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Movimentos do Complexo do Ombro

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Movimentos DO COMPLEXO DO OMBRO
1. introdução
∆ O ombro é uma das articulações mais complexa do corpo
humano, principalmente porque inclui quatro articulações
diferentes (fig. 1):
→ Articulação esternoclavicular (EC);
→ Articulação acromioclavicular (AC);
→ Articulação escapulotorácica (ET);
→ Articulação glenoumeral (GU).
Fig. 1: articulações que formam o complexo do ombro.
∆ Esse grupo de articulações possibilita que a extremidade
superior realize uma extensa variação de movimentos,
aumentando, assim, a habilidade de alcançar e manipular
objetos.
2. Articulação esternoclavicular
∆ A articulação esternoclavicular (EC) é uma articulação
complexa envolvendo a extremidade medial da clavícula,
a faceta clavicular do manúbrio do esterno e a borda
superior da primeira costela (fig. 2).
∆ Essa articulação sinovial plana (tipo selar) tem movi-
mento deslizante duplo.
∆ Embora altamente variável, a extremidade medial da cla-
vícula é normalmente convexa ao longo do seu diâmetr0
longitudinal e côncava ao longo do seu diâmetro trans-
verso. A face clavicular no manúbrio do esterno é
tipicamente em forma recíproca, com um diâmetro
longitudinal levemente côncavo e um diâmetro trans-
versal levemente convexo (fig. 2).
Fig. 2: vista anterior-lateral das superfícies articulares
da articulação EC.
Cinemática da Articulação EC
∆ Os movimentos osteocinemáticos da articulação EC
ocorrem em três graus de liberdade (fig. 3):
→ Elevação e depressão;
→ Protração e retração;
→ Rotações.
∆ O intuito principal desses movimentos é posicionar a
escápula em uma posição ideal para aceitar a cabeça do
úmero.
∆ Essencialmente todos os movimentos da articulação GU
envolvem alguns movimentos da clavícula em torno da
articulação EC.
Fig. 3: movimentos da clavicula em torno da articulação
EC.
∆ A elevação e a depressão da articulação EC ocorrem no
plano frontal, em torno de um eixo anteroposterior.
∆ A elevação da articulação EC é de 30º a 45º, e a maior
parte do movimento ocorre nos primeiros 90º de elevação
dos ombros.
∆ Da posição em repouso, a articulação EC pode ser deprimida
de 5º a 10º, até que a clavícula seja detida pelo
ligamento interclavicular, pela cápsula superior e pela
primeira costela.
∆ A elevação da clavícula ocorre conforme sua superfície
articular convexa rola superiormente e simultaneamente
desliza inferiormente na concavidade do manúbrio. Já a
depressão clavícular ocorre pela ação de sua superfície
convexa rolando inferiormente e deslizando superior-
mente (fig. 4).
Fig. 4: vista anterior da artrocinemática da elevação e
depressão da articulação EC.
∆ A protração e a retração da articulação EC ocorrem
quase paralelas ao plano horizontal (ou transversal),
em torno de um eixo longitudinal (ou vertical).
∆ A partir da posição de repouso, a protração e retração da
articulação EC é de 15º a 30º.
∆ A Protração e a retração da articulação EC acompanham
a protração e retração escapular respectivamente.
∆ A retração ocorre conforme a superfície articular côn-
cava da clavícula rola e desliza posteriormente na su-
perfície convexa do manúbrio do esterno (fig. 4). Já A
protração ocorre quando a clavícula rola e desliza
anteriormente.
Fig. 4: vista superior da artrocinemática da retração da
articulação EC.
∆ Durante a abdução ou flexão do ombro a clavícula roda
posteriormente cerca de 20ºa 35º. COnforme o braço
retorna ao lado do corpo, a clavícula roda de volta à
sua posição original (fig. 5).
Fig. 5: rotação posterior da clavícula durante a abdução
do ombro.
3. Articulação Acromioclavicular
∆ A articulação acromioclavicular (AC) é uma articulação
sinovial plana, formada entre a extremidade lateral da
clavícula e o acrômio da escápula (fig. 6).
Fig. 6: articulação acromioclavicular.
∆ A extremidade acromial é voltada medial e superiormente,
enquanto a extremidade clavicular é voltada lateral e
um pouco inferiormente.
∆ A articulação AC é deslizante, refletindo o contorno
plano predominante das superfícies articulares.
Cinemática da Articulação AC
∆ POr ser do tipo sinovial plana, a articulação AC tem três
graus de liberdade.
∆ Enquanto a articulação EC possibilita o movimento
clavicular amplo e guia o caminho para a escápula, os
movimentos da AC são mais sutis e geram pequenos
ajustes fundamentais da escápula de modo a permitir a
continuidade entre ela e o tórax durante os movimentos
escapulares.
∆ Os movimentos da articulação AC são descritos pelo
movimento da escápula relativo à extremidade lateral da
clavícula. O movimento foi definido por três graus de
liberdade.
→ Movimentos principais: rotações para cima e para
baixo;
→ Movimentos secundários: ajustes rotacionais que
regulam refinadamente a posição da escápula, tanto
no plano horizontal quanto no sagital.
∆ A rotação para cima da escápula na articulação AC
ocorre conforme a escápula “balança para para cima” em
relação à extremidade lateral da clavícula. Esse
movimento acontece como um componente natural da
abdução ou flexão do ombro.
∆ A rotação para baixo na articulação AC faz com que a
escápula retorne à posição anatômica em um movimento
mecanicamente associado à adução e extensão do ombro.
∆ Os movimentos de ajuste rotacional na articulação AC,
alinham idealmente a escápula contra o tórax.
∆ Sem esses ajustes rotacionais, a escápula seria obrigada a
seguir o exato caminho do movimento da clavícula, sem
qualquer liberdade de ajustar sutilmente sua posição no
tórax.
Fig. 7: rotações para cima e para baixo e ajustes
rotacionais na articulação AC.
4. Articulação Escapulotorácica
∆ A Articulação escapulotorácica (ET) não é uma articu-
lação verdadeira em si, mas um ponto de contato entre a
superfície anterior da escápula e a parede posterolateral
do tórax (fig. 8).
Fig. 8: articulação ET.
∆ As duas superfícies não fazem contato direto; em vez disso
elas são separadas por músculos (serrátil anterior, ere-
tor da espinha e subescapular) e por uma grande bolsa
subescapular. As superfícies relativamente espessas e
úmidas desses músculos parecem reduzir o cisalhamento
dentro da articulação durante o movimento.
∆ na posição anatômica, a escápula está geralmente entre
a segunda e sétima costelas, com a borda medial
localizada aproximadamente a 5-6 cm lateralmente à
coluna vertebral (fig.9).
Fig. 9: posicão da escápula em relação ao tórax.
∆ Embora altamente variável, a posição da escápula é de
aproximadamente 10º de inclinação anterior, 5º a 10º de
rotação para cima, e aproximadamente 35º de rotação
interna.
Cinemática da Articulação ET
∆ Os movimentos que ocorrem entre a escápula e o tórax
são o resultado da cooperação entre a articulação AC e
EC.
∆ A restrição de movimento em cada articulação pode
limitar significativamente o movimento na escápula e, no
fim das contas, em todo o complexo do ombro.
∆ ELEvação (fig. 10):
→ A escápula desliza superiormente sobre o tórax em
relação à sua posição de repouso.
→ PAra ocorrer esse movimento, deve haver também
elevação da clavícula na articulação EC.
→ A leve rotação para baixo da escápula na
articulação AC permite que a escápula permaneça
em posição quase vertical durante esse movimento.
→ Ajuste adicionais na articulação AC ajudam a manter
a escápula nivelada com a curvatura do t[órax
levemente modificada.
∆ Depressão (fig. 11):
→ a escápula desliza para baixo no tórax em relação à
sua posição de repouso. Durante este movimento,
ocorre também a depressão da clavícula na
articulação esternoclavicular.
→ A importância do movimento de depressão da escá-
pula está na estabilização da escápula e na elevação
do corpo durante a sustentação de peso com os
membros superiores, como nos movimentos de
ginástica em barras paralelas, na marcha com
muletas ou em transferências de cadeiras de rodas.
Fig. 10: elevação da escápula.
Fig. 11: depressão da escápula.
∆ Protração (abdução) (fig. 12):
→ a extremidade lateral da clavícula e a escápula se
movem anteriormente