Princípios Contábeis - Contabilidade Introdutoria
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Princípios Contábeis - Contabilidade Introdutoria


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PRINCÍPIOS CONTÁBEIS 
Os princípios contábeis são basicamente caracterizados como as regras 
utilizadas pela Contabilidade, onde a partir da sua utilização tornam todos os 
processos regrados e de fácil entendimento. Caso não houvesse os princípios 
contábeis, qualquer empresa poderia adotar sua maneira de utilizar a contabilidade, 
tornando-a impossível para entendimento dos demais. 
Para que seja considerado um princípio contábil, o mesmo precisa ter três 
características essenciais: útil, objetivo e praticável. Todo princípio contábil deve ser 
útil para a Contabilidade, sendo assim, resultando em informações significativas para 
a empresa. Também deve ser objetivo para nenhuma informação sofra influencias e 
por último deve ser praticável, para que possa ser aplicado sem nenhum grau de 
complexidade. 
Desde dezembro de 1193 são considerados sete princípios contábeis: 
princípio de entidade, princípio de continuidade, princípio de oportunidade, principio 
registro de pelo valor original, princípio de atualização monetária, princípio de 
competência e princípio de prudência. 
 
PRINCÍPIO DE ENTIDADE. 
Conforme Artigo nº 4 relatado e disposto no Conselho Federal de 
Contabilidade, este princípio tem como objetivo distinguir a entidade jurídica da 
pessoa física. Ou seja, o patrimônio jurídico não deve se confundir com patrimônio do 
proprietário e sócios. 
Art. 4° O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a 
autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios 
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou 
instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o 
patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. 
 Parágrafo único. O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A 
soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de 
natureza econômico-contábil. 
Em todo o caso, qualquer dívida relacionada aos sócios deve ser paga com o 
dinheiro dos sócios, não é retirado nenhum dinheiro do caixa da empresa (jurídico) 
para acertar despesas da pessoa física. 
 
PRINCÍPIO DE OPORTUNIDADE 
Conforme Artigo nº 6 relatado e disposto no Conselho Federal de 
Contabilidade, este princípio tem como objetivo registrar e relatar com o máximo de 
informações, análises e demonstrações todas as variações patrimoniais que ocorrem 
dentro da entidade. 
Art. 6° O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade 
do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão 
correta, independentemente das causas que as originaram. 
 Parágrafo único. Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: 
 I \u2013 Desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito 
mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência; 
 II \u2013 O registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os 
aspectos físicos e monetários; 
 III \u2013 o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio 
da ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis ao 
processo decisório da gestão. 
Todos os registros devem ser relatados detalhadamente após as causas de 
originarem e até mesmo em casos de incertezas, como nos casos de provisões como 
décimo terceiro salário, férias e contingências, onde as mesmas são fatos futuros, 
mas precisam ser registradas para que possa provar seu valor. 
 
PRINCÍPIO DE COMPETÊNCIA 
Conforme Artigo nº 9 relatado e disposto no Conselho Federal de 
Contabilidade, este princípio tem como objetivo registrar as despesas e as receitas no 
momento em que forem realizadas, independente de quando será o prazo para o 
primeiro pagamento ou recebimento. 
Art. 9° As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que 
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou 
pagamento. 
 § 1° O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo 
resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das 
mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. 
 § 2° O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é consequência 
natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. 
 § 3° As receitas consideram-se realizadas: 
 I \u2013 Nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem 
compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à 
ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta prestados; 
 II \u2013 Quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o 
desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; 
 III \u2013 pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; 
 IV \u2013 No recebimento efetivo de doações e subvenções. 
 § 4° Consideram-se incorridas as despesas: 
 I \u2013 Quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade 
para terceiro; 
 II \u2013 Pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; 
 III \u2013 pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo. 
Este princípio pode ser exemplificado como venda de materiais a prazo em 
março para recebimento em maio. Mesmo que a mesma tenha seu pagamento 
somente em maio, o mesmo deve ser contabilizado em março. 
 
PRINCÍPIO DE REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL 
Conforme Artigo nº 7 relatado e disposto no Conselho Federal de 
Contabilidade, este princípio tem como objetivo registrar os bens e serviços pelos 
valores originais que foram acordados, sendo sempre registrado em moeda nacional. 
Uma vez que foram registrados e integrados no patrimônio não poderão ser alterados 
os valores. 
Art. 7° Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações 
com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das 
variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da 
ENTIDADE. 
 Parágrafo único. Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta: 
 I \u2013 A avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada, 
considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes; 
 II \u2013 Uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão ter alterados 
seus valores intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial 
ou integral, a outros elementos patrimoniais; 
 III \u2013 o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio, 
inclusive quando da saída deste; 
 IV \u2013 Os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL 
são compatíveis entre si e complementares, dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de 
entrada; 
 V \u2013 O uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui 
imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos. 
Este princípio pode ser exemplificado como a compra de um maquinário por 
determinado valor, o mesmo deve ser lançado com o valor da compra mesmo que 
depois ele seja vendido por um valor superior. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
EQUIPE DE PROFESSORES