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arco de mangueres

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FACULDADE ALFREDO NASSER
CURSO DE MEDICINA
ESQUIZOFRENIA: UM RELATO DE CASO COM O USO DO ARCO DE MAGUEREZ.
Trabalho apresentado á disciplina do PROGRAMA INTEGRADO DE ESTUDOS NA SAÚDE DA FAMÍLIA – PINESF para fins de avaliação e composição da “Nota Somativa em Grupo – NASG.”
Acadêmicos: Laila Caruline Coelho
		 Isadora Quirino Campos Araujo
		 Maria Juliana Fávero Dias
APARECIDA DE GOIÂNIA
2020
ESQUIZOFRENIA: UM RELATO DE CASO COM O USO DO ARCO DE MAGUEREZ.
Disciplina: PROGRAMA INTEGRADO DE ESTUDOS NA SAÚDE DA FAMÍLIA – PINESF, VI.
Preceptor(a): Thaiza Dias dos Anjos
		
RESUMO
	A esquizofrenia é caracterizada por dois ou mais dos seguintes sintomas: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamentos catatônico e sintomas negativos, tendo a duração mínima de 6 meses levando o paciente a um isolamento social e mudança total do seu estilo de vida que possuía antes dos primeiros sinais e sintomas da doença. O transtorno quando não tratado pode trazer malefícios e riscos tanto para o paciente quanto para o cuidador, uma vez que o índice de casos suicidas é de 5 a 6% de acordo com o DSM5, e durante o surto os paciente pode agredir e até causar a morte do cuidador presente. Este estudo tem como objetivo relatar um caso referente a importância da junção do tratamento medicamentoso e não medicamentoso, e consequentemente impedindo o surgimento de complicações e progressão da doença. O presente trabalho trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de caso com o uso da Metodologia do Arco de Maguerez, essa metodologia consiste em cinco etapas: observação da realidade, pontos chaves, teorização, hipótese de solução e aplicação da realidade. A família alvo constitui em um homem de 35 anos que foi diagnosticado com esquizofrenia aos 30 anos, e hoje sente falta do estilo de vida que possuía pois não sai de casa e não vê ninguém além da mãe e alguns parentes. Conclui-se que é de extrema importância a compressão da doença para adesão o tratamento adequado.
Descritores: Esquizofrenia, delírios, desorganização de pensamentos.
ABSTRACT
	Schizophrenia is characterized by two or more of the following symptoms: delusions, hallucinations, disorganized speech, plays catatonic effects and symptoms, having a minimum duration of 6 months, leading the patient to a social state and a total change in their lifestyle than before of the first signs and symptoms of the disease. The disorder when not treated can bring harm and risks for both the patient and the caregiver, since the rate of suicidal cases is 5 to 6% according to the DSM5, and during the period in which the patient can attack and until causing the death of the present caregiver. This study aims to report a case regarding the importance of drug treatment and non-medication, and consequently prevent the treatment of complications and the progress of the disease. The present work is a descriptive study of the type of case related to the use of the Maguerez Arch Methodology, which methodology is carried out in five stages: observation of reality, key points, theorization, solution method and application of reality. A family member targeted by a 35-year-old man who was diagnosed with schizophrenia 30 years ago, and today misses the lifestyle he had because he never leaves the house and sees no one but his mother and some parents. Conclude whether the compression of the disease for adherence or appropriate treatment is extremely important.
Descriptors: Schizophrenia, delusions, disorganized thoughts.
1. INTRODUÇÃO
	A esquizofrenia engloba um grupo de transtornos com etiologias heterogêneas, caracterizada como uma das doenças psiquiátricas mais graves, com causa desconhecida, porém há fortes evidências de componentes genético e ambiental. É uma síndrome clínica complexa que compreende manifestações psicopatológicas variadas de pensamento, percepção, emoção, movimento e comportamento (DSM -5, 2014).
	Surgi geralmente na parte final da adolescência ou no início da vida adulta. Em doentes do sexo masculino ocorrem geralmente entre os 15 e os 25 anos e, no caso do sexo feminino, observa-se uma distribuição etária bimodal, com um primeiro pico entre os 25 e 30 anos e um segundo pico mais tarde na idade adulta (entre 3% a 10% das mulheres têm o início da doença após os 40 anos de idade) (SILVA, 2006).
	Uma das maiores dificuldades da esquizofrenia reside em sua cronicidade (sintomas negativos) e na recorrência dos sintomas agudos (sintomas positivos). A apresentação desses dois tipos de sintomas é responsável pelas consequências pessoais do convívio com a esquizofrenia que são refletidas na vida afetiva, social, familiar e financeira, com destruição de sonhos, desconsideração do portador como ser humano, sentimentos de menos valia e sentimento de não ser compreendido pelos familiares e amigos (SILVA, 2006).
	A prevalência da esquizofrenia é de 1%, se mostrando com início abrupto ou insidioso, mas a maioria dos indivíduos manifesta um desenvolvimento lento e gradativo e tem sido identificada como uma prioridade em termos de políticas de saúde devido ao déficit de funcionamento inerente e à mortalidade precoce (QUEIRÓS; COELHO; LINHARES; TELLES-CORREIA, 2019).
	De acordo com o DSM-5, o diagnóstico da esquizofrenia requer ≥ 2 sintomas característicos delírios, alucinações, discurso desorganizada, comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos (expressão emocional diminuída ou avolia) por um porção significativa de um período de 6 meses, os sintomas devem incluir pelo menos um dos três primeiros. Acompanhados de sinais prodrômicos ou atenuados da enfermidade com prejuízos sociais, ocupacionais ou de cuidados pessoais devem ficar evidentes por período de 6 meses, incluindo um mês de sintomas ativos (DSM -5, 2014).
	O tratamento da esquizofrenia tem como objetivo reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos, preservar a função psicossocial, prevenir recorrências dos episódios sintomáticos e da deterioração associada do funcionamento e reduzir o uso de drogas ilícitas (SHIRAKAWA, 2000)
	Com particular relevo os médicos de família tem o seu papel fundamentado na detecção, promoção da qualidade de vida, no apoio familiar e social, no diagnóstico e acompanhamento de possíveis comorbidades, algumas associadas ao próprio tratamento psicofarmacológico da doença e encaminhamento a consulta de psiquiatria (OLIVEIRA; FACINA; JUNIOR, 2012)
	A complexidade no diagnóstico da esquizofrenia e no seu tratamento torna o acompanhamento especializado por um médico psiquiatra imprescindível. Nesse sentido, todos os clínicos deverão estar atentos para fatores de risco ou sintomas-chave desta doença e ter um papel ativo no encaminhamento adequado para consulta de psiquiatria, já que o prognóstico da doença é tanto melhor quanto mais cedo for o início do tratamento psicofarmacológico (QUEIRÓS; COELHO; LINHARES; TELLES-CORREIA, 2019).
	Assim o presente estudo tem como objetivo o relato de caso frente a uma experiência de paciente com esquizofrenia tendo como foco diagnóstico, cuidado com o paciente, tratamento não medicamentoso incluindo psicoterapias, onde foi utilizado a metodologia da problematização.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de caso, com uso da metodologia do arco de Maguerez, elaborado no contexto da disciplina PINESF VI, ministrada no sexto período do curso de Medicina da Faculdade Alfredo Nasser. 
O estudo foi realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), da cidade de Senador Canedo. Com J.B.M.D.S, 35 anos, sexo masculino, negro. O critério para inclusão deste paciente no estudo foi ao acaso, de acordo com designação dos agentes comunitários de saúde, da UBS. Onde o J.B.M e sua mãe que é responsável por ele, a todo momento estiveram de acordo com a realização do arco.
A intervenção/estudo ocorreu durante a visita domiciliar, com duração média de 45 minutos em cada visita, e um total de 2 visitas, para que o primeiro passo do

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