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Vitaminas hidrossolúveis

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medicamentos.
Existe também a deficiência da B12 pela falta de fator intrínseco, que ocorre por vários fatores como gastrite atrófica, uso crônico de alguns medicamentos, gastroplastias e doenças imunológicas e inflamatórias. Ou seja, quando as células parietais (células do estomago) não produzem o fator intrínseco ou num organismo autoimune que destrói as células parietais do estomago, impedindo o mesmo de produzir o fator intrínseco, não ocorre ligação entre cobalamina e o fator intrínseco e consequentemente a vitamina B12 não é absorvida. Então o paciente pode até ter uma boa ingestão ou suplementação, mas a vitamina não será absorvida pois não há fator intrínseco para se ligar a ela. A vitamina B12 não é absorvida sozinha, precisamos do fator intrínseco produzido pelo estomago, para que ele se junte/ligue à vitamina ingerida pela dieta formando um complexo, o qual será absorvido nas células intestinais.
Deficiência na taxa mitótica (hemácias não são formadas corretamente na divisão celular), gerando células anormalmente grandes e imaturas causa anemia megaloblástica/perniciosa (também causada pela deficiência de B9).
Por ter um papel importante na síntese da bainha de mielina, a deficiência dessa vitamina causa alterações/problemas neurológicos, como a neuropatia progressiva (com danos irreversíveis se não tratada). O paciente apresenta alterações neuropsiquiátricas, mesmo sem anemia, causando parestesia em extremidades (formigamento), desequilíbrio, ataxia (descoordenação), déficit cognitivo, psicose e demência, as vezes uma depressão.
*Tomar cuidado na suplementação, uma deficiência de B12 pode ser mascarada por uma deficiência de B9, por exemplo, e se não tratarmos corretamente a deficiência correta da B12 podemos ter danos irreversíveis. Então antes de suplementar ácido fólico (B9), precisamos saber qual é a real deficiência do paciente!
· Toxidade
Não temos relato de toxidade
Vitamina C – Ácido Ascórbico
Sintetizada na maioria das plantas e animais (com exceção dos seres humanos). Por se tratar de uma vitamina antiescorbútica, temos relato de sua deficiência já em 1500 a.C., mas ela só veio à tona no sec. XVIII, quando marinheiros que ficavam muito tempo em alto mar e não tinham alimentos frescos disponíveis (se sustentavam com alimentos secos e peixes apenas, os quais não contem vitamina C) começavam a apresentar deficiência da vitamina e morriam de escorbuto. Portanto ela passou a ser estudada e em 1930 foi efetivamente descoberta e classificada como vitamina C.
Encontramos em frutas e vegetais frescos, principalmente em frutas cítricas (laranja, limão), em folhas verdes cruas, pimentão, tomate. 
· Estabilidade
É a vitamina mais instável que conhecemos, por isso falamos que o consumo de frutas e vegetais frescos é muito importante para o aproveitamento da vitamina. Ela é facilmente oxidada pelo calor, pela presença de enzimas dos próprios alimentos, pelo contato com metais, pelo contato com oxigênio. Quando eles sofrem processamento e exposição a luz temos perdas significativas. As próprias plantas (brócolis, laranja por ex.) possuem enzimas que oxidam a vitamina, nesse caso há uma técnica de branqueamento, onde damos um pré-cozimento muito rápido teria um efeito protetor, da mesma forma que a pasteurização (cozimento durante um pequeno tempo numa temperatura baixa – um pouco acima de 40ºC – que inativa essas enzimas naturais da planta que degradariam a vitamina). E é rapidamente perdida na cocção.
· Funções Metabólicas
Potencial antioxidantes, síntese de colágeno, dentina cartilagem e matriz óssea, manutenção e integridade das mucosas e vasos sanguíneos, cicatrização de feridas, redução do ferro férrico a ferro ferroso no TGI, necessária para atividade normal dos leucócitos (dando resistência a infecções), prevenção de doenças crônicas (combate radicais livres que causam danos celulares). São funções comprometidas quando temos deficiência da vitamina C.
· Armazenamento
Estocada em vários tecidos, mas com meia vida curta de 10 a 20 dias, portanto não temos depósitos muito grandes dessa vitamina. O excesso é excretado na urina e doses elevadas causam queda na absorção.
· Deficiência
Causa o escorbuto, doença muito conhecida, que provoca alteração no tecido conjuntivo causando gengivas doloridas e esponjosas (e com hemorragias – sangram com facilidade), dentes frouxos (chegam a cair – perda dentária), vasos sanguíneos frágeis e articulações edemaciadas. Pode causar também anemia, fraqueza e perda de apetite
· Toxidade
As doses têm que ser muito altas, acima de 12g/dia e podem causar náuseas, diarreia crônica e há uma possibilidade de aumentar a formação de cálculos renais (sabemos que alguns cálculos renais são formados de oxalato. Como o excesso da vitamina C é excretado pela urina, podemos ter o aumento de oxalato nessa urina, aumentando o risco da formação de cálculos renais)
*Suplemento Vitergyl C contém 1g (1000mg) de vitamina C por pastilha, sendo que nossa necessidade diária é de apenas 85mg (o qual atingimos facilmente com uma laranja, um copo de suco de acerola, uma goiaba).

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