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Cateterismo 
Umbilical
RESOLUÇÃO COFEN Nº 
388/2011
• Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, o acesso 
venoso, via cateterismo umbilical, é um procedimento 
privativo do Enfermeiro, observadas as disposições legais da 
profissão.
• Parágrafo único O Enfermeiro deverá estar dotado dos 
conhecimentos, competências e habilidades que garantam 
rigor técnico-científico ao procedimento, atentando para a 
capacitação contínua necessária à sua realização.
Cateterismo Umbilical
• Procedimento invasivo cujo objetivo 
é o de estabelecer uma linha de 
acesso à corrente sangüínea. 
• Finalidades : infusão de líquidos, 
monitorizações, intervenções 
cardíacas, infusão de drogas, trocas 
sangüíneas, entre outras. 
• Ainda é a principal via de escolha 
para acesso vascular na sala de parto 
e no período neonatal imediato.
Cateterismo Umbilical
Indicações
• Colheitas freqüentes de amostras sangüíneas para exames 
gasométricos;
• Monitorização contínua da pressão sangüínea;
• Infusão de soluções;
• Exsangüineotransfusão.
Material Necessário
• • bandeja estéril para cateterismo contendo: 
• - bandeja; 
• - 1 recipiente para soro e 1 para solução para anti-sepsia; 
• - 3 pinças Kelly mosquito retas; 
• - 1 pinça íris reta ou curva sem dente; 
• - 1 pinça dente de rato micro; 
• - 2 pinças Backhaus; 
• - 1 porta-agulha pequeno; - 1 cabo de bisturi; - 1 tesoura íris; • cateter número 3.5, 
4.0 ou 5.0; • lâmina de bisturi pequena; • fios de sutura seda 4.0; • seringas de 5 e 10 
ml; • 1 ampola de soro fisiológico. 
Técnica
• preparar todo o material; 
• • colocar o bebê em berço aquecido; 
• • medir a distância ombro-umbigo para verificar o tanto de cateter a 
ser inserido (Tabela 1); 
• • lavar e escovar as mãos e os antebraços; 
• • paramentar-se com gorro, máscara, capote e luvas; 
• • fazer anti-sepsia da pele com chlorhexidine alcoólico e colocar os 
campos estéreis; 
• • reparar o cordão umbilical com uma fita cardíaca antes de 
cortar o coto; 
• • cortar o coto umbilical; 
• • identificar as duas artérias (parede mais espessa) e a veia; 
• • melhorar a visualização e dar sustentação ao campo com as 
pinças Kelly; 
• • usando a pinça íris sem dente, abrir delicadamente a parede da 
artéria; 
• • introduzir o cateter arterial até a distância previamente medida; 
• identificar a veia; 
• • introduzir o cateter delicadamente até a distância marcada; 
• • verificar se ambos os cateteres refluem; 
• • algum auxiliar deve olhar os pés do bebê, procurando algum 
sinal de isquemia que pode estar associado à presença do 
cateter arterial; 
• • retirar a fita cardíaca e fazer uma sutura em bolsa ao redor do 
cateter, fixando separadamente o cateter arterial e o venoso; 
• • radiografar o tórax e o abdome do bebê para verificar a 
posição dos cateteres; 
• • o cateter venoso deverá estar acima do diafragma; 
• • retirar os campos e fixar os cateteres 
Cateterismo Umbilical
Posições possíveis
• Posição Alta - entre a 6 a e a 
9 a vértebras torácicas.
• Posição Baixa - entre a 3a e 4
a vértebras lombares.
Cateterismo Umbilical
Posições
• A localização baixa tem uma maior incidência de 
vasoespasmo, comparada com a posição alta. A freqüência 
de hipertensão é similar nas duas posições. 
• Complicações tromboembólicas para intestino e rins é 
superior na posição alta, embora alguns estudos mostrem 
uma ocorrência grande também na posição inferior.
Cateterismo Umbilical
Posições
• Nunca avançar um cateter para posição alta, após ter 
permanecido em posição baixa por algum tempo (risco de 
infecção). O cateter deve ser retirado e um outro introduzido.
Manutenção do catéter
• Os cateteres devem se manter pérvios através da infusão de 
líquidos ou de soluções salinas ou heparinizadas;
• A solução heparinizada vem sendo evitada devido a sua 
associação à infecção fúngica;
• Todo cuidado deve ser tomado para evitar o excesso de 
infusão de soluções sódicas no prematuro extremo. 
Remoção do Cateter
• Deve ser realizada vagarosamente de forma a levar alguns minutos, 
com o intuito de se evitar um espasmo arterial. A infusão de fluidos 
deve ser descontinuada durante a remoção. Se houver sangramento 
aplicar uma pressão sobre o cordão. Quando o cordão é longo, pode 
ser utilizada uma pinça hemostática e permanecer nesse estado durante 
alguns minutos. Remover as suturas quando da retirada do cateter.
Cateterismo Umbilical
Complicações
• vasoespasmo causando palidez intensa de um membro 
inferior ou nádega é a mais comum das complicações. 
O vasoespasmo é resolvido aquecendo a perna contra-
lateral. Caso não exista a melhora, o cateter deverá ser 
removido.
• perfuração vascular - necessita de intervenção cirúrgica.
Cateterismo Umbilical
Complicações
• hemorragia por perfuração vascular, disconecções 
acidentais, saída acidental do cateter, quebra do 
cateter podem gerar a necessidade de transfusões.
• infecção
Tempo de permanência
• Os cateteres umbilicais arteriais devem ser mantidos por no 
máximo cinco dias e 
• Os venosos podem permanecer por até quatorze dias 
(BRASIL, 2010).
• COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Pareceres COFEN: n. 9/2011/COFEN/CTNL. Possibilidade 
do enfermeiro realizar cateterismo umbilical em recém-nascido. Brasília, 2011. Disponível em: 
<http://coren-df.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1215:no-
0092011cofenctnl-possibilidade-do-enfermeiro-realizar-cateterismo-umbilical-em-recem-
nascido&catid=80:pareceres-cofen&Itemid=73>. Acesso em: 22 nov. 2012.
• COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Nº 388/2011. Normatiza a execução, pelo 
enfermeiro, do acesso venoso, via cateterismo umbilical. Brasília, 2011. Disponível em: 
<http://novo.portalcofen.gov.br/resoluo-cofen-n-3882011_8021.html>. Acesso em 22 nov. 2012.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e 
Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde.. Brasília, 2011. 
Disponível em: 
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_recem_nascido_%20guia_profissionais_saude_v2.pd
f>. Acesso em: 22 nov. 2012.
• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA. Orientações para Prevenção de Infecção 
Primária de Corrente Sanguínea. 2010. Disponível em: 
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ef02c3004a04c83ca0fda9aa19e2217c/manual+Final+prev
en%C3%A7%C3%A3o+de+infec%C3%A7%C3%A3o+da+corrente.pdf?MOD=AJPERES>. Acesso em: 
22 nov. 2012.
• UNIFESP. Universidade Federal de São Paulo. Intervenções de enfermagem no procedimento de 
cateterismo umbilical. São Paulo, 2011. Disponível em: 
<http://www.unifesp.br/hsp/testealfa/arquivos/hsp/assist/espec/pediatria/intervencoes%20de%20enf%2
0proc%20de%20cat%20umb.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2012.