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Apostila Gestão da Inovação

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desvantagens na estrutura horizontal, sendo elas:   
· Complicação no gerenciamento de processos.
· Dificuldade de acompanhamento conforme a empresa cresce.
· Funcionários podem se sentir perdidos na tomada de decisões.
· Confusão na atribuição de papéis e responsabilidades.
· Gerentes podem se frustrar devido a falta de autoridade.  
Por essa razão, ainda que com um time mais enxuto, as empresas de estrutura organizacional precisam de um planejamento estratégico minucioso voltado a minimizar as chances de falhas. Para isso, deve-se levar em consideração as políticas da empresa, as questões legais e também de segurança.  
   
Agora que conhecemos os conceitos de estrutura vertical e horizontal, vimos que ambas são métodos de gerenciamento de empresas para se manterem fortes e competitivas no mercado de negócios.  
   
Mas qual modelo será mais eficaz para a preservação e crescimento da empresa? Vamos conhecer o depoimento de Eduardo L´Hotellier, que nos conta um pouco de sua história e suas escolhas no segmento de marketplace.  
   
Confira a dica a seguir.  
 
 
 
Negócio Horizontal vs. Vertical: qual é mais bem-sucedido?  
   
"Ao horizontalizar o negócio, favorecemos principalmente o potencial de desenvolvimento do negócio a longo prazo". Veja, por meio do ponto de vista de um empreendedor em alta, Eduardo L'Hotellier, dono da startup GetNinjas, quais são os benefícios de se implantar a estrutura horizontal nos negócios, e entenda de que forma é possível tirar vantagem dessa relação. 
   
Disponível em: https://www.administradores.com.br/noticias/negocios/negocio-horizontal-vs-vertical-qual-e-mais-bem-sucedido/119408/ 
   
Fonte: L'HOTELLIER, Eduardo. Negócio Horizontal vs. Vertical: qual é mais bem-sucedido? Administradores - O Portal da Administração. 6 jun. 2017. Disponível em: <https://www.administradores.com.br/noticias/negocios/negocio-horizontal-vs-vertical-qual-e-mais-bem-sucedido/119408/>. Acesso em: 29 jan. 2018. 
Explorando a temática III
Estruturas de Pesquisa e Desenvolvimento P&D  
   
Como vimos no tópico de Estruturas Horizontais, em alguns casos elas podem ocorrer entre empresas menores e instituições. Partindo desse pensamento damos início a esse novo tópico, que falará sobre pesquisa e desenvolvimento, ou P&D, como é comumente chamado na área científica.  
   
FIGURA 7 - Pesquisa e desenvolvimento  
   
  
   
Fonte: PANYAKHOM, 123RF.    
  
Observando a imagem, você deve ter visto que muitas palavras fazem parte do todo que compõe a pesquisa e desenvolvimento. E cada uma delas tem sua razão de estar contextualizada nesse meio. Se a inovação é uma estratégia para o fortalecimento da competitividade, e que depende da pesquisa e desenvolvimento, então seu contexto está envolvo de descobertas, análise, ciência, negócios e planejamento, dentre outros. Ao longo desse tópico, entenderemos como esses níveis operam dentro da P&D. De antemão, é inegável que a ciência é, hoje, um grande aliado do desenvolvimento de negócios e pela inovação de produtos e serviços.  
  
O setor acadêmico é um grande contribuidor para o setor produtivo, pois ampliam a geração e o acesso ao conhecimento tecnológico. Graças a isso, as empresas são capazes de atingir níveis maiores de inovação (TORRES; BOTELHO, 2018). Dado esse reconhecimento, há o investimento das empresas em P&D, com vistas a realizar sua aplicação aliadas a fontes externas de tecnologia. Considerando a importância dessa relação, o setor acadêmico e produtivo têm estreitado seus laços.  
  
Para Oliveira (2001), o termo tecnologia normalmente está associado a materiais, ferramentas, técnicas e processos produtivos, quando, na verdade, em contexto econômico, a tecnologia se define a partir do conhecimento humano voltado para o aumento da capacidade produtiva. Para poder aplicar o conhecimento teórico à prática, é essencial que haja uma força laboral capacitada, inserida em um ambiente que fomente a criação e capacitação tecnológica. Esse objetivo pode ser alcançado por meio da relação entre pesquisa e desenvolvimento.  
Torres e Botelho (2018) mostram ainda que atualmente as relações formais entre empresas e universidade vêm se intensificando. As empresas, que externalizam o processo de P&D, buscam insumos tangíveis de fontes de conhecimento, encontrando nas universidades uma relação de cooperação que envolve a multiplicação de recursos da universidade e participação de pesquisadores em projetos industriais.  
   
A premissa do modelo é a existência de oportunidades comerciais conhecidas por cientistas e engenheiros e demais profissionais, sendo que os dois primeiros são importantes para o desenvolvimento de empresas de base tecnológica e os demais profissionais englobam o conjunto de fatores que aumentam as chances de uma estratégia de desenvolvimento econômico baseada em conhecimento. Nas interações do MHT, universidade, empresas e governos assumem o "papel do outro", mesmo mantendo seus papéis primários e suas identidades distintas. Ao estimularem o desenvolvimento de empresas a partir da pesquisa, as universidades assumem o papel da indústria (capitalização do conhecimento); por meio de joint ventures, as empresas desenvolvem treinamentos e compartilham conhecimento, aproximando-se das funções do meio acadêmico; já os governos agem como capitalistas públicos ao apoiarem diferentes interações, ao mesmo tempo que mantêm a atividade regulatória (TORRES; BOTELHO, 2018, p. 93). 
   
Como podemos ver, as empresas enxergam oportunidades de futuras parcerias comerciais dentro do conhecimento produzido na universidade. Dessa maneira, o conhecimento passa a ser, também, matéria-prima de produção. Trata-se de uma relação duplamente benéfica, pois a universidade, detentora do conhecimento, não possui o viés empresarial que lhe permita traçar estratégias de desenvolvimento econômico. As empresas, por outro lado, detentoras desse poder, não possuem base de pesquisa tecnológica para colocar em contexto de inovação. Logo, a inovação possui conexões diretas com o meio acadêmico e intelectual. Nesse sentido, os poderes acadêmicos e empresariais não se subjugam um ao outro, mas entram em uma relação benéfica para ambos os lados, pois o poder público regulamenta essa relação de modo que uma esfera não beneficie-se livremente da outra.  
  
Chamamos a atenção, por outro lado, para o fato de que essa não é, necessariamente, a realidade manifestada no Brasil. De acordo com Torres e Botelho (2018), em nosso cenário existem apenas pontos de interação entre universidade e iniciativa privada. Rapini, Oliveira e Silva Neto (2014) atribuem essa fraca relação a alguns pontos, como baixo conteúdo científico associados a um curto prazo solicitado para que se encontre soluções industriais. Por essa razão, as empresas refutam o investimento em P&D. Além disso, a dificuldade de comunicação entre empresa e universidade, e a realidade de um setor produtivo nacional pouco inovativo subsidiam a ausência de instrumentos adequados para o diálogo e associação entre universidade e empresas. A esse respeito, cabe destacar ainda que as grandes empresas contam com laboratórios próprios de P&D. A inovação, nesses contextos, é norteada pelos próprios interesses da organização, e dependerá diretamente dos investimentos associados à pesquisa e desenvolvimento.  
  
A inovação é a grande motivadora do desenvolvimento. Na visão de Oliveira (2001, p. 6):  
   
A forte influência das inovações tecnológicas no crescimento econômico não é direta, mas pela parcela não explicada pelo capital e pelo trabalho. É representada pela melhoria da qualidade das máquinas e equipamentos utilizados, elevando a produtividade da mão-de-obra empregada e o crescimento do produto e do emprego, por meio do retorno do investimento, assegurando os lucros, que estimulam a ação empresarial, a produção e a adoção de novas tecnologias. 
   
Dada a relevância da inovação tecnológica para as cadeias produtivas, a busca pela inovação é constante para as empresas que querem continuar a se desenvolver. Essa busca inclui,

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