INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE
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INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE


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Giovanna Bittencourt
INIBIDORES DA ACETILCOLINESTERASE (ANTICOLINESTERÁSICOS)
Inibidores da acetilcolinesterase bloqueiam as enzimas AChE e BuChE e intensificação da transmissão colinérgica nas sinapses colinérgicas autonômicas e na junção neuromuscular. Alguns passam a barreira hematoencefálica (p. ex., fisostigmina, organofosforados) e causam efeitos acentuados sobre o SNC. 
Os efeitos autonômicos incluem:
· Bradicardia;
· Hipotensão, mas também pode ter hipertensão. Mas às vezes, a bradicardia é tão grande que o débido cardíaco cai queda da pressão. 
· Excesso de secreções;
· Broncoconstrição;
· Hipermotilidade gastrointestinal; 
· No início, fasciculação, depois, aumento da força de contração, seguido de fadiga. 
O envenenamento por anticolinesterásicos pode resultar da exposição a inseticidas ou gases neurotóxicos (gás sarin). 
Particularidades da acetilcolinesterase: 
A enzima tem várias subunidades e os organofosforados ligam deforma covalente não consegue degradar a acetilcolina. Inibidores da acetilcolinesterase: edrônio, neostigmina, fisostigmina e isoflurofato. 
Fisostigmina consegue atravessar a BHE usada quando a pessoa tem pouca atividade colinesterásica no SNC exemplo: Alzheimer. 
Exemplo: Intoxicação por atropina, que consegue ultrapassar a BHE e é um antagonista muscarínico síndrome anticolinérgica central pessoa fica sedada ou até mesmo agitada, isso porque o SNC é muito mais complexo e possui muitas conexões interneuronais. A atropina pode estar também em alguns tipos de cogumelo mecanismo de defesa. Não adianta dar neostigmina, pois não chega lá (amina terciária), mas a fisostigmina consegue (amina quaternária).
Indicações:
 
Também tem, recentemente, o tratamento do Alzheimer. 
Pralidoxima consegue reativar a acetilcolinesterase utilizada quando predomina sintomas musculares utilizada no tratamento de intoxicação por organofosforados tem afinidade maior que a acetilcolinesterase do que a acetilcolina desloca o equilíbrio. 
Gráfico: colinesterase plasmática --> aplicação de organofosforado (gás sarin) atividade reduzida pralidoxima reativa a enzima (não 100, mas boa parte) 
Os anticolinesterásicos irreversíveis são compostos de fósforo pentavalente que contêm um grupo lábil, como o fluoreto (no diflos), ou um grupo orgânico (no paration e no ecotiopato). 
Esse grupo é liberado, deixando fosforilado o grupo hidroxila da serina da enzima. A maior parte desses compostos organofosforados foi desenvolvida para ser utilizada como arma química, na forma de gases tóxicos (tal como o gás sarin) e como pesticida.
A pralidoxima reativa a acetilcolinesterase por remover o grupo fosforil ligado ao grupo éster da proteína. Nesta reação tanto os organofosforados como a pralidoxima são mutuamente inativados. 
Edrofônio inibe a acetilcolinesterase e aumenta a acetilcolina, então o paciente com miastenia garvis tem que melhorar prova terapêutica na miastenia. Se a pessoa não melhorar com sua aplicação, ela provavelmente não tem miastenia gravis. 
Gráfico: olha como melhora a força muscular quando usa a neostigmina numa pessoa com miastenia. Depois de um tempo tomando neostigmina, a força muscular volta, mas depois, seu efeito diminui, pois os anticorpos continuam a ser produzidos. 
Malation (escabicida) e metrifonato (antihelmíntico) reduz o movimento dos parasitas.
A fisostigmina e o ecotiopato podem ser utilizados para o tratamento do glaucoma. Mas hoje, o mais utilizado é o beta bloqueador. 
A rivastigmina, galantamina, donepezila e tacrina são inibidores da acetilcolinesterase utilizados no tratamento da doença de Alzheimer. Estes fármacos são capazes de melhorar a cognição de pacientes com mal de Alzheimer, porém não retardam o desenvolvimento da doença.Todos conseguem ultrapassar a BHE. 
Os efeitos colaterais estão associados a estimulação de receptores nicotínicos e muscarínicos.
Giovanna Bittencourt 
· 
· Salivação.
· Lacrimejamento.
· Incontinência urinária
· Diarréia.
· Cólicas.
· Emese.
· Bradicardia.
· Broncoconstrição.
· Hipertensão/hipotensão (nicotínico)
· Convulsões (nicotínico e muscarínico)
Tratamento: Antagonistas muscarínicos (Atropina) e reativador da AchE (Pralidoxima, 2-PAM).