A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
9 pág.
Prova em teoria do direito

Pré-visualização | Página 1 de 2

Prova em PDF
Disciplina: 100705 - TEORIA DO DIREITO
Abaixo estão as questões e as alternativas que você selecionou:
Parte superior do formulário
QUESTÃO 1
"Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma __________, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, __________ e concisão."
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Manual de Redação da Presidência da República. Gilmar Ferreira Mendes e Nestor José Forster Júnior. 2. ed. rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002. Disponível em: <">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm>. Acesso em: 02 jul. 2018.
Assinale a alternativa que contém as palavras que preenchem, na ordem, as lacunas do texto:
 
a )
obscura / clareza
b )
clara / clareza
c )
clara / obscuridade
d )
transparente / obscuridade
e )
obscura / neologismos
QUESTÃO 2
"Que é uma norma? Uma norma jurídica é a integração de algo da realidade social numa estrutura regulativa obrigatória. Vamos examinar, por exemplo, o fato econômico pois qualquer fato pode ser tomado como referencial. Sobre esse fato incide um complexo de interesses ou valoração que exigem uma disciplina normativa, e edição, por exemplo, de uma norma legal".
REALE, Miguel. Teoria Tridimensional do Direito.
5. ed. São Paulo: Saraiva, 1994. p. 124-125.
Em sua obra Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale, defende que os fenômenos jurídicos possuem três elementos indissociáveis. São eles:
a )
fato, realidade e estrutura.
b )
 estrutura, valor e realidade.
c )
 estrutura, realidade e norma.
 
d )
 fato, valor e norma.
e )
 valor, historicidade e estrutura.
QUESTÃO 3
"A partir de uma afirmação inicial - dada como premissa - procede-se ao encadeamento lógico das ideias. A premissa deve partir de uma verdade universal, aceita por todos, e deve apresentar argumentos aparentemente irrefutáveis e incontestáveis, tendo por objetivo convencer. Alcança-se, assim, o que constitui um silogismo, ou seja, um raciocínio no qual de duas proposições - coisas - decorre uma terceira. Nas duas primeiras proposições infere-se uma terceira, que encerra a conclusão do raciocínio. É, portanto, à argumentação final que se propõe o silogismo. A primeira proposição chame-se premissa maior; a segunda, premissa menor; e a terceira, conclusão. É, portanto, à argumentação final que se propõe o ______________."
SYTIA, Celestina Vitória Moraes; FABRIS, Sérgio Antônio (Ed.). O Direito e suas Instâncias Jurídicas. Porto Alegre, 2002. p. 23.
Sobre o processo interpretativo descrito no texto, complete a lacuna com o nome do mesmo.
a )
 Subsunção
b )
 Positivismo
c )
 Jusnaturalismo
 
d )
 Silogismo
e )
 Hermenêutica
QUESTÃO 4
"Como as normas jurídicas visam a preservar o que há de essencial na convivência humana, elas não podem ficar à mercê da simples boa vontade, da adesão espontânea dos obrigados. É necessário prever-se a possibilidade do seu cumprimento obrigatório".
REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito.
27. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 71.
O trecho acima refere-se a uma característica das normas jurídicas, qual seja:
a )
 formalidade
b )
 flexibilização
 
c )
 coercitibilidade
d )
 imputabilidade
e )
 renunciabilidade
QUESTÃO 5
Ser bom, quando se pode, é um dever e, ademais, existem certas almas tão capacitadas para a simpatia que, mesmo sem qualquer motivo de vaidade ou de interesse, elas experimentam uma satisfação íntima em irradiar alegria em torno de si e vivem o contentamento de outrem, na medida em que ele é obra sua. Mas eu acho que, no caso de uma ação desse tipo, por mais de acordo com o dever e mais amável que seja, não possui, porém, verdadeiro valor moral, já que ela se coloca no mesmo plano de outras inclinações, a ambição, por exemplo, que, quando coincide com o que realmente está de acordo com o interesse público e o dever, com o que, por conseguinte, é honorável, merece louvor e encorajamento, mas não respeito, pois falta a essa máxima o valor moral, isto é, o fato de que essas ações sejam feitas não por inclinação, mas por dever.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. In: VERGEZ, A.; HUISMAN, D. História dos filósofos ilustrada pelos textos. 6. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1984. p. 269.
Tendo como referência o texto anterior, avalie as asserções que seguem.
I.Dar uma esmola ou pagar uma refeição para um mendigo na rua, motivados apenas pela felicidade que sentimos quando ajudamos pessoas em tal estado, é uma ação desprovida de valor moral.
PORQUE
II.Para Kant, somente a ação ditada unicamente pelo dever, isenta da influência de qualquer outra motivação, é a que possui valor moral.
Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.
 
a )
 A primeira asserção é uma proposição verdadeira e a segunda é uma proposição falsa.
b )
 A primeira asserção é uma proposição falsa e a segunda é uma proposição verdadeira.
c )
 As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
d )
 As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
e )
 Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.
QUESTÃO 6
"A aplicação do direito consiste no enquadrar um caso concreto em a norma jurídica adequada. Submete às prescrições da lei uma relação da vida real; procura e indica o dispositivo adaptável a um fato determinado. Por outras palavras: tem por objeto descobrir o modo e os meios de amparar juridicamente um interesse humano".
MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do Direito. 20. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011. p. 6.
Esse trecho trata do fenômeno:
a )
integração do direito
b )
compreensão jurídica
c )
subsunção do fato à norma
d )
hermenêutica legislativa
 
e )
interpretação jurídica
QUESTÃO 7
Se o Código de Napoleão foi considerado o início absoluto de uma nova tradição jurídica, que sepulta completamente a precedente, isto foi devido aos primeiros intérpretes e não aos redatores do próprio Código. É de fato àqueles e não a estes que se deve a adoção do princípio da onipotência do legislador, princípio que constitui, como já se disse mais de uma vez, um dos dogmas fundamentais do positivismo jurídico.
BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de filosofia do direito, p. 73.
A supremacia do Código de Napoleão como fonte do direito foi defendida pela:
a )
Escola Analítica
b )
 Escola da Pandectistíca
c )
 Escola da Jurisprudência dos Conceitos
 
d )
Escola da Exegese
e )
Escola Histórica do Direito
QUESTÃO 8
"Suponha que você seja o motorneiro de um bonde desgovernado avançando sobre os trilhos a quase 100 quilômetros por hora. Adiante, você vê cinco operários em pé nos trilhos, com as ferramentas nas mãos. Você tenta parar, mas não consegue. Os freios não funcionam. Você se desespera porque sabe que, se atropelar esses cinco operários eles morrerão. (Suponhamos que você tenha certeza disso). O que você faz?
SANDEL, Michael J. Justiça - o que é fazer a coisa certa. Trad. Heloísa Matias e Maria Alice Máximo. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 30-31. Adaptado.
Considerando o excerto acima, podemos afirmar que o trecho faz uma reflexão do Direito com ______________.
 
a )
a moral
b )
o positivismo
c )
o jusnaturalismo
d )
a oratória
e )
a religião
QUESTÃO 9
"Os comportamentos, a conduta de um ser humano perante outro, diz ele, são fenômenos empíricos, perceptíveis pelos sentidos, e que manifestam um significado. Por exemplo, levantar o braço numa assembleia é uma conduta. Seu significado tem um aspecto subjetivo e outro objetivo. O significado subjetivo desse ato pode ser, conforme a intenção do agente, um simples movimento de preguiça, o ato de espreguiçar-se. Entretanto, no contexto, esse ato pode ter um significado