Estrongiloidíase
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Estrongiloidíase


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ESTRONGILOIDÍASE
AGENTE ETIOLÓGICO: Strongyloides stercoralis e Strongyloides fuelleborni (encontrada esporadicamente na África e na Nova Guiné)
HABITAT 
Parede do intestino, mergulhadas nas criptas da mucosa duodenal, principalmente nas glândulas de Lieberkuhn e na porção superior do jejuno. 
Nas formas graves, são encontradas da porção pilórica do estômago até o intestino grosso. 
TRANSMISSÃO
· Penetração na pele das larvas infectantes (filarioides)
· Oral com a ingestão de água ou alimentos contaminados com larvas infectantes
· Auto-infecção 
· Externa: larvas presentes em resíduos de fezes na região anal e perianal penetram no indivíduo pela mucosa retal
· Interna: ocorre no próprio intestino do indivíduo infectado, quando fatores intestinais propiciam a transformação das larvas e permitem a invasão direta da mucosa, e esse fator pode cronificar a doença em vários meses e anos
MORFOLOGIA
· Fêmea partenogenética parasito: corpo cilíndrico, com aspecto filiforme longo com extremidade anterior arredondada e posterior afilada. 
· Fêmea de vida livre (estercoral): aspecto fusiforme com extremidade anterior arredondada e posterior afilada. 
· Macho de vida livre: aspecto fusiforme, com extremidade anterior arredondada e posterior recurvada ventralmente. Tem duas pequenas espículas. 
· Ovos: são elípticos, de parede fina e transparente, praticamente idênticos aos ancilostomídeos. Podem ser observados nas fezes de indivíduos com diarreia grave ou após a utilização de laxantes. 
· Larvas rabditoides: as originárias das fêmeas parasitas são praticamente indistinguíveis das originadas das fêmeas de vida livre
· Larvas filarioides: porção anterior ligeiramente afilada e posterior afina-se gradualmente terminando em 2 pontas (=cauda entalhada)
CICLO BIOLÓGICO: monoxênico
Ciclo direto ou partenogenético: larvas rabditoides no solo ou próxima à região perinanal viram larvas filarioides infectantes L3 penetra na pele ou entra pela mucosa oral, esofágica ou gástrica secreção de metaloproteases que auxiliam na penetração e migração através dos tecidos coração, pulmão L4 atravessam a membrana alveolar faringe larvas expelidas por expectoração ou deglutidas. Se deglutidas intestino delgado fêmeas partenogenéticas deposição de ovos na mucosa intestinal maturação das larvas rabditoides luz intestinal fezes do paciente 
Ciclo indireto, sexuado ou de vida livre: larvas rabditoides produzem fêmeas ou machos de vida livre
PATOGENIA e SINTOMATOLOGIA
· Assintomática
· Cutânea: ocorre nos pontos de penetração das larvas infectantes. As lesões podem ser urticariformes, maculopapulares, serpiginosas ou linear pruriginosa migratória
· Pulmonar: 
· tosse com ou sem expectoração
· Febre 
· Dispneia
· Crises asmatiformes
· Síndrome de Loeffler (pneumonia eosinofílica, tosse seca, dispnéia, sibilos, desconforto retroesternal e febre baixa).
· Intestinal: 
· Enterite catarral (parasitos nas criptas glandulares) reversível
· Enterite edematosa (parasitos em todas as camadas) síndrome da má absorção intestinal reversível
· Enterite ulcerosa parasitos provocam intensa eosinofilia que com o tempo provocam rigidez da mucosa intestinal irreversível
· Disseminada: 
· Rins hematúria e proteinúria 
· Fígado obstruções que levam à elevação de bilirrubina e enzimas hepáticas 
· Vesícula biliar similar à colecistite 
· Coração líquido pericárdico
· Cérebro atinge o liquo
· Pode complicar para infecções bacterianas secundárias vômito, dirréia, pneumonia hemorrágica, broncopneumonia, insuficiência respiratória óbito. 
· Na forma crônica
Giovanna Bittencourt
· 
· Anemia 
· Eosinofilia 
· Sudorese
· Incontinência urinária
· Palpitações 
· Tontura
· Alterações ECG
· Irritabilidade
· Depressão
· Insônia
· Emagrecimento 
DIAGNÓSTICO
· Clínico: difícil (50% não há sintomas e quando há são comuns a outras helmintíases intestinais)
· Tríade diarreia, dor abdominal e urticária é bem sugestiva 
· Diagnóstico diferencial: ancilostomose, ascaridose, giardíase, pneumonia, uticária, colecistite, pancreatite e eosinofilia pulmonar tropical (EPT)
· Laboratorial
· Métodos diretos
· Exame de fezes (baermann-moraes ou rugai)
· Coprocultura métodos de Looss, brumpt, Harada e Mori e de cultura em placa de ágar desenvolvimento do ciclo indireto método demorado e tem risco de infecção durante a manipulação das larvas
· Endoscopia digestiva
· Biópsia e análise histopatológica
· Necropsia
· Esfregaços citológicos 
· Métodos indiretos
· Hemograma: eosinofilia
· Imagem: síndrome de loeffler na radiografia de tórax
· Método imunológicos: ELISA, western blot (WB)
· Biologia molecular: PCR
PROFILAXIA
· Lavagem adequada dos alimentos 
· Utilização de calçados
· Educação e engenharia sanitária 
· Tratar os doentes
TRATAMENTO 
· Tiabendazol: atua somente sobre as fêmeas partenogenéticas (eficácia >90%)
· Cambendazol: atua sobre fêmeas partenogenéticas e larvas (eficácia >90%)
· Albendazol: atua sobre fêmeas partenogenéticas e larvas (eficácia >90%)
· Ivermectina: bem mais tolerada por imunocomprometidos (eficácia >88%)
Ana
Ana fez um comentário
mt bom
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