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E-book OAB - Direito Civil - Parte Geral

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§ 11. Aplicam-se à tomada de decisão apoiada, no que couber, as disposições 
referentes à prestação de contas na curatela. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 
2015) (Vigência) 
 
A tomada de decisão apoiada visa o auxílio da pessoa com deficiência para a 
celebração de atos mais complexos – casos dos contratos. Trata-se de um processo judicial 
no qual a pessoa com deficiência elege duas pessoas, de sua confiança, para lhe auxiliar 
nos atos da vida civil. Com a nomeação dos apoiadores, toda decisão tomada por pessoa 
portadora de deficiência será válida e produzirá efeitos, nos limites do apoio acordado (art. 
1.783-A, § 4.º, CC). 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art116
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art116
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
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AÇÃO DE INTERDIÇÃO E NOMEAÇÃO DE CURADOR 
ATENÇAO: a peça estruturada abaixo é um modelo básico de ação de interdição e nomeação de curador. Destaca-se 
que cada ação deve ser estruturada de acordo com o caso apresentado e os dados devem ser adaptados ao enunciado 
fornecido pela banca examinadora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. DIREITOS DA PERSONALIDADE 
Ao lado dos direitos patrimoniais, existem direitos, não menos importantes, que estão 
fora do comércio e encontram-se inseridos na personalidade do indivíduo. Os direitos da 
personalidade, também chamados de liberdades públicas têm proteção especial por parte 
do Estado. São tutelados tanto pelo Direito Público, como também, pelo Direito Privado. 
São direitos inerentes e ligados à pessoa humana e a sua dignidade, de forma perpétua e 
permanente. Dentre estes direitos destacam-se a vida, liberdade, nome, próprio corpo, 
imagem e honra. 
O enunciado 274 das Jornadas de Direito Civil prevê que: 
 
Os direitos da personalidade, regulados de maneira não-exaustiva pelo Código Civil, 
são expressões da cláusula geral de tutela da pessoa humana, contida no art. 1º, 
inc. III, da Constituição (princípio da dignidade da pessoa humana). Em caso de 
colisão entre eles, como nenhum pode sobrelevar os demais, deve-se aplicar a 
técnica da ponderação. 
 
Pode-se dizer que são direitos da personalidade: vida e integridade físico-psíquica, 
nome da pessoa (natural ou jurídica), imagem (imagem-retrato e imagem-atributo), honra 
(subjetiva e objetiva) e intimidade. Essa proteção dos direitos da personalidade encontra-
se, tanto no Código Civil, como, também, na Constituição Federal de 1988, que prevê, no 
seu art. 5. º, X: 
“X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação”. 
 
O Código Civil destinou um capítulo especial para a proteção dos direitos da 
personalidade – art. 11 a art. 21, CC. Esse rol, contudo, é exemplificativo, conforme dispõe 
o enunciado 274 das Jornadas de Direito Civil. 
Esses direitos tratam-se, portanto, de direitos que “têm por objeto os atributos físicos, 
psíquicos e morais da pessoa em si e em suas projeções sociais” (GAGLIANO e 
PAMPLONA FILHO, p. 184). 
 
 
 
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5.1 Natureza 
Quanto a natureza jurídica desses direitos, a maior parte da doutrina entende que, por 
se tratarem de direitos inatos ao ser humano, cabe ao Estado apenas reconhecê-los e 
sancioná-los no âmbito do direito positivo, de forma que o indivíduo possa proteger tais 
direitos contra arbítrios do poder público ou de particulares. 
No caso do Brasil, esses direitos, além de serem protegidos no âmbito do Direito Civil, 
também tem uma proteção constitucional, conforme visto (art. 5.º, X, CF), o que lhes confere 
um status diferenciado – direito subjetivo (possibilidade de exigir respeito) + direito objetivo 
(vinculação a todos, dever de não infringir). 
 
5.2 Titularidade 
Os direitos da personalidade são próprios dos seres humanos. Contudo, como já 
discutido, também protege o nascituro que, embora não tenha personalidade jurídica, 
detém proteção, desde a concepção, dos seus direitos da personalidade (art. 2.º, CC). 
Não se pode excluir, contudo, as pessoas jurídicas desta proteção, pois, nos termos 
do art. 52, CC, aplica-se “às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da 
personalidade”. Dessa forma, as pessoas jurídicas também têm a faculdade de exigir 
respeito e proteção quanto à sua imagem (intimidade, vida privada e honra, não é possível 
em razão das particularidades de tais direitos), podendo ser requerida indenização pela 
violação a tal direito. Este entendimento consubstancia-se na redação da súmula 227 do 
STJ, que diz que: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.” Tenham cuidado com o 
enunciado 268 das Jornadas de Direito Civil, que diz que não pode a pessoa jurídica ser 
titular de direitos da personalidade. Este enunciado contraria o que determina a súmula 227 
do STJ. Esta súmula é que poderá ser cobrada no Exame da OAB, por ser a posição 
majoritária. 
 
5.3 Características 
Os direitos da personalidade são ligados à pessoa humana, representando seus 
direitos íntimos e fundamentais. São qualidades que se agregam ao homem e, portanto, 
intransmissíveis e irrenunciáveis. art. 11, CC traz algumas das características dos direitos 
da personalidade: Contudo,