NEUROFISIOLOGIA
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NEUROFISIOLOGIA


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Giovanna Bittencourt 
NEUROFISIOLOGIA 
FISIOLOGIA SENSORIAL
A informação sensorial de grande parte do corpo entra na medula espinhal (por raízes posteriores ou dorsais)e segue por vias ascendentes até o encéfalo, onde é processada por diferentes partes. 
· Mesencéfalo: informação visual 
· Bulbo: sons e paladar 
· Cerebelo: equilíbrio 
Essas vias se juntam no tálamo, que atua como uma estação de retransmissão e processamento antes que a informação seja passada para o cérebro. Somente a informação olfatória não passa para o tálamo (segue o seguinte caminho: bulbo olfatório (I NC) córtex olfatório. Ou seja, é de forma direta, por isso que os odores estão intimamente ligados à memoria e à emoção). 
Limiar perceptivo: intensidade de estímulo necessária para tomar consciência de uma sensação. 
· Quando estamos estudando com barulho no fundo e conseguimos ignorá-lo, isso ocorre por conta da modulação inibitória diminui o estímulo supra limiar até que ele fique abaixo do limiar de percepção. 
· Adaptação sensorial quando um estímulo persiste, alguns receptores se adaptam ou deixam de responder. 
· Receptores tônicos: adaptação lenta
· Receptores fásicos: adaptação rápida; sinaliza as mudanças. Ex: olfato (pela manhã sentimos nosso perfume, mas ao longo do dia os r,eceptores se adaptam e não são mas estimulados pelo perfume). 
VIAS RESPONSÁVEIS PELA TRANSMISSÃO DE INFORMAÇÕES SENSORIAIS 
Sistema colunar-dorsal \u2013 Lemnisco medial
· Transmite sinais ascendentes, principalmente pelas colunas dorsais (funículo posterior da medula).
· Sinapse no corno posterior da medula sobe pela coluna dorsal (funículo posterior) sinapse com núcleos grácil e cuneiforme cruza para o lado oposto do bulbo sinapse no tálamo (complexo ventrobasal) \u2013 chegam ao tálamo pelo lemnisco medial = feixe de fibras sensitivas que levam ao tálamo impulsos provenientes dos núcleos grácil e cuneiforme.
· Fibras grossas mielinizadas; alto grau de organização das fibras 
· Transmite propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade vibratória.
Sistema anterolateral
· Sinapse no corno posterior da medula cruzam e ascendem pela coluna anterolateral da medula terminam em todos os níveis do tronco cerebral e tálamo.
· Fibras finas mielinizadas; organização espacial menor (a informação sensorial não precisa ser transmitida rapidamente ou com grande fidelidade espacial);
· Transmite dor, calor, frio, sensações táteis não discriminativas grosseiras (tato e pressão grosseiros), sensação de cócegas e prurido, sensações sexuais.
FISIOLOGIA DA DOR 
Dor rápida 
· Aguda e localizada 
· Rapidamente transmitida por fibras do tipo A-gama 
· Estimulada normalmente por estímulos mecânicos ou térmicos 
· Via neoespinotalâmica: via rápida, em que seu neurotransmissor é o glutamato. Dor mais específica, possível de discriminar o local exato. Sentida em menos de 0,1 segundo. Velocidade de transmissão de 6 a 30 m/s. 
Dor lenta 
· Difusa, imprecisa, contínua e com pouca intensidade; dor em queimação, pulsátil, nauseante. 
· Transmitida por fibras pequenas não mielinizadas do tipo C (finas) 
· Causada pelos três estímulos: mecânicos, químico ou térmicos
· Está geralmente associada com destruição tecidual
· Via paleoespinotalâmica: via lenta, em que seu neurotransmissor é a substânica P e a bradicinina. Dor mais geral, não é possível discriminar o local exato. Sentida após 1 segundo ou mais.
Teoria dos portões (inibição lateral)
Se refere à modulação da dor. Fibras A-beta que levam a informação sensorial sobre estímulos mecânicos ajudam a bloquear a transmissão da dor. Essas fibras fazem sinapses nos interneurônios inibitórios e aumentam a atividade inibitória dos interneurônios. 
A estimulação das fibras grossas \u201cfecha\u201d o contato elétrico das fibras finas da dor com a medula. Ou seja, a transmissão de estímulos por essas fibras impede a transmissão dos estímulos nociceptivos (dor), pois compete pela mesma via e o córtex não possibilita a ascensão de dois estímulos ao mesmo tempo em uma única via.
Dor referida 
· É aquela dor nos órgãos internos que é frequentemente sentida na superfície do corpo. Isso provavelmente ocorre, pois ramos das fibras para a dor visceral fazem sinapse na medula espinhal, nos mesmos neurônios de 2ª ordem (1 e 2) que recebem os sinais dolorosos da pele. Assim, quando as fibras viscerais para a dor são estimuladas, os sinais dolorosos das vísceras são conduzidos pelo menos por alguns dos mesmos neurônios que conduzem os sinais dolorosos da pele.
VISÃO 
Olho = câmera fotográfica comum 
· Íris é quem controla a abertura e fechamento da pupila de acordo com a luminosidade do ambiente
· Pupila sistema de abertura variável (miose e midríase) 
· Córnea é contínua à esclera e através dela é possível ver a íris e a pupila
· Retina é onde a imagem se forma; transforma a luz em impulsos elétricos, que depois serão levados ao cérebro através do nervo óptico. É nela em que se encontram os cones (cores) e bastonetes (luminosidade/preto e branco)
· Cristalino lente, que põe o objeto em foco, convergindo os raios luminosos sobre a retina. 
· Esclera \u201cbranco do olho\u201d que tem função de proteger e manter o formato do olho. É nela que se fixam os músculos extra-oculares responsáveis pela movimentação dos olhos. 
Luz entra no olho quantidade de luz que chega nos fotorreceptores é modulada por modificações no tamanho da pupila, além de que ela é focada devido a modificações na forma da lente luz é refratada quando passa através da córnea e quando passa através da lente, que modifica sua forma (por meio do músculo ciliar) para que a luz atinja o ponto focal na retina imagem é invertida e reversa com respeito ao objeto 
Acomodação 
É o poder de relaxamento ou contração dos músculos ciliares do globo ocular, processo que garante que a imagem seja fixada na retina e mantenha-se sempre focalizada. 
· Músculo ciliar relaxado lente do globo ocular fica com menor curvatura e mais esticado, o que permite a focalização de objetos distantes do ponto de referência
· Músculo ciliar contraído lente do globo ocular aumenta sua curvatura e fica mais comprida, garantindo a visualização de objetos próximos.
Quando o processo de acomodação não funciona adequadamente, a pessoa desenvolve PRESBIOPIA (\u201cvista cansada\u201d), que atinge todos a partir dos 40 anos de idade. É causada pela perda da capacidade do músculo ciliar de moldar/acomodar o cristalino, de modo a convergir as frentes de luz vindas da atmosfera. Dessa forma o foco se dá posterior ao que se dava anteriormente à patologia.
Ametropias 
· Miopia: \u201cvisão boa para perto\u201d; os objetos são focalizados antes da retina, devido, geralmente, ao globo ocular ser longo demais. Correção é por meio de lentes divergentes. 
· Hipermetropia: \u201cvisão boa para longe\u201d; os objetos são focalizados depois da retina, então o músculo ciliado precisa contrair-se para aumentar a força do cristalino. Correção é por meio de lentes convergentes (pois os raios só se cruzam depois da retina). 
· Astigmatismo: córnea não possui uma curvatura perfeita, resultando em imagens distorcidas
· Cataratas áreas opacas no cristalino, formadas devido à desnaturação de algumas proteínas do cristalino, que acabam coagulando e formando áreas nubladas no lugar das fibras transparentes.
· A miopia não inibe a ocorrência da presbiopia. O que será possível, na verdade, é que o momento em que essa perda de capacidade de convergência causada pela presbiopia se igualar à miopia do indivíduo, o foco se dará, em um momento da vida, na retina, possibilitando a leitura sem óculos. Porém, com o passar dos anos, e com o agravamento da presbiopia, o foco se dará posterior à retina, o que necessitará, novamente, de óculos.
Acuidade visual 
Significa o grau de grau de detalhe que o olho pode discernir em uma imagem. O método usual para expressão da acuidade visual é o de comparar a visão da pessoa examinada com a visão de uma pessoa normal, utilizando a escala de Snellen (consiste em letras de diferentes tamanhos, colocadas a 20 pés/6 metros