PCC HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
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PCC HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO


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GRADUAÇÃO: PEDAGOGIA - 1º SEMESTRE
REVISITANDO A HISTÓRIA E PROJETANDO PERSPECTIVAS FUTURAS
PCC - HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO (CEL01334)
Discente: Rubian Ramos de Santana ( Mat.2020.01.25115-4)
Docente: Mariana Novaes De Senne (Eel0003/3548859)
CUIABÁ /MT
2020
																						
INTRODUÇÃO
O presente relatório tem como objetivo analisar de que forma  os modelos educacionais influenciaram e foram influenciados pelo contexto  histórico ao qual esteve inserido em diferentes tempos históricos. 
	Considerando que a história da educação e a história da humanidade eles estão interligadas impossível de ser dissociada, sua análise possibilita perceber os aspectos positivos e negativos, conhecendo assim a história da educação em diferentes tempos históricos até os dias atuais. Desta forma, para esta historização recorremos a artigos na internet e apostilas disponibilizadas no portal da faculdade. Bem como, análise do livro didático  HISTÓRIA, Sociedade & Cidadania do autor Alfredo Boulos Júnior \u20137º ano, 3ª edição, de 2015, para compreensão do modelo educacional adotado no Brasil atualmente.   
O referido autor é mestre em História Social pela USP e doutor em Educação, História e Sociedade pela PUC/SP. Ressalta ter experiência sendo professor de História na rede pública e privada no Ensino Fundamental e em cursos pré-vestibulares. A obra mencionada  foi publicada pela editora FTD.
O livro está organizado em 4 unidades: Unidade 1 - Diversidade e Discriminação Religiosa; Unidade 2 - Arte e Religião; Unidade 3 -  A Formação do Estado Moderno e Unidade 4: Nós e os Outros.  Em cada unidade nos dedicaremos a analisar o modelo educacional adotado em sociedades como: Sociedade Feudal, unidade 1; Renascimento e Humanismo, unidade 2; Estado Moderno, Unidade 3; Colonização Portuguesa, unidade 4.
E para analisar o modelo educacional atual voltamos a nossa atenção para a primeira unidade por apresentar um capítulo reservado aos povos e culturas africanas e demais capítulos que trazem conteúdos que tratam sobre a construção da identidade brasileira. 
DESENVOLVIMENTO
	A obra, História e Sociedade do 7º ano, trabalham com um recorte temporal que abrange a Idade Média e a Idade Moderna.  Desta forma, iniciaremos falando sobre o modelo educacional adotado durante a Idade Média, depois abordaremos o período de transição com as influências do Renascimento e Humanismo, logo abordaremos a educação na Idade Moderna, período das grandes Navegações e Finalizaremos com o modelo educacional adotado pelos colonizadores portugueses no Brasil. 
	Segundo Boulos, a Europa medieval formou-se por meio de um longo processo que combinou elementos de origem romana (colonato), com outros de origem germânica (comitatus) e outro ainda elemento (cristianismo), que possibilitou a ligação entre romanos e germânicos e deu unidade aquele mundo.
	A Sociedade Feudal era marcada pela estatização social e, se caracterizavam  na dependência e na fidelidade, no poder político descentralizado, produção econômica voltada para a subsistência e predomínio do cristianismo. Desta forma, o conhecimento ficou praticamente nos mosteiros, tendo como transmissor do saber os monges. A educação era elitizada e sua função pedagógica era a evangelização, a revelação das verdades divinas e a salvação das almas para a vida eterna. 
 	O autor afirma que, Carlos Magno fundou numerosas escolas nos conventos, nas igrejas e no seu próprio palácio; as primeiras preparavam os jovens para a carreira religiosa; já a escola do palácio, freqüentada apenas pelos filhos dos nobres, preparava-os para assumir a administração do reino.
	No que se refere à educação durante o Renascimento, analisamos os textos a partir da página 140, que trata sobre o contexto histórico para o seu surgimento e do movimento humanista, bem como, as principais características desse movimento. Percebemos,  que embora te tido grandes avanços em diversas áreas, inspiradas principalmente na literatura grega e como respostas às novas necessidades que se apresentava diante de transformações sociais, econômicas, científicas e culturais, a educação continuou inacessível a população em geral.
	A expansão da escola, neste período, destina-se ao homem da pequena nobreza e da burguesia que busca educar-se para a vida política e seus negócios; a classe alta educa-se com preceptores em seus castelos; a escola volta-se a uma melhor preparação da criança devido à nova imagem da infância e da família. Acontece a separação do mundo infantil e adulto. Os alunos são submetidos a uma severa disciplina; a escola passa a cuidar da formação moral do aluno. Houve um resgate dos valores atenienses nos discursos sobre os objetivos da educação.
	Na Idade Moderna,  com o desenvolvimento do comércio surge a necessidade de ler, escrever e contar, pois a burguesia buscava estimular um ensino prático que atendesse os interesses da classe emergente. Desta forma o surgimento da Instituição Escola está diretamente ligada ao surgimento do capitalismo. 
A Educação Escolar servia não só para atender aos interesses da elite econômica, mas também como forma de disseminar a ideologia de quem comandava, bem como estabelecer o controle.
No Brasil, os jesuítas criaram as primeiras escolas em 1549, com o objetivo de formar sacerdotes e catequizar o índio, dedicando-se também à educação da elite nacional. A Companhia de Jesus foi uma instituição criada essencialmente para fortalecer e defender a Igreja. 
Com a chegada da família real no Brasil, aconteceram alguns investimentos na Educação, aportes que culminaram na primeira Escola de ensino superior. Tendo como foco preparar academicamente os filhos da nobreza portuguesa e a aristocracia brasileira, cujo objetivo era o ensino profissionalizante e a preparação para o trabalho no serviço público.
Educação no Brasil atualmente
Em relação ao modelo educacional atual, voltamos nossa atenção para a primeira unidade que trás um capítulo reservado aos povos e culturas africanas: malineses, bantos e iorubas. No entanto, a abordagem é feita de forma superficial e não provoca o aluno à pesquisas mais aprofundadas.
Nos demais capítulos percebem uma visão eurocêntrica e colonizadora quando se trata da história do nosso país. Nota-se, por exemplo, em vários assuntos, a representação de grupos familiares brancos e a importância desses grupos como proprietários dos meios de produção e detentores de valores religiosos e culturais.
Nos últimos capítulos do livro, apresentam referentes à construção da identidade brasileira onde o negro é apontado como a mão de obra utilizada nos engenhos nordestinos. Mas não trata sobre a estrutura familiar da época e nem sobre as características culturais e religiosas que os povos africanos trouxeram de seus lugares de origem. Ou seja, não foi apresentado o contexto histórico africano (sua cultura, religião, laços familiares e valores). Sendo assim, evidenciado uma abordagem  ideológica que privilegia certos grupos sociais.
CONCLUSÃO
Com o desenvolvimento desse trabalho, percebemos que a educação em diferentes períodos reflete a sociedade em que está inserida,  e em cada espaço histórico ou período teve como principal função atender a metas específicas, principalmente às visões e crenças do povo daquela época. Por isso, a melhor forma de garantir o entendimento pleno da história da educação é situando a mesma na história geral e em âmbito atual.
Desta forma a disciplina da história da Educação torna-se de suma importância, uma vez que  seu estudo permite entender o passado, a partir das representações construídas, entendendo que são construções humanas e a partir desta experiência pensar o que se passa nos dias de hoje. 
Em relação a análise do livro, HISTÓRIA, Sociedade & Cidadania do autor Alfredo Boulos Júnior \u20137º ano, 3ª edição, de 2015, concluímos que embora a obra atenda as diretrizes curriculares Nacionais, as abordagens de modo a apresentar o contexto histórico africano não só como fornecedor de escravos para os países europeus, mas como um lugar