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Seminario VII Casa - Modulo I - TSJ - 2020 - Mariana Araújo

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Módulo Tributo e Segurança Jurídica 
 
O conteúdo desse material é de propriedade intelectual do ©IBET: é proibida sua utilização, manipulação ou repro-
dução, por pessoas estranhas e desvinculadas de suas atividades institucionais sem a devida, expressa e prévia 
autorização. 
 
 
 
 
Seminário VII 
 
 
MÓDULO: TRIBUTO E SEGURANÇA JURÍDICA 
SANÇÕES, CRIMES E 
PRESUNÇÕES TRIBUTÁRIAS 
 
Aluna: Mariana Carla de Araújo Silva 
IBET Maceió 
Questões 
1. Conceituar e apresentar as principais diferenças (se exis-
tentes) entre: (i) tributo, (ii) ilícito tributário, (iii) infra-
ção tributária, (iv) multa tributária, (v) juros de mora; (vi) 
da correção monetária (vii) crime contra a ordem tributá-
ria e (viii) sanção penal tributária. 
 
(i) Tributo - O conceito de tributo pode ser encontrado no art. 
3º do CTN, vejamos: Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniá-
ria compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa expri-
mir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e 
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vin-
culada. Sendo: 
- Prestação pecuniária compulsória: o comportamento obri-
gatório e em dinheiro, afastando ainda a voluntariedade em 
 
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satisfazer ou não a obrigação. 
- Moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: expressão re-
dundante, que exprime a prestação pecuniária em moeda ou 
em bem avaliado monetariamente. 
- Que não constitua sanção de ato ilícito: Determina que o fato 
que cria a obrigação tributária deve ser lícito. 
- Instituída em lei: faz referência ao princípio da legalidade. 
- Mediante atividade administrativa plenamente vinculada: es-
tipula que não deve haver discricionariedade na cobrança de 
tributos. 
(ii) Ilícito Tributário - Constitui uma violação a determinação 
prevista na lei tributária, que não tenha caráter criminal. Neste 
caso, aplicam-se as regras e os princípios do Direito Adminis-
trativo. 
(iii) Infração Tributária - Refere-se ao descumprimento de um 
dever tributário, seja quanto ao cumprimento de obrigação 
principal ou de deveres instrumentais. Ocorre então o rompi-
mento na relação jurídico-tributária e aplica-se também as re-
gras e os princípios do Direito Administrativo. 
(iv) Multa Tributária - Compõe as espécies de sanções tribu-
tárias e tem o intuito de penalizar e coagir quem cometeu ato 
ilícito. Ademais, o valor da multa é revertido para o Estado. 
(v) Juros de Mora - Diferente da multa, os juros não possuem 
caráter punitivo, e sim remuneratório, e serão cobrados na 
base de 1% ao mês, quando a lei não dispuser outro percentu-
al. Ademais, os juros são cobrados mediante lei e através de 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
(vi) Da Correção Monetária - Consiste na atualização do débi-
to, considerando a desvalorização da moeda. E Paulo de Barros 
Carvalho afirma: “Não se enquadra como penalidade ao fisco, 
uma vez que é simples reposição do valor real da moeda, em 
decorrência da inflação, destituída, portanto, de qualquer ca-
ráter de sanção por ato ilícito”. 
(vii) Crime Contra a Ordem Tributária - São regidos pelas re-
 
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gras e princípios do Direito Penal, diferente do que foi citado 
anteriormente. 
(viii) Sanção Penal Tributária - Pena aplicada pelo Po-
der Judiciário ao sujeito ativo que tenha praticado um ilícito 
penal tributário, estará sempre prevista em lei. 
 
2. Há limites constitucionais para a eleição de hipóteses 
sancionadoras? As sanções tributárias sujeitam-se aos 
princípios constitucionais tributários? Analisar 
especificamente a aplicabilidade dos princípios da 
legalidade, irretroatividade, não confisco, capacidade 
contributiva, tipicidade, segurança jurídica, 
proporcionalidade, razoabilidade e anterioridade. 
 
Sim. A Constituição Federal norteia as hipóteses sancionadoras. 
E, portanto, as sanções tributárias se sujeitam aos princípios 
constitucionais tributários que lhe couberem. Vejamos: 
- Princípio da legalidade: Obviamente as sanções tributárias se 
sujeitam ao princípio da legalidade, pois, não se pode aplicar 
sanção ao contribuinte sem lei que o permita fazer. 
- Princípio da irretroatividade: Este princípio também é de 
suma importância para as sanções tributárias, tendo em vista 
que ele expressa a segurança jurídica, que é essencial nesse 
contexto. Porém, há ressalvas a retroatividade benéfica. 
- Princípio do não confisco: A doutrina muito diverge neste 
ponto. Entendo que o princípio do não confisco não é aplicável 
as sanções tributárias. Hugo de Brito Machado defende que o 
referido princípio não se aplica ao descumprimento de normas 
formais tributárias, por considerar que a referida vedação 
constitucional não diz respeito às multas, mas tão-somente aos 
tributos, e por considerar não ser razoável invocar qualquer 
garantia jurídica para o exercício da ilicitude. Sendo assim, as 
multas excessivas submetem-se ao princípio da 
proporcionalidade, e não se deve considerar, neste contexto, o 
princípio do não confisco. Noutra linha, o STF, na apreciação da 
 
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ADIn 551-1 assegurou: “A desproporção entre o desrespeito à 
norma tributária e à sua consequência jurídica, a multa, evi-
dencia o caráter confiscatório desta, atentando contra o pa-
trimônio do contribuinte, em contrariedade ao mencionado 
dispositivo do texto constitucional, exatamente o art. 150, IV, 
da Constituição Federal.”. 
- Princípio da capacidade contributiva: Este princípio pode ser 
considerado uma derivação do princípio do não confisco, sendo 
assim, pelos motivos já ditos anteriormente, também não se 
aplica as sanções tributárias. 
- Princípio da tipicidade: Estre princípio é um desdobramento 
do princípio da legalidade, sendo assim, aplica-se as sanções 
tributárias. 
- Princípio da segurança jurídica: O sobreprincípio da segurança 
jurídica é essencial neste contexto, e como já dito no princípio 
da irretroatividade, aplica-se as sanções tributárias. 
- Princípio da proporcionalidade: É um princípio implicito na 
Constituição Federal, e deve ser utilizado nas sanções 
tributárias, pois é essencial que as sanções sejam proporcionais 
a cada caso. 
- Princípio da razoabilidade: Assim como o princípio da 
proporcionalidade, o princípio da razoabilidade deve ser 
aplicado as sanções tributárias, pois, é necessário que as 
sanções sejam razoáveis. 
- Princípio da anterioridade: Este princípio é corolário do 
princípio da segurança jurídica, e neste sentido, aplica-se as 
sanções tributárias. 
 
3. Diferençar infrações objetivas e infrações subjetivas. Qual 
a natureza jurídica da multa tributária aplicada em razão 
do não pagamento do tributo e/ou não cumprimento de 
dever instrumental? O descumprimento de norma tribu-
tária em decorrência de circunstâncias de força maior ou 
de caso fortuito excluem a antijuridicidade da conduta? 
 
 
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As infrações objetivas são