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Fisioterapia em amputados

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Fisioterapia em pacientes amputados 
Sabemos que o paciente que sofreu uma amputação  deve ser logo encaminhado a um Centro de Reabilitação. Mas essa realidade nem sempre ocorre no Brasil. Então, que fazer ao se deparar com um paciente amputado em seu ambulatório?
O direito a uma prótese é garantido por lei (art. 89 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991) e existem inclusive Manuais de prescrição de próteses disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
No Brasil, a incidência de amputações de membros é de cerca de 13,9 por 100.000 habitantes por ano. De modo geral são identificadas três causas principais: vasculares, traumáticas e congênitas. Outras causas menos comuns são tumores e infecções ósseas. É mais incidente no sexo masculino, idade entre 18 e 64 anos.
Dados e suas causas mais frequentes. 
Tipos de amputações 
Próteses e órteses 
Pré-operatória: deve-se programar o nível mais funcional para amputação, pensando em tratar a doença de base e também em uma futura protetização;
Pós-operatória: cuidados iniciais com a ferida operatória, evitar infecções, movimentação precoce (geralmente após 24-48 horas), iniciar enfaixamento;
Pré-protética: o objetivo é fortalecer, conificar e cuidar da pele do membro residual, bem como, fortalecer os outros membros, treinar ortostatismo e marcha com meio auxiliar;
Protética: treino de uso da prótese, realizar adaptações;
Acompanhamento a longo prazo: realizar manutenção, avaliar situação da pele, checar queixas relacionadas ao uso da prótese.
Fases da amputação 
Fisioterapia na fase pré operatória 
Fortalecimento dos membros superiores e condicionamento, trabalhar bastante com exercícios cardiorrespiratórias porque o paciente amputado tem um gasto energético maior do que um membro não amputado 
Treino de Tarefas de atividades de vida diária 
Exercícios respiratórios podem ser iniciados nessa fase para evitar atelectesias durante a fase de internação pós cirúrgico é importante para evitar pneumonias hospitalares ,com objetivo de manter a capacidade vital do paciente .
Fase pós cirúrgico 
Manter o membro bem posicionado 
Fazer uso de eletroestimulação para reduzir o edema e reduzir a dor 
Verificar a cicatriz e o curativo do coto evitando infecção 
Medir o coto 
Iniciar a movimentação precoçe inicialmente de 12 a 24 horas 
Iniciar o enfaixamento do coto
Enfaixamento do coto Transtibial
Fase pré – Protética 
O objetivo é fortalecer o membro 
 E fortalecer os outros membros
Treinar ortostatismo e marcha com meio auxiliar fazendo uso de muletas e andadores
Fisioterapia de um modo geral 
Cinesioterapia: Com o objetivo de Combater retrações musculares 
Comuns em pacientes com amputações acima do joelho existe uma tendência a contratura e luxação em flexão e extensão que são mais evidentes em cotos curtos.
Devemos fortalecer musculaturas flexoras e extensoras e rotadoras internas de coxa femural É extensoras de joelho em casos de amputações abaixo do joelho.
Referências 
Carmen Orrú formada em 2013 pela Universidade São Francisco (USF) ⦁ Médica Fisiatra (Medicina Física e Reabilitação) pela FMUSP-SP (2017 – 2020) ⦁ R4 – Residência Médica em Eletroneuromiografia/Neurofisiologia Clínica pela FMUSP-SP (2020 – 2021) ⦁ Experiência de 3 anos em Médica Clínica Geral e Saúde da Família e Comunidade (2014 – 2017) ⦁ E-mail para contato: carmencaroline.o@gmail.com
Referências bibliográficas:
Acessibilidade: MANUAL DO DESENHO UNIVERSAL (para habitações): http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Cartilhas/manual-desenho-universal.pdf
Instituto nacional do seguro social. Manual técnico de prescrição de órteses, próteses ortopédicas não implantáveis e meios auxiliares de locomoção – diretrizes para a perícia médica. Diretoria de saúde do trabalhador outubro/2017.
INTO. Centro de Amputados: Orientação a Pacientes. Membro Inferior. Site: www.into.saude.gov.br.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa amputada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 1. ed. 1. reimp. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 36 p. : il.
VA/DoD Clinical Practice Guideline For Rehabilitation of Lower Limb Amputation. Department of Veterans Affairs, Department of Defense. 2007 e 2008.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 108 p.: il.
Arleide de jesus Neri 
RA 022711