A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Clareamento em dentes desvitalizados

Pré-visualização | Página 1 de 1

Clareamento em dentes desvitalizados
Clareamento interno – atua sobre os fatores de pigmentação intrínsecos – dentina
Indicações: escurecimento proveniente de trauma pulpar, restos pulpares, dentes que não responderam a técnica de clareamento externo, descoloração de dentina de várias origens, inclusive de material endodôntico.
Contraindicações: não é indicado para dentes com tratamento de canal radicular inadequado, lesões cariosas e abfrações não tratadas, restaurações defeituosas, trincas de esmalte, perda de coroa, escurecimento por amalgama e descolorações apenas em esmalte.
Limitações: sucesso está relacionado a expectativa do paciente, pode ocorrer recidiva de escurecimento do dente e o fato do clareamento de dentina radicular não responder bem.
Cuidados: trincas, restaurações deficientes, caries, resíduo de material obturador na câmara pulpar (devem ser removidos previamente), canal radicular deve estar obturado para evitar infiltração do agente clareador nos tecidos periapicais, periápice e periodonto não devem ser comprometidos, tampão cervical deve ser sempre realizado.
Tampão cervical: é um selamento coronário que veda os túbulos dentinários cervicais. O tampão cervical isola o contato do agente clareador com as paredes dentinárias do canal radicular (evita reabsorção cervical externa – resposta inflamatória próxima a JCE, normalmente está relacionada ao uso de H2O2). Tem o interesse de clarear a região vestibular dos dentes (tampão deixa essa face desocupada), de modo que protege a região lingual – tampão mais alto em lingual (formato de rampa).
Como é feito? Exame radiográfico como ponto de partida, como controle e diagnostico. Devemos medir o tamanho da coroa clínica do dente com sonda milimetrada. Realizar medida interna com a sonda (direciona a posição e espessura do tampão cervical), o tampão deve estar 2mm abaixo da JCE e ter 2mm de espessura. Pode ser usado CIV modificado, cimentos resinosos, de fosfato de zinco e resinas fluidas.
Agentes clareadores: H2O2 35%, peroxido de carbamida 37% ou perborato de sódio a 30%
Técnicas clareadores: imediata, mediata e combinada.
- Imediata: aplicação intra e extra coronária de H2O2. Após finalização neutralizar com hidróxido de cálcio em pó para deixar com pH mais alcalino na região cervical do dente. O objetivo é reparar qualquer dano ao LP e eliminar o oxigênio residual da área para melhorar adesão da RC aos substratos – permanência por 7 dias. Só 14 dias faz restauração final.
- Mediata: aplicação intra coronária de peroxido de carbamida ou perborato de sódio.
 - Combinada: aplicação intracoronária de peroxido de carbamida ou perborato de sódio e extracoronária de H2O2.
· Radiografia periapical
· Registro fotográfico inicial
· Profilaxia
· Registro inicial da cor (escala vita)
· Mensuração da coroa clínica (sonda periodontal)
· Abertura lingual com ponta diamantada esférica compatível 
· Isolamento absoluto
· Remoção do material obturador (aprox. 3mm) com broca largo
· Mensuração interna da coroa clínica (sonda periodontal)
· Limpeza da cavidade
· Confecção do tampão cervical (2mm de espessura)
· Aplicação do material clareador
· Restauração temporária
· Retorno em 7 dias para repetir o procedimento
· Neutralização com hidróxido de cálcio em pó durante 7 dias ao fim do clareamento
· Restauração definitiva – 14 dias após clareamento
· Registro final da cor (escala vita)
· Fotografia final