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 143 
CAPÍTULO 10 
 
USO DO SENSORIAMENTO ORBITAL APLICADO NA ANÁLISE 
DAS MUDANÇAS HIDROMORFOLÓGICAS NO RIO 
MIRANDA, ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, MS 
 
Everton de Carvalho 
Ivo Augusto Lopes Magalhães 
Beatriz Lima de Paula Silva 
Aguinaldo Silva 
 
 
1 Introdução 
 
A bacia hidrográfica do rio Miranda está inserido na bacia hidrográfica do Alto 
Paraguai- BAP. A bacia do rio Miranda é uma das maiores e mais importantes bacias do 
Estado de Mato Grosso do Sul, faz parte do Pantanal e do sistema Paraguai-Paraná de 
áreas úmidas. Apresenta uma área de aproximadamente 43.300 km², em torno de 12% 
da área da BAP, conglomerando-se com 23 municípios de Mato Grosso do Sul. Sendo 
que dez municípios (Anastácio, Guia Lopes de Laguna, Nioaque, Rochedo, Terenos, 
Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Bonito, Miranda e Jardim) possuem mais de 90% de 
sua área nesta bacia e 09 municípios possuem entre 10 a 50%; a maioria dos 23 
municípios (65%) possui seu núcleo urbano na bacia, (PEREIRA et al. 2004). 
 O Rio Miranda nasce na Serra de Maracaju, com altitude de 700 metros, 
percorrendo 697 km da nascente até sua foz no Rio Paraguai, altitude de 80 m. A porção 
superior da Sub-Bacia do Rio Miranda apresenta junto à parte Sul da Bacia do Rio 
Aquidauana, os menores riscos de erosão potencial da BAP conforme 
(MS/SEMA/FEMAP, 2000). Vale destacar que o rio Miranda possui uma região turística 
que se encontra emfase de expansão, com destaque para as belezas naturais nos 
municípios de Bonito e Jardim. 
Com essas atividades existe uma maior preocupação com a preservação dos 
recursos hídricos tanto superficiais quanto subterrâneos, pois a região esta localizada 
sobre o aqüífero Guarani. A Bacia do rio Miranda possui grande importância diante do 
Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 
O estudo em forma de bacia é determinado pela Lei Federal nº 9.433, de 08 de 
janeiro de 1997, para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e 
atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, visando a 
proteção e preservação dos recursos naturais segundo (BRASIL,1997). 
Atualmente no Brasil, os estudos sobre as mudanças morfológicas utilizando o 
sensoriamento remoto ainda são escassos, principalmente no que se refere ao rio 
 
 144 
Miranda. Como o rio Miranda apresenta muitas mudanças de estilo fluvial no decorrer de 
seu percurso, pesquisas de cunho geomorfológico são fundamentais para a 
discriminação de áreas com diferentes características físicas e para a compreensão dos 
processos físicos de erosão e sedimentação. 
Pode se destacar que o estudo das mudanças morfológicas em sistemas fluviais 
possui grande importância ambiental, pois proporciona a previsão de futuras mudanças, 
contribuindo para o ordenamento de uso e ocupação das áreas marginais em sistemas 
fluviais, onde a partir de imagens de satélite em análise multitemporal é possível 
caracterizar a evolução do canal fluvial. Por meio do sensoriamento remoto que aplicado 
juntamente com os estudos da geomorfologia fluvial, contribui para os estudos das 
formas e processos fluviais. 
Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi analisar as mudanças morfológicas 
do rio Miranda no estado do mato Grosso do Sul – MS por meio de séries de imagens 
temporais dos Sensores Tematic Maper do satélite Landsat-5 e OLI do Satélite Landsat-
8. 
 
 
2 Metodologia 
 
2.1 Localização e caracterização da área 
 
A área analisada no Rio Miranda situa-se entre os trecho da Base de estudos da 
UFMS no Passo do Lontra próximo a Rodovia BR 262 com coordenada de 19º38’53,29” 
S e 57º01’42,55” W até a confluência com a Foz do rio Paraguai, cujas coordenadas 
iniciais 19°35’02.24” S e 57°00’59.20” W e o trecho final 19°24’45.38” S e 57°19’54.01” O 
(Figura 1). 
O rio Miranda no local da região de estudo, passa por diferentes unidades 
geológicas e geomorfológicas, onde apresenta diversos tipos de vegetação que estão 
relacionados aos tipos de solos, juntamente ao regime climático predominante da região. 
A seguir serão apresentados os aspectos gerais da Geologia, Geomorfologia, Pedologia, 
Vegetação e Clima da região do rio Miranda. 
 
 
 145 
 
 
Figura 1. Área de estudo no trecho do rio Miranda, MS. 
 
2.2 Geologia 
 
Oliveira e Leonardos (1943) denominam de Formação Pantanal os depósitos 
aluvionares compostos de vasas, areias e argilas de deposição recente do Pantanal Mato 
Grossense. A localidade-tipo situa-se na Depressão do Mato Grosso, Bacia do Alto 
Paraguai, Estado de Mato Grosso. Segundo Almeida (1964 a), a formação é constituída 
por sedimentos arenosos esilto-argilosos, com pouco cascalho, depositados em leques 
aluviais, e por lateritos ferruginosos. Figueiredo e Olivatti (1974) a dividiram em três 
unidades denominadas Qp1, Qp2 e Qp3. Ramalho (1978) subdivide as aluviões da