A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
75 pág.
Apostila Gestão da Inovação

Pré-visualização | Página 7 de 22

Sabe por que a inovação é importante nos contextos organizacionais? Por meio da inovação, as empresas podem alinhar seu produto ou serviço aos seus objetivos estratégicos, visando conquistar seus resultados em longo prazo. Além disso, dentro desse planejamento, a organização também elabora esse cálculo considerando os recursos que possui em seu momento presente, ou seja, assegura também sua permanência em curto prazo.  
  
Nesse sentido, podemos dizer que a inovação é uma prática que assegura a sobrevivência da empresa, além de possibilitar seu crescimento. Destaca-se, nesse ponto, sua importância: inovar é manter-se no mercado e aumentar sua produtividade.  
  
Esperamos que ao concluir esse ponto, você tenha adquirido conhecimentos e habilidades sobre inovação, pesquisa, desenvolvimento, liderança e desejo de inovar. Após ampliar sua visão sobre as empresas inovadoras e reconhecer sua importância, você estará apto(a) a contribuir efetivamente com o meio organizacional do qual faz ou fará parte.  
  
Bons estudos!  
   
Estruturas verticais   
   
FIGURA 1 - Expansão de fronteiras pela estrutura vertical  
   
  
Fonte: SKDESIGN, 123RF.   
  
A relação de verticalidade ocorre a partir da percepção que uma empresa tem das demais empresas que estão ao seu redor. Nesse sentido, de acordo com Thorelli (1986), podemos falar em uma integração vertical, que permite a diversificação e prospecção de novos clientes ou países de atuação mediante a estrutura de redes, o que exclui a participação individual de uma empresa em seu ramo ou segmento de atuação.  
  
Na visão de Amaral Filho (2017), a verticalização surge a partir de uma necessidade específica das grandes empresas: a de se livrarem dos custos incluídos em produção, gestão e burocratização voltados para o atendimento de suas competências não essenciais. Dessa maneira, tais empresas associam-se para terceirizar determinadas funções.  
  
Para Hoffman et al. (2007), encabeçadas por uma empresa coordenadora, demais empresas de diferentes tamanhos associam-se a ela, formando uma rede na qual a cadeia de produção assegura-se mediante o estabelecimento de parcerias.  
  
Em outras palavras, uma estrutura vertical ocorrerá quando uma empresa - no caso a coordenadora - detém todo o processo de produção, desde a incorporação da matéria-prima até o produto final destinado à distribuição. Outro formato de negócio típico da estrutura vertical são as franquias. Fagundes (2017) exemplifica ainda a estrutura vertical como atos de concentração associados a fusões, aquisições de outras companhias e joint-ventures entre empresas inseridas em uma mesma cadeia produtiva. Nesse sentido, são verticalizadas as grandes companhias, gerenciadas por uma hierarquia de atuação em seus diversos segmentos.  
   
FIGURA 2 - Gerenciamento na estrutura vertical  
   
  
Fonte: JULYNX, 123RF.  
   
Balestrin e Vargas (2014) acreditam que a rede vertical está relacionada a elos de gerenciamento que são criados pelos demais atores da rede, expressos nos formatos de diversas atividades dentro da cadeia produtiva no qual cada um desses agentes toma parte.  
   
[...] uma firma contempla diferentes curvas de custos na produção de cada um dos subcomponentes que constituem o produto final. Caso existam algumas firmas no mercado produzindo o mesmo bem, a priori a mais eficiente forma de organizar a produção consistirá em uma firma especializada na produção de cada um dos subcomponentes do produto. Assim, a firma especializada apresentará curva decrescente de custos e fornecerá a outras firmas, que terão menor custo em relação à produção desses componentes por meio da sua integração vertical (BALESTRIN; VARGAS, 2014, p. 214-215). 
   
Em um dos diversos cenários de verticalização, podemos ver de que forma uma empresa pode, dentro da relação vertical, diminuir os custos de produção e auxiliar as demais que pertencem à sua rede, evitando dependências de fontes externas de abastecimento.  
  
Veja o infográfico a seguir:  
   
FIGURA 3 - Estrutura vertical  
  
  
Fonte: Elaborado pelo autor. 
   
Para Fagundes (2017), uma grande vantagem da rede vertical reside no impedimento de estruturas mercadológicas que venham a gerar o abuso de poder econômico em meio às empresas que a integram. Por outro lado, o autor pontua que a integração vertical traz em si preocupações relacionadas à monopolização de mercado. Nesse sentido, poderiam haver barreiras à entrada de novos concorrentes em um determinado mercado, e consequente impedimento de acesso a um mercado já estabelecido. Tais medidas, chamadas pelo autor de anticompetitivas, dependerão da existência de poder de mercado em pelo menos um dos mercados nos quais ocorre a concentração vertical. Em outras palavras, a empresa coordenadora de uma rede deve ter elevada participação em seu mercado atuante para adotar uma postura anticompetitiva. 
  
Existe outra característica importante a ser tratada no caso das redes verticais. Amaral Filho (2017) aponta que existe uma tendência à desintegração do modelo fordista de produção no caso das verticalizações. Isso equivale a dizer que a rede vertical possibilita a desintegração espacial. Resulta daí um deslocamento de partes da rede na busca de regiões que ofereçam vantagens locacionais. Isso impacta significativamente nos custos de produção. Assim, normalmente as empresas verticalizadas conservam seu núcleo estratégico no local de origem e desmembram as demais partes de montagem entre outras regiões em conformidade com o seu alinhamento estratégico.  
  
Na videoaula a seguir, veremos mais sobre a estrutura vertical.  
   
Videoaula: A estrutura vertical é boa para algumas empresas, mas não para outras 
A verticalização, no entanto, requer que a empresa controle seu produto final, bem como todos os seus componentes estruturais. Um exemplo de empresa verticalizada é a Apple, que há 35 anos está na liderança dessa estrutura. A chave de seu sucesso é poder integrar, em suas fases de desenvolvimento, aparelhos com hardware e software integrados, por exemplo, os aparelhos Iphone e Ipad, cujos hardwares e softwares são desenhados pela marca. Dessa maneira, a empresa domina o ritmo de computação móvel no mundo. Essa tendência também é seguida por outras marcas, como a Samsung e a Sony, mas o fato é que a verticalização nem sempre constitui vantagem.  
   
Hardware e software são instrumentos que necessitam de ferramentas e material de desenvolvimento distintas, logo as empresas podem ter que lidar com vários desafios ao ingressarem na verticalização.  
   
Veja o que diz Lawrence Hrebiniak, professor de administração de Wharton:  
   
A corrida da indústria da tecnologia rumo à integração vertical talvez seja um equívoco. Afinal de contas, existe um motivo pelo qual os grandes conglomerados são negociados com desconto em Wall Street: eles são difíceis de administrar. Os conglomerados podem dar certo quando têm uma linha de negócios, decidem entrar em outra, e deixam que a primeira funcione de forma autônoma. Se você tenta integrar negócios distintos, perde o foco de tal modo que anula a possibilidade de coordenação (A INTEGRAÇÃO..., 2012, on-line). 
   
Na verdade, quando uma empresa aposta na verticalização de seus negócios sem que haja um planejamento estruturado, ela poderá sofrer efeitos colaterais, prejudicando, sobretudo, sua evolução.  
Leia com atenção o estudo de caso a seguir.  
 
 
 
O mundo mágico da Disney e estratégias de expansão  
   
Ilustração real sobre como a verticalização pode promover o crescimento e a expansão de uma empresa. 
  
Fundada em 1923, o que era originalmente uma empresa de animação, tornou-se hoje o maior conglomerado de entretenimento do planeta. Ao longo de sua trajetória, o negócio de entretenimento hoje conta com filmes, redes televisivas e parques temáticos. O foco no cliente é tido como o principal agente norteador da The Walt Disney Company, que assume como missão encantar seus clientes e espectadores.  
   
FIGURA 4 - Walt Disney World  
   
  
Fonte: ROGERMAYHEM, PIXABAY.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.