segundo, o que equivale 
aproximadamente à duração do platô. 
o O período refratário relativo que é quando 
é mais difícil excitar o músculo do que nas 
condições normais, mas que ainda assim 
pode ser excitado por impulso excitatório 
mais intenso. 
o O período refratário do músculo atrial é 
bem mais curto que o dos ventrículos. 
 
Acoplamento Excitação-Contração 
o Mecanismo pelo qual o potencial de 
ação provoca a contração das 
miofibrilas. 
o O potencial de ação se difunde para o 
interior da fibra muscular, passando ao 
longo das membranas dos túbulos T. 
o O potencial dos túbulos T, por sua vez, 
age nas membranas dos túbulos 
sarcoplasmáticos longitudinais para 
causar a liberação de íons cálcio. 
Unidade III 
Waleska - Med IX - UFOB 
o Os íons cálcio se dispersam para as 
miofibrilas, promovendo o deslizamento, 
dos filamentos de miosina e actina. 
o Uma grande quantidade de íons cálcio 
adicionais também se difunde para o 
sarcoplasma, partindo dos próprios túbulos 
T. 
o A entrada de cálcio ativa canais de 
receptores de rianodina, na membrana 
do retículo sarcoplasmático, que 
desencadeiam a liberação de mais cálcio 
para o sarcoplasma. 
o Os íons cálcio no sarcoplasma interagem 
com a troponina para iniciar a formação 
de pontes cruzadas. 
o Sem esse cálcio adicional dos túbulos T, a 
força da contração miocárdica ficaria 
consideravelmente reduzida. 
o Ao final, os íons cálcio no sarcoplasma são 
rapidamente bombeados de volta para 
fora das fibras musculares, tanto para o 
retículo sarcoplasmático como para o 
líquido extracelular dos túbulos T. 
 
Ciclo cardíaco 
Conjunto dos eventos cardíacos que ocorre 
entre o início de um batimento e o início do 
próximo. 
1. Potencial de ação no nodo sinusal (lateral 
superior do átrio direito, próximo da 
abertura da veia cava superior). 
2. Potencial se difunde pelos átrios. 
3. Potencial se difunde por meio do feixe A-V 
para os ventrículos. 
 
Esse sistema de condução permite que os 
átrios se contraiam antes dos ventrículos, 
bombeando assim sangue para o interior dos 
ventrículos antes do começo da forte 
contração ventricular - como bomba de 
escova. 
Existem 2 períodos no ciclo cardíaco: 
o Diástole: relaxamento, o coração se 
enche de sangue; 
o Sístole: contração, esvaziamento. 
 
Se a frequência cardíaca é de 72 
batimentos/min  a duração do ciclo 
cardíaco é de 1/72 batimentos/min — 
aproximadamente 0,0139 minuto por 
batimento. 
ASSIM: Quando a frequência cardíaca 
aumenta, a duração de cada ciclo 
cardíaco diminui. O coração, em frequência 
muito rápida, não permanece relaxado 
tempo suficiente para permitir o enchimento 
completo das câmaras cardíacas antes da 
próxima contração. 
 
Porque bomba escova? 
- Cerca de 80% do sangue fluem 
diretamente dos átrios para os ventrículos, 
- A contração atrial representa os 20% 
adicionais para acabar de encher os 
ventrículos. 
- Mesmo assim, o coração pode continuar 
operando, na maioria das circunstâncias, 
mesmo sem esses 20% a mais de eficiência. 
- Por isso, quando os átrios deixam de 
funcionar a diferença dificilmente será 
notada. 
 
Enchimento dos ventrículos 
- primeiro terço da diástole: enchimento 
rápido ventricular com a abertura das valvas 
A-V e a passagem de uma grande 
quantidade de sangue se acumulou nos 
átrios direito e esquerdo enquanto as valvas 
A-V estavam fechadas na sístole ventricular. 
- segundo terço da diástole: o sangue nas 
condições normais flui para os ventrículos, 
sendo esse o sangue que continua a chegar 
aos átrios, vindo das veias. 
- terceiro terço da diástole: os átrios se 
contraem, dando impulso adicional ao fluxo 
sanguíneo. 
Esvaziamento dos ventrículos 
- Contração isovolumétrica: o aumento da 
pressão ventricular leva ao fechamento das 
valvas A-V e empurra as valvas semilunares, 
não acontece esvaziamento ainda. 
- Ejeção: o sangue começa a ser lançado 
para diante, para as artérias, e cerca de 70% 
do seu esvaziamento ocorrem durante o 
primeiro terço do período de ejeção (ejeção 
rápida) e os 30% restantes do esvaziamento 
nos outros dois terços do período (ejeção 
lenta). 
- Relaxamento isovolumétrico: as pressões 
intravetriculares diminuem, enquanto as 
artérias cheias de sangue empurram o 
sangue de volta para os ventrículos com 
muita pressão, fazendo com as valvas 
semilunares se fechem. As pressões 
intraventriculares diminuem de volta aos 
valores diastólicos. 
Unidade III 
Waleska - Med IX - UFOB 
Funcionamento das valvas 
-Valvas atrioventriculares: tricúspide e mitral; 
evitam o refluxo de sangue dos ventrículos 
para os átrios durante a sístole. 
Os músculos papilares se ligam ás valvas A-V 
pelas cordas tendíneas, contraem-se com as 
paredes dos ventrículos, mas, ao contrário 
do que seria esperado, não ajudam as 
valvas a se fechar. Na verdade, eles puxam 
as extremidades das valvas em direção aos 
ventrículos para evitar que as valvas sejam 
muito abauladas para trás, em direção aos 
átrios. 
- Valvas semilunares: pulmonar e aórtica; 
impedem o refluxo da aorta e das artérias 
pulmonares para os ventrículos durante a 
diástole. Seu fechamento não é tão suave 
como das valvas A-V, por isso é constituída 
por um tecido fibroso especialmente forte. 
 
Curva da pressão aórtica 
Da onde saiu o famoso 12 por 8? 
Quando o ventrículo se contrai, sua pressão 
aumenta até que a valva aórtica se abra. 
Até aí nenhuma novidade. Da aorta o 
sangue flui para as artérias sistêmicas de 
distribuição. 
―A entrada de sangue nas artérias faz com 
que suas paredes sejam distendidas, e a 
pressão sobe para aproximadamente 120 
mmHg.‖ 
Com o fechamento da valva aórtica, a 
pressão começa a cair durante a diástole. É 
o tempo do sangue fluir das artérias para 
vasos periféricos, até retornar para as veias. 
―Antes que o ventrículo se contraia de novo, 
a pressão aórtica, nas condições normais, 
cai para cerca de 80 mmHg‖. 
 
120 mmHg pressão sistólica 
80mmHg pressão diastólica 
 
AUSCULTA: 
Quando os ventrículos se contraem, ouve-se 
primeiro o som causado pelo fechamento 
das valvas A-V. Essa vibração tem timbre 
baixo e duração relativamente longa, e é 
chamada de primeiro som cardíaco (ou 
primeira bulha). 
Quando as valvas aórtica e pulmonar se 
fecham, ao final da sístole, ouve-se rápido 
estalido por elas se fecharem rapidamente. 
Esse é então o segundo som cardíaco 
(segunda bulha). 
 
Conceito de pré-carga e pós-carga 
pré-carga: a pressão diastólica final quando 
o ventrículo está cheio. 
pós-carga: a pressão na aorta à saída do 
ventrículo, isto corresponde à pressão 
sistólica. 
Regulação do bombeamento 
cardíaco 
Mecanismo de Frank-Starling 
o Capacidade intrínseca do coração de se 
adaptar a volumes crescentes de afluxo 
sanguíneo. 
o Quanto mais o miocárdio for distendido 
durante o enchimento, maior será a força 
da contração e maior será a quantidade 
de sangue bombeada. 
Controle pelo sistema nervoso autonômico. 
o Os nervos simpáticos e parassimpáticos 
(vagos)