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Aula 05 - Estrutura das Demonstrações Contábeis - Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos (DOAR)

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Análise das demonstrações contábeis I
5º Aula
Estrutura das demonstrações contábeis 
- Demonstração das Origens e 
Aplicações de Recursos (DOAR) 
Nesta aula, veremos que a DOAR (Demonstração 
das Origens e Aplicações de Recursos) é de elaboração e 
publicação obrigatória para as sociedades anônimas. 
Desse modo, o § 6°, do art. 176, da Lei das Sociedades 
por Ações dispensa de sua elaboração as companhias 
fechadas com patrimônio líquido, na data do balanço, não 
superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). 
Compreenderemos as variações no Capital Circulante 
Líquido.
Por fim, estudaremos a estrutura da Demonstração das 
Origens e Aplicações de Recursos.
Boa aula!
Objetivos de aprendizagem
Ao final desta aula, vocês serão capazes de:
• Reconheceremos e fundamentaremos a DOAR. 
• Identificaremos as variações no Capital Circulante Líquido.
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1 - Conceito da DOAR.
2 - Variações no Capital Circulante Líquido. 
3 - Estrutura da DOAR.
Seções de estudo
Durante o estudo de cada Seção de nossas aulas, é importante que 
façamos resumos, utilizemos planilhas ou esquemas para condensar 
os conteúdos, reclassifi cando-os mentalmente. Essas estratégias 
podem facilitar a compreensão, bem como o link dos conteúdos 
com os conhecimentos adquiridos em outras disciplinas ou mesmo 
contextualizá-los na prática.
Fica a dica! 
Durante o estudo de cada Seção de nossas aulas é importante que 
façamos resumos, utilizemos planilhas ou esquemas para condensar 
os conteúdos, reclassifi cando-os mentalmente. Essas estratégias 
podem facilitar a compreensão, bem como o link dos conteúdos 
com os conhecimentos adquiridos em outras disciplinas ou mesmo 
contextualizá-los na prática.
Fica a dica! 
2 - Variações no capital circulante 
líquido
1 - Conceito da DOAR 
A DOAR (Demonstração das Origens e Aplicações 
de Recursos) é de elaboração e publicação obrigatória para 
as sociedades anônimas. Desse modo, o § 6°, do art. 176, da 
Lei das Sociedades por Ações dispensa de sua elaboração as 
companhias fechadas com patrimônio líquido, na data do 
balanço, não superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) 
(FERREIRA, 2012, p. 1).
Nesse sentido, a DOAR evidencia as variações 
ocorridas no capital circulante líquido durante 
o exercício, permitindo ao analista das 
demonstrações contábeis o entendimento da 
situação de curto prazo da companhia. 
Para tanto, isso torna possível a avaliação 
da capacidade de pagamento das obrigações 
circulantes da empresa. A DOAR também 
expõe a política de fi nanciamentos e 
investimentos de recursos não circulantes da 
companhia (FERREIRA, 2012, p. 1).
Fiquem ligados(as)! A partir das nomenclaturas relacionadas a DOAR, as 
quais acabamos de estudar, será possível uma maior fundamentação 
para a compreensão da atuação profi ssional nesta área.
1.1 Forma de apresentação
A DOAR indicará as modificações na posição financeira 
da companhia, discriminando:
a) as origens dos recursos, agrupadas em:
• lucro do exercício, acrescido de depreciação, 
amortização ou exaustão e ajustado pela 
variação nos resultados de exercícios futuros;
• realização do capital social e contribuições 
para reservas de capital;
• recursos de terceiros, originários do aumento 
do passivo exigível a longo prazo, da redução do 
ativo realizável a longo prazo e da alienação de 
investimentos e direitos do ativo imobilizado;
b) as aplicações de recursos agrupadas em:
• dividendos distribuídos;
• aquisição de direitos do ativo imobilizado;
• aumento do ativo realizável a longo prazo, 
dos investimentos e do ativo diferido;
• redução do passivo exigível a longo prazo;
c) o excesso ou insufi ciência das origens 
de recursos em relação às aplicações, 
representando aumento ou redução do capital 
circulante líquido;
d) os saldos no início e no fi m do exercício, 
do ativo e passivo circulantes, o montante do 
capital circulante líquido e o seu aumento ou 
redução durante o exercício (PORTAL DE 
CONTABILIDADE, 2012, p. 1).
Vale salientar ainda que, a DOAR, ainda segundo o site 
Portal de Contabilidade (2012, p. 1), a partir de 01.01.2008 
“foi extinta, por força da Lei 11.638/2007”. Agora, tornou-se 
obrigatória apenas para a apresentação das “demonstrações 
contábeis encerradas somente até 31.12.2007”.
1.2 Origens de recursos
 As origens de recursos são representadas pelos aumentos 
no Capital Circulante Líquido, e as mais comuns são:
a) das próprias operações, quando as receitas (que 
geram ingressos de capital circulante líquido) do exercício são 
maiores que as despesas, ou seja, resultam do lucro líquido 
apurado exclusivamente das operações regulares da empresa.
 Assim, se houver lucro, teremos uma origem de recursos, 
se houver prejuízo, teremos uma aplicação de recursos;
b) dos acionistas, pelos aumentos de capital integralizados 
pelos mesmos no exercício, já que tais recursos aumentaram 
as disponibilidades da empresa e, conseqüentemente, seu 
capital circulante líquido;
c) de terceiros, por empréstimos obtidos pela empresa, 
pagáveis a longo prazo, bem como dos recursos oriundos 
da venda a terceiros de bens do Ativo Permanente, ou 
de transformação de Realizável a Longo Prazo em Ativo 
Circulante.
Os empréstimos feitos e pagáveis a curto prazo não 
são considerados como origem de recursos para fins dessa 
demonstração, pois não alteram o Capital Circulante Líquido. 
Nesse caso, há um aumento de disponibilidades e, ao mesmo 
tempo, do Passivo Circulante.
 
A depreciação, amortização ou exaustão, por 
representarem uma recuperação de fundos, 
devem ser adicionadas ao lucro líquido 
apurado no exercício, para efeito de elaboração 
da demonstração das origens e aplicações de 
recursos (PORTAL DA CONTABILIDADE, 
2012, p. 1).
Para realizar as refl exões referentes a aula 5, iremos conhecer as 
regras gerais da DOAR.
Análise das demonstrações contábeis I 34
Esse conhecimento é muito relevante, uma vez que, ao partirmos 
dele, poderemos saber, de forma específi ca, a forma prática de como 
elaborar uma demonstração do resultado do exercício.
Bons estudos! 
Pode-se dizer que o capital circulante líquido, ou 
capital de giro líquido, corresponde à diferença entre o ativo 
circulante e o passivo circulante: CCL = AC - PC.
O capital circulante líquido não se confunde com o 
capital circulante (ou capital de giro), que é representado pelo 
ativo circulante. Desse modo, “quando o capital circulante 
líquido é positivo, também recebe o nome de capital circulante 
próprio” (FERREIRA, 2012, p. 1). 
Nesse sentido, é a análise das variações ocorridas 
no capital circulante líquido que serve como base para a 
elaboração da demonstração das origens e aplicações de 
recursos.
Assim, ainda segundo Ferreira (2012, p. 1), podemos 
considerar a fórmula CCL = AC - PC, o capital circulante 
líquido pode ser aumentado de duas formas:
a) pelo aumento do ativo circulante;
b) pela redução do passivo circulante.
Podemos exemplificar pensando que se houver o aumento 
do capital social em dinheiro, a conta Caixa será debitada, 
provocando o aumento do ativo circulante e o aumento do 
capital circulante líquido (FERREIRA, 2012, p. 1).
Dessa forma, se a companhia renegociar com um credor 
a transferência de uma dívida do curto para o longo prazo 
ocorrerá a redução do passivo circulante e o aumento do 
capital circulante líquido.
O capital circulante líquido pode ser diminuído de duas 
formas:
a) pela redução do ativo circulante;
b) pelo aumento do passivo circulante.
Diante disso,
Na compra à vista de bens para o imobilizado, 
a conta Caixa é creditada e o ativo circulante 
e o capital circulante líquido sofrem redução. 
Porém, se a compra dos bens para o 
imobilizado for fi nanciada para pagamento 
a curto prazo, haverá aumento do passivo 
circulante e diminuição do capital circulante 
líquido (FERREIRA, 2012, p. 1).
Assim, como nos apresenta Ferreira (2012, p. 2), 
no entanto, podemos observar que a variação no capital 
circulante líquido só ocorrerá se a transação, envolvendo o 
ativo circulante ou