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Apostila Gestão da Inovação

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principalmente para criar uma barreira de imediato aos concorrentes.   
Consumidor   
  
Em relação a estratégias voltadas para a criação de barreiras protecionistas, o fator "consumidor" a ser analisado deve ser analisado, sobretudo, com pesquisas de Marketing.  
  
O passo a ser seguido em relação aos consumidores, antes mesmo da pesquisa, é a definição do público-alvo. Este passo para a análise de mercado comentada no título anterior pode auxiliar a empresa a definir.  
  
A seguir, com pesquisa de consumo, as respostas a serem respondidas são: O que oferece valor aos consumidores? Como podemos aproximá-los? Como eles podem ser melhor atendidos?  
  
Estas são perguntas razoavelmente fáceis de serem respondidas com a pesquisa de marketing voltada para o consumidor. Porém, quando entramos em pesquisas de futuro, as quais Graham (2011) afirma serem tão importantes quanto as outras, a revelação pode ser difícil por meio, apenas, de pesquisa.  
  
Segundo o autor, neste caso, o que devemos saber do consumidor é: Como mudarão os consumidores, suas necessidades, seus requisitos? Quais novos consumidores devemos conquistar? Como podemos conquistá-los?  
  
Confira a resenha a seguir:  
  
Resenha 
 
Ganho de mercado por meio de A estratégia do Oceano Azul  
   
Os escritores Kim e Mauborgne, neste livro, nos trazem como conquistar novos clientes e tornar a concorrência irrelevante. Eles fazem uma comparação entre o Oceano Vermelho e o Oceano Azul. 
  
Em relação ao Oceano vermelho, eles falam que representa o mercado com regras já estabelecidas, onde há grande concorrência, e a empresa decide navegar por estas águas em ambiente de grande disputa por clientes já estabelecidos. O Oceano Vermelho representa a luta pela sobrevivência e a superação dos concorrentes.  
  
Já o Oceano Azul, representa o mercado inexplorado, onde as empresas podem buscar consumidores além dos que já possuem.  
  
Os autores nos levam a perceber que o mercado está em mudança o tempo todo, por meio de movimentos estratégicos. Os movimentos estratégicos, segundo os autores, devem ser estudado pelas empresas.  
  
Por meio do estudo de movimentos estratégicos, os autores nos fazem perceber que o Oceano Azul é a fuga da concorrência predatória, pois, em um ambiente de busca por mercado inexplorado, a disputa pelo espaço da empresa não ocorre de forma tão agressiva.  
   
Fonte: KIM; MAUBORGNE, 2005 [Adaptado].  
   
Concorrentes   
  
Outro fator que deve ser considerado para barreiras na empresa contra concorrentes deve ser os próprios concorrentes. Em relação a isto, a maioria dos autores da área falam em Benchmarking, onde a organização compara suas estratégias e operações com as de outra empresa que seja considerada a referência para a indústria de atuação.  
  
O Benchmarking pode ser feito de diversas formas e com diversas fontes de informação. Porém, se pensarmos que a empresa faz o Benchmarking para descobrir informações de uma empresa concorrente, para conhecê-la melhor e superá-la, já sabemos qual é o maior desafio desta pesquisa, não é mesmo?  
  
Isto mesmo! O maior desafio das pesquisas de Benchmarking é ter acesso às informações. Para ter acesso às informações relevantes, os especialistas dizem que é necessário consultar a fontes públicas de informações por compartilhamento de dados, principalmente em eventos do setor, e por entrevistas diretas com fornecedores da empresa, ex funcionários, reguladores governamentais etc.  
  
Quando passamos para a avaliação das estratégias dos concorrentes, isto se torna mais complexo ainda, pois nenhuma empresa oferecerá dados estratégicos a uma empresa concorrente. Por este motivo, uma das orientações, neste caso, é a tentativa de análise do concorrente por meio de antecipação do futuro. Neste sentido, devemos nos perguntar: o que o concorrente está fazendo neste momento?  
  
Este fator, quando bem analisado, pode levar à criação de estratégias, que potencializam a criação de barreiras.  
   
Recursos organizacionais  
  
Quando feita a estratégia de uma empresa levando em consideração os fatos anteriores, devemos ainda analisar se a empresa possui os recursos disponíveis para desenvolver aquela estratégia.  
  
Estes recursos dizem respeito tanto a recursos tangíveis e intangíveis quanto a capacidades e competências. Uma ferramenta muito utilizada hoje em dia por especialistas em recursos é a Visão Baseada em Recursos (VBR). A FIGURA 2 a seguir faz um resumo da Visão Baseada em Recursos:  
   
FIGURA 2 - Posicionamento Competitivo  
  
  
Fonte: GRAHAM, 2011, p. 108.  
   
Aqui, é importante responder aos mercados aplicando os recursos organizacionais às oportunidades e às necessidades dos clientes que foram identificadas. O ponto central da VBR é que, para a estratégia ser sustentável, ela deve ser incorporada aos recursos e às capacidades das empresas.   
   
Previsão de demandas   
   
A previsão da demanda é o último ponto a ser analisado em relação à barreira de defesa da organização.  
Um fato a ser considerado é que, para a previsão da demanda, é necessário um ótimo conhecimento do mercado no qual se atua. A concorrência é a previsão de demanda e das exigências futuras dos consumidores.  
  
Existem muitos métodos de mensuração de demanda atualmente, e os mais utilizados usam a base da demanda atual para se calcular a demanda futura. Um ponto muito importante para ser considerado aqui é: Por que é importante conhecer a demanda?  
  
É necessário conhecer a demanda de mercado, simplesmente, porque empresas que não controlam previsão podem construir uma posição no mercado que fique ultrapassada e que combata os concorrentes do passado.  
  
Confira o infográfico a seguir:  
   
FIGURA 3 - Como criar barreira à concorrência  
  
  
Fonte: Elaborado pela autora.    
  
Explorando a temática III
Empresas especializadas em produtos padronizados   
  
Não apenas o mercado mundial, mas o mercado brasileiro também enfrenta condições de grande concorrência. Por isto é necessário que haja estratégias de negócio e de produção para as organizações que estão inseridas neste ambiente.  
  
Independente se a empresa foca em linhas de produtos únicas ou linhas de produtos diferenciados, as indústrias devem sempre pensar em algo para se diferenciar no mercado.  
  
Estudos relativos à padronização de produtos têm se tornado relevantes em relação às estratégias para se atingir sucesso no mercado. A padronização tem sido considerada como um instrumento eficiente de melhoria de qualidade de produtos e do desempenho de processos produtivos.  
  
A padronização permite ainda que as empresas alcancem o resultado esperado, como maior qualidade, redução de desperdícios e aprimoramento de produtos e processos.  
   
FIGURA 4 - Padronização  
  
  
Fonte: NASIRKHAN, 123RF. 
   
Padronização  
  
A padronização é o processo que visa diminuir a variação de trabalho e, consequentemente, de produtos. Normalmente, para se ocorrer a padronização de produtos, deve ser feita, juntamente, a padronização de processos produtivos. Lembramos sempre que a padronização dos processos produtivos e dos produtos deve sempre focar em atender os consumidores.  
  
As inovações tecnológicas devem sempre ser incorporadas aos produtos para que eles sejam mais competitivos, visto que, se uma empresa não apropria esta tecnologia, uma outra empresa do mercado, com certeza, o fará.  
  
A padronização é utilizada, então, como um meio de se alcançar a redução de custos da produção e do produto final, visando a manutenção ou a melhoria da sua qualidade. A implantação de programas de qualidade total, bem como a ISO 9000, envolve a padronização de processos. A padronização cria a possibilidade de implantação de outras técnicas, como reengenharia, terceirização, kaizen, entre outras (KLIPPEL; JUNIOR; PAIVA, 2005).  
  
A padronização é muito importante para a busca da qualidade total, pois, com a padronização, é possível prever a produção e manter os resultados, estabilizando-os. Sem a previsão não é possível pensar em melhorias,

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