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Controles_na_Administracao_Publica_Aula_3

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Instituto Serzedello Corrêa
CONTROLES NA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Aula 3 
Controle Externo
RESPONSABILIDADE PELO CONTEÚDO
Tribunal de Contas da União
Secretaria Geral da Presidência
Instituto Serzedello Corrêa
Diretoria de Diagnóstico, Planejamento e Desenvolvimento de Ações Educacionais
Diretoria de Promoção de Ações Educacionais e Relações Institucionais
Serviço de Diagnóstico, Planejamento e Desenvolvimento de Ações Educacionais 
Serviço de Ações Educacionais a Distância 
CONTEUDISTA
Renato Santos Chaves
REVISOR
Antonio José Saraiva de Oliveira Junior
TRATAMENTO PEDAGÓGICO
Flávio Sposto Pompeo
Silvia Helena de C. Martins
REVISÃO GRAMATICAL
Gabriella Nascimento Cordeiro Pereira
RESPONSABILIDADE EDITORIAL 
Tribunal de Contas da União 
Secretaria Geral da Presidência 
Instituto Serzedello Corrêa 
Centro de Documentação 
Editora do TCU
PROJETO GRÁFICO
Ismael Soares Miguel
Paulo Prudêncio Soares Brandão Filho
Vivian Campelo Fernandes
DIAGRAMAÇÃO
Vanessa Vieira
© Copyright 2014, Tribunal de Contas de União 
<www.tcu.gov.br>
Permite-se a reprodução desta publicação, em parte ou no todo, sem alteração do conteúdo, desde que citada a 
fonte e sem fins comerciais.
Este material tem função didática. A última atualização ocorreu em novembro de 2014. As afirmações 
e opiniões são de responsabilidade exclusiva do autor e podem não expressar a posição oficial do 
Tribunal de Contas da União.
Atenção!
[ 3 ]Aula 3: Controle Externo
Aula 3 – Controle Externo
Quem é o titular do controle externo 
da Administração Pública?
Quem controla a Administração Pública?
Quais as modalidades de controle existentes?
Sabemos que os atos administrativos executados pelos gestores 
públicos, que devem obediência às leis orçamentárias, são controlados 
por órgãos criados especificamente para esse controle.
Nesse sentido, o controle orçamentário-financeiro da 
administração pública federal é exercido pelo Congresso Nacional, 
instituição que representa o povo. Nos níveis estaduais e municipais, 
de acordo com o princípio da simetria, o controle da administração 
pública é exercido pelas respectivas Casas Legislativas. No entanto, 
tais Casas, tanto o Congresso Nacional quanto as Assembleias 
Legislativas nos Estados e as Câmaras Municipais nos Municípios, 
são auxiliadas tecnicamente pelos Tribunais de Contas.
A partir dessa divisão de tarefas, ou seja, de controlar os 
atos administrativos no que se refere à aplicação dos recursos 
públicos, a administração pública ganha contornos complexos no 
tema controle. Existem órgãos de controle da própria administração 
(controle interno), assim como órgãos de controle exteriores à 
estrutura administrativa (controle externo). Há órgãos específicos 
para a avaliação da eficiência dos gastos públicos, assim como 
órgãos que podem responsabilizar judicialmente os gestores públicos 
por ato de improbidade. 
Esta aula é de extrema importância para que possamos 
entender de forma técnica a atuação dos diversos órgãos de controle 
existentes na administração pública brasileira, especialmente a atuação 
do Tribunal de Contas da União, além de obtermos conhecimentos 
sobre a Rede de Controle da Gestão Pública.
[ 4 ] CONTROLES NA ADMINISTRAÇÃO
Para facilitar o estudo, esta aula está organizada da seguinte forma:
Aula 3 – Controle Externo ���������������������������������������������������������������������������������������� 3
1� Conceito e exercício do Controle Externo �������������������������������������������������5
2� Tribunal de Contas da União ��������������������������������������������������������������������������������7
3� Rede de Controle da Gestão Pública �������������������������������������������������������������18
Síntese ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������21
Referências bibliográficas �������������������������������������������������������������������������������������22
Todos prontos?
Então vamos começar!
[ 5 ]Aula 3: Controle Externo
1. Conceito e exercício do Controle Externo
A Constituição Federal de 1988, no art. 70, dispõe que: “a fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da 
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto 
à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções 
e renúncias de receitas, será exercido pelo Congresso Nacional, 
mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de 
cada Poder”.
Portanto, quem é o titular do controle externo da Administração 
Pública, sob o enfoque de fiscalização orçamentário-financeira, 
é o Congresso Nacional. Logicamente, quando nos referimos ao 
Congresso Nacional, estamos falando da fiscalização exercida sobre 
a Administração Pública federal ou sobre as pessoas físicas e/ou 
jurídicas que utilizem recursos públicos federais.
O controle externo nos Estados é de responsabilidade das 
Assembleias Legislativas e, nos Municípios, das Câmaras de 
Vereadores. No Distrito Federal, a titularidade do controle externo recai 
sobre a Câmara Legislativa do DF.
Nas palavras de Hely Lopes Meirelles (1997), controle externo 
é o que se realiza por órgão estranho à Administração responsável 
pelo ato controlado e visa comprovar a probidade da Administração 
e a regularidade da guarda e do emprego de bens, valores, dinheiros 
públicos, bem como a fiel execução do orçamento.
Para Lima (2007), o objeto do controle externo são os atos 
administrativos em todos os Poderes constituídos, nas três esferas 
de governo e atos de gestão de bens e valores públicos. 
Conforme vimos, a titularidade do controle externo é do 
Poder Legislativo, exercido pelos parlamentares eleitos pelo povo, 
representantes da sociedade. Entretanto, o controle é exercido com o 
auxílio técnico do Tribunal de Contas da União, no caso federal e, nos 
Estados e Municípios, com auxílio técnico do Tribunal de Contas dos 
Estados. Veja que não existem tribunais de contas nos municípios, à 
exceção dos Tribunais de Contas dos Municípios do Rio de Janeiro 
e de São Paulo.
Quatro Estados da federação (Bahia, Ceará, Goiás e Pará) 
criaram a figura dos Tribunais de Contas dos Municípios. Não são 
tribunais de contas municipais, são, na realidade, órgãos da estrutura 
Segundo Lima (2007),
o controle externo da 
administração pública, 
realizado pelas instituições 
a quem a Constituição 
atribuiu essa missão, 
é exigência e condição 
do regime democrático, 
devendo, cada vez mais, 
capacitar-se tecnicamente 
e converter-se em eficaz 
instrumento da cidadania, 
contribuindo para o 
aprimoramento da gestão 
pública.
[ 6 ] CONTROLES NA ADMINISTRAÇÃO
do Estado, ou seja, são órgãos colegiados estaduais responsáveis por 
julgar as contas dos Governos dos Municípios, enquanto os Tribunais 
de Contas dos Estados julgam as contas dos Governos Estaduais.
O art. 71 da Constituição Federal de 1988 apresenta as competências 
do Tribunal de Contas da União, enquanto o art. 75 da Carta Magna 
prevê que “as normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que 
couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de 
Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais 
e Conselhos de Contas dos Municípios.”
Para arrematar o assunto, vejamos o que nos ensina