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Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FACULDADE DE EDUCAÇÃO 
FUNDAÇÃO CECIERJ CONSÓRCIO CEDERJ UAB 
 
Curso de Licenciatura em Pedagogia – modalidade EAD 
AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA (AD2) – 2019/2 
Disciplina: Alfabetização 1 
Coordenador (a): Luiz Antonio Gomes Senna 
 
 
 
• O roteiro a seguir tem por finalidade orientá-lo(a) na elaboração de sua resenha comparativa e está dividido em três 
partes complementares. Nas duas primeiras partes, seu trabalho deve ater-se exclusivamente ao conteúdo dos textos lidos, 
pois serão fichamentos. Recorde que é recomendável mesclar trechos transcritos do texto com trechos escritos por você 
mesmo(a). Não se esqueça: sempre que transcrever um trecho do texto, utilize aspas e informe a(s) página(s) onde se 
encontra. Na terceira e última parte, um breve questionário o orientará para a realização do estudo comparativo entre os 
textos, sua resenha propriamente dita. 
• Ao final, salve o arquivo com seu nome e o envie ao seu tutor presencial até a data limite, conforme constante no 
calendário da disciplina. Salvo instrução em contrário, você deverá efetuar a entrega desta AD pela plataforma on-line da 
disciplina. 
 
 
1ª PARTE (2,5 pontos) 
FICHAMENTO DO TEXTO 
 
 
1. Autor e título do artigo em forma de citação bibliográfica: 
 
 
RESPOSTA: ARAÚJO, M. S.; RÊGO, M. C. L.; CARVALHO, R. Alfabetização: Conteúdo e Forma 1; Aula 
7, Cultura e Linguagem: a questão da oralidade. Rio de Janeiro, v.1, p.73-87, 2005. 
 
 
 
2. Objetivo geral do artigo (um único objetivo que sintetize a finalidade do texto como um todo): 
 
 
RESPOSTA: “Discutir o papel da oralidade na produção de conhecimentos e na aprendizagem da leitura 
e da escrita”. (p.73) 
 
 
 
3. Principais seções ou blocos de informação que constituem o texto: 
 
 
RESPOSTA: A Aula 7 está organizada em principais seções, tais como: A) Introdução (p.74); B) 
Alfabetização e Oralidade – Diferentes perspectivas da alfabetização (p.74-75); C) Como a professora 
ensina? Como as crianças aprendem? Impasses e contradições no ensinar e no aprender (p.76-81); D) 
Alfabetização e Preconceito Linguístico (p.82-85); E) Resumo (p.86). 
 
 
Aluno: VERA LÚCIA VELOSO TENREIRO 
ARANHA 
 
Matrícula: 19212080214 Polo: São Pedro da Aldeia 
Tutor: ANA TAVARES LIMA 
 
4. Ideias principais de cada seção ou bloco de informação: 
 
 
RESPOSTA: 
 
 
A) “(...) vamos aprofundar nossos estudos sobre as relações entre oralidade e escrita e suas implicações 
no processo de alfabetização”. (p.74) 
 
B) “(...) as questões metodológicas que envolvem a alfabetização são polêmicas e contraditórias. 
Diferentes perspectivas teóricas apontam para caminhos metodológicos diversos. Sendo multidimensional, 
a alfabetização não pode ser tratada apenas em seus aspectos teórico-metodológicos. A alfabetização é 
uma prática social e, como tal, deve ser abordada em suas dimensões histórica, política, sociocultural, 
antropológica, psicológica, linguística e pedagógica”. (p.74) 
 “(...) A perspectiva linguística trata das questões relativas ao código, à simbolização, à convenção. 
Aborda o confronto entre o sistema fonológico e o sistema ortográfico da língua, analisa as diferenças 
lexicais e morfossintáticas entre linguagem oral e linguagem escrita e estuda os modos de funcionamento 
dos sistemas de escrita”. (p.74) 
 “A perspectiva sociocultural privilegia os significados, os sujeitos, os usos e as práticas socioculturais. 
Toma a leitura e a escrita como práticas sociais e bens culturais e busca compreender o valor simbólico da 
escrita nos diferentes contextos sociais”. (p.74) 
 “A perspectiva pedagógica investiga os processos metodológicos e os procedimentos didáticos de 
ensino e aprendizagem, enquanto a visão antropológica prioriza os processos de autonomização, 
subjetivação e reflexividade. Volta se para as diferenças nas estruturas de comunicação e nos processos 
cognitivos entre culturas orais e culturas letradas, para redes de comunicação predominantemente orais e 
para os usos e funções da escrita em diferentes grupos sociais e culturais”. (p.74) 
 “Já a perspectiva histórica analisa a história da escrita e os processos de acumulação, difusão, 
circulação e distribuição da escrita nos diferentes momentos históricos: livros, imprensa, bibliotecas, 
informática; a história da leitura e dos leitores, a história da escolarização – com ênfase na história da 
alfabetização, ou seja, no ensino e na aprendizagem da leitura e da escrita”. (p.74) 
 “A perspectiva psicológica tratar da investigação dos processos cognitivos de aprendizagem da língua 
escrita e das diferenças entre as estruturas de pensamento de indivíduos alfabetizados e não-
alfabetizados”. (p.75) 
 “(...) a perspectiva política, aqui apresentada no sentido que lhe atribui Freire (1975), se traduz num 
processo de conscientização, ou seja, possibilita uma reflexão crítica do sujeito sobre sua própria 
capacidade de refletir, sobre sua posição no mundo, sobre o próprio mundo, “reflexão sobre a própria 
alfabetização, que deixa assim de ser algo externo ao homem, para ser dele mesmo” (p. 142)”. (p.75) 
 
C) “Historicamente, a prática alfabetizadora tem privilegiado a questão do método. Ao eleger o método 
como conteúdo da alfabetização, a prática pedagógica restringe-se a uma concepção associacionista, que 
vê o conhecimento da leitura e da escrita como associação mecânica de estímulos visuais e respostas 
sonoras”. (p.76) 
 “A concepção associacionista de alfabetização reduz o ato de ler e escrever a uma questão de 
percepção. Assim sendo, o ensino se fundamenta no jogo combinatório e mecânico grafia-som, som-grafia 
e no treino da percepção auditivo-visual”. (p.76) 
 “Para o associacionismo, a aprendizagem se dá através de conexões progressivas de estímulo (E) 
resposta (R). Tais conexões se produzem a partir de uma cadeia de estímulos que, partindo do mais 
simples, vai progressivamente atingindo níveis de complexidade cada vez maiores. Isso explica a forma de 
organização das cartilhas”. (p.77) 
 “A abordagem associacionista da alfabetização traduz-se metodologicamente na chamada pedagogia 
tradicional de alfabetização, que reduz os processos de aprendizagem aos métodos de ensino. Ao 
enfatizar os domínios perceptivos da aprendizagem, o associacionismo estabelece, como pré-requisito 
para a alfabetização, a maturidade (psicológica) e a prontidão (viso-motora)”. (p.77) 
 “As metodologias tradicionais da alfabetização de base associacionista concebem a aprendizagem da 
escrita como transcrição linear de sinais sonoros (fala) em sinais gráficos (escrita), reduzindo a 
alfabetização aos aspectos de codificação do oral (para escrever) e decodificação da escrita (para ler). Ao 
“confundir” MÉTODOS de ensino com PROCESSOS de aprendizagem, tal prática alfabetizadora enfatiza o 
ensino em detrimento da aprendizagem – que, neste caso, se efetiva por meio da memorização e da 
repetição. Na abordagem associacionista aprender a ler e a escrever é dominar a técnica de codificação e 
decodificação”. (p.77) 
 “(...) alfabetizar não se reduz aos processos de codificação e decodificação. Construir significados e 
atribuir sentidos ao que se lê e escreve é fundamental ao processo de apropriação da leitura e da escrita”. 
(p.81) 
 
D) “No entanto, ao desconsiderar a diversidade linguística do português falado no Brasil e ao centrar-se na 
norma culta padrão, o ensino da língua (em sua modalidade escrita), praticado em nossas escolas, 
fundamenta-se num preconceito: “A língua portuguesa correta é a língua ensinada nas escolas, explicada 
nas gramáticas e catalogada nos dicionários” (BAGNO, 1999, p. 40). Portanto, qualquer manifestação 
linguística que escape do triângulo escola-gramática-dicionário é considerada errada, rudimentar, 
deficiente”. (p.82) 
 “Para o processo de alfabetização dos alunos das classes populares, tal visão preconceituosatem 
consequências extremamente negativas, contribuindo significativamente para a produção do fracasso 
escolar. Não é à toa que 16 milhões de jovens brasileiros com mais de 15 anos de idade são analfabetos, 
mesmo tendo passado pela escola e que 48 milhões de brasileiros não completaram sequer o primeiro 
segmento, do Ensino Fundamental, estando na condição de semi-alfabetizados. Se somarmos esses 
indicadores, teremos uma população de analfabetos (literais e funcionais) da ordem de 68 milhões de 
brasileiros, quase cinco vezes a população de Portugal”. (p.82) 
 “Bagno (1999) nos chama atenção para o fato de que as crianças brasileiras falantes da variedade não-
padrão da Língua Portuguesa, que não possuem em seu sistema fonético de origem encontros 
consonantais com L, ao entrarem na escola e se depararem com esses encontros consonantais, os 
percebem como um aspecto fonético estrangeiro, uma língua desconhecida que eles precisam aprender. 
Para essas crianças é tão difícil a pronúncia do (pl) de placa ou planta, quanto é para nós brasileiros a 
pronúncia do (th) de theacher ou throw do inglês. Tal dificuldade deve-se ao aspecto estrangeiro da língua, 
seja ela estrangeira ou não. A variação linguística da modalidade oral da língua é um aspecto que exige da 
professora maior atenção e maior compreensão”. (p.84) 
 “Segundo Bagno, as classes populares ao falarem o português não-padrão reproduzem o 
ROTACIONISMO, seja do ponto de vista da diversidade linguística de diferentes grupos sociais, seja da 
variação geográfica e regional (...)”. (p.84) 
 “O que vimos até aqui nos permite concluir que qualquer falante da Língua Portuguesa possui 
conhecimentos intuitivo-práticos sobre nossa língua. Tal conhecimento é produzido na vida cotidiana e não 
adquirido na escola. O desafio que se coloca para a alfabetização é romper com os preconceitos 
subjacentes às práticas pedagógicas de nossas escolas. Do ponto de vista linguístico, a prática 
alfabetizadora, ao incorporar a variedade e diversidade de falares, reconhece a existência de normas de 
organização linguística diferentes da estabelecida como padrão (com uma gramática específica, coerente, 
lógica e funcional). Tal reconhecimento implica a incorporação dos usos e saberes cotidianos de uma 
maioria marginalizada da população, que emprega uma variedade não-padrão da Língua Portuguesa”. 
(p.85) 
 
E) “A alfabetização é uma prática social, multidimensional e, como tal, deve ser abordada em suas 
dimensões histórica, política, sociocultural, antropológica, psicológica, linguística e pedagógica. As 
metodologias tradicionais da alfabetização de base associacionista concebem a aprendizagem da escrita 
como transcrição da fala em sinais gráficos. Reduz a alfabetização aos aspectos de codificação e 
decodificação. Para o processo de alfabetização dos alunos e alunas das classes populares, o preconceito 
linguístico tem consequências extremamente negativas, contribuindo significativamente para a produção 
do fracasso escolar”. (p.86) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª PARTE (2,5 pontos) 
FICHAMENTO DO EXCERTO DA TESE 
“Estados de Escrita (...)” 
 
 
1. Autor e título do artigo em forma de citação bibliográfica: 
 
 
RESPOSTA: LOPES, Paula S.V.C. Estados de escrita: contribuições à formação de professores 
alfabetizadores. Rio de Janeiro. Excerto pp: 94-104, 2010. 
 
 
2. Objetivo geral do artigo (um único objetivo que sintetize a finalidade do texto como um todo): 
 
 
RESPOSTA: “Ao discutir o processo de alfabetização, busco aproximação das escritas 
produzidas por seus estudantes, no intuito de compreender as formas de pensamento que levam 
a cada tipo de escrita. Com esta afirmação, ressalto que cada escrita tem uma motivação 
diferente e que este processo se dá de maneira diferenciada em cada sujeito”. (p.01) 
 
 
 
3. Principais seções ou blocos de informação que constituem o texto: 
 
 
RESPOSTA: O Artigo está organizado em principal seção, tal como: A) Relação Língua falada-Língua 
escrita: a natureza e a motivação do erro na escrita (p.1-4). 
 
 
 
4. Ideias principais de cada seção ou bloco de informação: 
 
 
RESPOSTA: 
 
A) “O ser humano, ao nascer, é programado para a fala, como sua forma de interagir com o 
outro. Na escola, tentamos convencer os alunos de que a escrita também é algo natural, assim 
como a fala, porém a escrita tem outra natureza, derivando de uma construção social”. (p.1) 
 “A linguagem proporciona ao ser humano a capacidade de falar e produzir grafismos, 
mas não a escrita propriamente, que só surgiu milhares de anos depois. É aqui que retomo a 
questão da necessidade de pertencimento aos grupos, pois grande parte dos estudantes das 
escolas públicas, principalmente, não se sente contemplada e parte de uma escrita que é 
arbitrária, na qual não se percebe representada”. (p.1) 
 “Ao discutir o processo de alfabetização, busco aproximação das escritas produzidas por 
seus estudantes, no intuito de compreender as formas de pensamento que levam a cada tipo de 
escrita. Com esta afirmação, ressalto que cada escrita tem uma motivação diferente e que este 
processo se dá de maneira diferenciada em cada sujeito”. (p.1) 
 “A escrita, diferentemente da fala, pertence a um sistema artificial de comunicação, 
elaborado e ensinado a partir de determinado perfil cultural. Neste texto, trabalho com a 
concepção de Senna (1995) de que a Língua Escrita não é Língua Materna. A Língua Materna 
não precisa ser ensinada formalmente, pois é apreendida através de mecanismos inatos, a partir 
das vivências do sujeito, ao longo de sua vida. A Língua Escrita, como um conjunto de registros 
formais, não é intuitiva e, normalmente, para sua aquisição é necessário alguém que a ensine”. 
(p.1) 
 “Quando nos deparamos com um erro na escrita, podemos dizer que algum fenômeno 
linguístico foi a motivação para sua ocorrência, pois não se trata de um fenômeno aleatório e 
desmotivado. A conduta do professor diante disto é de grande importância para a superação do 
erro por parte do estudante. Muitas vezes, quando apontamos os erros de um texto, não 
discriminamos o texto, mas sim o sujeito que o produziu. O erro, entendido como um alerta de 
determinada forma de pensamento, no entanto, pode ser aproveitado como um ponto de partida 
para que o professor compreenda a forma como o aluno pensa e, partindo disto, elaborar sua 
próxima conduta de intervenção”. (p.1) 
 “Para abordar a relação entre a língua falada (também chamada língua oral e língua materna) e a 
língua escrita, convém uma explicação inicial: tendo sua origem no pensamento, a linguagem gera 
sistemas de expressão, que podem ser verbais ou não verbais. Os sistemas verbais, por sua vez, dão-se 
em forma de língua oral (representada pela fala, de base filogenética, aprendida por instinto) ou de língua 
escrita (formada por sistemas artificiais de representação)”. (p.1-2) 
 “Os princípios utilizados por um sujeito na organização da fala são completamente diferentes dos 
que o sujeito precisa para organizar a escrita, compreendida, conforme abordado na seção anterior, como 
um sistema de códigos que ele precisará desvendar e que exigirá do sujeito novas formas de organizar o 
pensamento”. (p.2) 
 “Os sistemas de expressão geram modos de linguagem verbais e não-verbais”. (p.2) 
 “Como linguagem verbal, tem-se a língua oral, falada, também chamada como língua materna e 
que dá origem a uma gramática natural. Também como parte da linguagem verbal, tem-se a língua escrita, 
geradora de sistemas artificiais e, portanto, de uma língua artificial que se encaminhou à exigência de uma 
gramática teórica”. (p.2) 
 “As gramáticas teóricas surgiram para ensinar o sujeito a falar e assumiu, portanto, um cunho 
didático. Por muito tempo, teve-se a ideia de que à escola caberia ensinar a falarcerto e os registros orais 
começaram a ser valorizados a partir da década de 1980”. (p.2) 
 “Conforme Senna (2006a), há uma gramática que está no pensamento de todos os sujeitos e que 
os fazem escrever de uma ou de outra maneira, pois se há uma escrita, há uma gramática fundamentando 
esta escrita. A intervenção em erro na escrita, só se faz eficaz nesta perspectiva, quando parte da 
gramática do aluno. Assim, a gramática que deveríamos ensinar aos alunos é aquela que os faz pensar na 
gramática teórica a partir de sua gramática natural e que seria, portanto, uma prática reflexiva”. (p.2) 
 “A representação do som através da escrita, a chamada consciência lógico-fonética, tem a 
"langue" como parâmetro, como se todos os falantes usassem o mesmo som para pronunciar as palavras. 
No entanto, são diversos os fatores que influenciam nos sons que produzimos ao falar, como por exemplo: 
uso de aparelhos dentários, formato da arcada dentária, projeção da língua, respiração, sotaques, entre 
outros. A descrição linguística para "langue" dá-se como algo em comum que faz com que as pessoas 
consigam se entender, mesmo com as particularidades citadas. Portanto, a "langue" faz parte de um 
universo como uma fração comum ou uma gramática padrão da língua”. (p.2) 
 “Fato é que a palavra "padrão" entrou na linguística associada ao que é culto. A ideia de padrão, 
portanto, aliena outras formas de língua, pois está associada a uma gramática ideal (no sentido de 
selecionada, idealizada). Hoje, compreende-se que as alterações da língua são consideradas 
empobrecedoras apenas quando reduzem o vocabulário e não, quando são modificadas quanto à forma”. 
(p.2) 
 “(...) A gramática surge, então, na intenção de que as pessoas se adaptem a ela. Logo, quando 
avaliamos o falar de alguém como errado, o que está implícito é que ele não fala igual a mim e isto gera o 
que Bagno chama de preconceito linguístico”. (p.3) 
 “A fala é um fenômeno que se transforma o tempo todo, no movimento que o ser humano 
desenvolve, também, de transformar as suas relações com o mundo. A fala ganha ritmos e formas que são 
específicos e que se constituem em grupos culturais. Como sujeitos de múltiplas identidades que somos, 
assumimos também posturas diferenciadas de falas para cada grupo com o qual nos relacionamos. Basta 
pensar na maneira como falamos nos diferentes ambientes: acadêmico, familiar, entre amigos, profissional, 
além dos diferentes interlocutores, que também influenciam na intenção de nossas falas”. (p.3) 
 “Nas salas de aula de alfabetização torna-se um erro ensinar aos alunos que a escrita representa 
a fala, pois quando o aluno produz um texto a partir da tentativa de codificar a fala na escrita, ele tende a 
cometer muitos erros. É importante que desde o início dos trabalhos com a escrita, o aluno perceba que 
ele atuará como um II detetive" que precisa compreender o funcionamento de um código. E isto, ninguém 
pode fazer por ele”. (p.3) 
 “A discussão sobre o bilinguismo (Língua falada-Língua Escrita) começa na Psicolinguística 
porque se trata de uma área onde se pode encontrar fundamentação para a relação entre língua falada e 
escrita”. (p.3) 
 “Dentre inúmeros preconceitos que ainda imperam em nossa sociedade, como em questões 
relacionadas a gênero, sexualidade, cor da pele, nacionalidade, posição profissional e social e nível de 
escolaridade, entre outros, o preconceito linguístico é também uma demonstração da forma como 
julgamos nossos semelhantes (melhor dizendo, nossos semelhantes um pouco diferentes). A discussão do 
preconceito linguístico torna-se complementar à das naturezas de duas gramáticas: a gramática escrita e a 
gramática oral ou, podemos ainda dizer, o processo de gramatização e a gramática natural. A confusão 
que se faz destas gramáticas quando damos a elas o mesmo tratamento ou entendemos como uma única 
gramática, a normativa, provoca brechas para o preconceito linguístico”. (p.3) 
 “O preconceito linguístico não é algo novo. Sempre representou a relação dominados e 
dominadores. Não tem a ver com minorias numéricas, mas sim com o que é considerado menor. Você 
julga o sujeito por aquilo que está nele, que não pode ser retirado (a cor, o sotaque, a língua). O parâmetro 
de julgamento é sempre o clássico”. (p.3) 
 “Ao apontar os erros numa escrita, não discriminamos o texto, mas sim o aluno, pois o erro é algo 
que alerta para a inconsciência de um comportamento. O que o ensino de Língua Portuguesa mais faz é 
reforçar o erro dos alunos. De fato, o erro na escrita precisa ser corrigido, mas de maneira que faça 
sentido para o aluno e que contribua para que o aluno saia daquele estado de escrita e avance para as 
formas mais convencionais. Portanto, apenas assinalar o texto do aluno e devolvê-lo não favorece 
interação com as regras exigidas na escrita”. (p.3) 
 “Bagno traz a tona esta questão, ressaltando que o preconceito linguístico começa muito antes 
da fala. Ele já se faz presente na imagem negativa "que o brasileiro tem de si mesmo e da língua falada 
por aqui" (1999, p.13). Isto se agrava quando a língua falada é pronunciada por II negros", 11 nordestinos", 
11 moradores de favelas" e II analfabetos". Estes sujeitos, tantas vezes excluídos socialmente, acabam por 
estabelecer, cada vez mais, uma relação distanciada com tudo aquilo que é relativo à formalidade (...)”. 
(p.3-4) 
 “O preconceito, muitas vezes, já é iniciado pelo sotaque de quem pretende se expressar. Antes 
mesmo de expor suas ideias, o ouvinte já estabelece uma série de julgamentos de valor, que impregnam 
sua escuta, antes da mensagem a ser dita”. (p.4) 
 “O preconceito linguístico se passa também quando estabelecemos uma dificuldade de tolerância 
entre diferentes manifestações de escrita. Especialmente, quando não nos interessamos em entender a 
origem de cada escrita que o aluno produz, o porquê de cada acerto e de cada erro”. (p.4) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3ª PARTE (5,0 pontos) 
ESTUDO COMPARATIVO 
 
 
1. Considerando a finalidade dos textos para o leitor que quer aprender sobre alfabetização, 
em que se assemelham e em que se diferenciam os objetivos gerais de cada um dos textos? 
 
 
RESPOSTA: Os dois textos abordam o preconceito linguístico e a discriminação. Ambos, deixam 
claro que o preconceito linguístico é um preconceito social. A diferença é que o texto um discute 
o preconceito trazendo para a questão metodológica e o texto dois discute pela organização da 
língua. 
 
 
 
2. Como a questão do preconceito linguístico é tratada em cada texto? 
 
 
RESPOSTA: O primeiro texto discute o preconceito em relação a questão da diversidade, diferentes 
formas de falar. 
 O segundo texto discute o preconceito em relação à questão do pensamento científico e 
oralidade. 
 
 
 
 
3. Como cada texto se posiciona com relação à natureza política da língua escrita? 
 
 
RESPOSTA: No texto um, a perspectiva política está baseada em um processo de conscientização, o 
que possibilita uma reflexão crítica do sujeito sobre sua própria capacidade de refletir, em relação a 
sua posição no mundo, tendo em vista que a alfabetização faz parte do próprio homem. No 
segundo texto, a autora cita que a língua portuguesa possui uma diversidade sociocultural, e 
completa dizendo que a Língua Portuguesa passe a ser reconhecida e respeitada nas suas variações 
linguísticas, impedindo a marginalização e discriminação em sala de aula, por não fazer parte do famoso 
“padrão sociolinguístico”. 
 
 
 
4. De que forma cada texto contribui para a formação de um alfabetizador consciente da 
diversidadeentre seus alunos? 
 
 
RESPOSTA: Tentando acabar com o preconceito linguístico e propor práticas pedagógicas 
democráticas. 
 Que o alfabetizador respeite a diversidade sociolinguística dos indivíduos. 
Entender/compreender que a língua materna deve ser preservada, o que facilita o ensino-aprendizagem 
ao bilinguismo. 
 
 
 
 
 
5. Considerando a profundidade e a qualidade dos argumentos apresentador, compare e avalie 
os dois textos enquanto fonte de sua formação enquanto alfabetizador. Justifique sua 
avaliação. 
 
 
RESPOSTA: 
 
 
 
 Cultura e linguagem: a questão da oralidade; Estados de escrita: contribuições à 
formação de professores alfabetizadores. 
 
“No entanto, ao desconsiderar a diversidade linguística do português falado no Brasil e ao centrar-se na 
norma culta padrão, o ensino da língua (em sua modalidade escrita), praticado em nossas escolas, 
fundamenta-se num preconceito: “A língua portuguesa correta é a língua ensinada nas escolas, explicada 
nas gramáticas e catalogada nos dicionários” (BAGNO, 1999, p. 40). Portanto, qualquer manifestação 
linguística que escape do triângulo escola-gramática-dicionário é considerada errada, rudimentar, 
deficiente”. (p.82) 
 “Ao discutir o processo de alfabetização, busco aproximação das escritas produzidas por seus 
estudantes, no intuito de compreender as formas de pensamento que levam a cada tipo de escrita. Com 
esta afirmação, ressalto que cada escrita tem uma motivação diferente e que este processo se dá de 
maneira diferenciada em cada sujeito”. (p.1) 
 
 
Ao ler os dois textos, percebo que as ideias se assemelham em relação ao preconceito linguístico nas 
escolas, não respeitando a diversidade linguística/cultural. Por isso, abaixo faço uma crítica a esse 
constructo que os alunos vivenciam atualmente, em sala de aula. 
O ensino de Língua Portuguesa tem sido motivo de muitas discussões há décadas, mas apesar de toda a 
mudança que ocorreu (ou deveria ocorrer), o debate em torno da qualidade do ensino, das dificuldades 
dos alunos e da formação de professores ainda não cessou. No que tange à diversidade linguística e ao 
ensino de português percebi que há grandes desafios a serem enfrentados, devido à variação linguística 
em sala de aula. É importante, verificar se o professor tem conhecimento sociolinguístico para o trabalho 
com o ensino da Língua Portuguesa diante das variações linguísticas, para que o mesmo não tenha uma 
abordagem preconceituosa ao se deparar com as diferenças, por isso a importância da necessidade de 
uma formação continuada que atenda as reais necessidades dos indivíduos presentes em sala de aula, 
tendo em vista que em alguns discursos ainda rodeia o mito do “certo e errado”, em vez de se falar no 
adequado e inadequado. 
O ensino tradicional, considerado “padrão ideal” é um grande bloqueio, no qual devemos desconstruir, 
uma vez que é um fator negativo para o ensino-aprendizagem. Por isso, é importante, a preservação da 
linguística (língua materna) e cultura, que propiciará a aprendizagem ao bilinguismo. 
Portanto, a valorização dos laços linguísticos facilitará uma maior integração escolar e mais fácil se tornará 
a aprendizagem da Língua Portuguesa. Embora partilhemos de um mesmo código linguístico, sendo ele o 
português brasileiro, existem também as variações linguísticas, que são determinadas por espaço 
geográfico, social, ou pela escolaridade do individuo. E é essa variedade que torna a língua portuguesa 
brasileira única e rica de valores socioculturais. 
É fundamental que o ensino-aprendizagem possibilite aos sujeitos a participação nas diferentes formas de 
comunicação, e que possam respeitar as divergências no modo de falar de cada um. A formação social do 
sujeito não está centrada apenas na sala de aula, porém é na instituição escolar, que é um espaço 
privilegiado para intervenção, na busca por uma formação significativa, ativa baseado na reflexão/ação. 
Sendo assim, vivemos em um mundo repleto de contratempos, embora o discurso seja de igualdades de 
direitos e deveres. Será que a instituição escolar está preparada para a promoção social da igualdade de 
oportunidade, no ensino-aprendizagem?

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