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atividades auto reguladas - QUIMICA -01 1 bimestre 1 ano. (Gabarito)

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Gabriel Silva

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Prévia do material em texto

Química 
 
 Professor 
CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0011 
11ªª SSéérriiee || 11°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Matemática Ensino Médio 1° 1° 
Habilidades Associadas 
Estabelecer a diferença entre transformação química e transformação física, evidenciando a reversibilidade ou 
irreversibilidade desses fenômenos. 
Identificar as características dos materiais nos diferentes estados físicos. 
Compreender, representar e interpretar graficamente os processos de mudança de estado físico (temperatura X 
tempo) da água e outras substâncias. 
Interpretar graficamente a mudança de estado físico de uma substância pura e de misturas. 
Identificar pressão e temperatura como fatores importantes durante a mudança de estado físico de uma substância. 
Identificar ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade como propriedades dos materiais. 
Compreender os principais processos utilizados para a separação de misturas, isto é: filtração, decantação, 
destilação. 
Estabelecer diferença entre substância simples e substância composta. 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar 
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos vão aprender o que é Matéria e suas 
características. Na primeira parte deste caderno, os alunos conhecerão os conceitos 
envolvidos em Fenômenos Químicos e Físicos e, compreender como este assunto está 
relacionado a nossa vida. Na segunda, aprenderão a reconhecer os tipos de Substâncias 
Puras, seus Estados Físicos, e, saberão diferenciá-las de Misturas de Substâncias. Por 
fim, estudarão alguns Métodos de Separação de Misturas. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 5 ( cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
4 
 
 
 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 1: Mudamos?! .................................................................................. 
 Aula 2: Misturando as Ideias .................................................................... 
 Aula 3: Juntou? Agora, Vamos Separar?! ................................................. 
 Aula 4: Avaliação ...................................................................................... 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 Referências .............................................................................................. 
 
 
 
05 
05 
06 
07 
13 
21 
27 
31 
32 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos 
Átomos. Para atingir tal objetivo, trabalharemos inicialmente os conceitos 
fundamentais de Matéria, bem como suas características. 
 Nesse material que se encontra em suas mãos, procuramos selecionar algumas 
das habilidades mais importantes, e também, as mais abrangentes; possibilitando aos 
nossos alunos um suporte de conceitos que serão necessários nos próximos módulos. 
 Destacamos inicialmente a importância do estudo das Transformações da 
Matéria, assim como suas características físicas.Trabalhamos, em seguida, com os 
conceitos que envolvem as diferenças entre as Substâncias Puras e as Misturas de 
Substâncias e seus Métodos de Separação. 
 Por meio desses temas acreditamos que podemos desenvolver o senso crítico e 
prático em nossos alunos, envolvendo assim, uma relação direta entre o sujeito e o 
objeto de estudo, se utilizando desses conceitos que se solidificarão por meio de 
exemplos relacionados em nosso cotidiano. 
 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
Teleaulas 
Teleaula No 2 
Teleaula No 3 
Teleaula No 4 
Teleaula No 5 
Teleaula No 7 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
Teleaula No 11 
Teleaula No 20 
Teleaula No 27 
Teleaula No 40 
Teleaula No 50 
 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor. 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3. 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla. 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o. 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base. 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES. 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
 Caro aluno, nesta primeira aula, começaremos a estudar alguns conceitos 
básicos para o estudo da química, como o de matéria, e sua relação e transformações 
em nosso cotidiano. E, para que possamos compreender melhor tais conceitos, 
precisamos voltar um pouco no tempo... 
Desde o período da pré-história a manipulação da natureza para a 
sobrevivência do homem se dá através da transformação de materiais. A caça 
proporcionava a carne para alimentação e a pele para a vestimenta, mas para se caçar 
as ferramentas eram necessárias. Essas ferramentas eram oriundas principalmente de 
pedras lapidadas e ossos de animais. Além do desenvolvimento da linguagem e 
comunicação, o fogo foi uma das grandes descobertas deste período, com ele o 
“homem das cavernas” pôde cozinhar e se aquecer quando em tempos de frio. 
 
Disponível em: <http://www.pimentanoreino.com.br/dicas-para-churrasco/>. Acesso em: 17 jul. 2013. 
 Sabemos que o fogo é capaz de transformar os materiais, como a carne crua 
em cozida, com texturas e sabores diferentes. Percebemos então, que um material 
pode sofrer alterações em sua estrutura. Até os dias de hoje, o fogo tem sido utilizado 
com este intuito, transformar materiais como aquecer o leite, derreter barras de ferro 
e evaporar a água. 
 A matéria que nos rodeia se encontra sempre em mudanças, sofrendo várias 
transformações. Mas, o que seria essa tal de “matéria”? Matemática? Geografia? 
Química? 
 Não! A matéria a que estamos nos referindo aqui é tudo aquilo que possui 
massa e ocupa um lugar no espaço, um volume. A exemplo disso temos: os aparelhos 
de televisão, sua mochila, seu lápis, borracha e as panelas na cozinha de sua casa. 
 
Aula 1: Mudamos?! 
 
 
8 
Todos esses exemplos possuem massa e ocupam certo volume, um espaço e, por isso 
todos eles são considerados exemplos de matéria. 
 Aprendemos, até agora, que a matéria que nos rodeia se encontra em 
constante mudança, sofrendo inúmeras transformações. Por isso, começaremos a 
estudar um pouco mais sobre os tipos de transformações físicas e químicas. 
Transformações Químicas 
As Transformações Químicas ocorrem sempre em que há formação de novos 
materiais, novas substâncias, ou seja, a partir dos materiais 
iniciais formam-se outros materiais diferentes, cm 
propriedades diferentes das substâncias iniciais. A nossa 
respiração é um exemplo que ilustra bem este tipo de 
transformação. Ao inspirarmos, jogamos para dentro de 
nosso corpo o gás oxigênio (O2) e, ao expirarmos, jogamos 
para fora o gás carbônico (CO2). 
O amadurecimento das frutas, a queima de um palito 
de fósforo, o enferrujamento de um prego e a fotossíntese 
realizada pelas plantas são transformações que há alteração 
na estrutura interna da matéria, ou seja, há formação de novas substâncias, logo, são 
transformações químicas. 
 
Transformações Físicas. 
Nas Transformações Físicas não há alteração na 
composição da matéria, ou seja, são aquelas 
transformações que ocorrem sem que se formem novas 
substâncias. A composição da matéria ao final da 
transformação deve ser igual a inicial. 
O papel que se rasga, o vidro que se quebra, o gelo 
que derrete e a água que ferve são transformações em 
que não há alteração na composição da matéria no 
decorrer do processo de transformação. A substância que 
forma a matéria, inicialmente, é a mesma encontrada ao final de toda a 
transformação. 
Neste tipo de transformação, a matéria poderá estar apenas fracionada ou 
apenas alterou seu estado físico. Entenderemos um pouco mais sobre o que é estado 
físico e suas mudanças, logo a seguir. 
Disponível em: < 
http://www.tocadacotia.com/10/10-
habitos-humanos-intrigantes>. 
Acesso em: 17 jul. 2013. 
 
Disponível em: < 
http://ogatopretoebranco.net/post.
php?postid=pertodaponte>. Acesso 
em: 17 jul. 2013. 
 
 
9 
Estados Físicos da Matéria 
Os Estados Físicos da Matéria estão diretamente relacionados com o maior ou 
menor grau de agregação existente entre as pequenas partículas que compõem a 
matéria. Há muitas discussões sobre quantos estados da matéria existem, entretanto, 
mais comumente encontramos a matéria em somente três estados: sólido, líquido e 
gasoso. 
Os quadros a seguir mostram as características de cada estado físico. 
 
Disponível em: <http://quimicano1anoconego.blogspot.com.br/2010/05/estados-fisicos-da-materia.html>. Acesso em: 17 jul. 
2013. 
 
 Disponível em: < http://www.gsmfans.com.br/index.php?topic=78809.0>. Acesso em: 17 jul. 2013. 
 
Mudanças de Estado Físico da Matéria 
 Ao alterar a temperatura e/ou a pressão, podemos passar objetos de um 
estado físico para outro. O esquema adiante mostra o nome de cada processo de 
mudança de estado físico em função da temperatura e pressão. 
 
10 
 
Disponível em: <http://percorrendooscaminhosdaciencia.blogspot.com.br/p/quimica.html>. Acesso em: 17 jul. 2013. Adaptado 
para fins didáticos. 
Por meio desse esquema, precisamos deixar claro que o processo de 
Vaporização, em que há transformação do estado líquido para o gasoso, pode ocorrer 
de três maneiras distintas, são elas: 
 EEvvaappoorraaççããoo – é um processo lento e natural de transformação do estado 
líquido para o gasoso. O ato de deixar secar roupas no varal é um bom 
exemplo deste tipo de vaporização; 
 EEbbuulliiççããoo – é um processo rápido e forçado pelo homem de 
transformação de líquido para gasoso. Ferver água para um café, é um 
exemplo deste tipo de vaporização; estamos forçando, por meio de alta 
temperatura, a água passar de líquidopara o estado gasoso; 
 CCaalleeffaaççããoo – é um processo instantâneo que ocorre quando um certo 
líquido é colocado bruscamente em contato com uma superfície 
metálica muito quente. 
Pontos de Fusão e Ebulição 
O ponto de fusão (PF) ou temperatura de fusão (TF) é a temperatura em que 
uma substância no estado sólido passa para o estado líquido. Nessa temperatura a 
substância sólida se encontra em equilíbrio com a substância líquida, originada pela 
fusão. De uma forma geral, podemos afirmar que essa temperatura de fusão será a 
mesma quando estamos em processo de solidificação. 
Para uma substância pura, os processos de fusão ou de solidificação ocorrem a 
uma mesma temperatura, se mantendo constante durante todo o processo, 
coexistindo, assim, durante a fusão, tanto o estado sólido quanto o líquido. O mesmo 
ocorre nos processos de vaporização e condensação. 
 
11 
O gelo (água no estado sólido), 
por exemplo, começa a fundir-se 
(derreter-se) a zero graus Celsius (0ºC), e 
ao término da fusão toda a água 
formada ainda encontra-se a zero grau 
Celsius, e então, após todo o 
derretimento, sua temperatura eleva-se. 
Logo, podemos afirmar que o ponto de 
fusão para água é de 0ºC. 
O ponto de ebulição (PE) ou 
temperatura de ebulição (PE) é 
a temperatura em que a substância no 
estado líquido passa para o gasoso. Esta 
temperatura é a mesma quando a 
substância se condensa. É a temperatura na qual a substância líquida está em 
equilíbrio com a substância no estado gasoso que se oriunda dela por ebulição. 
A água líquida começa a ebulir a 100ºC. Ao término da ebulição todo vapor 
formado ainda encontra-se a 100ºC, entretanto, após a ebulição, sua temperatura 
aumenta. Assim, podemos afirmar que o ponto de ebulição da água é de 100ºC. 
Por fim, podemos afirmar que ao alterar o estado físico da matéria, as 
características microscópicas (arranjo das partículas) e macroscópicas (volume, forma) 
também se modificam, mas sua composição continua a mesma. 
 
 
 
1. (Saerjinho – 2012) A tabela abaixo mostra os pontos de fusão e ebulição de duas 
substâncias a 1 atm. 
 
Substância Ponto de fusão (0C) Ponto de ebulição (0C) 
Álcool etílico -117 78 
Éter -116 34 
 
De acordo com esses dados, à temperatura de 500C, 
A) álcool e éter encontram-se na fase gasosa. 
B) álcool e éter encontram-se na fase líquida. 
C) o álcool encontra-se na fase gasosa e o éter na fase líquida. 
D) o álcool encontra-se na fase líquida e o éter na fase gasosa. 
E) o álcool encontra-se na fase sólida e o éter na fase gasosa. 
 
Atividades Comentadas 
Atividade 1 
Disponível em: < 
http://mundoqualidade.blogspot.com.br/2010/08/falando-
sobre-grandezas-fisicas.html 
>. Acesso em: 17 jul. 2013. 
 
 
12 
Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do 
Aluno. A resolução se encontra a seguir. 
 
Vamos responder juntos?! 
 
 Precisamos lembrar que a qualquer temperatura antes do ponto do fusão a 
substância se encontra sólido, e que em uma temperatura entre o ponto de fusão e 
ebulição a substância estaria no estado líquido, já com uma temperatura maior que o 
ponto de ebulição teremos uma substância no estado gasoso. Neste item, estamos 
trabalhando com a temperatura a 500C, esta temperatura entre os pontos de fusão e 
ebulição do álcool etílico, logo, essa substância se encontra na fase líquida; para o éter 
esta temperatura está acima do ponto de ebulição, por isso encontramos esta 
substância no estado gasoso. Logo, a resposta correta será a letra D. 
 
2. Para ser uma potência mundial uma nação deve possuir tecnologia, ou seja, esta 
nação deve estar a frente das outras em várias áreas do conhecimento. Uma área de 
conhecimento muito importante é a das ciências. Quando transformamos matérias, ou 
seja, quando reagimos materiais diferentes para obtermos outras substâncias estamos 
observando um tipo de fenômeno. 
Esse fenômeno recebe o nome de: 
A) Fenômeno químico 
B) Fenômeno físico 
C) Fenômeno meteorológico 
D) Fenômeno biológico 
 
 Este item envolve os diferentes tipos de Fenômenos. Destaque para a frase do 
enunciado: “quando reagimos materiais diferentes para obtermos outras 
substâncias”. Nela podemos perceber que quando uma matéria se transforma em 
outra de composição diferente, teremos um fenômeno do tipo químico. 
GABARITO: A 
 
3. (UFSC) Indique na relação abaixo os fenômenos físicos (F) e os fenômenos químicos 
(Q). 
a - ( ) Queima da gasolina nos motores dos carros. 
b - ( ) Digestão dos alimentos ingeridos. 
c - ( ) Formação de ferrugem. 
d - ( ) Quebra de um objeto. 
e -( ) Enfiar um prego na madeira. 
f - ( ) Derretimento de um iceberg. 
 
Professor, ao compararmos a composição da matéria antes e depois da 
ocorrência do fenômeno podemos perceber e entender que tipo de transformação 
está ocorrendo. 
 GABARITO: a) Q 
b) Q 
c) Q 
 
13 
d) F 
e) F 
f) F 
 
4. (Saerjnho - 2012) Os diversos tipos de materiais com os quais lidamos no dia a dia 
mudam de estado físico dependendo da temperatura a que forem submetidos. Os 
processos de mudança de estado que absorvem energia são 
A) ebulição e liquefação. 
B) fusão e sublimação. 
C) liquefação e solidificação. 
D) solidificação e fusão. 
E) sublimação e solidificação. 
 
Para este item, professor, recorra ao esquema de mudanças de estado físico, 
que possui no Caderno do Aluno. Nele percebemos que as mudanças de estado em 
que há necessidade de aumentar a temperatura para que ocorram são fusão, 
vaporização e sublimação. 
GABARITO: B 
 
 
5. (MACKENZIE-SP) Dos três estados de uma substância, a que possui menor energia 
cinética é o estado ________, cuja característica é apresentar ________. Os termos 
que preenchem corretamente as lacunas são. 
A) sólida - forma e volume variáveis. 
B) líquida - forma própria e volume variável. 
C) gasosa - forma variável e volume próprio. 
D) líquida - forma e volume variáveis. 
E) sólida - forma, e volume próprios. 
 
Esse item trabalha com as características de cada estado físico. No Caderno 
do Aluno há um quadro comparativo entre os estados físicos. O estado em que há 
menor energia cinética entre suas partículas é o sólido, pois se encontram 
extremamente organizadas e por isso possui forma e volume próprio. 
GABARITO: E 
 
 
 
 
 Agora que já estudamos o conceito de matéria, bem como suas 
transformações, iniciaremos nesta aula o estudo das Substâncias e suas misturas. E, 
para começar, precisamos deixar claro o conceito de substância, ele se encontra logo 
abaixo. 
 
Aula 2: Misturando as Ideias 
 
 
14 
Substância é a espécie de matéria que forma cada um dos objetos. 
 
A menor parte de uma única substância é o átomo, é ele a base de toda e 
qualquer matéria. De uma forma geral, esses átomos se reúnem formando moléculas, 
que se reúnem formando as substâncias. Ou seja, todas as substâncias que nos 
rodeiam são formadas por um conjunto de moléculas, que são formadas pera reunião 
de átomos. A imagem a seguir ilustra bem esta sequência de raciocínio. 
 
Disponível em: <http://www.aulas-fisica-quimica.com/8q_10.html>. Acesso em: 18 jul. 2013. Adaptado segundo o Novo Acordo 
Ortográfico. 
Em toda a natureza existem inúmeras substâncias, e por isso há a necessidade 
de classificá-las. As substâncias podem ser classificadas de acordo com sua 
composição, segundo as moléculas que a compõem, assim temos as substâncias do 
tipo pura e as do tipo impuras ou misturas. 
As SSuubbssttâânncciiaass PPuurraass são aquelas formadas por um único tipo de molécula, ou 
seja, todas as moléculas desse tipo de substância deverão ser idênticas.Já as MMiissttuurraass 
ou SSuubbssttâânncciiaass IImmppuurraass possuem mais de uma variedade de moléculas, nelas, há mais 
de um tipo de molécula em sua composição. 
Vamos analisar esses tipos de substâncias na imagem a seguir. 
 
Disponível em: < http://hilariomoura.wordpress.com/aulas/quimica-geral-e-inorganica/propriedades-da-materia/>. Acesso em: 18 
jul. 2013. 
 
15 
Ao analisarmos cada quadro acima, podemos perceber que nem todas as 
substâncias são Sustâncias Puras. Você concorda? Então vamos analisar... Podemos 
perceber que as substâncias ilustradas nos quadros A e D são formadas, cada um, por 
um único tipo de molécula, logo poderemos classificá-las de Substâncias Puras. Já os 
quadros B e C, apresentam mais de um tipo de molécula. No quadro B encontramos 
uma molécula com um átomo maior caracterizado pela cor vermelha e outros dois 
menores de coloração cinza e, uma outra moléculas formada por dois átomos maiores 
de cor vermelha e dois átomos menores de cor cinza. No quadro C, temos moléculas 
com um átomo representado pela cor amarela junto de outros dois átomos de cor 
cinza e, uma outra molécula formada por um átomo de cor preta junto de outros 
quatro átomos menores de cor cinza Por isso podemos dizer, então, que as substância 
nos quadros B e C são denominadas Substâncias Impuras ou Misturas de Substâncias 
Cada um desses tipo de substâncias possuem suas próprias classificações. 
Vamos estudá-las? 
 
Substâncias Puras 
Só para lembrar, as substâncias puras são formadas por unidades químicas 
iguais, sendo átomos ou moléculas, e podem ser classificadas com simples ou 
compostas. 
As SSuubbssttâânncciiaass PPuurraass SSiimmpplleess são aquelas formadas por um único tipo de 
elemento. Vejamos a figura a seguir. 
 
Na figura acima verificamos que o gás hidrogênio de fórmula H2, é formado 
apenas pelo elemento H (hidrogênio) e, o gás ozônio é formado apenas pelo elemento 
O (oxigênio). 
As SSuubbssttâânncciiaass PPuurraass CCoommppoossttaass são aquelas formadas por mais de um 
elemento em sua composição. Vejamos a figura a seguir. 
 
16 
 
Nessa figura, água é formada pelos elementos H (hidrogênio) e O (oxigênio), e, 
o ácido clorídrico por H (hidrogênio) e Cl (cloro). Os dois exemplos possuem mais de 
um elemento em sua composição. 
 
Misturas 
 Ao reunir duas ou mais substâncias puras, sem que haja qualquer tipo de 
reação entre elas, formaremos uma mistura. 
 Uma mistura entre água e uma colher de chá de açúcar (Mistura A), não é 
possível distinguir os componentes, pois a pequena quantidade de açúcar se dissolve 
completamente na água. E por isso, classificamos esse tipo de mistura como 
HHoommooggêênneeaa. 
 As misturas homogêneas apresentam uma única fase, ou seja, possui somente 
um aspecto visual não podendo ser observado a olho nú a existência de mais de uma 
substância. A mistura A, da imagem a seguir, é um bom exemplo desse tipo de mistura. 
 
Disponível em: <http://www.sempretops.com/estudo/misturas-homogeneas-e-heterogeneas/>. Acesso em: 19 jul. 2013. 
Adaptado para fins didáticos. 
 
17 
 Nessa imagem acima, encontramos também a mistura B, que composto por 
água e óleo. Nela, podemos perceber que há mais de um aspecto visual, ou seja, mais 
de uma fase. A fase da água e a fase do óleo. Por isso, denominamos esse tipo de 
mistura como sendo HHeetteerrooggêênneeaa. 
 
Não confunda mistura com combinação de substâncias. Ao juntar, por 
exemplo, ácido clorídrico ao magnésio, o resultado dessa reunião será 
cloreto de magnésio e hidrogênio, que se desprende. Ou seja, o resultado 
não é uma mistura homogênea, mas uma substância que antes não 
existia. Nesse caso, então, não teremos uma mistura de substâncias, mas 
uma combinação entre elas, uma reação química. 
 
Graficando... 
É possível diferenciar uma mistura de uma substância pura observando suas 
propriedades específicas, como densidade, ponto de fusão e o ponto de ebulição. 
Como estudamos anteriormente, o ponto de fusão é a temperatura em que 
uma substância passa do estado sólido passa o estado líquido, e o ponto de ebulição é 
a temperatura em que uma substância líquida passa para o estado gasoso, à 
determinada pressão. Nesse contexto, a densidade é que será o novo conceito que 
aprenderemos agora! 
A densidade é uma propriedade específica de cada material, assim como o 
ponto de fusão e ebulição, que serve para identificar uma substância. Essa grandeza 
pode ser enunciada pela relação entre a massa e a volume de um certo material, 
sendo sua fórmula matemática igual a 
 
Podemos compreender melhor este conceito quando jogamos em uma piscina 
uma bola e uma pedra. Percebemos que a bola bóia sobre a água e a pedra afunda, 
isto quer dizer que a bola tem valor de densidade menor que a da água, por isso flutua 
nela e, a pedra é mais densa que a água e por isso vai para o fundo. 
Agora que já entendemos que cada material (substância) possui seu valor 
específico de densidade, ponto de fusão e ebulição; podemos então analisar alguns 
gráficos, de substâncias puras que mostram o quão constante são os valores de 
AATTEENNÇÇÃÃOO!! 
 
18 
temperatura de fusão e ebulição em processos de mudança de estado físico e 
também, como ficam essas temperaturas em uma mistura de substâncias. 
Em geral, as curvas de aquecimento nos mostram as mudanças de estado físico 
em função da variação de temperatura e tempo, de um certo objeto de análise. 
Vejamos as curvas a seguir. 
 
Disponível em: <http://nav-ead.zip.net/arch2011-03-13_2011-03-19.html>. Acesso em: 19 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: <http://nav-ead.zip.net/arch2011-03-13_2011-03-19.html>. Acesso em: 19 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
Perceba que a curva de aquecimento de uma substância pura possui os pontos 
de fusão e ebulição bem definidos, ou seja, constantes, durante a fusão e ebulição suas 
temperaturas não variam com o tempo. Já as curvas de aquecimento de misturas de 
substância, encontraremos, pelos menos, um dos pontos de fusão ou ebulição 
variando. 
 
 
 
 
19 
 
 
1. (Saerjinho – 2012) O gráfico abaixo mostra o comportamento de uma amostra de 
substância ao ser submetida a aquecimento. 
 
 
 
De acordo com esse gráfico, constata-se que essa amostra : 
 
A) apresenta o mesmo estado físico durante o aquecimento. 
B) contém uma mistura de substâncias. 
C) é formada por uma substância pura. 
D) muda de estado físico no intervalo de 30 a 45 minutos. 
E) sofre fusão a -150C. 
 
Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do 
Aluno. A resolução se encontra a seguir. 
 
Vamos responder juntos?! 
 
Neste item, precisamos lembrar dos gráficos e que tipos de dados neles se 
encontram. Avaliaremos cada uma das opções. 
A) apresenta o mesmo estado físico durante o aquecimento – Já sabemos que durante 
o aquecimento as substâncias mudam seu estado físico, logo, esta não é a opção 
correta. 
B) contém uma mistura de substâncias – Nos gráficos de misturas, já estudados nesta 
aula, pudemos averiguar que possuem, pelo menos, um patamar que não é constante. 
No gráfico desta opção os patamares de fusão e ebulição são cantantes, logo, esta 
também não é a opção correta. 
 
 Atividades Comentadas 
 
 
20 
CC)) éé ffoorrmmaaddaa ppoorr uummaa ssuubbssttâânncciiaa ppuurraa –– OOss ggrrááffiiccooss ddee ssuubbssttâânncciiaass ppuurraass ppoossssuueemm 
ppaattaammaarreess ddee tteemmppeerraattuurraass ddee ffuussããoo ee eebbuulliiççããoo ccoonnssttaanntteess,, llooggoo,, eessttaa éé aa ooppççããoo 
ccoorrrreettaa.. 
D) muda de estadofísico no intervalo de 30 a 45 minutos – Neste intervalo temos a 
substância somente no estado líquido. 
E) sofre fusão a -150C – Esta é temperatura em que a substância analisada se encontra 
no início do processo de mudança de estado em função da temperatura. A temperatura 
de fusão é de 50C. 
 
2. (Saerjinho – 2012) Para identificar uma substância, os químicos recorrem a uma 
série de experimentos a fim de determinar suas propriedades, pois sabem que cada 
composto, sob certas condições, apresentam características específicas e constantes. 
As propriedades que permitem fazer a identificação de substâncias são 
A) a compressibilidade, o volume e a solubilidade. 
B) a cor, a espessura e o comprimento. 
C) a densidade, as temperaturas de fusão e ebulição. 
D) o espaço ocupado, a massa e o peso. 
E) o estado físico, o sabor e o cheiro. 
 
Para resolução deste item precisamos pensar sobre as propriedades que 
definem as características de uma substância que são densidade e, seus pontos de 
fusão e ebulição. 
GABARITO: C 
 
 
3. (Saerjinho – 2013) As substâncias puras são aquelas que apresentam um material 
único. Isento de outros materiais e que tem constantes bem definidas. 
São exemplos de substâncias compostas 
A) He, Ne, Ar, Kr, Xe. 
B) S8, Cl2. 
C) F2, Cl2, Br2, I2. 
D) O3, N2. 
E) H2O, H2S, H2Se. 
 
 O item pede que assinale a opção em que há substâncias compostas, sendo 
aquelas que, de uma forma geral, possuem mais de um tipo de elemento químico em 
sua fórmula. 
GABARITO: E 
 
4. São dadas as seguintes características de um sistema: 
 
I) É formado por um só tipo de átomos. 
II) Apresenta pontos de fusão e de ebulição constantes; 
III) É unifásico, incolor e inodoro; 
IV) Apresenta um único tipo de partícula. 
 
São critérios que definem uma substância pura: 
 
21 
A) I e II 
B) II e IV 
C) I, II e IV 
D) II,III e IV 
E) I e IV 
 
Este item pede a análise de cada proposição, segundo as características de um 
sistema formado por uma substância do tipo pura, vamos a elas: 
I) É formado por um só tipo de átomos → Uma substância pura pode conter 
estruturas com mais de um tipo de átomo. 
II) Apresenta pontos de fusão e de ebulição constantes; → Certo! Uma substância 
pura possui pontos de fusão e ebulição constantes. 
III) É unifásico, incolor e inodoro; → Não podemos afirmar que uma substância deve 
ser incolor e/ou inodora. 
IV) Apresenta um único tipo de partícula. → Certo! Em uma substância pura só 
encontramos um único tipo de partícula. 
GABARITO: B 
 
5. (UFAL) A maioria dos materiais não é nem elementos puros nem compostos puros; 
são misturas de substâncias mais simples. Por exemplo, um medicamento, tal como 
xarope expectorante, é uma mistura de vários ingredientes formulados para conseguir 
um efeito biológico. Um sistema constituído por açúcar dissolvido em água, limalha de 
ferro, vapor d’água e nitrogênio gasoso pode ser classificado como: 
A) sistema heterogêneo com 4 fases e 3 componentes. 
B) sistema homogêneo com 4 fases e 4 componentes. 
C) sistema heterogêneo com 3 fases e 3 componentes. 
D) sistema homogêneo com 3 fases e 4 componentes. 
E) sistema heterogêneo com 3 fases e 4 componentes. 
 
Para o sistema pedido neste item temos, água que forma uma fase quando 
dissolve o açúcar, uma outra fase constituída por limalha de ferro e, uma última 
formada pela água e nitrogênio no estado gasoso. Logo é constituída por 3 fases. 
Entretanto, é constituída por 4 componentes, a água, limalha de ferro, nitrogênio 
gasoso e o açúcar. 
GABARITO: E 
 
 
 
 
Até o momento, estudamos o comportamento de uma substância sob efeito de 
uma dada temperatura e sua composição. Mas, é muito difícil encontrar substâncias 
puras livres na natureza, os materiais encontrados na natureza, em sua maioria, são 
constituídos por misturas de substâncias puras. Em geral, essas susbtâncias puras são 
 
Aula 3: Juntou? Agora, Vamos Separar?! 
 
 
22 
produzidas em laboratório, por processos de fracionamento de misturas ou métodos 
de purificação. 
Existem vários métodos de separação de misturas, que vão desde a “catação” 
até complicada “destilação fracionada”, ou seja, desde separar feijões bons dos ruins 
para uma boa feijoada, até uma complicada separação dos componentes do petróleo 
em gasolina e querosene, por exemplos. 
Vamos aprender os principais processos de separação de misturas, a filtração, 
decantação e destilação. 
 
Filtração 
Esse método de separação de misturas é utilizado para realizar a separação de 
líquido em uma mistura entre sólido e líquido ou sólido e gasoso. O filtro de papel, 
aqueles usados para preparar o café, funciona como uma peneira onde o líquido passa 
por esse filtro, acumulando a fase sólida dentro do filtro. 
Preparar o café e utilizar o aspiradr de pó para limpar a casa são bons exemplos 
de filtração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Decantação 
Esse método de separação de misturas é utilizado para realizar a separação de 
um componente sólido e outro líquido, ou dois líquido imiscíveis. Nesse método deixa-
se a mistura em repouso e o componente mais denso irá para o fundo do recipiente. 
Disponível em: < 
http://guia.folha.uol.com.br/guloseimas/1094497-gosta-
de-cafe-conheca-as-melhores-cafeterias-de-sp.shtml>. 
Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
Disponível em: < 
http://www.portaldoeletrodomestico.com.br
/blog/como-escolher-o-aspirador-de-po-
portatil>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
23 
A imagem a seguir demonstra o resultado desse processo de separação. 
 
Disponível em: < http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/30615718/Grupo%201,%20turno%201>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
 Para acelerar a decantação da fase mais densa de uma mistura 
heterogênea constituída de um componente sólido e outro líquido, podemos 
submeter a mistura a um movimento de rotação intenso de tal forma que o 
componente mais denso se deposite no fundo do recipiente. A manteiga é separada 
do leite e o sangue de seus componentes por esse método de separação que 
denominamos cceennttrriiffuuggaaççããoo. 
Destilação 
Esse método de separação de misturas é uma das técnicas mais importantes 
para purificação de líquidos. Aqui, veremos a separação de misturas formadas entre 
sólidos e líquidos por destilação simples e, misturas entre líquidos miscíveis por 
destilação fracionada. 
A destilação simples é uma técnica rápida em que a solução é aquecida, até a 
ebulição, em um balão de destilação, e o vapor ao passar pelo condensador, condensa-
se e cai em outro recipiente vazio. 
A figura a seguir exemplifica este tipo de destilação por meio da separação de 
uma solução formada por agua e sal. 
 
 
24 
 
 Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
O método de separação por destilação fracionada é uma técnica que separa 
uma solução entre líquidos por meio do aquecimento e condensação dos vapores. 
Baseia-se nos diferentes pontos de ebulição dos componentes da mistura. A técnica e 
a aparelhagem utilizada na destilação fracionada é a mesma utilizada na destilação 
simples. O termômetro tem fundamental importância na aparelhagem, por meio dele 
podemos saber o término da destilação do líquido de menor ponto de ebulição. 
 
 
Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/destilacao-fracionada.html>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
 
1. (Saerjinho – 2012) Silvana brincava com uma pulseira de bijuteria quando ela 
arrebentou e parte de suas contas coloridas caiu sobre um copo de suco e outra se 
espalhou pela mesa. A menina, então, coletou cada conta entre os outros objetos da 
mesa e, com a ajuda de um tecido, retirou as que caíram no copo. 
 
 Atividades Comentadas 
 
 
25Os processos de separação de misturas utilizados por Silvana foram 
A) catação e filtração. 
B) centrifugação e peneiração. 
C) destilação e catação. 
D) filtração e decantação. 
E) levigação e evaporação. 
 
Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do 
Aluno. A resolução se encontra a seguir. 
 
 Vamos responder juntos?! 
 
Para que possamos resolver este item precisamos analisar cada frase do 
enunciado. Analisaremos cada parte da situação apresentada após as contas se 
espalharem. 
1º - “A menina, então, coletou cada conta entre os outros objetos da mesa” – 
Percebemos que Silvana pegou cada conta, ou seja, ela manualmente pegou cada 
conta entre os objetos da mesa. Separando as contas dos outros objetos. Logo, temos 
um processo de separação manual entre sólidos, bem como fazemos com feijões, 
mencionado logo no início desta aula, por esses fatos entendemos que este é o 
processo de catação. 
2º - “com a ajuda de um tecido, retirou as que caíram no copo.” – o tecido foi utilizado 
para separar as contas (estado sólido) do suco (estado líquido), fazendo o mesmo papel 
de um filtro. Logo, o processo aqui utilizado é o de filtração. 
 A resposta correta, então, é a letra A. 
 
2. Quando chega às refinarias, o petróleo passa por processo que resulta na separação 
de seus diversos hidrocarbonetos, como gasolina, querosene e óleo diesel. Assinale a 
alternativa que apresenta o nome do processo utilizado nas refinarias. 
A) Flotação. 
B) Filtração. 
C) Destilação fracionada. 
D) Extração por solvente. 
E) Extração com água. 
 
 Professor, o método utilizado para separar os componentes do petróleo é a 
destilação fracionada. 
GABARITO: C 
 
3. (UFMT) Para a separação de misturas homogêneas líquido com líquido, usamos o 
processo de 
A) evaporação. 
B) decantação. 
C) destilação fracionada. 
D) filtração. 
E) sublimação. 
 
 
26 
 Para separar misturas entre líquidos miscíveis utilizamos o método de 
separação destilação do tipo fracionada. 
GABARITO: C 
 
4. (USF-SP) A centrifugação é um processo que acelera a separação dos componentes 
do sistema 
A) heterogêneo sólido + sólido. 
B) homogêneo líquido + líquido. 
C) heterogêneo sólido + gás. 
D) homogêneo líquido + gás. 
E) heterogêneo sólido + líquido. 
 
A centrifugação é um processo que acelera a decantação, separando misturas 
heterogêneas entre sólidos e líquidos. 
GABARITO: E 
 
5. (FUVEST-SP) A melhor maneira de separar os três componentes de uma mistura de 
areia com solução aquosa de sal é 
A) filtrar e destilar. 
B) destilar e filtrar. 
C) decantar e filtrar. 
D) filtrar e decantar. 
E) destilar e decantar. 
 
Inicialmente utilizamos a filtração para separarmos a areia da água com sal. E, 
após utiliza-se a destilação simples para separa a água do sal. 
GABARITO: A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
 Caro, Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, pode-se utilizar 
a seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 4: Avaliação 
 
 
28 
1. (Saerjinho – 2013) A imagem abaixo representa um processo utilizado para separar 
os componentes de uma mistura homogênea, constituídos de um sólido e um líquido. 
 
 
Disponível em: <http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/>. Acesso em: 22 set. 2012. 
Esse processo é denominado 
A) cristalização. 
B) decantação. 
C) destilação. 
D) dissolução. 
E) filtração. 
 
Professor, utilize o Caderno do Aluno na Aula 3 para comparar as imagens 
desta avaliação e do próprio material do aluno. Logo, você perceberá que esta 
aparelhagem é utilizada para separar misturas através de uma destilação simples. 
GABARITO: C 
 
2. Analise as afirmativas abaixo. 
 
I. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias simples. 
II. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias compostas. 
III - É possível separar os componentes de uma mistura de líquidos de pontos de 
ebulição diferentes, por destilação fracionada. 
IV - É possível separar os componentes de uma mistura gasosa por decantação. 
 
Sobre essas afirmativas, assinale a alternativa correta. 
A) I é verdadeira; II., III e IV são falsas. 
B) III é verdadeira; I, II e IV são falsas. 
C) I e III são verdadeiras; II e IV são falsas. 
D) I, III e IV são verdadeiras; II é falsa. 
 
 
29 
Vamos analisar cada item. 
I. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias simples. → Errado! Para 
que sejam considerados uma substância simples todos os compostos deveriam 
possuir apenas um único tipo de elemento em sua composição. 
II. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias compostas. → Errado! Para 
sejam considerados uma substância composta todos os compostos deveriam possuir 
mais de um tipo de elemento em sua composição. 
III - É possível separar os componentes de uma mistura de líquidos de pontos de 
ebulição diferentes, por destilação fracionada. → Correto! A destilação fracionada é 
o método utilizado para separar uma mistura entre líquidos de pontos de ebulição 
diferentes. 
IV - É possível separar os componentes de uma mistura gasosa por decantação. → 
Errado! A decantação é utilizada para separar mistura sólido-líquido. 
GABARITO: B 
 
3. Classifique as misturas abaixo em Homogêneas e Heterogêneas. 
 
a) água e sal de cozinha - __________________________________________________ 
b) água e serragem - _____________________________________________________ 
c) água e álcool - _________________________________________________________ 
d) água, açúcar e areia - ___________________________________________________ 
e) água, sal, óleo e areia - _________________________________________________ 
 
GABARITO: a) homogênea. A mistura possui apenas uma única fase. 
 b) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase. 
 c) homogênea. A mistura possui apenas uma única fase. 
 d) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase. 
 e) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase. 
 
4. (UESPI) “Era uma triste imagem: um carro velho queimando gasolina (1) e poluindo 
o ambiente. A lataria toda amassada (2) e enferrujada (3). A água do radiador fervendo 
(4). Para tristeza de João, o dono do carro, estava na hora de aposentar aquela lata-
velha a que ele tanto tinha afeição.” 
Observa-se neste pequeno texto que (1), (2), (3) e (4), são respectivamente fenômenos 
A) químico, físico, físico e físico. 
B) químico, físico, químico e físico. 
C) físico, químico, químico e físico. 
D) físico, químico, físico e químico. 
E) físico, químico, químico e químico. 
 
Professor, vamos analisar a frase desta questão, parando a cada momento que 
aparece um número para que se possamos fazer uma análise sobre o tipo de 
fenômeno ocorrido. 
“... um carro velho queimando gasolina (1)” → A combustão é um processo 
reacional, logo, esse é um fenômenos do tipo químico. 
 
30 
 “... A lataria toda amassada (2)...” → Ao amassar a lataria temos apenas uma 
modificação na estrutura física do material, logo, este caso é considerado um 
fenômeno do tipo físico. 
 “... e enferrujada (3).” → Enferrujar é um processo de oxidação, logo, um processo 
reacional, o que caracteriza um fenômeno do tipo químico. 
 “...A água do radiador fervendo (4)...” → Aoferver a água, ela somente passará do 
estado líquido ao gasoso sem sofrer alteração em sua composição, assim, temos um 
fenômeno físico. 
GABARITO: B 
 
5. A figura adiante mostra o esquema de um processo usado para a obtenção de água 
potável a partir de água salobra (que contém alta concentração de sais). Este 
"aparelho" improvisado é usado em regiões desérticas da Austrália. 
 
 
 
a) Que mudanças de estado ocorrem com a água, dentro do "aparelho"? 
 
b) Onde, dentro do "aparelho", ocorrem estas mudanças? 
 
c) Qual destas mudanças absorve energia e de onde esta energia provém? 
 
Caro Professor, acreditamos que este é o item com maior grau de dificuldade pois 
envolve análise da imagem e sua relação com os conceitos estudados. 
GABARITO: a) Evaporação e liquefação. 
 b) A evaporação na superfície da água salobra e a liquefação na 
superfície do plástico. 
 c) A evaporação, que absorve energia do Sol. 
 
 
 
 
31 
 
 
Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema central abordado 
será o Método de Separação de Misturas utilizadas nas Estações de Tratamento de 
Água, esperamos que o aluno realize esta atividade em casa, e escrita em folha de 
papel almaço, o que evitamos o simples recorta e cola de sites da internet. Esse 
trabalho pode ser realizado de forma individual ou grupo e, deve ser entregue ao 
professor em data pré-estabelecida por você ou pela Unidade Escolar. 
A seguir, o texto encontrado no Caderno do Aluno para orientação da pesquisa. 
 
Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 1° 
bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida. Então, 
vamos lá? 
Neste caderno de atividades, estudamos sobre alguns métodos de separação 
de misturas e, são sobre estes processos que nos aprofundaremos nesta pesquisa. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Estação de Tratamento de Água ou também abreviado como ETA é um local em que 
realiza a purificação da água captada de alguma fonte para torná-la própria para o 
consumo e assim utilizá-la para abastecer uma determinada população. A captação 
da água bruta é feita em rios ou represas3 que possam suprir a demanda por água da 
população e das indústrias abastecidas levando em conta o ritmo de crescimento. 
Antes que vá para o sistema de distribuição de água através de adutoras, passa por 
um processo de tratamento com várias etapas. 
 
Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_de_tratamento_de_%C3%A1gua>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
A água que chega em nossas casas passa por um sistema de tratamento que 
nada mais é que processos de separação de misturas. Faça um esquema de uma ETA e, 
indique e explique cada um dos processos de tratamento que a água passa até chegar 
nas torneiras de nossas casas. 
 
ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos 
livros e sites nos quais foram utilizados. 
 
 
 
 
 
Pesquisa 
 
 
32 
 
 
[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas 
Transformações, vol.1, 3ª edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006. 
[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química: vol. único. 4ª.ed. São Paulo: Moderna, 
2005. 
[3] KOTZ, John C.; TREICHEL JUNIOR, Paul M. Química Geral e Reações Químicas. vol. 1, 
5ª. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005. 
[4] PERUZZO. F.M.; CANTO. E.L., Química na abordagem do cotidiano, vol. único, 4ª 
edição, ed moderna. São Paulo, 2006. 
[5] SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos (coord.), Química & Sociedade, vol. único. São 
Paulo: Nova Geração, 2005. 
[6] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 
2006. 
 
 
Referências 
 
 
33 
 
 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Ivete Silva de Oliveira 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa –– 0022 
11°° SSéérriiee || 22°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 2° 1° 
Habilidades Associadas 
1. Caracterizar os constituintes fundamentais do átomo (próton, elétron e nêutron) e 
compreender a construção do modelo atômico como um processo histórico (isto é reconhecer a 
existência do elétron para a concepção do modelo atômico de Thompson; compreender a 
radioatividade como um fenômeno natural e sua importância na evolução e o reconhecimento da 
existência do núcleo atômico do modelo atômico de Rutherford); 
2. Conhecer e aplicar a distribuição eletrônica usando o diagrama de Linus Pauling para átomos e 
íons; 
3. Compreender os critérios utilizados na organização da tabela periódica. 
4. Relacionar a posição dos elementos na tabela com o subnível mais energético da distribuição 
eletrônica, classificando os elementos em representativos e de transição. 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas 
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em 
prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professoresde nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre os Átomos e suas 
características estruturais, compreendendo um pouco como está relacionado à nossa 
vida. Na primeira parte deste caderno, os alunos conhecerão os conceitos envolvidos 
em Número Atômico e de Massa de Átomos Neutros e Íons. Na segunda, estabelecerão 
a organização dos elétrons em níveis e subníveis por meio do Diagrama de Linus Pauling 
identificando e separando os elétrons por nível/camada. E, por fim, estudarão a relação 
existente entre essas configurações eletrônica e a estrutura organizacional da Tabela 
Periódica. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 5 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 01: Evolução... Atômica!................................................................... 
 Aula 02: Vamos Organizar os Elétrons?.................................................... 
 Aula 03: Conexão Periódica ...................................................................... 
 Aula 04: Avaliação .................................................................................... 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 
 Referências .............................................................................................. 
 
 
05 
05 
06 
07 
15 
23 
32 
36 
 
39 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos 
Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema. 
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais 
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão 
necessários nos próximos módulos. 
 Destacamos, por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é 
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de 
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos neutros e íons. Em 
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera 
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final, 
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da 
Tabela Periódica. 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
Aula Referência Teleaulas nº 
Aula 1 37 
Aula 2 --- 
Aula 3 39 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
 Caro aluno, nesta aula nós estudaremos um pouco sobre os átomos e suas 
características. Mas primeiro precisamos entender como esta parte, que compõe 
qualquer matéria, foi concebida conceitualmente, e, para isso precisaremos voltar um 
pouco na história, mais precisamente na Grécia Antiga. Vamos lá?! 
O estudo da composição da matéria se inicia no século V a. C., em que dois 
filósofos começaram a elaborar uma teoria que indicava que toda a matéria poderia 
ser dividia infinitamente até que em um determinado momento não se poderia mais 
dividi-la. No entanto, essas pequenas partículas indivisíveis receberiam o nome de 
átomo (do grego, a: não; tomo: divisível). Ah! Já havia até esquecido... Os nomes 
desses filósofos que iniciaram o estudo dos átomos eram Leucipo e Demócrito. 
A seguir, podemos verificar que a evolução da ciência experimental, no século 
XIX, permitiu aos cientistas determinar melhor o conceito e as características desses 
átomos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 1: Evolução... Atômica! 
 
 
8 
Evolução dos Modelos Atômicos
1
 
 
O modelo que utilizaremos em nossos estudos por aqui é o de Rutherford-Böhr, 
nele existem duas regiões distintas: o nnúúcclleeoo, onde estão os prótons (partículas de 
carga positiva) e os nêutrons (partículas de sem carga); e a eelleettrroossffeerraa, onde se 
encontram os elétrons (partículas de carga negativa). 
 Ao tomarmos esse modelo atômico de Rutherford-Böhr como uma referência, 
podemos definir alguns conceitos básicos: 
 Número Atômico (Z): refere-se à quantidadede prótons (p) no núcleo de um 
átomo. Sendo assim, esse número atômico é quem caracteriza um elemento 
químico; 
Z = p 
 
 Número de Massa (A): refere-se a soma dos prótons (p) e nêutrons (n) do 
núcleo de um átomo, pois estas são as únicas partículas que possuem uma 
massa relativamente considerável no átomo. 
A = p + n ou A = Z + n 
 Nesta última fórmula o “p” foi substituído por “Z”, porque já vimos no conceito 
de Número Atômico que seus valores são iguais, Z = p. Logo, não faria diferença, ainda 
que conceitual, em utilizar uma dessas duas letras. 
 Com esses dois dados, podemos representar um átomo (X) da seguinte forma: 
 
 
1 Disponível em: <http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?acao=quimica/ms2&i=22&id=668>. Acesso em: 31 jul. 2013. 
Adaptado para fins didáticos. 
 
 
9 
Sendo o número de massa sempre indicado na parte superior ao símbolo do 
elemento e o número atômico na parte inferior. 
 Átomo Neutro: refere-se à átomos que possuem a quantidade de prótons iguais 
a de elétrons, não havendo no átomo excesso de qualquer tipo de carga 
(positiva ou negativa). 
Exemplos: 35Cl17, 8O
16 e 199F. 
 
 Íons: são espécies químicas cujo número de prótons é diferente do número de 
elétrons. Existem dois tipos de íons, os cátions e os ânions. 
 Cátion: são espécies químicas carregadas positivamente, ou seja, 
quando representadas, apresentam uma carga positiva que indica a 
retirada de elétrons da eletrosfera de um átomo. 
Exemplos: 2311Na
1+ → perdeu 1 elétron. 
 4020Ca
2+ → perdeu 2 elétrons. 
 2713Al
+++ → perdeu 3 elétrons.. 
 
 Ânion: são espécies químicas carregadas negativamente, ou seja, 
quando representadas, apresentam uma carga negativa indicando o 
ganho de elétrons da eletrosfera do átomo. 
Exemplos: 8035Br
1- → ganhou 1 elétron. 
 3115P
3- → ganhou 3 elétrons. 
Vamos pensar, então, sobre os dados que podemos extrair das representações 
a seguir: 
a) 
 
 
 
 
 
10 
Para o íon potássio podemos dizer, então, que possui 18 elétrons em sua 
eletrosfera, 19 prótons no núcleo e... Quantos nêutrons? 
A quantidade de nêutrons pode ser obtida pela fórmula A = Z + n, pois nela já 
possuímos os valores de A, que é 39, e de Z, que é 19. Substituindo esses valores, 
temos: 
A = Z + n 
39 = 19 + n 
39 – 19 = n → n = 20 
Esse íon possuiria em seu núcleo 20 nêutrons. 
 
b) 
 
 
 
 
Para o átomo neutro de crômio afirmamos que em sua estrutura há 24 elétrons 
em sua eletrosfera, 24 prótons e 28 nêutrons no núcleo. Esse último pôde ser 
encontrado pela fórmula A = Z + n. 
A = Z + n 
52 = 24 + n 
52 – 24 = n → n = 28 
 
c) 
 
 
11 
O íon oxigênio apresenta 10 elétrons distribuídos em sua Eletrosfera e 8 
prótons e 8 nêutrons em seu núcleo. Cuidado! Esse valor de 8 nêutrons foi descoberto 
pela substituição dos valores já conhecidos na fórmula referente ao número de massa. 
A = Z + n 
16 = 8 + n 
16 – 8 = n → n = 8 
 
 
 
1. (UFG – GO) O número de prótons, nêutrons e elétrons representados por 13856Ba
2+ é, 
respectivamente: 
(A) 56, 82 e 56 
(B) 56, 82 e 54 
(C) 56, 82 e 58 
(D) 82, 138 e 56 
(E) 82, 194 e 56 
 
 
Vamos responder juntos?! 
 
 Ao analisar a representação desta questão precisamos perceber que estaremos 
obtendo dados de um íon, pois possui uma carga (2+) positiva indicando que há 
liberação de 2 elétrons, não afetando análise quantitativa de prótons e nêutrons. O 
número de prótons (p) pode ser obtido pelo número atômico (Z) já indicado pela 
representação, pois como já vimos, Z = p. Logo a quantidade de prótons existente nesse 
íon será de 56 (prótons). Para encontrarmos a quantidade de nêutrons (n) lançamos 
mão da fórmula A = Z + n, e então teremos: 
 
 
 Atividades Comentadas 
 
12 
A = Z + n 
138 = 56 + n 
138 – 56 = n → n = 82 
 
Assim, encontraremos nesse íon 82 nêutrons. Para obtermos o número de 
elétrons desse íon, precisamos pensar que antes de perder esses elétrons a quantidade 
de prótons era igual à de elétrons, pois seria considerado um átomo neutro. E então 
teria 56 elétrons, entretanto, ao se transformar em um íon, perde 2 elétrons, ficando, 
ao final, com 54 elétrons. Por isso, a resposta correta para esta questão é a letra B. 
 
2. (Saerjinho – 2012) Atualmente, não há dúvidas de que toda a matéria seja formada 
por minúsculas partículas, denominadas átomos. Para explicar a constituição da 
matéria, em 1808, Dalton propôs um modelo atômico baseado nas Leis de Proust e 
Lavoisier. 
Para Dalton, os átomos: 
 
(A) formam moléculas quando se unem. 
(B) perdem ou ganham elétrons. 
(C) podem dar origem a íons. 
(D) possuem núcleos com prótons. 
(E) são indivisíveis e indestrutíveis. 
 
Comentário: Este item envolve as características do modelo proposto por Dalton que 
infere que “Toda matéria é formada por átomos, que são partículas maciças, esféricas 
e indivisíveis, e um átomo de um elemento se diferencia do outro somente pela 
mudança nos tamanhos e nas massas.”. Assim, podemos afirmar que seu modelo 
propunha que os átomos fossem indivisíveis e indestrutíveis. 
GABARITO: D. 
 
3. Qual o número de massa de um átomo de cálcio cujo número atômico é igual a 20 e 
possui no núcleo 20 nêutrons? 
 
13 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
Comentário: As informações presentes nesse item são: número atômico e a quantidade 
de nêutrons. E, segundo esses dados, é pedido para encontrar o número de massa que 
possui por fórmula A = Z + n, portanto, basta substituir os valores e encontraremos o 
número de massa igual a 40. 
GABARITO: A = Z + n 
 A = 20 + 20 → A = 40 
 
4. Quando um átomo em estado natural perde elétrons, ele se transforma em: 
(A) um átomo de número atômico (Z) maior. 
(B) um ânion, cujo número de elétrons e maior que o de prótons. 
(C) um cátion, cujo número de prótons é maior que o número de elétrons. 
(D) uma partícula com excesso de carga negativa, denominada ânion. 
(E) uma partícula que num campo eletrostático não sofre ação. 
 
Comentário: A questão indica que um átomo neutro (natural) perde elétrons, ou seja, se 
transforma em um íon do tipo cátion, ficando com uma quantidade de prótons maior 
que a de elétrons. 
GABARITO: C 
 
5. Leia o quadro abaixo. 
 
Átomos 
Número de 
prótons 
Número de 
nêutrons 
Número de 
elétrons 
I 12 12 10 
II 8 8 8 
III 8 9 10 
IV 11 12 11 
 
 
14 
Responda os itens a seguir: 
a) Quais átomos são considerados neutros? Justifique sua resposta. 
b) Encontre o número de massa e atômico de cada átomo presente nesse quadro. 
Comentários: 
 
a) Os átomos neutros são aqueles que possuem a quantidade de prótons iguais a de 
elétrons. Logo, é possível comparar essas quantidades, de cada átomo, que estão no 
quadro desse item. 
GABARITO: II e IV, pois suas quantidades de prótons são iguais as de elétrons. 
b) Para encontrarmos o número de massa (A) e atômico (Z), precisamos rever seus 
conceitos que, resumidamente, podemos escrever: A = p + n e Z = p. 
GABARITO: I – A = p + n → A = 12 + 12 → A = 24 
 Z = p → Z = 12 
 II – A = p + n → A = 8 + 8 → A = 16 
 Z = p → Z = 8 
III – A = p + n → A = 8 + 9 → A = 17 
 Z = p → Z = 8 
 IV – A = p + n → A = 11 + 12 → A = 23 
 Z = p → Z = 115 
 
 
 Como já sabemos, algumas das características que os átomos possuem, 
focaremos nossos estudos agora na eletrosfera. Sabemos que nela encontramos os 
elétrons, mas como eles realmente se distribuem nesta região. Vamos ver... 
Por meio de diversos experimentos, os cientistas conseguiram verificar que os 
elétrons estão distribuídos em 7 camadas ao redor do núcleo, que designamos por 
letras maiúsculas, como na imagem a seguir: 
 
Eletrosfera atômica em camadas
2 
 As camadas eletrônicas, à medida que se afastam do núcleo (região interna do 
átomo), aumentam a energia de seus elétrons, e, por isso, representam os níveis de 
energia da eletrosfera. Logo, a camada L é mais energética que a L, a M é mais 
energética que a L, a N é mais energética que a M, a O é mais energética que a N e 
assim sucessivamente até a camada Q. Essas camadas ou níveis da eletrosfera 
possuem um número máximo de elétrons que cada camada ou nível pode conter que 
são: 
 
2
 Disponível em: <http://comofas.com/como-fazer-a-distribuicao-eletronica-distribuir-os-eletrons-em-camadas-eletronicas/>. 
Acesso em: 31 jul. 2013. 
 
Aula 2: Vamos Organizar os Elétrons? 
 
 
16 
 
 Denominamos as camadas como K, L, M, N, O, P e Q que constituem os 1º, 2º, 
3º, 4º, 5º, 6º e 7º níveis de energia, respectivamente. Na tabela anterior encontramos, 
então, a quantidade máxima de elétrons existente em cada camada ou nível 
eletrônico. 
 Sendo que em cada nível de energia, os elétrons se distribuem em, no máximo, 
4 subníveis de energia, que são representados, em ordem crescente de energia, pela 
letras s, p, d e f. Esses subníveis também possuem um número máximo de elétrons que 
comportam, são eles 2, 6, 10 e 14, respectivamente. Ao lembrarmos que estes 
subníveis compõem os níveis, a quantidade máxima de elétrons que podem possuir 
está em função dos tipos de subníveis que há nas camadas, como mostra a figura a 
seguir. 
 
Distribuição dos elétrons na eletrosfera.
3 
 A distribuição de elétrons nos níveis eletrônicos através dos subníveis foi 
enunciada pelo Diagrama de Linus Pauling que se encontra na imagem a seguir. 
 
3 Disponível em: < http://dconteudo.wordpress.com/quimica-1/quimica/>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
 
 
17 
 
Diagrama de Linus Pauling 
4
 
O número de subníveis existentes em cada nível de energia está diretamente 
relacionado ao número máximo de elétrons que cabe em cada nível. Logo, como no 1º 
nível cabem, no máximo, 2 elétrons, esse nível, então, apresentará apenas um subnível 
s, em qual cabem os 2 elétrons. 
Esse subnível s do 1º nível de energia é representado por 1s. Já no 2º nível 
cabem no máximo 8 elétrons, e por isso é constituído por um subnível s, no qual 
cabem no máximo 2 elétrons, e um subnível p, no qual cabem no máximo 6 elétrons. 
Assim, o 2º nível é formado de dois subníveis, representados por 2s e 2p, e assim por 
diante, até o último nível, como representado na imagem anterior. 
A ordem que obedece ao preenchimento dos elétrons segundo o diagrama de 
Pauling é: 
 
 
4 Disponível em: < http://cronicannabis.wordpress.com/tag/pauling/>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
 
 
18 
Em cada um dos subníveis (s, p, d e f) é possível acomodar um número máximo 
de elétrons, como mostra o próprio diagrama: 
Subníveis s p d f 
Nº máximo de e- 2 6 10 14 
 
Assim, por exemplo, podemos compreender a notação abaixo: 
 
Mas como fazer essa distribuição eletrônica? 
Sabemos que em um átomo o número atômico corresponde também ao 
número de elétrons, assim, ao conhecermos o número atômico, poderemos começar a 
distribuir os elétrons em subníveis. 
Vamos aos exemplos: 
1H = 1s
1 Seu Z = 1, logo, possui 1 elétron, e seu único elétron está no 
subnível s do nível 1. 
Na11 = 11 elétrons = 1s
2 2s2 2p6 3s1 
 
 nível 1 nível 2 nível 3 
 camada K camada L camada M 
 2e- 6e- 1e- 
 K = 2e- L = 6e- M = 1e- 
25Mn = 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5 
 
19 
Note que no caso do manganês (Mn) o 4s aparece antes do 3d. Isto quer dizer 
que os elétrons, por uma questão de energia, entram primeiro no nível 4 (camada N) e 
depois retornam e continuam preenchendo o nível 3 (camada M). 
Neste caso o 4s significa a camada mais externa que o manganês possui, porém 
o nível em que possui mais energia, já que a ordem do diagrama é energética, como 
vista, é o referente ao 3d, ou seja, nível 3. Assim, percebemos que o subnível mais 
energético nem sempre é o mais afastado do núcleo, mas sim, o que aparece por 
último na configuração eletrônica. 
 
 
 
1. (UFS) O cobalto é um metal de coloração prata acinzentado, usado principalmente 
em ligas com o ferro. O aço alnico, uma liga de ferro, alumínio, níquel e cobalto, é 
utilizado para construir magnetos permanentes, como os usados. Precisamos de 
cobalto em nossa dieta, pois ele é um componente da vitamina B12. Sabendo que o 
número atômico do cobalto é 27, sua configuração eletrônica será: 
(A) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d9 
(B) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s9 
(C) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 4p6 3d1 
(D) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7 
(E) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 4p7 
 
Vamos responder juntos?! 
 
Para responder este item, precisamos lembrar da ordem crescente em níveis e 
subníveis oriundas do Diagrama de Linus Pauling. 
 
 
 
Atividade Comentada 2 
 
20 
E, como estaremos considerando que o átomo desta questão é neutro, pois não 
há indícios de perda ou ganho de elétrons, podemos afirmar que seu número atômico 
indica a quantidade de elétrons que possui, logo terá 27 elétrons. E então teremos: 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7 
Assim, o gabarito é a letra D. 
 
2. (UECE-2002) O metal mais abundante, em massa, no corpo humano, tem, no estado 
fundamental, a seguinte configuração eletrônica: 
 
Nível 1: completo 
Nível 2: completo 
Nível 3: 8 elétrons 
Nível 4: 2 elétrons 
 
A alternativa que indica corretamente esse elemento é: 
(A) Ferro (Z = 26) 
(B) Cálcio (Z = 20) 
(C) Potássio (Z = 19) 
(D) Magnésio (Z = 12) 
 
Comentário: De uma maneira mais simples podemos compreender esse item da 
seguinte forma: Os níveis 1 e 2, que estão completos, representam as camadas K e L, 
assim, podemos dizer que nesses níveis há a quantidade máxima de elétrons que essas 
camadas comportam, 2 e 8, respectivamente. Assim, teremos: 
Nível 1: 2 elétrons 
Nível 2: 8 elétrons 
Nível 3: 8 elétrons 
Nível 4: 2 elétrons 
TOTAL: 20 elétrons 
Entendendo que este átomo é neutro, sua quantidade de prótons que é igual 
ao número atômico, também será igual a o número atômico. Assim o número atômico 
encontrado é 20, sendo este o número atômico do cálcio. 
 
21 
GABARITO: B 
 
3. Um átomo neutro possui seus elétrons distribuídos da seguinte forma: 
 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4 
 
Sobre esta configuração, responda: 
a) Qual seu número atômico? 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
b) Quantas camadas eletrônicas esse átomo possui? 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
c) Quantos elétrons há em seu nível de valência? 
______________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
Comentários: 
a) O número atômico pode ser extraído pelo somatório dos elétrons que estão 
sobrescritos na configuração. 
GABARITO: 34 
 
b) Para encontrarmos a quantidade de camadas eletrônicas precisamos analisar cada 
parte dessa configuração eletrônica. Vamos lá! 
 
22 
 
GABARITO: 4 camadas. 
 
c) O termo “camada de valência”, se refere à última camada, que neste caso, é a N e 
nela há 6 elétrons, sendo 2 elétrons no subnível s e 4 no p. 
GABARITO: 6 elétrons. 
 
4. Na configuração eletrônica do 26Fe, o último subnível ocupado e o número de 
elétrons do mesmo são, respectivamente: 
(A) 3d, com 6 elétrons 
(B) 3d, com 5 elétrons 
(C) 3d, com 3 elétrons 
(D) 4s, com 2 elétrons 
(E) 4s, com 1 elétron. 
 
Comentário: A configuração eletrônica para os 26 elétrons desse ferro é 1s2 2s2 2p6 3s2 
3p6 4s2 3d6. Logo, seu último subnível é o 3d que comporta 6 elétron. 
GABARITO: A 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
Estudamos na aula anterior como os elétrons se distribuem na eletrosfera 
atômica, por agora estabeleceremos algumas conexões entre essas distribuições e a 
Tabela Periódica. 
A estrutura da tabela periódica dispõe seus elementos químicos em ordem 
crescente de número atômico, organizado em períodos, como linha horizontal, e 
famílias ou grupos, em colunas verticais. 
E, através dessa organização, podemos realizar algumas previsões no que diz 
respeito às propriedades dos elementos químicos. Tais como, tamanhos dos átomos, 
tipos de ligações que possivelmente realizarão e a distribuição eletrônica. Sendo todas 
essas previsões confirmadas por meio da experimentação. 
 
A Organização da Tabela Periódica 
De acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), os, 
aproximadamente, 112 elementos químicos estão organizados em colunas verticais 
(famílias) e horizontais (períodos) como mostra a imagem a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3: Conexão Periódica 
 
 
24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela Periódica
5
 
 Períodos: são cada uma das linhas horizontais, em um total de 7 períodos. 
Sendo o número do período correspondente ao número de camadas ou níveis 
eletrônicos em que os elementos químicos se encontram. Vejamos: 
11Na - 1s
2 2s2 2p6 3s1 → K = 2e- | L = 8e- | M = 1e- → Possuindo 3 
camadas, o sódio (Na) se encontra no 3º período, ou seja, na 
terceira linha da tabela periódica. 
52Sb - 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4f14 5p3 → K = 2e- | 
L = 8e- | M = 18e- | N = 32e- | N = 5e- → Possuindo 5 camadas, o 
 
5 Disponível em: <http://padeirodoserido.blogspot.com.br/2011_10_01_archive.html>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para 
fins didáticos. 
 
 
25 
antimônio (Sb) se encontra no 5º período, ou seja, na quinta 
linha da tabela periódica. 
 Famílias: a tabela periódica possui 18 famílias, ou seja, possui 18 colunas 
verticais. Cada família é identificada por um número (arábico ou romano) 
seguido das letras A e B, ficando, por exemplo, 1A, 3B, VIIA, VIIIB. Essas letras 
correspondem à localização do elétron mais energético dentro do subnível. 
Atualmente a nomenclatura das famílias é denominada por algarismos arábicos 
em seqüência de 1 ao 18, sem a presença das letra A e B. 
Os elementos das famílias do grupo A são chamados de elementos 
representativos, e seus elétrons mais energéticos são encontrados nos subníveis s ou 
p. Para este grupo A, é possível associar o número da família à quantidade de elétrons 
que dado elemento possui em seu nível de valência. 
Vamos verificar esta situação com o elemento cálcio (Ca)? 
20Ca =1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 → K = 2e- | L = 8e- | M = 2e- → O 
nível de valência do cálcio está representado pela camada M que 
possui 2 elétrons. E, podemos verificar que sua configuração 
eletrônica termina com o subnível s, e, portanto, este elemento 
pertence ao grupo A. Como já sabemos que, para o grupo A, a 
família é indicada pelo número de elétrons na camada de 
valência seguido da própria letra podemos concluir que este 
elemento, o cálcio, encontra-se na família 2A. 
Os elementos da família do grupo B são chamados de elementos de transição e 
suas configurações eletrônicas terminam com os subníveis d ou f. E, para aqueles que 
finalizam sua distribuição eletrônica com o subnível d denominamos de elementos de 
transição externa, já os elementos que possuem f como o subnível mais energético, 
chamamos de elementos de transição interna. 
Assim, afirmamos que os números correspondentes à família do grupo B, não 
se relacionam com a quantidade de elétrons existente no nível de valência do 
 
26 
elemento. Esta regra é verdadeira somente para os elementos do grupo A, ou seja, 
somente para os elementos representativos. 
Por vezes a distribuição eletrônica se utiliza de um gás nobre em sua escrita. 
Neste caso, o gás nobre a ser utilizado é aquele que precede o elemento no qual 
queremos distribuir seus elétrons. 
Assim, através da configuração eletrônica podemos determinar a localização de 
um elemento que se encontra na tabela periódica. Utilizaremos o nitrogênio (7N) como 
exemplo. 
7N – 1s
2 2s2 2p3 
→ Separação eletrônica por camadas: K = 2e- | L = 5e- 
→ O nitrogênio possui 2 níveis energéticos, o que indica sua 
localização no 2º período; 
→ O subnível que possui mais energia é o p, logo sabemos que é 
o nitrogênio é um elemento representativo e se encontra na 
família do grupo A; 
→ Sendo o nitrogênio do grupo A, a família pode ser encontrada 
pela quantidade de elétrons no nível de valência (L = 5e-), logo 
sua família é 5A. 
 
Agora vamos estabelecer este mesmo para o cádmio (48Cd): 
48Cd – 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 
→ K = 2e- | L = 8e- | M = 18e- | N = 8e- | O = 2e- 
→ No átomo de cádmio há 5 camadas, se localizando, então, no 
4º período do sistema periódico; 
 
27 
→ O subnível mais energético do cádmio é o d e por isso é 
classificado como elemento de transição externa se 
encontrando, assim, no grupo B da tabela periódica; 
→ Sendo do grupo B, não poderemos afirmar sua família com 
precisão, pois a regra que estabelece esse valor numérico para 
os grupos das família é válida somente para o grupo A. 
 
 
 
1. (Saerjinho – 2013) A localização de um elemento na tabela periódica está associada 
à distribuição dos seus elétrons em níveis e subníveis. Um elemento apresenta a 
seguinte configuração eletrônica: 
 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p5 
 
De acordo com essa configuração, esse elemento se encontra no: 
(A) 2º período e na coluna 7A. 
(B) 4º período e na coluna 7A. 
(C) 5º período e na coluna 5A. 
(D) 6º período e na coluna 8A. 
(E) 8º período e na coluna 6A. 
 
 Vamos responder juntos?! 
 
Para responder este item precisamos pensar nos conceitos de família e período, 
que são família quando do grupo A (término de configuração em s ou p) corresponde a 
quantidade de elétrons existente no nível de valência, e o período corresponde a 
quantidade de camadas. Como a configuração desse elemento termina com o subnível 
p podemos dizer então que sua família A. Mas qual família do grupo A? 
 
 Atividades Comentadas 
 
28 
Essa resposta só pode ser dada ao analisarmos quantos elétrons há em cada 
camada, pois daí saberemos quantos elétrons teremos na última, para que então 
possamos afirmar em que família se encontra. 
 
 
 
Como há 7 elétrons na camada de valência, podemos afirmar que a família a 
qualpertence é a 7A e, como possui 4 camadas, podemos concluir, então, que se 
encontra no 4º período da tabela periódica. Logo, a resposta correta para este item é a 
opção B. 
 
2. Um átomo X possui seus elétrons distribuídos em 6 níveis eletrônicos, sendo o s seu 
subnível mais energético e, em sua valência há 1 elétron. Em qual família e período da 
tabela periódica podemos encontrar esse elemento? 
Comentário: Sabendo que seu subnível mais energético é o s, já podemos afirmar que a 
família é do grupo A; como nessa valência há apenas um único elétron, concluímos que 
sua família é a 1A. E, que seu período é o 6º, pois esse elemento apresenta 6 níveis 
eletrônico. 
GABARITO: 6º período e família 1A. 
 
3. (UEL-PR/Adaptado) Considere as configurações eletrônicas nos níveis 3 e 4 dos 
átomos: 
 
I. 3s1 
II. 3s2 3p4 
 
29 
III. 3s2 3p6 
IV. 3s2 3p6 4s2 3d5 
V. 3s2 3p6 4s2 3d10 
Qual delas representa um elemento químico que pertence a família 8A? 
(A) I 
(B) II 
(C) III 
(D) IV 
(E) V 
 
Comentário: Para responder esse item precisamos entender que pertencer a família 8ª, 
significa dizer que o elemento apresenta 8 elétrons em sua camada de valência. Para 
encontrar o elemento com essas características vamos analisar cada uma das 
configurações fornecidas. 
I. 3s1 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 1 único elétron. 
II. 3s2 3p4 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 6 elétrons. 
III. 3s2 3p6 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 8 elétrons. 
IV. 3s2 3p6 4s2 3d5 → possui 4 níveis, sendo que no último apresenta 2 elétrons. 
V. 3s2 3p6 4s2 3d10 → possui 4 níveis, sendo que no último apresenta 2 elétrons. 
GABARITO: C 
 
4. (UFSM-RS/Adaptado) Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas 
da frase abaixo. 
 
O elemento químico de configuração eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3 
pertence ao grupo ___________ e é classificado como elemento ______________. 
 
(A) V A (15), de transição 
(B) V A (15), representativo 
(C) V B (5), de transição 
(D) VII A (17), representativo 
(E) VI A (16), representativ 
 
30 
Comentário: Para encontrarmos família do elemento que apresenta esta configuração 
precisamos encontrar quantos elétrons há sua camada de valência. 
 
 
Nessa separação por níveis podemos concluir que há 5 elétrons em seu nível de 
valência cujo subnível mais energético é o p e, portanto, a família desse elemento é a 
5A. E ele é representativo porque sua configuração eletrônica termina com o subnível 
p. 
GABARITO: B 
 
5. (UDESC-SC) Os elementos X e Y apresentam as seguintes configurações eletrônicas 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3 e 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1, respectivamente. O período e a 
família em que se encontram estes elementos são: 
 
(A) Os elementos X e Y pertencem ao quarto período, sendo que o elemento X 
pertence à família V A, enquanto e elemento Y pertence à família I A. 
(B) Os elementos X e Y pertencem ao quarto período, sendo que o elemento X 
pertence à família III A, enquanto e elemento Y pertence à família I A. 
(C) Os elementos X e Y pertencem à mesma família e ao mesmo período. 
(D) Os elementos X e Y pertencem ao terceiro e primeiro períodos respectivamente. 
Quanto à família os dois elementos pertencem à família IV A. 
(E) O elemento X é um elemento alcalino e o elemento Y é um halogênio. 
 
Comentário: Para responder esta questão precisamos separar essas configurações 
eletrônicas. Nessa separação por níveis podemos concluir que, na primeira distribuição 
 
31 
eletrônica, há 5 elétrons em seu nível de valência (4º nível – camada N) cujo subnível 
mais energético é o p e, portanto, a família desse elemento é a 5A. E, se encontra no 
4º período por conter 4 níveis de energia. Já na segunda configuração eletrônica há 1 
elétron em seu nível mais energético (4º nível), cujo subnível mais energético é o s e, 
portanto, a família dessa elemento é a 1A. E, esse elemento se encontra também no 4º 
período, por também possuir 4 níveis energéticos. 
GABARITO: A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
1. (Saerjinho – 2012) Entender a natureza da matéria sempre foi uma preocupação dos 
cientistas. Para isso, foram propostos alguns modelos atômicos como os de Dalton, 
Thomson, Bohr, entre outros. 
O esquema que representa o modelo atômico proposto por Bohr é 
 
Avaliação 
 
 
33 
 
 
Comentário: O modelo atômico de Bohr descreve o átomo com um núcleo, pequeno e 
carregado positivamente, cercado por elétrons em órbita circular em diferentes níveis 
de energia. 
GABARITO: D 
 
2. As espécies Fe2+ e Fe3+, provenientes de isótopos distintos do ferro, diferem entre si, 
quanto ao número: 
(A) atômico e ao número de oxidação. 
(B) atômico e ao raio iônico. 
 (C) de prótons e ao número de elétrons. 
(D) de elétrons e ao número de nêutrons. 
(E) de prótons e ao número de nêutrons. 
 
Comentário: Precisamos destacar que ambas as espécies são de ferro, entretanto eles 
possuem somente cargas diferentes, ou seja, a quantidade de elétrons é diferente e de 
nêutrons também. 
GABARITO: D 
 
 
34 
3. (UNIRIO) “Os implantes dentários estão mais seguros no Brasil e já atendem às 
normas internacionais de qualidade. O grande salto de qualidade aconteceu no 
processo de confecção dos parafusos e pinos de titânio, que compõem as próteses. 
Feitas com ligas de titânio, essas próteses são usadas para fixar coroas dentárias, 
aparelhos ortodônticos e dentaduras, nos ossos da mandíbula e do maxilar.” 
Jornal do Brasil, outubro 1996. 
Considerando que o número atômico do titânio é 22, sua configuração eletrônica será: 
(A) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p3 
(B) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 
(C) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 
(D) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d2 
(E) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 
 
Comentário: Para responder este item, precisamos lembrar da ordem crescente em 
níveis e subníveis oriundas do Diagrama de Linus Pauling. 
 
E, como estamos considerando que o átomo desta questão é neutro, pois não 
há indícios de perda ou ganho de elétrons, podemos afirmar que seu número atômico 
indica a quantidade de elétrons que possui, então, neste átomo haverá terá 22 
elétrons. E então teremos 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d2. 
GABARITO: D 
 
4. (Saerjinho – 2012) A Tabela Periódica é uma forma de organizar os elementos 
químicos de acordo com suas propriedades. A partir de da localização de um elemento 
nessa tabela, é possível saber o número de elétrons do seu último nível de energia e o 
número de camadas que possui, inferindo algumas propriedades do elemento. 
O elemento que possui seis níveis eletrônicos e cinco elétrons na camada de valência é 
o: 
(A) antimônio, encontrado no 5º período e coluna 5A da Tabela Periódica; 
(B) bismuto, encontrado no 6º período e coluna 5A da Tabela Periódica; 
(C) cromo, encontrado no 6º período e coluna 6B da Tabela Periódica;(D) iodo, encontrado no 6º período e coluna 5B da Tabela Periódica; 
 
35 
(E) telúrio, encontrado no 5º período e coluna 6A da Tabela Periódica. 
 
Comentário: Como a quantidade de níveis indica o período, temos então, o elemento 
em questão no 6º período. E, como possui 5 elétrons na valência, estará então na 
família 5A. 
GABARITO: B 
 
5. O íon 12
24Mg2+ possui: 
(A) 12 prótons, 12 elétrons e 12 nêutrons. 
(B) 12 prótons, 12 elétrons e 10 nêutrons. 
(C) 12 prótons, 10 elétrons e 12 nêutrons. 
(D) 12 prótons, 12 elétrons e carga zero. 
(E) 12 prótons, 12 elétrons e carga +2. 
 
Comentário: Esse íon possui uma carga 2+, o que indica ser um cátion que libera dois 
elétrons. Seu número de prótons será igual ao número atômico, 12; a quantidade de 
nêutrons será extraída pela fórmula A = Z + n, que resultará em 12 nêutrons e a 
quantidade de elétrons seria de 12, mas como ele perde 2 elétrons, ao final dessa 
perda ficará com um total de 10 elétrons. 
GABARITO: C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 2° 
bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles em nossa vida. Esta 
pesquisa pode ser realizada em dupla. Então, vamos lá? 
Neste caderno de atividades, estudamos sobre alguns modelos atômicos 
propostos por cientistas a fim de encontrar explicações para a constituição da matéria. 
Os fogos de artifício, que é um dos vários tipos de matéria, utilizam sais de diferentes 
metais adicionados à pólvora e, quando explodem, produzem cores variadas. 
Sobre esse fenômeno responda os itens que se seguem: 
 
I - Esse fenômeno pode ser explicado pela Teoria Atômica proposta por: 
 Justifique sua escolha. 
(A) Thomson. 
(B) Dalton. 
(C) Bohr. 
(D) Lavoisier. 
(E) Rutherford. 
 
Comentário: Nesse item o aluno deve associar o fenômeno explicitado ao modelo 
atômico de Bohr, pois segundo ele, em um átomo existem algumas órbitas circulares 
onde os elétrons permanecem e podem realizar transições eletrônicas entre seus 
níveis. 
GABARITO: C 
 
II – A tabela abaixo mostra a coloração da luz após a explosão do fogo de artifício. 
 
Sais de Coloração 
Bário Verde 
Césio Azul claro 
 
Pesquisa 
 
 
37 
Potássio Violeta 
Sódio Amarelo 
Cálcio Vermelho 
 
Por que motivos esses sais produzem colorações tão distintas ao explodirem nos fogos 
de artifício? 
 
GABARITO: O aluno deve relacionar essas diversas cores produzidas ao retorno dos 
elétrons dos íons metálicos para níveis de menor energia, emitindo as radiações 
coloridas. 
 
III – Realize a distribuição eletrônica de cada metal que compõem os sais descritos na 
tabela acima e, indique sua posição na Tabela Periódica através de sua família e 
período. 
GABARITO: Bário (56Ba): 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 
 → possui 6 níveis, e por isso se encontra no 6º período e, em seu último 
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar 
que se encontra na família 2A; 
 Césio (55Cs): 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s1 
 → possui 6 níveis, e por isso se encontra no 6º período e, em seu último 
nível há 1 elétron e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar 
que se encontra na família 1A; 
Potássio (19K): 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1 
 → possui 4 níveis, e por isso se encontra no 4º período e, em seu último 
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar 
que se encontra na família 2A; 
Sódio (11Na): 1s
2 2s2 2p6 3s1 
 → possui 3 níveis, e por isso se encontra no 3º período e, em seu último 
nível há 1 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar 
que se encontra na família 1A; 
Cálcio (20Ca): 1s
2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 
 
38 
 → possui 4 níveis, e por isso se encontra no 4º período e, em seu último 
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar 
que se encontra na família 2A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
[1] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química: vol. único. 4ª.ed. São Paulo: Moderna, 
2005. 
[2] PERUZZO. F.M.; CANTO. E.L., Química na abordagem do cotidiano, vol. único, 4ª 
edição, ed moderna. São Paulo, 2006. 
[3] SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos (coord.), Química & Sociedade, vol. único. São 
Paulo: Nova Geração, 2005. 
[4] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 
2006. 
[5] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. 1, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 2006. 
 
Referências 
 
 
40 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Ivete Silva de Oliveira 
Marília Silva 
 
 PROFESSORES ELABORADORES 
Elaine Antunes Bobeda 
Marco Antonio Malta Moure 
Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa –– 0033 
11°° SSéérriiee || 33°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 3° 1° 
Habilidades Associadas 
1. Caracterizar metais e não metais, suas principais aplicações, evidenciando as particularidades 
dos gases nobres e do hidrogênio. 
2. Conceituar eletronegatividade, tamanho atômico e potencial de ionização e compreender a 
variação dessas propriedades ao longo de um período e/ou grupo da tabela periódica. 
3. Relacionar a teoria do octeto aos modelos de ligações iônicas e covalentes. 
4. Associar a existência de diferentes tipos de ligações químicas às propriedades de materiais do 
cotidiano. 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar 
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidadesde auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre as Características dos 
Elementos Químicos segundo sua localização na Tabela Periódica, relacionando-as com 
as propriedades de materiais que se encontram em nosso cotidiano. Na primeira parte 
deste caderno, os alunos conhecerão como Classificar os Elementos Químicos segundo 
suas características e localização na Tabela Periódica. Já na segunda parte deste 
Caderno, reconhecerão como a organização da Tabela Periódica está diretamente 
relacionada com algumas propriedades, tais como Raio Atômico, Eletronegatividade e 
Potencial de Ionização. Por fim, estudarão a relação existente entre as características 
dos elementos químicos e suas possíveis combinações por meio de Ligações Químicas. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 3 (três) aulas. As aulas podem ser compostas por uma 
explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
4 
 
 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ....................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................ 
 Aula 01: Tabela Periódica colorida, porquê?............................................ 
 Aula 02: Quais são suas propriedades, Sr. Átomo?.................................. 
 Aula 03: A união faz... Substâncias! ......................................................... 
 Avaliação ................................................................................................. 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 
 Referências .............................................................................................. 
 
05 
05 
06 
07 
16 
25 
34 
39 
 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos 
Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema. 
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais 
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão 
necessários nos próximos módulos. 
 Destacamos por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é 
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de 
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos, neutros e íons. Em 
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera 
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final, 
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da 
Tabela Periódica. 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
Orientações 
Pedagógicas do CM 
 
 
 
- Orientações Pedagógicas – 3° Bimestre 
 
- Recursos Digitais – 3 ° Bimestre 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
Caro aluno, nesta aula nos aprofundaremos sobre os estudos da Tabela Periódica. 
Começaremos a perceber que essa organização dos elementos químicos produziu uma 
ferramenta que é bastante colorida. Essa variedade de cores na Tabela Periódica, se 
refere às diferentes características físicas e químicas dos elementos que nela se 
encontram. 
Vamos mergulhar um pouco mais nesse assunto? 
 No final do Caderno anterior começamos a estudar um pouco mais sobre como 
a Tabela Periódica está estruturada. Estudamos que suaorganização se dá em famílias, 
que são as colunas verticais, e os períodos, que são as colunas horizontais. E, com 
esses dados já percebemos que fica muito mais fácil localizar um elemento na Tabela. 
 
Tabela Periódica
1 
 
1 Disponível em: < http://www.sbq.org.br/images/mousepadtabela.JPG>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
 
Aula 1: Tabela Periódica colorida, por quê?! 
 
 
8 
As diferentes cores presentes na Tabela Periódica representam uma outra 
maneira de agrupar os elementos. Nesta organização os elementos químicos são 
classificados de acordo com suas propriedades físicas e químicas em: metal, ametal, 
gás nobre e hidrogênio. Vamos a eles! 
Metal 
 Os elementos classificados como metais são maioria no sistema periódico. De 
um total de 115 elementos dispostos na Tabela Periódica, 86 deles são classificados 
como metal. 
 
Metais
2 
 Os metais estão bem presentes em nosso dia a dia. Ao comprar balas com 
moedas de cinquenta centavos, encontraremos em nossas mãos, o níquel (Ni), que é 
um dos metais que as compõem. Os fios elétricos, o aço, o ferro, as panelas e talheres 
são constituídos também por metais. E perceberemos que eles possuem algumas 
características em comum como por exemplo o brilho, que é um das características 
dos metais. A seguir temos algumas outras características dos metais, são elas: 
 Os metais são sólidos a temperatura ambiente, exceto pelo mercúrio (Hg) que 
é o único metal no estado líquido; 
 Os metais geralmente são duros e dúcteis, porém maleáveis, ou seja, é possível 
transformá-los em lâminas ou fios, à exemplo dos fios de tungstênio (W) 
presentes em algumas lâmpadas; 
 
2 Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/ligacao-metalica.html>. Acesso em: 17 ago. 2013. 
 
9 
 Os metais são bons condutores de eletricidade e calor e graças a isso a 
eletricidade é conduzida e chega em nossas casas por fios do metal cobre (Cu); 
 Os metais também possuem temperaturas altas de fusão e ebulição, uma barra 
de ferro (Fe) para ser derretida, por exemplo, necessita de uma temperatura de 
15380C; 
 Possuem grande tendência em formar cátions, ou seja, íons que doam 
elétrons. 
 
Ametal ou Não Metal 
 
Carbono na composição de bicicletas.
3
 
Os ametais ou não metais possuem características físicas e químicas opostas 
aos metais. São elas: 
 Não possuem brilho metálico, exceto o iodo (I) e carbono (C) em sua forma 
grafite; 
 Não são condutores de calor ou eletricidade, sendo considerados isolantes 
térmicos e por isso, muito utilizados na confecção de borrachas; 
 Não são sólidos, geralmente se encontram no estado gasoso à temperatura 
ambiente, como o oxigênio que respiramos; 
 
3 Disponível em: <http://pt.made-in-china.com/co_mtbbike/product_88mm-Clincher-Carbon-Bicycle-Rims-FRX-R88C-
_hohygonsg.html>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
10 
 Os pontos de fusão e ebulição dos ametais são baixos quando comparados aos 
dos metais; 
 Possuem grande tendência em formar ânions, ou seja, íons que recebem 
elétrons. 
Gás Nobre 
Os gases nobres são elementos químicos que se encontram na família 8A ou 18 
da Tabela Periódica: hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e 
radônio (Rn). 
 
Gás hélio em balões de festas.
4
 
Possuem esse nome, gases nobres, porque são bastante estáveis, ou seja, não 
se unem a qualquer outro elemento da Tabela Periódica para formar compostos, pois 
não tendem a doar ou receber elétrons, e por isso são encontrados de forma isolada 
na natureza. Entretanto, alguns compostos sintetizados em laboratório foram 
produzidos com esses elementos. 
 
 
 
 
 
4 Disponível em: <http://www.o-que-e.com/o-que-e-gas-helio/>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
11 
Hidrogênio 
 
Hidrogênio no Universo.
5
 
O hidrogênio é um dos elementos mais abundantes do Universo. Ele possui 
características bem particulares, e por isso não se encaixa nas demais classificações 
que estudamos. Apesar de possuir em sua única camada K um único elétron, ele não 
possui as mesmas características que os outros elementos químicos pertencentes à 
mesma família 1A ou 1. 
O hidrogênio se encontra no estado gasoso e altamente inflamável à 
temperatura ambiente. Possui a capacidade de se combinar com metais e ametais e, 
pode tornar-se metálico como supercondutor. Com esses atributos podemos 
perceber, mais uma vez, que essas características são bem distintas daquelas que já 
estudamos anteriormente. 
Ops! Antes de encerrarmos esta aula, precisamos deixar mais uma informação 
sobre a Tabela Periódica. Já estávamos esquecendo que as famílias do grupo A na 
Tabela, podem ser identificadas por nomes especiais, como descritos a seguir: 
 
Famílias Elementos Químicos Nome 
1A - 1 Li, Na, K, Rb, Cs e Fr Metais alcalinos 
2A - 2 Be, Mg, Ca, Sr, Ba e Ra Metais alcalinos terrosos 
3A - 13 B, Al, Ga, In, Tℓ Família do boro 
4A - 14 C, Si, Ge, Sn e Pb Família do carbono 
5A - 15 N, P, As, Sb e Bi Família do nitrogênio 
6A - 16 O, S, Se, Te e Po Calcogênios 
7A - 17 F, Cℓ, Br, I e At Halogênios 
8A - 18 - zero He, Ne, Ar, Kr, Xe e Rn Gases nobres 
 
5 Disponível em: <http://www.berlinistin.com/2009_05_01_archive.html>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
12 
 
 
 1. Leia as considerações a seguir sobre os minerais cálcio e ferro citados no 
texto e, em seguida, responda ao que se pede: 
 
I. Os elementos cálcio e ferro são representados pelos símbolos, Ca e Fe, 
respectivamente. 
II. O ferro é um metal e por isso é um bom condutor de eletricidade. 
III. O Ca e o Fe estão localizados na família dos metais alcalinos terrosos da tabela 
periódica. 
 
Estão corretas as alternativas: 
(A) I e II apenas; 
(B) I e III apenas; 
(C) I, II e III; 
(D) II e III apenas. 
 
Vamos responder juntos?! 
 
Para respondermos essa questão analisaremos cada um dos itens apresentados, 
vamos a eles: 
I. Os elementos cálcio e ferro são representados pelos símbolos, Ca e Fe, 
respectivamente. → Correto. Ao procurarmos esses elementos na Tabela Periódica, 
encontraremos os símbolos Ca para o cálcio e Fe para o ferro; 
II. O ferro é um metal e por isso é um bom condutor de eletricidade. → Correto. O 
ferro se encontra na família 8B ou 8, logo, ele é um metal e por isso é um bom 
condutor de eletricidade; 
III. O Ca e o Fe estão localizados na família dos metais alcalinos terrosos da tabela 
periódica. → Falso. A descrição desse item indica que tanto o ferro quanto o cálcio se 
encontram na família dos metais alcalinos terrosos, ou seja, na família 2A ou 2, não 
 
 Atividades Comentadas 1 
 
13 
sendo isto uma verdades, pois como já até respondemos no item II, o ferro se encontra 
na família 8B ou 8. 
Assim os itens corretos somente I e II, e por isso o gabarito desta questão é a 
letra A. 
 
2. Analise a afirmativa a seguir: 
 
“São maus condutores de calor e eletricidade, apresentam em estado sólido, líquido 
ou gasoso, nas condições ambiente.” 
 
Essas são características pertencentes às propriedades químicas dos: 
(A) ametais; 
(B) gases nobres; 
(C) metais. 
(D) semimetais. 
 
Comentário: Como descrito no próprio Caderno do Aluno, essas características 
referem-se a ametais. 
GABARITO: A. 
 
3. Classifique os elementos abaixo segundo sua localização na TabelaPeriódica: 
 
Hg, He, Br, N, Kr, Sb, Rn, Ga, P, As, Zn e Ir. 
 
a) Metais:_____________________________________________________________ 
b) Não metais: _________________________________________________________ 
c) Gases nobres: _______________________________________________________ 
Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um desses elementos na Tabela 
Periódica para que então seja possível definir sua classificação: 
 
 
14 
GABARITO: a) Metais: Hg, Sb, Ga, Zn e Ir. 
b) Não metais: Br, N, P e As. 
c) Gases nobres: He, Kr e Rn. 
 
4. Nas condições ambientes os metais são sólidos, uma exceção é o: 
(A) sódio; 
(B) magnésio; 
(C) ouro; 
(D) mercúrio; 
(E) cobre. 
 
Comentário: Como já descrito no texto do Caderno do Aluno, o único metal líquido é o 
mercúrio. 
GABARITO: D 
 
5. (UERJ/2º Exame de Qualificação - 2011) 
 
 
A única caixa que contém apenas metais está indicada pela seguinte letra: 
(A) W; 
(B) X; 
(C) Y; 
(D) Z. 
 
15 
Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um dos elementos que 
compõem as caixas W, X, Y e Z, na Tabela Periódica, para que então seja possível 
definir a classificação de cada um deles e então definir qual das caixas contém apenas 
metais. 
Na Caixa W zinco (Zn) e cobre (Cu) são metais, mas o silício (Si) é um ametal. Em X 
cromo (Cr) e níquel (Ni) são metais, entretanto o arsênio (As) é um ametal. Na caixa de 
letra Y, o magnésio (Mg) e chumbo (Pb) são metais , mas o iodo (I) é um ametal. Já na 
caixa Z, o alumínio (Aℓ), o ferro (Fe) e o cádmio (Cd) são metais. 
GABARITO: D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 Agora que já estudamos algumas das características que auxiliaram na 
composição do formato da atual Tabela Periódica, analisaremos um pouco mais 
profundamente essas propriedades e perceberemos que algumas informações 
importantes podem ser recolhidas. 
 Atualmente entendemos que a Tabela é denominada Periódica porque existem 
caraterísticas que se repetem de período em período. A partir deste momento, 
estudaremos três das várias propriedades periódicas: o raio atômico, a 
eletronegatividade e o potencial de ionização. 
Raio Atômico 
 Para que possamos entender o conceito de Raio Atômico, precisamos 
primeiramente idealizar o átomo como sendo uma esfera e a partir de então 
entenderemos que o raio do átomo, será a distância entre o centro da esfera, ou seja, 
o núcleo atômico, até sua extremidade, o elétron mais externo na elestrofera. 
 
Raio atômico.6 
 
O tamanho dos átomos depende de dois fatores. Um deles refere-se ao número 
de camadas eletrônicas e o outro à quantidade de prótons existentes em seu núcleo, 
ou seja, à sua carga nuclear. A imagem a seguir mostra a variação de raio atômico de 
alguns elementos representativos, ou seja, aqueles que se encontram nas famílias do 
grupo A. 
 
6 Disponível em: < http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/fisica/10_tabela_periodica_d.htm>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
Aula 2: Quais são suas propriedades, Sr. Átomo? 
 
 
17 
 
Variação do Raio Atômico na Tabela Periódica.7 
Analisaremos essa variação de Raio Atômico focando em dois pontos: 
1º - Em uma mesma família o Raio Atômico tende a aumentar em direção aos períodos 
mais abaixo da Tabela Periódica, crescendo assim de cima para baixo. E, como já 
sabemos que o conceito de período está associado à quantidade de camada 
eletrônicas existentes na eletrosfera atômica, podemos assim concluir que, o raio 
tende a aumentar com o aumento de níveis eletrônicos; 
2º - Em um mesmo período, ou seja, analisando átomos que possuem o mesmo 
número de camadas eletrônicas, percebemos que o raio cresce à medida que andamos 
para a esquerda na Tabela Periódica. Sendo assim, os átomos que se localizam à 
esquerda na Tabela Periódica possuem raio atômico maior que aqueles que se 
encontram à direita. Isso ocorre porque à medida que o número atômico diminui, a 
quantidade de prótons no núcleo atômico aumenta, fazendo com que a atração desses 
prótons (cargas positivas) sobre os elétrons (cargas negativas), nos níveis periféricos 
diminua. Portanto, se a atração entre núcleo-elétron é menor, os prótons e os elétrons 
tendem a ficar mais afastados, distanciando, assim, os níveis da eletrosfera ao núcleo, 
e consequentemente, o raio do átomo tende a aumentar. 
 
7 Disponível em: <http://ludoquimica.blogspot.com.br/2012/04/questao-sobre-propriedades-periodicas.html>. Acesso em: 15 
ago. 2013. 
 
18 
 Portanto, de uma forma geral podemos afirmar que o Raio Atômico no sistema 
periódico cresce da direta para esquerda e, de cima para baixo, como mostra a 
imagem a seguir: 
 
Representação do Raio Atômico na Tabela Periódica.
8
 
Potencial de Ionização 
 O termo ionização pode fazer você pensar em algo que já estudamos, lembra? 
Íons. Isso mesmo! A ionização vem do fato de trabalharmos com íons. O Potencial de 
Ionização ou a Energia de Ionização é a energia necessária para se retirar um elétron 
da eletrosfera de um átomo em seu estado fundamental, isolado e gasoso. 
 De uma forma geral, podemos representar esse processo através da seguinte 
equação química: 
M0(g) + energia → M
+
(g)
 + e- 
Ao se retirar o elétron, o átomo neutro se transforma em um cátion. A equação 
química abaixo representa o processo para obtenção do Potencial de Ionização do 
potássio. 
 
Os Potenciais de Ionização dos ametais são maiores que o dos metais. Isso, 
porque os metais possuem tendência em liberar elétrons, logo é necessária pouca 
energia para a retirada desses elétrons. Já os ametais, possuem tendência em receber 
 
8 Disponível em: <http://www.tabelaperiodicacompleta.com/propriedades-periodicas>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
19 
elétrons, por isso a energia necessária para se arrancar um elétron seu é muito grande, 
aumentando assim seu Potencial de Ionização. 
É possível também relacionar esse conceito de Potencial de Ionização com o 
tamanho do átomo, ou seja, com o Raio Atômico. Quanto maior for o raio do átomo, a 
atração existente entre o núcleo e o elétron da eletrosfera será menor e os elétrons se 
encontrarão mais afastados do núcleo e, portanto, mais “livres”, assim, a energia 
necessária para sua retirada é menor. O contrário também é verdadeiro, pois quanto 
menor o tamanho de um átomo, a atração núcleo-elétron existente é maior e o 
elétron se encontrará “preso”, o que dificultaria a sua retirada, aumentando assim sua 
energia de ionização. 
De uma forma geral, podemos afirmar que o Potencial de Ionização na Tabela 
Periódica tende a crescer da esquerda para a direita e, de baixo para cima, como 
mostra o esquema a seguir. 
 
Representação da Energia de Ionização na Tabela Periódica.9 
Eletronegatividade 
Essa propriedade periódica se encontra associada à tendência, seja ela maior 
ou menor, de um átomo atrair os elétrons para si, em uma ligação química. Portanto, 
através da Eletronegatividade, é possível comparar a força de atração exercida pelos 
átomos sobre os elétrons de uma ligação. 
 
 
 
9 Disponível em: <http://www.tabelaperiodicacompleta.com/propriedades-periodicas>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
20 
A Eletronegatividade está diretamente relacionada com o raio do átomo, pois 
quanto menor for o Raio Atômico, maior será sua força de atraçãosobre os elétrons, e 
portanto, a ligação tende a ser menor. Assim, podemos afirmar que quanto menor for 
o Raio Atômico, maior será a sua Eletronegatividade, e vice-versa. 
Cuidado! Como a Eletronegatividade está associada à força de atração 
eletrônica numa ligação química, os gases nobres então não possuem essa 
propriedade, já que não se combinam com outros átomos, não estabelecendo assim, 
ligações. 
De uma forma geral, a Eletronegatividade na Tabela Periódica cresce da 
esquerda para a direita e, de baixo para cima, como representado no esquema a 
seguir: 
 
 Representação da Eletronegatividade na Tabela Periódica.10 
 
 
 
1. (Unaerp-SP) Considere os átomos dos seguintes elementos: 
 
I – Átomo de 3Li
6 
II – Átomo de 9F
18 
III – Átomo de 11Na
2 
 
10 Disponível em: < http://www.infoescola.com/quimica/eletronegatividade-e-eletropositividade/>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
 Atividades Comentadas 2 
 
21 
 
Considere as seguintes bolas: 
 
A – bola de tênis 
B – bola de pingue-pongue 
C – bola de gude 
 
Para representar com as bolas, os átomos, a melhor sequência seria: 
(A) I-B, II-A, III-C. 
(B) I-B, II-C, III-A. 
(C) I-C, II-A, III-B. 
(D) I-C, II-C, III-A. 
(E) I-C, II-C, III-B. 
 
Vamos responder juntos?! 
 
Podemos perceber que item trabalha com o conceito que envolve o tamanho 
dos átomos, ou seja, o Raio Atômico. Isto, porque o item pede uma comparação entre 
os elementos citados com as bolas de tamanhos diferentes. Assim, é necessário que 
entendamos que a bola de tênis é maior que a de pingue-pongue, que é maior que a 
de gude e por isso, concluímos: a bola de tênis possui maior tamanho e a de gude 
menor. 
Para que possamos dizer quais dos átomos pedidos é maior ou menor, 
precisamos analisar sua eletrosfera, ou seja, a configuração de seus elétrons em níveis. 
E então teremos... 
3Li
6 → possui 3e- → 1s2 2s1 → K = 2e- | L = 1 e- → duas camadas eletrônicas. 
9F
18 → possui 9e-→ 1s2 2s2 2p5 → K = 2e- | L = 6 e- → duas camadas eletrônicas. 
11Na
23 → possui 11e-→ 1s2 2s2 2p6 3s1 → K = 2e- | L = 6 e- | M = 1 e- → três 
camadas eletrônicas. 
 A partir daqui, já podemos afirmar que o sódio possui o maior raio atômico, 
pois possui o maior número de camadas que os demais e por isso podemos compará-lo 
a bola de tênis. 
 
22 
Entretanto, quanto ao átomo de menor raio, devemos analisar a atração 
existente entre o núcleo e os elétrons do lítio e do flúor. Como o flúor possui maior 
número de prótons no núcleo que o lítio, a atração núcleo-elétron nele é maior, e por 
e com isso seu raio tende a diminuir. Portanto o raio do flúor é menor que o do lítio, 
assim, analogamente, podemos afirmar que o flúor pode ser representado pela bola 
de gude e o lítio pela de pingue-pongue. Portanto, o gabarito para esse item é a letra 
C. 
 
2. (UFTPR-PR/Adaptado) Na tabela esquemática a seguir está apresentado o sentido 
de crescimento de uma propriedade periódica. Propriedade periódica é aquela cujos 
valores para os diversos elementos crescem e decrescem em função do número 
atômico crescente. 
 
 
Assinale a propriedade que apresenta este sentido de crescimento: 
(A) eletronegatividade (exceto os gases nobres); 
(B) eletropositividade (exceto os gases nobres); 
(C) energia de ionização; 
(D) raio atômico. 
 
Comentário: A imagem deste item se encontra no corpo textual do Caderno do Aluno. 
As setas indicam o crescimento da propriedade para esquerda e para baixo, sendo 
então essa característica relativa ao tamanho do átomo, ao Raio Atômico. 
GABARITO: D 
 
 
 
 
 
23 
3. (PUC-RJ/Adaptado) Considere as afirmações sobre elementos do grupo IA da Tabela 
Periódica: 
I- São chamados metais alcalinos. 
II- Seus raios atômicos crescem com o número atômico. 
III- Seu potencial de ionização aumenta com o número atômico. 
IV- Sua eletronegatividade aumenta com o número atômico. 
Dentre as afirmações, são verdadeiras: 
 
(A) I e II. 
(B) III e IV. 
(C) I, II e IV. 
(D) II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
Comentário: As afirmações I e II são verdadeiras, pois a família 1A é denomina família 
dos metais alcalinos e nessa família o crescimento do número atômico se dá ao 
perpassarmos pelos períodos, aumento assim os números de níveis eletrônicos dos 
átomos e consequentemente seu Raio Atômico. 
 As afirmações III e IV são falsas porque o aumento do número atômico e 
consequentemente do raio, diminui a força de atração entre o núcleo e os elétrons da 
eletrosfera, diminuindo assim a energia necessária para se retirar um elétron, ou seja, 
o potencial de ionização e, também, a eletronegatividade. 
GABARITO: A 
 
4. (UNB-DF/Adaptado) Observe os elementos representados na Tabela Periódica 
parcial abaixo e julgue os itens em verdadeiro (V) ou falso (F): 
 
 
 
 
24 
( ) O césio (Cs) é o elemento de maior raio atômico dentre os representados; 
( ) O raio atômico do magnésio (Mg) é maior que o do sódio (Na) porque ele possui 
um elétron a mais; 
( ) Dentre os elementos representados, o níquel (Ni), escândio (Sc) e ítrio (Y) são 
metais; 
( ) A eletronegatividade dos elementos B, C, N, O, F aumenta da esquerda para a 
direita; 
( ) A energia de ionização do rubídio (Rb) é maior que a do xenônio (Xe). 
 
Comentário: Analisaremos os itens individualmente: 
 V – pois na tabela o raio tende a crescer de cima para baixo e da direita para 
esquerda. 
 F – como o raio cresce para esquerda e, ambos, se encontram no mesmo 
período, então o sódio possui raio maior que o do magnésio. 
 V – Os elementos citados são metais, pois estão à esquerda da Tabela 
Periódica. 
 V – A eletronegatividade cresce para direita e para cima, logo o elemento mais 
eletronegativo é o flúor. 
 F – Sabendo que a energia de ionização é a energia necessária para se retirar 
um elétron, ao se tratar do xenônio, um gás nobre que não tende a perder ou ganhar 
elétrons, a energia necessária para se tentar retirar elétrons nele é maior que no 
rubídio. 
GABARITO: V, F, V, V e F. 
 
5. X, Y e Z representam três elementos da tabela periódica que têm raios, em 
nanômetros: 
 
X: 0,0080 nm Y: 0,123 nm Z : 0,157 nm 
 
Estes elementos podem ser, respectivamente: 
(A) Li, Be e Na; 
(B) Li, Na e Be; 
 
25 
(C) Na, Be e Li; 
(D) Na, Li e Be; 
(E) Be, Li e Na. 
Comentário: Neste item os raios de X, Y e Z crescem, nessa ordem. E, como as opções 
possuem somente os átomos de lítio (Li), berílio (Be) e sódio (Na), precisamos então, 
colocá-los em ordem de Raio Atômico: RNa > RLi > RBe. 
GABARITO: D 
 
 
 
Além dos átomos possuirem propriedades e características que já estudamos, 
eles também podem se unir a outros e formar substâncias. Vamos estudar isso, 
então?! 
Não temos como quantificar todas as substâncias que temos contato. A água 
(H2O), o sal de cozinha (NaCℓ) e o gás oxigênio (O2) que respiramos, são apenas alguns 
exemplos de substâncias que temos contato no dia a dia. 
Sabemos que essas substâncias são formadas por átomos, mas por que os 
átomos se combinam com outros? Essa resposta você só terá se continuar estudando 
conosco, pois para ela precisamos compreender a Teoria do Octeto. 
Teoria do Octeto 
Os cientistas alemão Walter Kossel e o americano Gilbert Lewis em seus 
trabalhos preceberam que um grupo de átomos se encontravam estáveis quando 
isolados, sem que houvesse combinação com outros átomos e que possuíam uma 
certa semelhança em sua distribuição eletrônica como mostra a tabela a seguir: 
 
 
 
 
Aula3: A união faz... Substâncias! 
 
 
26 
Nome Representação K L M N O P Q 
Hélio 2He 2e
- 
Neônio 10Ne 2e
- 8e- 
Argônio 18Ar 2e
- 8e- 8e- 
Criptônio 36Kr 2e
- 8e- 18e- 8e- 
Xenônio 54Xe 2e
- 8e- 18e- 18e- 8e- 
Radônio 86Rn 2e
- 8e- 18e- 32e- 18e- 8e- 
 
Ao analisarmos as configurações eletrônicas dos gases nobres (família 8A ou 
18), que se encontram nessa tabela, percebemos que possuem a mesma quantidade 
de elétrons no último nível eletrônico, ou seja 8 elétrons, exceto o hélio, que possuem 
2 elétrons na camada de valência. Esses dois cientistas associaram, então, que a 
estabilidade presente nos gases nobres está no fato desses átomos possuirem 8 
elétrons em sua valência. E, com essa conclusão foi constituída uma teoria 
denominanda Regra do Octeto. 
A partir de então, a distribuição eletrônica dos gases nobres passou a ser uma 
referência para outros átomos, indicando que os átomos somente se estabiliziriam 
quando adquirissem 8 elétrons em sua última camada tal como um gás nobre. 
Os átomos então, conseguiriam atingir a estabilidade por meio da combinação 
com outros átomos, participando de ligações químicas, com objetivo de obter uma 
estabilidade similar a dos gases nobres. Lembramos, novamente, que átomos de hélio 
(He) são uma exceção a esta teoria do octeto, pois sua estabilidade é se dá com apenas 
2 elétrons em seu nível de valência. 
Sabemos que existem 3 tipos de ligações entre átomos: iônicas, covalentes e 
metálicas. 
Ligação Iônica ou Eletrovalente 
 O termo “Iônica” também é derivado da palavra e do conceito de íons. Neste 
tipo de ligação, os átomos doam elétrons para outros que precisam receber, afim de 
ambos se estabilizarem, ou seja, com o objetivo de adquirir 8 elétrons em suas últimas 
camadas, segundo a Teoria do Octeto. 
 
27 
 Assim, teremos uma ligação entre um cátion, que doa elétrons e adquire uma 
carga positiva e, um ânion, que recebe elétrons e adquire uma carga negativa. Esse 
tipo de ligação química é uma das mais fortes, pois é estabelecida pela atração entre 
cargas de sinais opostos. Também é possível afirmar que esse tipo de ligação se 
estabelecerá entre metais, que possuem tendência em doar elétrons e, ametais, que 
tendem a receber elétrons. Lembramos que o hidrogênio, na maioria dos casos, tende 
a receber 1 elétron em seu nível de valência, fazendo então, papel de um ametal. 
 Vamos ver como essa ligação se estabele? 
 
 
 
Ligação Iônica existente no NaCℓ.11 
 Agora vamos interpretar como a ligação iônica entre o sódio e o cloro foi 
estabelecida? 
Vamos lá! A ligação estabelecida entre os átomos de sódio (Na) e cloro (Cℓ), 
forma o cloreto de sódio (NaCℓ), mais conhecido em nosso cotidiano como sal de 
cozinha. 
A princípio em seu estado neutro, o átomo de sódio (Na), pertence a família 
1A, possuindo 1 elétron em seu nível de valência. Portanto, ele precisa perder este 
elétron para ficar com oito na sua última camada e assim se tornar estável, pois já 
sabemos que o sódio é um metal e possui tendência em ceder elétron. Já o átomo de 
 
11 Disponível em: <http://www.infoescola.com/quimica/ligacao-ionica-eletrovalente/>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para 
fins didáticos. 
 
28 
cloro (Cℓ), possui sete elétrons no seu nível de valência, e por isso precisa receber um 
elétron para se estabilizar. Assim, o átomo de sódio doa um elétron para o átomo de 
cloro. E desse modo, temos um íon positivo (cátion sódio (Na+)) e um íon negativo 
(ânion cloreto (Cℓ-)), ambos com o octeto completo. 
Com a formação desses íons (Na+1 e Cℓ-1) que são eletrônicamente estáveis, há 
uma atração eletrostática, devido suas cargas opostas. A reunião desses íons formam o 
composto iônico NaCℓ. 
Os compostos iônicos são sólidos e formam retículos cristalinos, em condições 
ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são bem altos e, as substâncias iônicas 
fundidas ou em solução aquosa conduzem corrente elétrica. 
Ligação Covalente ou Molecular 
O nome deste tipo de ligação já o define, o prefixo “CO” indica cooperação, 
compartilhar, já o termo “VALENTE” relaciona-se a valência, ao nível de valência. Ao 
reunir essas informações, compomos o conceito de ligação covalente, ela se realiza por 
meio de um compartilhamento de elétrons que se encontram na camada de valência 
dos átomos. 
 
Ligação Covalente
12
 
 
12 Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/ligacoes-quimicas-metais-nao-metais-ligacoes-ionicas-e-
ligacoes-covalentes.htm>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para fins didáticos. 
 
29 
 Na ligação covalente não há formação de cargas positivas (cátions) e negativas 
(ânions), pois os átomos nessa ligação não doam ou recebem elétrons, mas os 
compartilham. Isto ocorre porque os átomos que se unem por esse tipo de ligação 
química tendem a receber elétrons (ametais ou hidrogênio). A ligação covalente então, 
pode ser estabelecida entre ametais ou, entre um ametal e hidrogênio. 
 Vamos ver como a ligação molecular se estabelece? 
 
Ligação Covalente existente no Gás Oxigênio (O2).
13 
 Agora vamos interpretar como a ligação covalente entre átomos de oxigênio foi 
estabelecida? 
Os átomos de oxigênio (O) possuem, quando neutro, 6 elétrons em sua 
valência, já que se encontram na família 6A ou 16 da Tabela Periódica. Como o 
oxigênio é um ametal e precisa atingir o octeto e se estabilizar, esse átomo tenderá a 
receber 2 elétrons. Cada oxigênio deverá compartilhar então, 2 elétrons que se 
encontram em sua última camada. 
No modelo de ligação covalente precisamos considerar que quando os dois 
átomos se aproximam , há ao mesmo tempo forças de repulsão, entre os elétrons de 
ambos os átomos e entre o núcleo dos átomos e atração, entre o núcleo de cada 
átomo e o elétron do outro, que se equilibram. Assim, os elétrons de cada átomo de 
 
13 Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=18389>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
30 
oxigênio continua preso a suas respectivas eletrosferas, que se encontram 
compartilhadas pelo dois átomos que compoem a ligação covalente. Devido a isso, 
cada um dos átomos de oxigênio interage com os 4 elétrons compartilhados, fazendo 
com que cada um totalize 8 elétrons em seu nível de valência, atingindo assim sua 
estabilidade. 
Os compostos moleculares são encontrados nos três estados físicos, em 
condições ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são baixos quando comparados 
à substâncias iônicas e, em suas formas puras, líquidos e sólidos não conduzem 
corrente elétrica, com exceção da grafita, que conduz corrente elétrica na forma 
sólida, porque seus elétrons das ligações duplas fazem ressonância e por isso, possuem 
certa mobilidade. 
Ligação Metálica 
 
A ligação metálica ocorre entre metais e suas características não podem ser 
explicadas pela ligação covalente e nem pela ligação iônica. Os metais têm por 
carcaterística ser um bom condutor de eletricidade. 
Essa eletricidade nada mais é do que um fluxo de elétrons e pode ser explicada 
pela Teoria da Nuvem Eletrônica ou “Mar” de Elétrons. Tal teoria indica que o metal 
seria formado por um aglomerado de átomos neutros e cátions, mergulhados em uma 
nuvem, ou “mar”, onde os elétrons circulariam livremente. Sendo este “mar” de 
elétrons o estabelecimento da ligação metálica, mantendo os átomos unidos. 
 
O “mar” de elétrons.
14
 
 
14 Disponívelem: <http://corro4v072.blogspot.com.br/2008/02/glossrio-de-materiais.html>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
 
31 
 Em um anel de prata, a ligação metálica entre os átomos de prata (Ag) se 
estabelecem como representado no esquema a seguir: 
 
Ligação Metálica em um anel de prata.
15
 
 
 
 
1. (Vunesp) Os elementos X e Y têm, respectivamente, 2 e 6 elétrons na camada de 
valência. Quando X e Y reagem, forma-se um composto: 
(A) covalente, de formula XY. 
(B) covalente, de formula XY2. 
(C) covalente, de formula X2Y3. 
(D) iônico, de formula X2+Y2-. 
(E) iônico, de formula X1+Y2-. 
 
 Vamos responder juntos?! 
 
Para responder esta questão, precisamos entender que os átomos possuem 
tendência em formar compostos químicos por meio de ligações a fim de adquirir a 
configuração eletrônica de um gás nobre, como descrito na Teoria do Octeto. Assim, 
 
15 Disponível em: < http://www.lojasimonejoias.com.br/view-content/29/alianca-de-prata.html>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
Adaptado para fins didáticos. 
 Disponível em: < http://200.156.70.12/sme/cursos/EQU/EQ20/modulo1/aula0/aula08/01.html>. Acesso em: 15 ago. 2013. 
Adaptado para fins didáticos. 
 
 Atividades Comentadas 3 
 
 
32 
como o átomo X possui somente 2 elétrons em seu nível de valência, sua tendência 
seria doar esses elétrons, pois isso seria mais fácil do que receber 6 elétrons para 
então ficar com os 8 elétrons em sua valência. Logo, o átomo X cederia esses dois 
elétrons, ficando com uma carga elétrica de 2+, ao átomo Y, que por já possuir 6 
elétrons em sua última camada, receberia esses dois elétrons para assim atingir a 
estabilidade, adquirindo, então, carga de 2-. 
Como neste caso, há doação e recebimento de elétrons uma troca de elétrons, 
temos então, uma ligação tipicamente iônica, cujos íons são o X2+ e o Y2-. Assim, o 
gabarito mais apropriado a essa questão é a letra D. 
 
2. (Uel) Podem ser citadas como propriedades características de substâncias iônicas: 
(A) baixa temperatura de ebulição e boa condutividade elétrica no estado sólido; 
(B) baixa temperatura de fusão e boa condutividade elétrica no estado sólido; 
(C) elevada temperatura de fusão e boa condutividade elétrica quando em fusão; 
(D) estrutura cristalina e pequena solubilidade em água; 
(E) formação de soluções aquosas não condutoras da corrente elétrica e pequena 
solubilidade em água. 
 
Comentário: Este item trabalha com as características existentes em compostos 
iônicos que estão descritas no Caderno do Aluno. Nele encontramos: 
“Os compostos iônicos são sólidos e formam retículos cristalinos, em condições 
ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são bem altos e as substâncias iônicas 
fundidas ou em solução aquosa conduzem corrente elétrica.” 
GABARITO: D 
 
3. Nos compostos moleculares, os átomos se unem por ligações covalentes que são 
formadas por: 
(A) doação de elétrons; 
(B) recepção de elétrons; 
(C) doação de prótons; 
(D) recepção de prótons; 
(E) compartilhamento de elétrons. 
 
33 
 
Comentário: Essa questão trabalha como conceito-base de ligações covalentes, cujos 
átomos se combinam por meio de compartilhamento de elétrons. 
GABARITO: E 
 
4. O fósforo (P) e o cloro (Cℓ) se encontram nas famílias 5A e 7A e, respectivamente, 
possuem 5 e 7 elétrons na camada de valência. 
 
a) Quantos átomos de fósforo e cloro serão necessários para que ao estabelecer uma 
ligação química entre eles, atinjam a estabilidade? 
 
b) Qual é o tipo de ligação formada entre esses átomos? 
 
Comentário: a) Para os átomos de fósforo e cloro se estabilizarem segundo a Regra 
do Octeto, eles precisariam obter 8 elétrons em sua última camada. Como ambos são 
ametais, a sua tendência é de receber elétrons, logo compartilharão seus elétrons de 
valência. O fósforo deverá compartilhar 3 elétrons e o cloro apenas 1. Assim, será 
necessário então, 3 átomos de cloro, pois cada um deles compartilha somente 1 único 
elétron, para 1 de fósforo, que necessita compartilhar 3 elétrons para atingir o octeto. 
GABARITO: 3 átomos de cloro e 1 átomo de fósforo. 
 
 b) No item a, verificamos que os átomos de fósforo e cloro 
compartilham seus elétrons, sendo isto característico de uma ligação do tipo 
covalente. 
 
GABARITO: Ligação covalente 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Avaliação 
 
 
35 
 1. Leia o texto abaixo: 
 
Disponível em: < 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/tvmultimidia/imagens/2011/quimica/junho/04potassio.jpg>. Acesso em 
17 ago. 2013. 
Agora, responda os itens abaixo segundo os dados descritos nesse texto: 
 
a) Em qual a família encontramos esse elemento químico? 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
b) Cite uma característica desse metal: 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
c) Por que esse elemento possui maior raio atômico que o sódio (Na)? 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
 
Comentário: a) O potássio é um metal alcalino localizado na família 1A ou 1. 
GABARITO: Família 1A ou 1. 
 
 
36 
 b) Os metais como o potássio, possuem várias características. Abaixo, no 
campo gabarito, elencaremos algumas delas: 
 
GABARITO: Os metais são geralmente sólidos à temperatura ambiente, duros e 
dúcteis, mas maleáveis. São bons condutores de eletricidade e calor e possuem 
temperaturas altas de fusão e ebulição. Possuem grande tendência em formar cátions, 
ou seja, íons que doam elétrons. 
 c) O potássio está abaixo do sódio na Tabela Periódica e por isso 
podemos indicar que seu tamanho é maior, quando comparado ao sódio. 
 
GABARITO: O potássio possui 4 níveis eletrônicos e o sódio 3, por isso seu Raio 
Atômico é maior. 
 
2. Qual dos grupos abaixo possui apenas ametais? 
(A) B, Al e Ne. 
(B) Na, Ge e Rn. 
(C) W, Os e Po. 
(D) Si, Ge e As. 
(E) Br, S e O. 
 
Comentário: Os ametais são elementos que se encontram mais à direita da Tabela 
Periódica. 
GABARITO: E 
 
3. (Mackenzie) Da fórmula eletrônica na figura adiante, pode-se concluir que: 
 
(A) o potássio pertence à família dos metais alcalino-terrosos; 
 
37 
(B) o átomo de oxigênio tem seis elétrons na camada de valência e ao ligar-se, adquire 
uma configuração eletrônicaigual à de um gás nobre; 
(C) ocorre somente uma ligação iônica; 
(D) a substância formada não é eletricamente neutra; 
(E) o átomo de oxigênio cede dois elétrons para dois átomos de potássio. 
 
Comentário: Nesta questão trabalhamos com os conceitos desenvolvidos em todo o 
Caderno do Aluno em relação aos átomos de potássio e oxigênio. 
GABARITO: B 
 
4. (UFRS-RS) Considere o desenho a seguir, referente à tabela periódica dos elementos. 
 
A setas 1 e 2 referem-se respectivamente, ao aumento de valor das propriedades 
periódicas: 
(A) eletronegatividade e raio atômico; 
(B) raio atômico e eletroafinidade; 
(C) raio atômico e caráter metálico; 
(D) potencial de ionização e eletronegatividade; 
(E) potencial de ionização e potencial de ionização. 
Comentário: Neste item trabalhamos com o conceito de duas propriedades periódicas, 
que devem identificadas segundo suas características de crescimento na Tabela 
Periódica. 
GABARITO: A 
 
38 
5. Dados os elementos químicos com seus símbolos e números atômicos: 
 
I) Hidrogênio → H (Z = 1) 
II) Oxigênio → O (Z = 8) 
III) Sódio → Na (Z = 11) 
IV) Enxofre → S (Z = 16) 
V) Cálcio → Ca (Z = 20) 
 
Unem-se por ligações covalentes, átomos de: 
(A) H/O e H/Na 
(B) O/Na e O/S 
(C) Na/S e S/Ca 
(D) S/H e S/O 
(E) Ca/Na e Ca/H 
 
Comentário: O tema central dessa questão são as características que permeiam o 
conceito de ligação covalente que, de uma forma simples, podem ser estabelecidas 
entre ametais ou entre um ametal e o hidrogênio. 
GABARITO: D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
Caro aluno, agora que estudamos todos os principais assuntos relativos ao 3° 
bimestre, é o momento de discutir um pouco sobre eles que se encontram 
constantemente em nosso redor. Esta pesquisa deve ser realizada individualmente. 
Vamos começar? 
Neste bimestre trabalhamos sobre as características e organização dos 
elementos químicos na Tabela Periódica e suas respectivas interações entre si. Por 
isso, com as letras de seu nome, encontre dois símbolos de elementos químicos que 
podem ser encontrados na Tabela Periódica. Escreva-os nas quadrículas abaixo. 
 
 
 
 
 
 Elemento 1 Elemento 2 
 
Agora que você encontrou seus elementos químicos, responda as perguntas que se 
seguem sobre eles: 
 
I – Qual a família e período em que se encontram? 
Elemento 1 - 
R__________________________________________________________________ 
Elemento 2 - 
R__________________________________________________________________ 
 
II – Classifique-os como sendo metal, ametal, gás nobre ou hidrogênio: 
 
Elemento 1 - 
R__________________________________________________________________ 
Elemento 2 - 
R__________________________________________________________________ 
 
 
Pesquisa 
 
40 
III – Qual deles possui maior raio atômico? Justifique sua resposta. 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
IV – Se algum desses elementos se combinasse ao oxigênio (O), estabeleceriam uma 
ligação do tipo iônica? Justifique sua resposta: 
 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
Comentário: Caro Aplicador, as respostas desta atividade de pesquisa dependem da 
escolha dos elementos químicos pelos alunos. Entretanto, de uma forma geral 
podemos afirmar que, no item I, os estudantes deverão localizar a família, coluna 
vertical, e o período, coluna horizontal, dos elementos escolhidos na Tabela Periódica. 
O item II depende dessa localização, a partir dela poderemos inferir se, classificam-se 
como metal, não metal, gás nobre ou a escolha foi o próprio hidrogênio. Já no item III, 
é necessário comparar os elementos escolhidos segundo sua quantidade de níveis e 
prótons e, de uma forma mais resumitiva, através das setas expressas na imagem 
abaixo, para então definir qual dos elementos escolhidos possuem maior Raio 
Atômico: 
 
Relação entre Tabela Periódica e o Raio Atômico.
16
 
 
No último item, o IV, trabalhamos com o conceito de ligação iônica que se estabelece 
entre metais e ametais, ou entre um metal e o hidrogênio. Como compararemos os 
elementos escolhidos com o oxigênio (O), que é um ametal, para que se estabeleça 
este tipo ligação com o oxigênio é preciso que um dos elementos escolhidos pelos 
estudantes seja um metal. Caso contrário, a ligação que será estabelecida, será a 
covalente. 
 
16 Disponível em: <http://tosabendomais.com.br/userfiles/image/raio.jpg>. Acesso em: 17 ago. 2013. 
 
41 
 
 
[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas 
Transformações, vol.1, 3ª. edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006. 
[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química, vol. 1, 4ª.ed. São Paulo: Moderna, 
2005. 
[3] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 
2006. 
[4] LISBOA, Julio Cesar Foschini. Ser Protagonista – Química, vol. 1, 1ª. ed. São Paulo: 
Sm, 2011. 
 
Referências 
 
 
42 
 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa –– 0044 
11°° SSéérriiee || 44°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 4° 1° 
Habilidades Associadas 
1. Distinguir, a partir do conceito de escala de eletronegatividade de Pauling, o caráter iônico e o 
caráter covalente de uma ligação. 
2. Compreender as interações intermoleculares (isto é, ligação de hidrogênio, interações dipolo-
dipolo, dipolo-induzido) e relacioná-las às propriedades físicas: ponto de fusão, ponto de 
ebulição, solubilidade. 
3. Representar as ligações covalentes, ressaltando a característica do carbono na formação de 
cadeias em moléculas orgânicas. 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar 
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimentodas 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em 
prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre as Substâncias segundo 
sua composição e, portanto, por suas características. Na primeira parte desse caderno, 
que se encontra em suas mãos, os alunos estudarão sobre o Caráter Iônico e Covalente 
das Substâncias conforme a Escala de Eletronegatividade proposta por Linus Pauling. Na 
segunda parte, os alunos poderão identificar o tipo de Interações Intermoleculares 
existentes nas substâncias químicas. Ao final, compreenderão como se organizam uma 
Estrutura Molecular, destacando algumas fórmulas estruturais de compostos orgânicos. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 3 (três) aulas. As aulas podem ser compostas por uma 
explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
4 
 
 
 
 
 Introdução............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico.............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 01: Temos um caráter? .................................................................... 
 Aula 02: Vamos interagir? ........................................................................ 
 Aula 03: Cadeia?! Ligação?! ... Sim........................................................... 
 Avaliação................................................................................................. 
 Pesquisa................................................................................................... 
 
05 
05 
06 
07 
13 
21 
31 
35 
 
 
 
 
 Referências.............................................................................................. 36 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos 
Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema. 
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais 
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão 
necessários nos próximos módulos. 
 Destacamos por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é 
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de 
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos neutros e íons. Em 
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera 
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final, 
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da 
Tabela Periódica. 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
Orientações 
Pedagógicas do CM 
 
 
 
 
 
 ─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre 
─ Recursos Digitais – 4° Bimestre 
 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
Caro aluno, nesta aula iremos mais fundo sobre os estudos das Ligações 
Químicas.Estudaremos o caráter existente sob as ligações químicas formadas. E para 
isso, retornaremos a um velho conhecido nosso: Linus Pauling. 
 
Linus Pauling1 
Vamos rever os estudos desse velho amigo? 
 No final do Caderno anterior trabalhamos conceitos que envolvem a formação 
de ligações químicas. E com ela, percebemos que os diferentes tipos de ligações 
possuem características bem particulares. E por isso, quando falamos de um conjunto 
iônico, estamos falando de um composto para o qual suas ligações são iônicas. Da 
mesma forma, ao falar de um composto covalente, estamos mencionando um 
composto para o qual sua ligação é do tipo covalente. 
Linus Pauling relacionou o conceito de eletronegatividade ao caráter das 
ligações químicas. Caráter?! Sim, porque notou-se que nenhuma ligação iônica é 100% 
iônica e, por isso, o mais correto a denotar é em caráter iônico de uma ligação química; 
o mesmo acontece com as ligações covalentes, que possuem um caráter covalente. 
 
1
 Disponível em: <http://www.biography.com/people/linus-pauling-9435195>. Acesso em: 19 out. 2013. 
 
Aula 1: Temos um caráter! 
 
 
 
8 
Esse cientista definiu eletronegatividade como o “poder de um átomo, numa 
molécula, de atrair elétrons para si” e assim organizou o que chamamos de Escala de 
Eletronegatividade de Pauling para os elementos representativos, pois possuía dados 
experimentais somente desses elementos. Encontramos essa escala a seguir: 
 
Escala de Eletronegatividade de Pauling
2
 
De um modo geral, é possível dizer que a ligação entre dois átomos em que a 
diferença entre as eletronegatividades é menor ou igual a 1,7, seu caráter será 
covalente. Assim, quando pensamos em uma ligação iônica, estamos querendo dizer 
que é uma ligação entre dois átomos cuja diferença entre as eletronegatividades é 
maior ou igual a 1,7. A escala abaixo resume essa ideia: 
 
O cálculo dessa variação se dá pelo valor do elemento de maior 
eletronegatividade e então diminuir do valor de menor eletronegatividade. 
 
2
 Disponível em: < http://200.156.70.12/sme/cursos/EQU/EQ20/modulo1/aula0/aula03/04.html>. Acesso em: 19 out. 2013. 
 
9 
 
Vamos pensar como esse raciocínio pode ser feito? 
 HCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR 
∆ = 3,2 – 2,2 = 1,0 → Como esse resultado é menor que 1,7 seu 
caráter é covalente. 
 
 
 NaCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR 
∆ = 3,2 – 0,93 = 2,27 → Como esse resultado é maior que 1,7 seu 
caráter é iônico. 
 CO → ∆ = EMAIOR - EMENOR 
∆ = 3,4 – 2,6 = 0,8 → Como esse resultado é menor que 1,7 seu 
caráter é covalente. 
 
 
1. Leia o texto abaixo. 
 
A amônia ou amoníaco (NH3) é uma molécula formada por um átomo de nitrogênio ligado a 
três de hidrogênio. É obtida por um processo famoso chamado Haber-Bosch que consiste em 
reagir nitrogênio e hidrogênio em quantidades estequiométricas em elevada temperatura e 
pressão. É a maneira de obtenção de amônia mais utilizada hoje em dia. 
 
Disponível em: <http://www.infoescola.com/compostos-quimicos/amonia/>. Acesso em: 20 out. 2013. Fragmento. 
 
O caráter dessa molécula é iônico ou covalente? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA: 
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
 
Vamos responder juntos?! 
 
 Para respondermos essa questão precisamos da tabela de eletronegatividade, 
que está mais acima desse material. E nela, precisamos extrair os valores de 
eletronegatividade do nitrogênio e do hidrogênio, que são, respectivamente, 3,0 e 2,2. 
 
 Atividades Comentadas 1 
 
10 
Isto, porque para indicarmos o caráter de uma ligação química basta realizar o 
seguinte procedimento: 
∆ = EMAIOR - EMENOR 
∆ = 3,0 – 2,2 = 0,8 
Como o resultado dessa variação é menor que 1,7, podemos afirmar que essa 
molécula possui caráter covalente. 
 
 
2. A variação de eletronegatividade segundo a escala de Pauling para o caráter iônico é 
definido quando seu valor é: 
(A) maior que 1,7. 
(B) maior ou igual a 1,7. 
(C) menor que 1,7. 
(D) menor ou igual a 1,7. 
(E) igual a 1,7. 
 
Comentário: Como já descrito no texto do Caderno do Aluno, o caráter iônico é 
definido quando a variação de eletronegatividade for maior que 1,7. 
GABARITO: A 
 
3. Analise as afirmativas a seguir, e indique (V) para as verdadeiras ou (F) para as 
falsas: 
 
( ) O caráter iônico ou covalente pode ser orientado pela Regra do Octeto; 
( ) O caráter iônico pode ser definido pela variação de eletronegatividade maior que 
2,0; 
( ) Uma molécula possui um caráter iônico quando sua variação de 
eletronegatividade for igual a zero; 
( ) Uma molécula possui um caráter covalente quando sua variação de 
eletronegatividade for menor que 1,7; 
( ) O caráter covalente é indicado para moléculas cuja variação de eletronegatividade 
é maior ou igual a 1,7. 
 
 
11 
Comentário: Para essa questão precisamos retomar alguns conceitos, já indicados 
anteriormente para analisar cada uma das afirmativas propostas. 
GABARITO: F - O caráter iônico ou covalente pode ser orientado pela variação de 
eletronegatividade. 
 F - O caráter iônico pode ser definido pela variação de 
eletronegatividade maior que 1,7. 
 F - Uma molécula possui um caráter iônico quando sua variação de 
eletronegatividade for maior que 1,7. 
V - Uma molécula possui um caráter covalente quando sua variação de 
eletronegatividade for menor que 1,7. 
F - O caráter covalente é indicado para moléculas cuja variação de 
eletronegatividade é menor ou igual a 1,7. 
 
 
 
4. O caráter de uma molécula pode ser definido em função da Escala de 
Eletronegatividade proposta por Linus Pauling. Abaixo, encontram-se algumas 
substâncias em que se pode definir seu caráter. 
 
 
1 – HF 2 – KCℓ 3 – MgI2 
 
A ordem crescente de caráter iônico é: 
(A) 1, 2 e 3. 
(B) 1, 3 e 2. 
(C) 2, 1 e 3. 
(D) 3, 1 e 2. 
(E) 3, 2 e 1. 
 
Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um desses elementos na Escala 
de Eletronegatividade e então realizar o seguinte cálculo: ∆ = EMAIOR - EMENOR. 
1 – HF → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 4,0 – 2,2 → ∆ = 1,8 
 
12 
2 – KCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 3,2 – 0,82 → ∆ = 2,38 
3 – MgI2 → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 2,7 – 1,3 → ∆ = 1,4 
Logo, 3 < 1 < 2. 
GABARITO: D 
 
5. Identifique, entre os compostos mencionados abaixo, aquele em que a variação de 
eletronegatividade é igual à zero. 
(A) BCℓ3. 
(B) CsCℓ. 
(C) Cℓ2. 
(D) HCℓ. 
(E) ICℓ. 
 
Comentário: Essa questão é possível responder dizendo que a variação de 
eletronegatividade será zero quando as eletronegatividades utilizadas no cálculo ∆ = 
EMAIOR - EMENOR forem iguais. E, para isso, os elementos que formam o composto 
analisado devem ser iguais. 
GABARITO: C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
É... Estudar Química, por vezes, cansa... Mas nada como um bom copo de água 
gelada para reavivar as ideias! E, já que estamos entrando nessa questão de água, 
será que um copo dessa substância possui apenas uma única molécula de água? Bem... 
Claro que não! Mas como, então, essas moléculas se mantêm unidas? 
Ah, isso é até fácil de explicar! Nós temos visto que os átomos necessitam se 
ligar porque precisam se estabilizar, se tornar estável, não é isso?! Assim como esses 
átomos se unem formando as ligações químicas, as moléculas se unem por meio das 
ligações/forças/interações intermoleculares, sendo ligações/forças/interaçõesque 
ocorrem entre as moléculas. O físico holandês Van der Walls, indicou que existiriam 
três tipos dessas forças intermoleculares e, cada uma delas que estudaremos a seguir. 
Ligações Dipolo Induzido – Dipolo Induzido ou London 
As interações denominadas dipolo induzido ou London ocorrem entre 
moléculas apolares. Mas o que é apolar? De uma forma bem simples, podemos afirmar 
que moléculas apolares são aquelas em que as ligações são estabelecidas entre 
átomos com mesma eletronegatividade. E, como já vimos na Tabela de 
Eletronegatividade proposta por Linus Pauling, cada um dos elementos químicos tem o 
seu próprio valor de eletronegatividade, que é diferente um do outro. Então, para se 
obter o mesmo valor de eletronegatividade provavelmente a molécula possui apenas 
um tipo de elemento químico. 
 
Aula 2: Vamos Interagir? 
 
 
14 
 
Interação do tipo Dipolo Induzido – Dipolo Induzido
3
 
 
Por essa imagem podemos perceber que esse tipo de interação se dá entre 
moléculas apolares, cuja distribuição eletrônica se encontra inicialmente uniforme 
(sem pólos). Porém, em certo momento, e por algum motivo, ocorre um acúmulo de 
carga eletrônica em uma das extremidades da molécula; provocando dessa forma uma 
polaridade instantânea. Assim, há formação de pólos parciais do tipo positivo e 
negativo, gerando uma pequena força de atração entre essas moléculas, mantendo-as 
reunidas. Devido a essa “pequena força de atração” é que podemos afirmar que essa 
interação é a mais fraca que as outras que veremos mais a diante. 
Gostaríamos de destacar que moléculas com átomos diferentes, e portanto, 
com eletronegatividades diferentes, como o monóxido de carbono (CO) e o gás 
metano (CH4), podem também ser do tipo apolares. Entretanto, para compreendermos 
esse mecanismo, precisamos de outros conceitos que não dispomos por agora. 
 
Ligações Dipolo – Dipolo ou Dipolo Permanente – Dipolo Permanente 
Esse tipo de interação química ocorre, exclusivamente, entre moléculas 
polares. Neste caso, as estruturas moleculares já possuem um acúmulo de carga 
 
3
 Disponível em: <http://whoknewindeed.wordpress.com/2011/07/17/influencias/>. Acesso em: 21 out. 2013. Adaptado para fins 
didáticos. 
 
15 
eletrônica em uma das extremidades da molécula. Devido a isso, já conseguimos 
identificar quem será o pólo positivo e o negativo. O pólo negativo se dará ao átomo 
que possuir maior eletronegatividade, e o positivo no de menor eletronegatividade. 
 
Interação do tipo Dipolo Permanente – Dipolo Permanente4 
Nessa imagem, podemos perceber que as moléculas de ácido clorídrico (HCℓ), 
por apresentarem um dipolo permanente, ou seja, um pólo de carga positiva e outro 
de carga negativa, atraem-se mutuamente, de modo que o pólo positivo de uma 
molécula atrai o pólo negativo de outra molécula e assim sucessivamente. E, como o 
dipolo estabelecido é do tipo permanente, ou seja, é da própria molécula, não 
havendo qualquer tipo de indução para gerá-lo, podemos afirmar que são bem mais 
intensas que as interações de dipolo induzido. 
 
Ligações de Hidrogênio 
Essas ligações de hidrogênio também ocorrem entre moléculas polares. 
Entretanto, é um caso especial, pois como o próprio nome dessa interação sugere, a 
ligação ocorrerá entre um hidrogênio de uma molécula interagindo com um átomo de 
alta eletronegatividade da outra molécula. Os átomos com valores de 
eletronegatividades altos são: flúor (F), oxigênio (O) e nitrogênio (N). 
 
4
 Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/forcas-intermoleculares-ou-forcas-van-der-waals.html>. Acesso em: 
21 out. 2013. 
 
16 
 
Ligação de Hidrogênio nas moléculas de Água.5 
 
Ligação de Hidrogênio entre as moléculas de Ácido Fluorídrico.6 
Ao visualizar esses exemplos, podemos identificar e ratificar que, para a 
ocorrência desse tipo de interação, devemos possuir um hidrogênio (H) de uma 
molécula interagindo intensamente e diretamente a um flúor (F), oxigênio (O) ou 
nitrogênio (N) de outra molécula. E, por ser uma interação entre o hidrogênio e um 
outro elemento com alta eletronegatividade podemos afirmar que esta é a ligação 
intermolecular mais forte. 
Forças intermoleculares e os Pontos de Fusão e Ebulição 
 Como já estudamos, podemos dizer que de uma forma geral as 
interações intermoleculares são mais intensas que as outras, daí temos a seguinte 
relação: 
 
Ligação de Hidrogênio > Dipolo – Dipolo > London 
 
 
5
 Disponível em: <http://biotechoje.wordpress.com/author/biotechoje/>. Acesso em: 21 out. 2013. 
Disponível em: <http://www.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/agua.htm>. Acesso em: 21 out. 2013. 
6
 Disponível em: < http://interna.coceducacao.com.br/ebook/pages/3294.htm>. Acesso em: 21 out. 2013. 
 
17 
Sendo a ligação de hidrogênio mais intensa que a dipolo – dipolo que é mais 
intensa que a dipolo induzido – dipolo induzido. Identificar o tipo de interação 
existente entre as moléculas em análise nos auxilia a comparar os pontos de fusão e 
ebulição, indicando as que possuem valores maiores ou menores de temperatura. 
Ao compararmos substâncias diferentes devemos, primeiramente, analisar o 
tipo de interação que possuem, pois quanto maior a sua força, mais difícil será romper 
as interações intermoleculares e por isso maior será a temperatura de fusão e 
ebulição. Com os exemplos já citados por aqui, podemos afirmar que o ácido clorídrico 
(HCℓ) terá ponto de ebulição menor que a água (H2O), pois seus tipo de interação 
molecular, é mais fraco que aquela que ocorre entre as moléculas da água, a ligação de 
hidrogênio. 
Caso as moléculas possuam o mesmo tipo de ligação entre suas moléculas, 
precisaremos analisar o tamanho que elas possuem. Quanto maior for a molécula, 
maior será sua temperatura de fusão e ebulição! Vamos comparar a substância de 
ácido fluorídrico (HF) e a água (H2O) perceberemos que ambas interagem por ligação 
de hidrogênio. Assim, é preciso verificar seus tamanhos para que então possamos 
indicar aquela de maior temperatura de ebulição. 
Vamos fazer isso então? 
O HF possui apenas dois átomos em sua molécula e a água (H2O) três átomos, e 
portanto, maior que o ácido. Com essa verificação podemos afirmar que a água 
possuirá uma temperatura de ebulição maior que a do ácido fluorídrico. Constatamos 
isso, verificando o ponto de ebulição do HF que é 19,5ºC e da água que é 100ºC. 
Solubilidade e Ligações Intermoleculares 
Em geral, a teoria eu envolve o princípio de solubilização é bem simples. Essa 
teoria indica que “semelhante dissolve semelhante”, pois as substâncias polares 
tendem a dissolver outras substâncias polares e, as substâncias apolares tendem a 
dissolver substâncias apolares. 
 
18 
 
Água e óleo7 
Nessa imagem, podemos perceber que a água e o óleo não se dissolvem, isso 
porque suas interações são diferentes. A água já sabemos que é polar, e mesmo não 
sabendo a polaridade do óleo, podemos afirmar que o óleo é apolar. Pois, segundo a 
teoria “semelhante dissolve semelhante” se o óleo fosse polar, como água, eles se 
dissolveriam entre si. 
 
 
 
1. (FEeVale/1-2001) O CO2 é de importância crucial em vários processos que se 
desenvolvem na Terra, participando, por exemplo, da fotossíntese, fonte de carbono 
para formação da matéria que compõe as plantas terrestres e marinhas. 
 Sabendo que a molécula de CO2 é apolar, podemos afirmar que as forças 
intermoleculares que unem as moléculas de CO2 são do tipo: 
(A) iônico; 
(B) ponte de hidrogênio.(C) forças dipolo-dipolo; 
(D) forças de London; 
(E) forças dipolo-permanente. 
 
Vamos responder juntos?! 
 
7
 Disponível em: <http://umaquimicairresistivel.blogspot.com.br/2011/04/oleo-e-agua-nao-ha-conversa-possivel.html>. Acesso 
em: 21 out. 2013. 
 
 Atividades Comentadas 2 
 
19 
 
Como a própria questão mencionou, o gás carbônico (CO2) é uma molécula 
apolar. Assim, dentre aquelas interações que estudamos só há uma que ocorre com 
moléculas apolares que é a dipolo induzido – dipolo induzido, também denominada de 
London. 
Portanto, o gabarito para essa questão é a letra D. 
 
2. (UFC-2007 - Adaptada) As forças intermoleculares são responsáveis por várias 
propriedades físicas e químicas das moléculas, como, por exemplo, a temperatura de 
fusão. Considere as moléculas de F2, Cℓ2 e Br2. 
Quais as principais forças intermoleculares presentes nessas espécies? JUSTIFIQUE SUA 
RESPOSTA: 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
Comentário: Todas as moléculas apresentadas são formadas por um único elemento 
químico e por isso são apolares. A ligação intermolecular que ocorre entre moléculas 
apolares é a dipolo induzido – dipolo induzido, também denominada, London. 
GABARITO: Dipolo induzido – dipolo induzido, também chamada de London, por que 
as moléculas F2, Cℓ2 e Br2 são apolares. 
 
 
 
3. O líquido X possui ponto de ebulição a 36 0C e o Y, 110 0C. 
Qual o possível tipo de interação intermolecular existente entre suas moléculas? 
(A) X – dipolo – dipolo; Y – dipolo induzido – dipolo induzido. 
(B) X – dipolo – dipolo; Y – ligação de hidrogênio. 
(C) X - dipolo induzido – dipolo induzido; Y – London. 
(D) X – ligação de hidrogênio; Y – dipolo – dipolo. 
(E) X – ligação de hidrogênio; Y – London. 
 
20 
 
Comentário: Como a temperatura de ebulição do líquido X é menor que a do Y, sua 
interação intermolecular será mais fraca que a do Y. Para facilitar a comparação entre 
os tipos de interações, temos: Ligação de Hidrogênio > Dipolo – Dipolo > London. 
GABARITO: B 
 
4. Sabendo que a água possui por fórmula H2O, que tipo de ligações ocorrem entre 
suas moléculas? 
(A) dipolo – dipolo; 
(B) ligação de hidrogênio; 
(C) dipolo induzido – dipolo induzido; 
(D) London; 
(E) apolar. 
 
Comentário: As moléculas da água interagem da seguinte forma: o hidrogênio de uma 
molécula estabelece uma ligação intermolecular com o oxigênio da outra. Sendo esse 
oxigênio um dos elementos mais eletronegativos, podemos afirmar que a interação 
entre ele e o hidrogênio se dá por meio de Ligações de Hidrogênio. 
GABARITO: B 
 
5. (FGV-2005) O conhecimento das estruturas das moléculas é um assunto bastante 
relevante, já que as formas das moléculas determinam propriedades das substâncias 
como odor, sabor, coloração e solubilidade. As figuras apresentam as estruturas das 
moléculas CO2, H2O, NH3, 
CH4, H2S e PH3. 
 
 
 
21 
Quanto às forças intermoleculares, a molécula que forma ligações de hidrogênio com a 
água é: 
(A) H2S. 
(B) CH4. 
(C) NH3. 
(D) PH3. 
(E) CO2. 
 
Comentário: As ligações de hidrogênio ocorrem entre o hidrogênio de uma molécula e 
um outro elemento de alta eletronegatividade. 
GABARITO: C 
 
 
 
 
Até agora estudamos as características referentes aos diferentes tipos de 
ligações químicas, estabelecidos entre os diversos tipos de elementos presentes na 
Tabela Periódica, bem como seu caráter por meio da escala de eletronegatividade de 
Pauling. Entretanto, para prosseguirmos, precisaremos retomar um pouco sobre as 
características das ligações covalentes. 
 Vamos relembrar? 
A ligação covalente realiza-se por meio de uma de um compartilhamento de 
elétrons existentes na camada de valência. Não há, neste tipo de ligação, a formação 
de cargas, sejam positivas ou negativas, pois os átomos que se unem por esse tipo de 
ligação não doam ou recebem elétrons. 
Mas, como os átomos que se estabilizam por meio desta ligação possuem 
grande tendência a receber elétrons, e, não havendo qualquer outro que doe os 
elétrons que tanto necessitam, se ligam, portanto, compartilhando os elétrons que 
possuem em sua última camada. Os átomos que se utilizam deste tipo de ligação para 
 
Aula 3: Cadeia?! Ligação?!... Sim. 
 
 
22 
atingirem ao octeto são classificados, segundo a Tabela Periódica, como ametais. Vale 
lembrar também que há àqueles que, por vezes, fazem papel de ametal, como o 
hidrogênio e por isso também estabelecer ligação covalente. Assim, é possível concluir 
que essa ligação será estabelecida entre ametais ou, entre um ametal e hidrogênio. 
 Para que possamos entender como moléculas são formadas por meio deste 
tipo de ligação, precisamos realizar alguns passos. Utilizaremos os exemplos abaixo 
para demonstrá-los. 
a) Ligação entre o cloro (Cℓ) e o oxigênio (O). 
1º PASSO → Vamos identificar a quantidade de elétrons que cada átomo possui em 
sua valência. Lembre-se que já vimos que isto é possível por meio da localização de sua 
família na Tabela periódica. 
 
Cℓ (cloro) → 7A → 7é em sua valência → recebe 1 é → ametal; 
O (oxigênio) → 6A → 6é em sua valência → recebe 2é → ametal. 
 
2º PASSO → Precisamos desenvolver a Fórmula Eletrônica, que também é chamada de 
Fórmula de Lewis. Nela encontramos os elétrons da valência ao redor do símbolo do 
elemento químico que estamos representando na ligação e o envolvimento dos 
elétrons que são utilizados para o estabelecimento da ligação covalente. 
Ah! Utilizaremos o “x” para representar esses elétrons. 
A princípio escrevemos apenas um elemento de cada, ou seja, apenas um 
átomo de cloro e um oxigênio, ligando-os envolvendo seus elétrons. 
 
 
23 
 Por aqui, percebemos que por meio desta ligação o cloro que precisava 
compartilhar 1 elétron somente, o fez. Porém, o oxigênio que precisava compartilhar 2 
elétrons, compartilhou apenas 1 elétron. Portanto, o oxigênio necessita compartilhar 
mais 1 elétron, ou seja, estabelecer mais uma ligação, porém, agora, com um outro 
átomo de cloro, pois o que escrevemos já atingiu sua estabilidade. Ficando sua 
Fórmula Eletrônica... 
 
 Com essa Fórmula Eletrônica percebemos que ao escrevermos 1 átomo de 
cloro se ligando a 1 átomo de oxigênio somente o átomo de cloro se estabiliza 
adquirindo, 8 elétrons; o oxigênio não, pois ainda falta 1 elétron para se estabilizar 
(possuía 6é na valência, compartilhou 1é, ficou com 7é). Para que o oxigênio seja 
estabilizado, lançamos mãos de mais um átomo de cloro, assim, tanto o oxigênio 
quanto novo cloro ficarão com o octeto completo. 
3º PASSO → A partir dessa Fórmula eletrônica é possível escrever o que denominamos 
de Fórmula Estrutural cuja função é simplesmente mostrar como é a estrutura da 
molécula constituída. Nesse tipo de fórmula destacamos somente as ligações 
estabelecidas entre os átomos ligados por meio de traços. Assim, temos. 
 
OBS.: Precisamos destacar que nessa Fórmula Estrutural não nos preocupamos com os 
ângulos formados entre as ligações. 
4º PASSO → Após construirmos a Fórmula Estrutural é possível, a partir dela, escrever 
a Fórmula Molecular, também denominada de Composto Molecular. Nela, indicamos 
as quantidades de cada um dos átomos que aparecem na formação do composto. 
 Para este exemplo, estabelecemos ligações entre os átomos de oxigênio (O) ecloro (Cℓ). E, para que ambos atingissem o octeto foi necessário 1 átomo de oxigênio e 
dois de cloro. Essa proporção gera a Fórmula Molecular O1Cℓ2, ou seja, OCℓ2. 
 
24 
Agora, vamos fazer mais 1 exemplo para que possamos entender melhor esse assunto. 
b) Ligação entre nitrogênio (N) e hidrogênio (H). 
1º PASSO → Vamos identificar a quantidade de elétrons que cada átomo possui em 
sua valência. 
N → 5A → 5é em sei nível de valência → recebe 3 é → ametal; 
H → 1A → 1é em sua valência → recebe apenas 1é (exceção ao octeto) → faz 
papel de ametal. 
2º PASSO → Precisamos desenvolver a Fórmula Eletrônica, que também é chamada de 
Fórmula de Lewis. 
Inicialmente escrevemos apenas um elemento de cada, ou seja, apenas um 
átomo de nitrogênio e um hidrogênio, ligando-os envolvendo seus elétrons. 
 
 Assim, podemos perceber que o nitrogênio ao compartilhar apenas 1 elétron, 
não atingiu o octeto, ficando com apenas 6 elétrons e por isso precisando compartilhar 
outros 2 elétrons. Já o hidrogênio se estabilizou com apenas 2 elétrons. Portanto, para 
ainda estabilizar o nitrogênio podemos escrever outros dois hidrogênios, pois cada um 
deles compartilha somente 1 elétron. Ao estabelecer essas ligações, sua Fórmula 
Eletrônica pode ser escrita da seguinte maneira: 
 
 
 
25 
3º PASSO → Escrever a Fórmula Estrutural a partir da Fórmula Eletrônica: 
 
4º PASSO → Desenvolver a Fórmula Molecular a partir das ligações entre os átomos, 
que, para este caso, é N1H3, ou seja, NH3. 
 
 Apesar dessas “regras” valerem para grande parte das 
substâncias que compõem nosso Planeta. No século XVIII, alguns cientistas começaram 
a perceber que todos os compostos denominados orgânicos continham o elemento 
químico carbono. A partir de então, esses e outros cientistas começaram a perceber 
que existe esse único elemento possuía características bem diferentes dos demais. Em 
seus estudos, o átomo de carbono apresentava certas particularidades que o tornam 
diferente dos demais elementos químicos. 
Já na segunda metade do século XIX, o cientista alemão Kekulé percebeu em 
meio de seus experimentos que o átomo de carbono tem uma capacidade 
extraordinária de se ligar a outros átomos, inclusive a outros átomos de carbono, 
formando encadeamentos ou cadeias das mais variadas disposições. Essas cadeias 
constituem a base das moléculas denominadas orgânicas. 
 
 
26 
 
Selo postal com a imagem de Kekulé.8 
 
O termo Química Orgânica proposto, em 1858, por esse cientista indica que 
essa área da química focará seus estudos em compostos formados por carbonos. E, 
sabendo que carbonos se ligarão a outros carbonos para formar esses compostos 
orgânicos, podemos então afirmar que a ligação química estabelecida entre seus 
átomos será do tipo covalente, cujos elétrons serão compartilhados. 
Encontrado no petróleo e no gás natural, o gás etano é bom exemplo para 
entendermos como as ligações covalentes estão em estruturas orgânicas. Nesse gás 
encontramos dois carbonos ligados entre si e cada um deles ligados a hidrogênios, 
como representado na imagem a seguir. 
 
 Nessa imagem podemos perceber, de uma forma bem simplista, que o carbono 
que se encontra na família 4A da Tabela Periódica, possui 4 elétrons em sua camada de 
valência e portanto precisa compartilhar mais 4 elétrons para que seu octeto esteja 
 
8
 Disponível em: <http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?&ds=1&acao=quimica/ms2&i=9&id=428>. Acesso em: 21 out. 
2013. 
 
27 
completo e assim adquira estabilidade. E o hidrogênio, que se encontra na família 1A 
da Tabela Periódica, possui 1 único elétron em sua última camada, se estabilizando 
apenas com 2 elétrons, portanto, compartilhando apenas mais 1 elétron. 
 A partir dessas características, é possível definir que o carbono é tetravalente, 
ou seja, precisa estabelecer 4 ligações para que atinja sua configuração estável. 
Enquanto que o hidrogênio precisa realizar apenas 1 ligação para que se estabilize. 
 Apesar de existirem outros elementos químicos que se encadeiam, como, o 
enxofre (S) e o fósforo (P), nenhum deles consegue formar cadeias tão longas, variadas 
e estáveis como o carbono. E, é por isso que esse elemento é capaz de formar um 
número enorme de compostos. 
 
 
 
1. (UCBA) O modelo abaixo serve para representar as ligações covalentes na molécula 
de: 
 
 
 
(A) HF. 
(B) N2. 
(C) O2. 
(D) F2. 
(E) H2. 
 
 Vamos responder juntos?! 
 
Para responder esta questão, analisar cada uma das respostas propostas. 
Vamos a letra A, nela temos uma molécula com 1 átomo de hidrogênio que por estar 
 
 Atividades Comentadas 3 
 
28 
na família 1A e fazer 1 ligação somente, pois se estabelece com 2 elétrons em sua 
valência. As Fórmulas Eletrônica e a Estrutural estão abaixo: 
 
 
Por meio dessas fórmulas podemos concluir que o HF não representa o modelo 
indicado na questão. 
Já na letra B, encontramos uma molécula com 2 átomos de nitrogênio, que se 
encontram na família 5A, precisando fazer 3 ligações, cada um, para atingir o octeto. 
Suas Fórmulas Eletrônica e estrutural se encontram a seguir. 
 
 
 
Assim, segundo a representação da estrutura do N2, podemos concluir que o 
modelo da questão é bem semelhante à Fórmula Estrutural dessa molécula. Logo, o 
gabarito para esse item é a letra B. 
 
2. Considerando suas posições na tabela periódica, o hidrogênio (H) e o oxigênio (O) 
devem formar o composto de fórmula: 
(A) HO. 
(B) HO2. 
(C) H2O. 
(D) H2O3. 
(E) H3O2. 
 
Comentário: Esse item trabalha com construção de ligações e, por consequência, de 
fórmula molecular através de dados que podem ser fornecidos pela tabela periódica. 
 
29 
H (hidrogênio) → 1A→ 1é em sua valência→ recebe 1é (exceção ao octeto)→ papel de 
ametal; 
O (oxigênio) → 6A → 6é em sua valência → recebe 2é → ametal. 
 
 
GABARITO: B 
3. Um composto é orgânico quando: 
(A) deriva dos seres vivos; 
(B) deriva dos vegetais; 
(C) possui carbono em sua molécula; 
(D) possui ligações apolares; 
(E) possui obrigatoriamente carbono e nitrogênio em sua molécula. 
 
Comentário: Essa questão trabalha com o objeto de estudo da química orgânica. 
GABARITO: C 
4. Observe a estrutura orgânica abaixo. 
 
 
 
Agora, responda os itens que se seguem: 
I – Qual a fórmula molecular desse composto? 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
30 
II – Todos os carbonos dessa estrutura estão com sua tetravalência completa? 
JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA: 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
III – A ligação química que ocorre entre os átomos desse composto é do tipo: 
(A) apolar; 
(B) covalente; 
(C) diamagnética; 
(D) iônica; 
(E) metálica. 
 
Comentário: I – Para escrever a fórmula molecular do composto orgânico do item 
basta identificar quais elementos aparecem e suas respectivas quantidades; 
GABARITO: C9H20 . 
 
 II – Nesse item precisaríamos entender o conceito que envolve a 
”tetravalência”, que se encontra no texto deste caderno; 
GABARITO: Sim, pois todos os carbonos desse composto estabelecem suas quatro 
ligações covalentes. 
 
 III – Os elementos que compõem esse compostosão carbono e 
hidrogênio, ou seja, há um hidrogênio que se liga a um ametal, que é característico de 
uma ligação covalente; 
GABARITO: B 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 Caro, Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
 A seguir, a Avaliação comentada! 
 
1. (UFSE-SE) Na seguinte estrutura estão representadas moléculas de água unidas 
entre 
si por ligações: 
 
 
Avaliação 
 
 
32 
(A) covalentes; 
(B) iônicas; 
(C) por ligações de hidrogênio; 
(D) por ligações de oxigênio; 
(E) peptídicas. 
 
Comentário: A interação existente ocorre entre o hidrogênio de uma molécula e o 
elemento mais eletronegativo de outra. 
GABARITO: C 
 
2. A química orgânica estuda compostos que tem por base o 
(A) carbono; 
(B) enxofre; 
(C) hidrogênio; 
(D) nitrogênio; 
(E) oxigênio. 
 
Comentário: A química orgânica também é chamada de química do carbono. 
GABARITO: A 
 
3. Leia o texto abaixo. 
 
Gás extremamente tóxico e de odor irritante, foi descoberto em 1774, pelo alemão-
sueco Carl Wilhelm Scheele. [...] No estado puro, na sua forma biatômica (Cℓ2) e em 
condições normais de temperatura e pressão, é um gás de coloração amarelo 
esverdeada, sendo duas vezes e meia mais pesado que o ar. É abundante na natureza 
e é um elemento químico essencial para muitas formas de vida. 
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cloro>. Acesso em 20 out. 2013. 
Fragmento. 
 
 
33 
A partir da Escala de Pauling de Eletronegatividade é possível afirmar que, essa 
substância possui o mesmo caráter que o composto: 
(A) CaCℓ2. 
(B) HCℓ. 
(C) K2O. 
(D) KBr. 
(E) MgBr2. 
 
Comentário: Nesta questão trabalhamos com os conceitos de caráter iônico ou 
covalente. O Cℓ2, mencionado no texto, possui valor de variação de eletronegatividade 
igual a ZERO (∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 3,2 – 3,2 = 0) cujo caráter é covalente. 
Para encontrar, entre as opções, o composto também possui caráter covalente basta 
realizar a operação ∆ = EMAIOR - EMENOR. 
GABARITO: B 
 
4. Um estudante ao interagir corretamente átomos de carbono (C) e hidrogênio (H) 
por meio de ligações químicas chegou à fórmula estrutural: 
(A) C – H (B) H – C – H 
 
(C) (D) 
 
 
 
 
 
(E) 
 
 
 
 
 
Comentário: O carbono por estar na família 4A e então possui 4 elétrons em sua 
camada de valência, segundo a Regra do Octeto precisa realizar 4 ligações. O 
hidrogênio está na família 1A, com 1 elétron em sua valência, e por ser uma exceção 
DADOS: 
Eletronegatividade 
Br = 3,0 | Ca = 1,3 | Cℓ = 3,2 | H = 2,2 
K = 0,82 | Mg = 1,3 | O = 3,4 
 
 
34 
ao octeto, se estabiliza com apenas 1 ligação. Ao interagirem por meio de ligação 
covalente, o carbono precisará de 4 átomos de hidrogênio para se estabilizar. 
GABARITO: D 
 
5. O ácido sulfídrico (H2S) em sua forma gasosa forma-se a partir da putrefação natural 
de compostos de origem orgânica que apresentam o elemento químico enxofre em 
sua composição. Sua fórmula estrutural está abaixo. 
 
 
 
Sabe-se que a eletronegatividade do hidrogênio é igual a 2,2 e a do enxofre igual a 2,6. 
Qual o caráter e o tipo de interação intermolecular existente nesse gás sulfídrico? 
(A) Caráter covalente e Dipolo Permanente; 
(B) Caráter covalente e Ligação de Hidrogênio; 
(C) Caráter iônico e Dipolo Induzido; 
(D) Caráter iônico e Dipolo Permanente; 
(E) Caráter iônico e Ligação de Hidrogênio. 
 
Comentário: O ácido sulfídrico é polar, portanto, a ligação intermolecular estabelecida 
é do tipo dipolo permanente. Já o caráter é definido pelo cálculo ∆ = EMAIOR - EMENOR → 
∆ = 2,6 – 2,2 = 0,4; como esse resultado é menor que 1,7 o caráter é covalente. 
GABARITO: A 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
Caro aluno, por agora terminamos com os tópicos relacionado a esse 4º 
bimestre e portanto, é o momento de trabalharmos um pouco mais sobre esses 
pontos associando-os ao nosso cotidiano. Esta pesquisa deve ser realizada 
individualmente. Ânimo, e boa pesquisa! 
Em uma folha de papel almaço e manuscrito escreva um texto indicando onde 
encontramos as substâncias abaixo. No corpo desse texto, escreva sobre o caráter e 
tipo de interação molecular existente entre cada uma de suas moléculas. Não se 
esqueça de associar essas informações com o motivo pelo qual, as substâncias são 
utilizadas e/ou identificadas em nosso cotidiano. 
 
As substâncias são: o ÁÁcciiddoo BBrroommííddrriiccoo ((HHBBrr)) e o DDiióóxxiiddoo ddee EEnnxxooffrree ((SSOO22)). 
 
Comentário: Caro Aplicador, esta atividade de pesquisa depende do material 
consultado de nosso estudante. Estimule a escrita das informações e associações 
pedidas, deixando claro que cópias integrais de websites e/ou bibliografias não serão 
aceitas, pois não estimulam o senso crítico e não ampliam as estruturas de 
conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Pesquisa 
 
36 
 
[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas 
Transformações, vol.1, 3ª. edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006. 
[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química, vol. 1, 4ª.ed. São Paulo: Moderna, 
2005. 
[3] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 
2006. 
[4] LISBOA, Julio Cesar Foschini. Ser Protagonista – Química, vol. 1, 1ª. ed. São Paulo: 
Sm, 2011. 
 
Referências 
 
 
37 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa –– 0011 
22ªª SSéérriiee || 11°° BBiimmeessttrree 
 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 1° 2ª 
Habilidades Associadas 
1. Conceituar ácido e base, segundo Arrhenius; 
2. Nomear os principais ácidos inorgânicos (isto é: H2SO, HCl, HF, HNO3 , H3PO4 , 
H2CO3 , H2S, HCN) e orgânicos (isto é: ácido fórmico e acético) e sua aplicabilidade; 
3. Nomear as principais bases inorgânicas (isto é: NaOH, KOH, Mg(OH)2 , Ca(OH)2 , 
Al(OH)3 , NH4OH) e sua aplicabilidade; 
4. Identificar acidez e basicidade a partir da escala pH e com o uso dos indicadores; 
5. Equacionar as reações de neutralizações entre ácidos e bases; 
6. Nomear os principais sais inorgânicos e orgânicos oriundos da neutralização dos 
ácidos e bases supracitadose suas aplicações; 
7. Formular e nomear os principais óxidos (CO, CO2, NOx, SOx, CaO) que dão origem 
aos ácidos e bases supracitados; 
8. Compreender contribuição dos óxidos para a formação da chuva ácida e suas 
consequências ambientais 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas 
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
 
Secretaria de Estado de Educação 
Apresentação 
 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos vão aprender que as substâncias 
químicas podem ser agrupadas em dois grandes grupos: as orgânicas (são as que 
contêm o carbono) e as inorgânicas ou minerais (são as formadas pelos demais 
elementos químicos). Vão conhecer quatro importantes funções inorgânicas – os ácidos, 
as bases, os sais e os óxidos – e compreender como este assunto está relacionado à 
nossa vida. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
4 
 
 
 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 1: Definição de Ácido e Base segundo Arrhenius .......................... 
 Aula 2: A Medida do Caráter Ácido e Básico .......................................... 
 Aula 3: Conhecendo os Sais e os Óxidos................................................. 
 Avaliação ................................................................................................ 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 Referências ........................................................................................... 
 
 
 
 
 
05 
05 
06 
07 
15 
18 
25 
29 
30 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 Na 2ª série do Ensino Médio o conteúdo mais abordado é o Comportamento químico 
das substâncias – Ácidos, Bases, Sais e Óxidos. Para atingir tal objetivo, vamos, inicialmente, 
trabalhar os conceitos de ácido e base segundo Arrhenius, apresentar os principais ácidos e 
bases e suas aplicabilidades no cotidiano. Em seguida, identificar a medida do caráter ácido e 
básico a partir da escala de pH, ressaltando a importância da utilização dos indicadores no 
nosso dia a dia. Encerraremos este caderno de atividades com os conceitos de sal e óxido, 
apresentando a reação de neutralização responsável pela formação dos sais, bem como 
nomear os principais sais e óxidos e suas características e aplicações. 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
Teleaulas Orientações Metodológicas 
32 
36 
38 
Esta habilidade pode ser desenvolvida em 
conjunto com a próxima habilidade. Com a 
teleaula 32, o professor pode iniciar os estudos 
e, à medida que novos exemplos de ácidos vão 
surgindo, apresentar as demais teleaulas; 
 
43 
Na teleaula 43 são apresentados os 
indicadores ácido-base; 
 
34 
A teleaula 34 apresenta a fabricação do adubo, 
com destaque para o nitrato de amônio. A 
reação que dá origem a esse sal pode ilustrar 
como ocorre uma reação de neutralização 
entre ácidos e bases. 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 Para que os alunos realizemas Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
Caro tutor, nesta atividade o aluno irá conhecer o Comportamento químico das 
substâncias ácido e base, segundo a Teoria de Arrhenius e vai aprender, também, suas 
características mais relevantes, assim como suas aplicabilidades no cotidiano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: < http://philosopedia.org/index.php/Svante_Arrhenius >. Acesso em: 18 jul. 2013. 
 
 1. ÁCIDOS 
 O sabor azedo, facilmente identificado em frutas cítricas, como limão, laranja 
e maçã é uma característica marcante dos ácidos (a palavra “ácido” é 
proveniente do latim acidus - azedo, picante). De um modo geral, os ácidos são 
tóxicos e corrosivos, portanto deve-se evitar contato com a pele, ingeri-los ou 
respirá-los. 
 De acordo com Arrhenius são substâncias que, em água, sofrem ionização 
(fenômeno em que ocorre formação de íons a partir da quebra das ligações covalentes 
das substâncias moleculares), produzindo como cátion (íon positivo) exclusivamente o 
íon H+. 
HxA + H2O → x H
+
(aq) + A
-x
(aq) 
Exemplo: HCℓ + H2O  H
+
(aq) + Cℓ
-
(aq) 
 
Aula 1: Definição de Ácido e Base segundo Arrhenius . 
 
Svante August Arrhenius nasceu em 19 de fevereiro de 
1859 na Suécia. Foi um importante químico, físico e 
matemático. Arrhenius realizou numerosas 
experiências com a passagem de corrente elétrica 
através de solução aquosa, e formulou a hipótese de 
que algumas substâncias continham partículas 
carregadas, os íons. De acordo com sua teoria, 
determinadas substâncias, quando dissolvidas em meio 
aquoso, sofriam separação de íons preexistentes, o que 
tornava a substância condutora de eletricidade. Em 
1903, recebeu o Prêmio Nobel de Química por seu 
extraordinário serviço prestado à tecnologia e à 
química. 
 
8 
 PRINCIPAIS ÁCIDOS E SUAS APLICAÇÕES 
 
 Ácido Sulfúrico – H2SO4 
 É usado na produção de superfosfatos para a 
agricultura, na produção de compostos orgânicos 
(plásticos, detergentes, etc.), no refino do petróleo, 
em baterias de automóveis, etc. 
 
 
 Ácido Clorídrico – HCℓ 
A solução aquosa impura é denominada de ácido 
muriático, que é usado na limpeza de pisos e paredes de 
pedra. O ácido clorídrico é um dos componentes do suco 
gástrico existente no estômago. 
 
 Ácido Nítrico – HNO3 
 À temperatura ambiente é um líquido incolor e 
fumegante (volátil). Ataca com violência os tecidos 
animais e vegetais, produzindo manchas amareladas 
na pele. Seu manuseio, portanto, requer muito 
cuidado, pois seus vapores são muito tóxicos. Uma 
das mais importantes aplicações do ácido nítrico 
relaciona-se à fabricação de explosivos (TNT, 
nitroglicerina). Durante a ocorrência de chuvas 
acompanhadas de relâmpagos, mesmo em ambientes 
não poluídos, o ácido nítrico pode formar-se, 
constituindo um tipo de chuva ácida. 
 Ácido Carbônico – H2CO3 
 É o ácido das águas minerais gaseificadas e dos 
refrigerantes. Forma-se na reação do dióxido de 
carbono com a água: 
 
Disponível em: < 
http://quimicaescolar.blogspot.com.br/p/
material-para-o-1abcdef.html >. Acesso 
em: 20 jul. 2013. 
 
Disponível em: < 
http://www.brasilescola.com/quimica/Aci
do-cloridrico.htm>. Acesso em: 20 jul. 
2013. 
 
Disponível em: < 
http://www.mundoeducacao.com.br/quimi
ca/acido-nitrico.htm>. Acesso em: 20 jul. 
2013. 
 
Disponível em: < 
http://quimicaodavida.blogspot.com.br/p/c
uriosidades-quimica-no-nosso-
cotidiano_24.html>. Acesso em: 20 jul. 
2013. 
 
 
9 
 
Disponível em: < 
http://rn.quebarato.com.br/natal/curso-de-
corrosao-e-gravacao-quimica-artesanal-em-
vidros-novo__51E25E.html>. Acesso em: 20 
jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < http://poder-
das-ervas.blogspot.com.br/2012/05/ervas-
i.html>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.saudeanimal.com.br/gamba.htm>. 
Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
 Ácido Fluorídrico – HF 
Esse ácido possui a capacidade de corroer vidros, por isso é 
utilizado na gravação de vidros e cristais. 
 
 
 Ácido Cianídrico – HCN 
 
 É o nome com que se indica uma solução aquosa do gás 
cianídrico, que é incolor, com cheiro característico de 
amêndoas amargas. Por ser muito venenoso, esse gás é 
utilizado nas execuções em câmara de gás. As folhas de 
mandioca, apesar de venenosas, podem ser utilizadas como 
alimento para o gado. Quando deixadas ao sol, liberam o gás 
cianídrico tornando se, assim, apropriadas para o consumo. 
 
 Ácido Sulfídrico – H2S 
É um gás venenoso, incolor, formado na putrefação de 
substâncias orgânicas naturais que contenham enxofre, sendo 
responsável em grande parte pelo cheiro de ovo podre. Ao 
pressentirem o perigo, certos animais, como o gambá e a 
maritaca, liberam uma mistura de substâncias de odor 
desagradável, entre as quais o H2S. 
 
2. BASES 
 As bases apresentam como principal característica o sabor amargo ou cáustico 
(adstringente – que “amarra” a boca), assim como nos ácidos não devemos utilizar 
esse critério para reconhecê-las, pois é um procedimento perigoso e pode ser letal, 
visto que existem muitas bases fracas e inofensivas no nosso cotidiano, dentre as 
muitas podemos citar o sabonete. Por outro lado, existem também bases fortes e 
 
10 
 
Disponível em: < 
http://pt.wikipedia.org/wiki/
Hidr%C3%B3xido_de_s%C3%
B3dio>. Acesso em: 21 jul. 
2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://azarius.pt/smartshop/herb
s/dried_herbs/lime_edible/>. 
Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
corrosivas tanto quanto os ácidos, como por exemplo: hidróxido de sódio utilizado em 
produtos para desentupir encanamentos. 
 De acordo com a definição de Arrhenius, são substâncias que, em água, sofrem 
dissociação (fenômeno em que ocorre a separação dos íons presentes no composto 
iônico), liberando como único ânion (íon negativo) o OH- (hidroxila) e um cátion. 
C(OH)x + H2O → C
x+
(aq) + x OH-
(aq) 
Exemplo: NaOH + H2O → Na
+
(aq) + OH
-
(aq) 
 PRINCIPAIS BASES E SUAS APLICAÇÕES 
 Hidróxido de Sódio – NaOH 
 É conhecido por soda cáustica, cujo termo: “cáustica” 
significa que pode corroer ou, de qualquer modo, destruir os 
tecidos vivos. É um sólido branco, cristalino e higroscópico, ou 
seja, tem a propriedade de absorver água. Por isso, quando 
exposto ao meio ambiente, ele se transforma, após certo tempo, 
em um líquido incolor. Quando preparamos soluções 
concentradas dessa base, elas devem ser conservadas em frascos 
plásticos, pois lentamente reagem com o vidro. Tais soluções 
também reagem com óleos e gorduras e, por isso, são muito 
utilizadas na fabricação de sabão e de produtos para desentupir 
pias e ralos. 
 
 Hidróxido de Cálcio – Ca(OH)2 
 
 É conhecido como cal hidratada, cal extinta ou cal apagada. Nas 
condições ambientes é um sólido branco, pouco solúvel em água. Sua 
solução aquosa é chamada água de cal, e a suspensão de Ca(OH)2 é 
chamada leite de cal. É utilizado nas pinturas a cal (caiação) e na 
preparação de argamassa. 
 
 
 
 
11 
 
Disponível em: < 
http://basesquimicas.blogspot.c
om.br/2010_05_01_archive.htm
l>. Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: 
http://www.soq.com.br/conteudo
s/ef/funcaoquimica/p2.php>. 
Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.quimifar.com.br/
produtos/hidroxiplus.htm>. 
Acesso em: 21 jul. 2013. 
 
 Hidróxido de Potássio – KOH 
 Conhecida como potassa cáustica, é usada para 
alvejamento, na fabricação de sabões moles e no 
processamento de vários alimentos. 
 
 
 
 
 
 Hidróxido de Magnésio – Mg(OH)2 
 
 É um sólido branco, pouco solúvel em água. 
Quando disperso em água, a uma concentração de 
aproximadamente 7% em massa, o hidróxido de 
magnésio origina um líquido branco e espesso que 
contém partículas sólidas misturadas à água. 
 A esse líquido damos o nome de suspensão, sendo conhecido, também, por 
leite de magnésia, cuja principal aplicação consiste no uso como antiácido e laxante. 
 
 
 
 Hidróxido de Alumínio – Aℓ(OH)3 
 É muito usado em medicamentos antiácidos estomacais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
http://basesquimicas.bl
ogspot.com.br/2010/05
/hidroxido-de-
amonio.html>. Acesso 
em: 21 jul. 2013. 
 
 
 
 
 Hidróxido de Amônio – NH4OH 
 
 
É obtido ao se borbulhar amônia (NH3) em água, conforme a 
 reação abaixo: 
 
 NH3 + H2O ↔ NH4
+
 (aq) + OH
-
 (aq) 
 
Assim, não existe uma substância hidróxido de amônio, mas sim soluções 
aquosas de amônia interagindo com a água, originando os íons amônio (NH4
+) e 
hidróxido (OH-). 
 O hidróxido de amônio é conhecido comercialmente por amoníaco, sendo 
muito utilizado na produção de ácido nítrico para a produção de fertilizantes e 
explosivos. Ele também é usado em limpeza doméstica, na produção de compostos 
orgânicos e como gás de refrigeração. 
 Agora que chegamos ao fim da primeira aula peça ao aluno que resolva as 
atividades propostas, a fim de reforçar o que foi aprendido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
1. Resolva a cruzadinha a seguir, com base nos conceitos estudados anteriormente. 
2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.eclipsecrossword.com/download.aspx 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Atividades Comentadas 
 
14 
Horizontais 
 
4. Utilizado na fabricação de explosivos (TNT, nitroglicerina); 
7. Conhecido comercialmente por amoníaco, sendo muito utilizado na produção de 
ácido nítrico para a produção de fertilizantes e explosivos; 
8. Substância que, quando dissolvida em água, origina OH- como único ânion; 
9. Desidratante, solução de bateria de automóveis; 
10. Conhecido comercialmente como ácido muriático, é utilizado em limpeza 
doméstica e peças metálicas (decapagem). 
 
Verticais 
 
1. Substância que, quando dissolvida em água, origina H+ como único cátion; 
2. Utilizada para preparar argamassa, para fazer pintura e para reduzir a acidez do 
solo antes do plantio, é também chamado de cal hidratada; 
3. Está presente nos limpadores de forno e desentupidores de pia, ele é também 
chamado de soda cáustica; 
5. Utilizado em alguns medicamentos para combater a acidez estomacal, conhecido 
comercialmente como leite de magnésia; 
6. Principal componente do vinagre. 
 
 
 
 
15 
 
Disponível em: < http:// http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/acidez-solo.htm e 
http://duplat.blogspot.com.br/2011/10/coloracao-das-hortensias-e-o-ph-do-solo.html >. Acesso em: 28/05. 2012. 
 
 
 
Agora que o aluno já conheceu o conceito de ácido e base, bem como suas 
características e aplicações, nesta aula ele vai aprender como é medido o caráter ácido 
e básico de uma substância. 
 O texto a seguir nos mostra a aplicabilidade do caráter ácido e básico no nosso 
cotidiano. 
 Hortênsias azuis ou rosas? O pH explica. 
 Com uma beleza singular, as hortênsias são flores de 
características bastante interessantes. A coloração adquirida 
pelas suas pétalas dependerá da acidez do solo em que for 
cultivada. 
 
O pH (Potencial Hidrogêniônico) é um índice que indica a quantidade de íons H+, ou 
seja, se um determinado meio é ácido, neutro ou alcalino (básico). Neste contexto 
iremos considerar este meio como sendo os solos. 
 Os valores de pH variam de 0 a 14, os solos que possuem valores de pH 0 a 7 
são considerados ácidos, valores em torno de 7 são neutros valores acima de 7 são 
considerados solos básicos ou alcalinos. 
 O cultivo de plantas exige um cuidado especial com o solo. Um solo para ser 
considerado fértil deverá ter pH em torno de 5,5 a 5,8. A acidez ou alcalinidade do 
solo dependerá da região que está localizada. As regiões ricas em calcários possuem 
solos alcalinos, já as regiões de solos argilosos possuem características ácidas. Existem 
determinadas substâncias que adquirem características distintas a depender do pH do 
meio. Essas substâncias são conhecidas como indicadores. 
 A característica interessante das hortênsias é justamente a variação da 
coloração de suas pétalas serem dependentes do pH do solo. Em solos com acidez 
 
Aula 2: A Medida do Caráter Ácido e Básico 
 
 
 
16 
elevada (pH menor que 7) a coloração varia de violeta até a azul, já em solos alcalinos 
ou básicos (pH maior que 7) as cores predominantes são as rosas e, em alguns casos, 
até mesmo brancas. 
 Para medir a temperatura usamos um termômetro, ou melhor, uma escala 
termométrica. Para medir a acidez ou basicidade de uma solução, usamos uma escala 
denominada ESCALA DE PH (potencial hidrogeniônico). Na prática o pH é medido com 
indicadores ácido-base (substâncias que apresentam uma determinada coloração em 
meio ácido e outra em meio básico). 
 
 
 
 
 Fonte: Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São 
Paulo : Saraiva, 2002. 
 Os químicos dispõem de um grande número de indicadores que mudam de cor 
em diferentes valores de pH (a mudança da cor é chamada, usualmente, de viragemdo indicador). A maioria dos indicadores usados em laboratórios são artificiais; porém 
alguns são encontrados na natureza, como o papel de tornassol, que é extraído de 
certos liquens. Observe, na tabela a seguir, a relação de alguns indicadores e como 
agem em meio ás soluções ácidas e básicas. 
Indicador Coloração em 
Meio Ácido 
Coloração em 
Meio Básico 
Ponto de Viragem 
(Intervalo de pH) 
Alaranjado de Metila Vermelho Amarelo 3,1 – 4,4 
Tornassol Vermelho Azul 4,5 – 8,3 
Fenolftaleína Incolor Vermelho 8,3 – 10,0 
Amarelo de Alizarina Amarelo Violeta 10,1 – 12,0 
 
17 
 No nosso dia a dia encontramos esses indicadores em várias espécies de 
vegetais: no repolho roxo, na beterraba, nas pétalas de rosas vermelhas, no chá mate, 
nas amoras etc. 
 Chegamos ao fim de mais uma aula! Peça ao aluno que resolva as atividades 
relacionadas a esta aula. 
 
 
1. O pH do solo não influencia somente no crescimento, mas também na cor que as 
flores irão apresentar. Um exemplo bem nítido de como isso ocorre é no caso da 
hortênsia. Essa flor apresenta uma grande variedade de tamanhos e tipos, sendo que 
ela pode se apresentar nas seguintes cores: rosa, lilás, branco, roxo, vermelho, azul-
claro e azul-escuro. Como é o pH do solo onde a hortênsia tem cor azul e o solo onde a 
hortênsia tem cor rosa? 
Em solos com acidez elevada (pH menor que 7) a coloração varia de violeta até a azul. 
Já em solos alcalinos ou básicos (pH maior que 7) as cores predominantes são as rosas. 
 
2. Qual a cor da fenolftaleína em meio ácido e em meio básico? 
Fenolftaleína em meio ácido é incolor. 
Fenolftaleína em meio básico é vermelha. 
 
3. Considere o seguinte esquema e determine a cor que a solução de repolho roxo 
apresentará na presença de: 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo : 
Saraiva, 2002. 
 
Atividade Comentada 2 
 
18 
a) suco de laranja: vermelho d) leite de magnésia: verde-amarelada 
b) vinagre: vermelho e) soda limonada: vermelho 
c) soda cáustica: verde-amarelada f) Ájax: verde-amarelada 
 
 
 Agora que o aluno que o aluno já conhece os ácidos e as bases, bem como a 
medida do caráter ácido e básico, chegou a vez de aprender a reconhecer os sais e 
óxidos, substâncias que também estão presentes em nosso dia a dia. 
1. SAIS 
 A importância histórica do sal comum como conservante de alimentos e como 
moeda permaneceu em várias expressões de linguagem. A palavra salário, derivada do 
latim, representava originalmente a porção de sal que os soldados da antiguidade 
romana recebiam como pagamento por seus serviços. Na linguagem vulgar, o termo 
sal designa estritamente o cloreto de sódio (NaCℓ), utilizado na alimentação. 
 Segundo Arrhenius, sal é toda substância que, em solução aquosa, libera pelo 
menos um cátion (íon positivo) diferente de H+ e um ânion (íon negativo) diferente de 
OH-. 
Exemplo: CaSO4(s) + H2O → Ca
2+
(aq) + SO
2–
(aq) 
 Os sais são formados através de uma reação entre um ácido e uma base, reação 
esta denominada neutralização. A reação de neutralização se caracteriza quando os 
íons H+ do ácido reagem com os íons OH- da base formando água e sal. 
 REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO = ÁCIDO + BASE → SAL + ÁGUA 
 HCℓ + NaOH  NaCℓ + H2O 
 Ácido + Base  Sal 
 
Aula 3: Conhecendo os Sais e os Óxidos 
 
 
19 
 
Disponível em: < 
http://bioquimicaclinica1furb.
blogspot.com.br/2012/12/sab
ores-do-corpo-humano.html>. 
Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.abividro.org.br/educ
acional/processos-de-
industrializacao/elaboracao-do-
vidro>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.agracadaquimica.com.
br/index.php?&ds=1&acao=quimic
a/ms2&i=9&id=673>. Acesso em: 
22 jul. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PRINCIPAIS SAIS E SUAS APLICAÇÕES 
 
 Cloreto de Sódio – NaCℓ 
 É usado diretamente na alimentação ou na conservação 
de carnes e de pescado. Uma solução aquosa com 0,92% de 
NaCℓ é chamada de soro fisiológico e é usada em medicina. 
 
 Carbonato de Sódio – Na2CO3 
 É também conhecido como 
soda ou barrilha. Sua principal 
aplicação é a fabricação do vidro, é 
usado também na fabricação de 
sabões, de corantes, no tratamento de 
água de piscina, etc. 
 
 
 Hipoclorito de Sódio – NaCℓO 
 É um alvejante usado no branqueamento de 
roupas (água sanitária), é também vendido 
como cloro e usado no tratamento de piscinas. 
Atenção! 
 É importante perceber que toda substância que gera íons, 
quando dissolvidas em água, conduz eletricidade. Ou seja, todos 
os ácidos, bases e sais dissolvidos em água formam soluções 
eletrolíticas. 
 
20 
 
Disponível em: < 
http://pt.made-in-
china.com/co_chinadatongchem/p
roduct_Calcium-Carbonate-CaCO3-
98-Coated-
Precipitated_hhorhioiy.html>. 
Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lvor
a>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.ligmed.com.br/estom
azil-sabor-abacaxi-sache-5g-
bicarbonato-de-sodio-carbonato-
de-sodio-acido-citrico-alivia-a-azia-
e-mal-estar.html>. Acesso em: 22 
jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://vitrine.msigroup.com.br/clie
ntes/solucaopiscinas/produtos/sulf
ato-de-aluminio-hidroazul-2kg/>. 
Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 Carbonato de Cálcio – CaCO3 
É muito comum na natureza, na forma de calcita, 
calcário, mármore, etc. É também utilizado na produção da cal 
virgem, do cimento e na agricultura para reduzir a acidez do 
solo (calagem). 
 
 Nitrato de Sódio – NaNO3 
 É conhecido como salitre do Chile e é 
usado na fabricação de fertilizantes e de 
pólvora. 
 
 
 
 Bicarbonato de Sódio – NaHCO3 
 É utilizado na fabricação de fermentos químicos, 
antiácidos e extintores de incêndio. A efervescência 
corresponde à liberação de CO2(g). 
 
 
 Sulfato de Alumínio – Aℓ2(SO4)3 
 É utilizado no tratamento da 
água, quando adicionado em meio básico 
forma flocos. Esse processo é denominado 
floculação. 
 
 
21 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
 Fosfato de Cálcio – Ca3(PO4)2 
 É um importante componente dos ossos e dos dentes do 
corpo humano, é utilizado também na fabricação de 
fertilizantes como os superfosfatos ou hiperfosfatos. 
 
 Fluoreto de sódio – NaF 
 Anticárie que entra na composição do creme dental, pois 
inibe o processo de desmineralização dos dentes, conferindo 
proteção contra a ação das cáries. 
 
 Sulfato de cálcio – CaSO4 
 É conhecido como gipsita. O CaSO4 anidro é utilizado na 
fabricação do giz escolar, enquanto o CaSO4 hidratado éutilizado 
na obtenção do gesso. 
 
 
 2. ÓXIDOS 
 Os óxidos são compostos muito comuns que estão presentes em nosso cotidiano. 
Muitos óxidos produzidos por alguns processos de industrialização, através da queima 
dos combustíveis, são substâncias nocivas, considerados como poluentes atmosféricos, 
que podem causar vários danos ao ambiente. 
 Por definição, óxidos são compostos binários, ou seja, formado por dois 
elementos químicos, sendo o oxigênio o mais eletronegativo entre eles. Vejamos 
alguns exemplos: 
 
22 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/óxidos
.htm>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 A água (H2O) é um óxido vital para nossa sobrevivência; 
 O gás carbônico (CO2) é um óxido considerado como a base da vida 
dos vegetais e dos animais que deles se alimentam, pois participa 
do processo de fotossíntese; 
 A ferrugem que corrói os objetos de ferro é nada mais que uma variedade de 
óxido de ferro (Fe2O3) formado pela reação do ferro com o oxigênio do ar. 
 
 PRINCIPAIS ÓXIDOS E SUAS APLICAÇÕES 
 
 Peróxido de hidrogênio – H2O2 
 Conhecido comercialmente como água oxigenada (solução aquosa), 
utilizado na desinfecção de feridas (água oxigenada 5 ou 10 volumes), 
como alvejante de cabelos (água oxigenada 20 volumes), agente de 
branqueamento e desodorização de tecidos, etc. 
 
 Óxido de cálcio – CaO 
 Utilizado na construção civil no preparo da argamassa 
e também adicionado ao solo para diminuir a acidez. 
Conhecido comercialmente como cal viva ou cal virgem 
 
 Dióxido de carbono – CO2 
 Conhecido gás carbônico, é um gás incolor, inodoro, mais 
denso que o ar. Não é combustível e nem comburente, por isso é 
usado como extintor de incêndio, é utilizado também na 
fabricação de bebidas gaseificadas (refrigerantes, cervejas, etc.). 
Abaixo de 78°C torna-se sólido e é conhecido como gelo-seco. 
 
23 
 
Disponível em: < 
http://osefeitosdoco.blogspot.com
.br/2011/05/como-e-produzido-o-
monoxido-de-carbono.html>. 
Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 
Disponível em: < 
http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013. 
 
 Monóxido de carbono – CO 
 
 É produzido pela queima incompleta de materiais que 
contém carbono, sendo que os principais geradores de CO 
são os combustíveis fósseis como, por exemplo, o óleo 
diesel, a gasolina, o carvão vegetal e o gás de cozinha. É 
um gás incolor extremamente tóxico por inalação, pois se 
combina com a hemoglobina do sangue, impedindo o 
transporte de oxigênio às células e aos tecidos, causando 
hipoxia; 
 
 Monóxido de dinitrogênio – (N2O) 
 
É um gás incolor, sem cheiro, não combustível, considerado um 
óxido neutro, ou seja, não reage com água, solução ácida e solução 
básica. Se inspirado por alguns instantes, o N2O produz uma 
espécie de embriaguez agradável, acompanhada de insensibilidade 
e, às vezes, de um riso espasmódico, o que lhe valeu a 
denominação de gás hilariante. 
 
 
 
 
 
Caro tutor, nós chegamos ao fim das aulas deste caderno. Peça que o aluno para 
resolver as atividades referentes à Aula 3 e, em seguida, resolva a avaliação, que 
consiste em cinco exercícios de revisão que reúnem todas as aulas deste bloco 
 
1. O salitre do Chile, NaNO3, utilizado como fertilizante, pertence à função: 
a) sal. 
 
 Atividades Comentadas 
 
24 
b) base. 
c) ácido. 
d) óxido ácido. 
e) óxido básico. 
 
2. O gás CO2 (dióxido de carbono) se faz presente na atmosfera e é um dos 
responsáveis pela poluição. A cada ano pesquisas revelam um aumento na emissão 
desse poluente. Marque as opções que apresentam os possíveis responsáveis por essa 
emissão: 
a) Sprays aerossóis. 
b) Usinas nucleares. 
c) Hidrelétricas. 
d) Os veículos movidos a combustíveis fósseis (petróleo), que realizam a queima 
incompleta. 
e) Usinas termoelétricas que geram energia através da queima do carvão. 
 
3. Quando o oxigênio se combina com um elemento para formar um composto, a 
espécie resultante é chamada de: 
a) ácido. 
b) sal. 
c) oxigênio molecular. 
d) óxido. 
e) oxalá 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho pode-se utilizar 
a seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
1. (Saerjinho - 2012) O estudo das funções químicas revela-se de grande importância 
para o conhecimento das propriedades das substâncias. Ao estudar uma função, 
agrupa-se uma grande quantidade de substâncias com características semelhantes. 
Uma característica da função ácido é: 
 
a) conduzir corrente elétrica quando no estados sólido. 
b) liberar íon OH –, como único ânion, em solução aquosa. 
c) liberar íon H+, como único cátion, em solução aquosa. 
d) reagir quimicamente com os metais nobres. 
 e) tornar rósea uma solução de fenolftaleína. 
 
Avaliação 
 
 
26 
2. (Saerjinho - 2013) A equação abaixo representa a reação química de obtenção 
industrial do sulfato de sódio, utilizado na produção do papel reciclado. 
 
 2 NaOH + H2SO4 → Na2SO4 + 2 H2O 
 
Nessa reação: 
 
a) o H2SO4 é um óxido ácido. 
b) o NaOH é um hidrácido. 
c) o óxido de sódio é um dos reagentes. 
d) ocorre a formação de um hidróxido. 
e) ocorre a formação de um sal. 
 
3. (Saerjinho - 2012) Leia o texto abaixo: 
 
 Arrhenius foi quem propôs pela primeira vez, em tese de doutorado 
defendida em 1884, que as substâncias cloreto de sódio (NaCℓ) existem como 
íons em solução aquosa. Essa proposta era realmente revolucionária, já que os 
elétrons não haviam sido descobertos e os químicos dificilmente podiam 
compreender como os átomos de cloro e sódio podiam adquirir carga. 
 Baseado nessas idéias, ele propôs uma definição de ácido e base que até 
hoje é muito utilizada. 
 
A equação que exemplifica a definição de base por Arrhenius é: 
 
a) HCℓ + H2O → H
+
(aq) + Cℓ
- (aq) 
b) H Cℓ + NaOH → NaCℓ + H2O 
c) HCℓ + NaHCO3 → NaCℓ + H2O + CO2 
d) NaOH + H2O → Na 
+
(aq) + OH 
–
(aq) 
e) 2 NaOH + H2CO3 → Na2CO3 + 2 H2O 
4. A chuva em locais não poluídos é levemente ácida. Em locais onde os níveis de 
poluição são altos, os valores do pH da chuva podem ficar abaixo de 5,5, recebendo, 
 
27 
então, a denominação de “Chuva Ácida”. Este tipo de chuva causa prejuízos nas mais 
diversas áreas: construção civil, agricultura, monumentos históricos, entre outras. A 
acidez da chuva está relacionada ao pH da seguinte forma: concentração de íons 
hidrogênio = 10-pH, sendoque o pH pode assumir valores entre 0 e 14. Ao realizar o 
monitoramento do pH da chuva em Campinas (SP) nos meses de março, abril e maio 
de 1998, um centro de pesquisa coletou 21 amostras, das quais quatro têm seus 
valores mostrados na tabela: 
 
 
 
 
 
 
 
Após a análise da tabela, podemos concluir que: 
 
a) no mês de Março ocorreu uma baixa acidez de chuva. 
b) a 18ª amostra é a menos ácida de todas. 
c) de Março a Maio a acidez aumentou. 
d) a 14ª amostra é mais ácida do que a 6ª amostra . 
 Por apresentar pH= 7, a 18ª é a menos ácida, pois é considerada neutra. 
5. (ENEM) Leia o texto a seguir e assinale a alternativa correta. 
 O suco extraído do repolho roxo pode ser utilizado como indicador do caráter 
ácido (pH entre 0 e 7) ou básico (pH entre 7 e 14) de diferentes soluções. Misturando-
se um pouco de suco de repolho e da solução, a mistura passa a apresentar diferentes 
cores, segundo sua natureza ácida ou básica, de acordo com a escala a seguir. 
 
 
 
 Algumas soluções foram testadas com esse indicador, produzindo os seguintes 
resultados: 
Mês Amostra pH 
Março 6ª 4 
Abril 8ª 5 
Abril 14ª 6 
Maio 18ª 7 
 
28 
 
 
 
 
De acordo com esses resultados, as soluções I, II, III e IV têm, respectivamente, caráter: 
 
a) ácido, básico, básico, ácido. 
b) ácido, básico, ácido, básico. 
c) básico, ácido, básico, ácido. 
d) ácido, ácido, básico, básico. 
e) básico, básico, ácido, ácido. 
 
Amoníaco = verde – pH entre 11 e 13 é básico 
Leite de Magnésia = azul – pH entre 9 e 11 é básico 
Vinagre = vermelho – pH entre 1 e 3 é ácido 
Leite de vaca = rosa – pH entre 4 e 6 é ácido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será a 
Chuva Ácida, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa, devendo ser 
entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade Escolar. 
Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 1° 
bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida. 
Então, vamos lá? 
 
 Leia atentamente as questões a seguir e, através de uma pesquisa, responda 
cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as 
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados. 
 
 CHUVA ÁCIDA 
 É um dos problemas ambientais mais sérios da atualidade. Depois que as 
chaminés das indústrias e os escapamentos dos carros despejam no ar a sujeira da 
combustão, uma parte da poluição reage com o vapor d’água e outros componentes 
da atmosfera. Nesse processo, os gases poluentes se transformam em ácidos, que 
caem sobre a terra, misturados com as gotas de tempestade, neblina ou nevoeiro. 
 
I – Como a Chuva Ácida é formada? Escreva as principais reações. 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
II – Quais os danos que a Chuva Ácida pode causar ao Homem? 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
III – Pesquise, em jornais e revistas, o que podemos fazer para diminuir a incidência de 
Chuva Ácida. 
Pesquisa 
 
 
30 
 
 
[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna 
Ltda. São Paulo, 1943. Capítulos 10 e 11 págs. 190 a 217. 
[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM 
Edições. Capítulo 15 págs. 274 a 297. 
[3] REIS, Marta. Química - Ambiente - Cidadania e Tecnologia. Volume 1. Editora FTD. 
Capítulo 23 págs. 366 a 385. 
[4] http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/o-ph-solo-coloracao-das plantas.htm 
(acesso em 28/05/2012) 
[5]http://duplat.blogspot.com.br/2011/10/coloracao-das-hortensias-e-o-ph-do-
solo.html (acesso em 29/05/2012) 
 
 
Referências 
 
 
31 
 
 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Ivete Silva de Oliveira 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0022 
22ªª SSéérriiee || 22°° BBiimmeessttrree 
 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 2° 2ª 
Habilidades Associadas 
1. Relacionar a massa atômica e a massa molecular com o conceito de mol e a constante de Avogadro. 
2. Reconhecer que a quantidade de matéria nos gases pode ser estimada pela aplicação da lei dos gases 
Ideais. 
3. Fazer o balanceamento de equações simples. 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar 
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em 
prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamosà disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando às 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
A quantidade de matéria é um conceito básico em química, que fundamenta-se 
na noção de que a matéria é constituída por entidades elementares de natureza 
microscópica. Neste caderno vamos conhecer a representação e quantificação da 
matéria. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
atividades propostas. As atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 Introdução .......................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais.................................................................................. 
 Materiais de Apoio Pedagógico.......................................................... 
 Orientação Didático-Pedagógica........................................................ 
 Aula 1: Você sabia que podemos contar átomos e moléculas?.......... 
 Aula 2: Estudo dos Gases.................................................................... 
 Aula 3:Balanceamento de equações químicas ................................... 
 Avaliação............................................................................................. 
 Pesquisa............................................................................................... 
 
 Referências.......................................................................................... 
 
05 
05 
06 
07 
13 
18 
22 
26 
 
28 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 No 1º bimestre estudamos o Comportamento Químico das substâncias. Neste 
bimestre temos como principal objetivo os cálculos das massas moleculares das 
substâncias através das massas atômicas dos átomos, converter massa em quantidade 
de mols usando a massa molar e utilizar a Constante de Avogadro para a conversão 
entre a quantidade de mols e número de átomos, moléculas ou íons em uma amostra. 
Em seguida, identificar as características e variáveis dos gases ideais. Encerraremos 
este caderno de atividades com a representação das reações químicas através de 
equações, por meio das fórmulas das substâncias e efetuar o balanceamento da 
equação, de forma que as quantidades de reagentes e produtos antes e depois da 
reação sigam a Lei de Lavoisier. 
 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
Aula 
Referência 
Teleaulas nº 
Aula 1 29 
Aula 2 ___ 
Aula 3 30 
 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado para que o aluno possa 
compreendê-lo sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
 Muitas vezes não vemos as coisas como elas são e sim como somos. 
Precisamos aprender a perceber o quanto somos capazes de enxergar! Caro aluno, 
nesta aula iremos conhecer a representação e quantificação da matéria e aprender 
que também podemos contar os átomos e as moléculas mesmos sendo estes 
formados de partículas extremamente pequenas. 
 Definir quantidades é algo de fundamental importância. Por isso, usamos uma 
infinidade de unidades para determinar o que desejamos “pesar” ou “medir” ou ainda 
“classificar”. Com os átomos e as moléculas não é muito diferente, o que precisamos 
neste caso é utilizar um padrão de medida. Os químicos desenvolveram então, uma 
escala relativa de massas atômicas, onde é possível determinar as massas das espécies 
químicas. Esta escala é denominada escala de massas atômicas. A seguir vamos 
entender como se chegou a tal escala: 
 
Para criar um escala de massas atômicas, é necessário escolher um 
elemento como padrão e a determinado valor à sua massa atômica. Desse 
modo, as massas atômicas de outros elementos químicos adquirem valores 
relativos a este padrão. Atualmente, o padrão de referência é o isótopo 12 
do carbono, a cuja massa se atribui o valor 12. Dessa maneira, todos os 
outros elementos tiveram suas massas atômicas recalculadas, e o resultado, 
e o resultado constitui a escala hoje aceita internacionalmente
1
. 
 
 
 
 
 
 
 
1
 AMBROGI, Angélica; LISBOA, Júlio Cezar Foschini; FREGONESE, Elena Versolato. Unidades modulares de 
Química. São Paulo: Hamburg/Cecisp, 1987. p. 43-44. 
 
 Aula1: Você sabia que podemos contar átomos e moléculas? 
 
 
8 
 
 
 
 Representação de unidade de massa atômica
2
 
 
1. MASSA ATÔMICA (MA) 
 A massa atômica de um átomo é sua massa determinada em u, ou seja, é a 
massa comparada com 1/12 da massa do 12C. 
 
 
2. MASSA MOLECULAR 
(MM) 
 Corresponde à massa de uma molécula de uma determinada substância, 
expressa em u (unidade de massa atômica). Em termos numéricos, a massa molecular 
é igual à soma das massas atômicas de todos os átomospresentes na molécula dessa 
substância. 
Exemplo 1: Calcular a massa molecular da água (H2O): 
Dados: Massas Atômicas: H = 1u e O = 16u 
Massa Molecular = (1 x 2) + (16 x 1) = 2 + 16 = 18 u 
Exemplo 2: Calcular a massa molecular da glicose (C6H12O6). 
Dados: Massas Atômicas: H = 1u; O = 16u e C = 12u 
Massa Molecular = (6 x 12) + (1 x 12) + (6 x 16) = 72 + 12 + 96 = 180 u 
 
2
 Usberco, JoãoQuímica — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo: 
Saraiva, 2002. p. 207. 
Massa atômica do 4He2 4,0030 u 4 u 
Massa atômica do 27Aℓ13 26,9815 u 27 u 
 
9 
3. CONSTANTE DE AVOGADRO 
 Baseado nas relações de massas, que na verdade eram observadas em reações 
químicas, um cientista chamado Avogadro, elaborou uma hipótese conhecida como 
Princípio de Avogrado. Observe a seguir o que diz essa hipótese: 
 
 
 
 
 
 Amedeo Avogadro3 
Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro (1776-1856), foi um advogado e 
físico italiano, um dos primeiros cientistas a distinguir átomos e moléculas. É 
mais conhecido por suas contribuições para a teoria molecular. Em sua 
homenagem, o número de entidades elementares (átomos, moléculas, íons, 
ou outra partícula) presentes em 1 mol dessa substância é conhecido como 
constante de Avogadro
3
. 
Esse número (N) tem como valor aceito atualmente: 
 
 
4. QUANTIDADE DE MATÉRIA – MOL 
 
 
 
 
 
 
3
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Amedeo_Avogadro disponível em 30/07/2013. 
6,022 x 1023 ou 6,02 x 1023 ou 6,0 x 1023 
 
10 
 
 
Um mol de cada um dos seguintes elementos comuns: carbono (carvão em pó), enxofre (pó amarelo), 
ferro (pregos), cobre (fios) e mercúrio (metal líquido prateado)
4
. 
 
Ambas as palavras mol e molécula têm sua origem no latim moles, que entre 
seus muitos significados, traz a ideia de "porção", "quantidade", "massa" ou 
"grande massa". Porém, não se deve confundir o conceito de molécula com 
o de mol. Para evitar esta confusão, deve-se lembrar que molécula, palavra 
originalmente derivada do diminutivo de mol, refere-se de uma forma geral 
a uma entidade eletricamente neutra, tendo mais do que um átomo 
enquanto que mol, pode referir-se a 6,022 × 10
23
 moléculas.
5
 
 
 O mol é a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades 
elementares quanto são os átomos de carbono contido em 0,012 kg de 12C. Sua 
unidade é também chamada de mol. Ao se utilizar o mol, as entidades elementares 
devem ser especificadas – átomos, moléculas, fórmulas, íons, elétrons e etc. 
 A massa molar de um elemento químico ou de uma substância é 
numericamente igual à massa atômica desse elemento ou do total das massas 
atômicas componentes da substância em unidades de massa atômica. Desta forma, 
conhecendo-se a massa atômica de um elemento (expressa em unidades de massa 
atômica, u) ou dos elementos constituintes da substância, sabe-se também a sua 
massa molar – expressa em g/mol. 
Exemplo 3: Calcular a massa molar da água (H2O): 
Dados: Massas Atômicas: H = 1u e O = 16u 
Massa Molecular = (1 x 2) + (16 x 1) = 2 + 16 = 18 g/mol 
Exemplo 4: Calcular a massa molar da glicose (C6H12O6): 
Dados: Massas Atômicas: H = 1u; O = 16u e C = 12u 
 
4
 http://www.proenc.iq.unesp.br/index.php/quimica/206-esteq-massatom disponível em 30/07/2013. 
5
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Mol disponível em 01/08/2013. 
 
11 
Massa Molecular = (6 x 12) + (1 x 12) + (6 x 16) = 72 + 12 + 96 = 180 g/mol 
 
 O conceito de mol está intimamente ligado à constante de Avogadro, onde 1 
mol tem aproximadamente 6,02 × 1023 entidades. 
 1 mol de moléculas de um gás possui aproximadamente 6,02 × 1023 moléculas. 
 1 mol de íons equivale a aproximadamente 6,02 × 1023 íons. 
 1 mol de grãos de areia equivale a aproximadamente 6,02 × 1023 grãos de 
areia. 
 
 
 
 
 
Relação entre mol, massa molar e constante de Avogadro
6
 
 
Exemplo 5: Determine o número de moléculas existentes em 2 mols de glicose 
(C6H12O6): 
 
 1 mol de glicose _____________ 6,02 x 1023 moléculas 
 2 mols de glicose ____________ X 
 X = 2 . 6,02 x 1023 
 X = 12,04 x 1023 moléculas 
 
 
6
 Figura de autoria própria. 
 
12 
 
 
1. Sabendo que a massa atômica do oxigênio é igual a 16u, calcule a massa molar do 
ozônio (O3): 
 
a) 48 g/mol 
b) 16 g/mol 
c) 64 g/mol 
d) 32 g/mol 
e) 128 g/mol 
Massa Molar (O3) = 16 x 3 = 48 g/mol Gabarito:a 
 
2. Qual o número de mols de amônia (NH3) contidos em uma amostra de 68 gramas 
de amônia? (Massas Atômicas: H=1u; N = 14u) 
 
a) 1 mol 
b) 2 mols 
c) 3 mols 
d) 4 mols 
e) 5 mols 
Massa Molar (NH3) = (14 x 1) + (1 x 3) = 14 + 3 = 17 g/mol 
 1 mol de NH3 ___________ 17 g 
 X ____________ 68 g 
 
 17. X = 1. 68 → → X = 4 mols 
Gabarito:d 
3. Determine o número de moléculas existentes em 0,5 mol de ácido nítrico (HNO3): 
 
 1 mol de NHO3 _____________ 6,02 x 10
23moléculas 
 0,5 mol de HNO3 _____________ X 
 X = 0,5 x 6,02 x 1023 → X = 3,01 x 1023 moléculas 
 
Atividades Comentadas 
 
13 
 
 
 Os gases são de grande importância para vida no nosso planeta, o gás oxigênio 
para a respiração e o gás carbônico produzido na fotossíntese, entre outros. Muitas 
vezes são lembrados ou comentados apenas por suas características nocivas. O que 
precisamos compreender é que, as alterações feitas em sua composição natural é a 
verdadeira causa de vários problemas relacionados ao estudo dos gases. Nesta aula 
vamos conhecer algumas propriedades do estado gasoso, estudar a Lei do Gás Ideal 
que permite prever o comportamento dos gases diante das mudanças de pressão, de 
volume e temperatura. 
 
 
A primeira pessoa a utilizar o termo gás foi Jean-Baptiste, um naturalista 
belga, alquimista e químico. O termo gás vem do grego caos e significa 
espaço vazio. O gás tem como característica principal ocupar totalmente o 
volume do recipiente que o hospeda independentemente de sua 
quantidade. Isso acontece porque os gases se comportam de forma 
desordenada em virtude do grau de liberdade que possuem, ocupando 
totalmente o volume do recipiente a ele oferecido. Outra característica dos 
gases é sua grande capacidade de compressão
7
. 
 
 
 O estado em que se apresenta um gás, sob o ponto de vista microscópico, é 
caracterizado por três variáveis: pressão, volume e temperatura. São denominadas 
variáveis de estado. 
 Como vimos na aula anterior, os químicos utilizam o mol para expressar a 
grandeza quantidade de matéria. Assim como usamos os termos massa molar para 
 
7
 http://www.brasilescola.com/fisica/leis-dos-gases.htm disponível em 31/07/2013. 
 
 
Aula 2: Estudo dos Gases 
 
 
 
 
14 
designar a massa de 1 mol, vamos utilizar volume molar para nos referir ao volume 
ocupado por 1 mol de uma determinadasubstância. 
 
 
 
 
CNTP = condições normais de temperatura e pressão, 0 °C (273K) e 1 atm 
(760mmHg). 
 
Exemplo 1. Qual o volume ocupado por 0,75 mol de gás nitrogênio (N2) nas condições 
normais de temperatura e pressão (CNTP)? 
 1 mol ______________ 22,4 L 
 0,75 mol ______________ X 
 X = 0,75 . 22,4 → X = 16,8 L 
 
GÁS IDEAL 
 Gás ideal é aquele que possui propriedades inexistentes nos gases naturais, 
sempre confirmadores da teoria cinética dos gases. Além disso, não existe nenhum gás 
ideal, no entanto sob determinadas condições de temperatura e pressão – baixas 
pressão e temperatura altas – qualquer gás poderá apresentar comportamento 
próximo ao gás ideal. 
 O estudo dos gases é feito pelo comportamento de suas partículas, que podem 
ser átomos ou moléculas. Segundo a teoria cinética dos gases, um gás ideal apresenta 
as seguintes características: 
Volume molar de gases é o volume ocupado por um mol de 
qualquer gás, a uma determinada pressão e temperatura. 
Volume Molar = 22,4 L/mol nas CNTP 
 
Volume Molar = 22,4 L/mol nas CNTP 
 
Volume Molar = 22,4 L/mol nas CNTP 
 
 
15 
1. Suas partículas são de tamanho desprezível, não podendo realizar movimento 
de rotação; 
2. A força de interação elétrica entre as partículas deve ser nula; 
3. Chocam-se sem perda de energia cinética. 
 A equação que descreve normalmente a relação entre a pressão, e volume, a 
temperatura e a quantidade (em moles) de um gás ideal é: 
P. V = n . R . T 
P = pressão 
V = volume 
n = número de mols (é dado pela razão entre a massa do gás (m) e sua massa molar 
(M)). 
T = temperatura (K) → T = t°C + 273 
R = constante universal dos gases 
R = 0,082 atm . L/mol . K R = 62,3 mmHg . L/mol . K 
 R = 8,315 kPa . L/mol . K 
 
 
 
 
 
Exemplo 2. Determine a massa de oxigênio (O2) contida em um recipiente fechado 
(P = 4 atm). Sabe-se que o volume ocupado é de 0,82 L e a temperatura é de 27 ˚C: 
Dados: Massa Molar do O2 = 32 g/mol 
A Lei do Gás Ideal se aplica a substâncias no estado gasoso 
(de comportamento ideal), com a temperatura necessária na 
escala Kelvin e com P e V nas mesmas unidades de R. 
 
16 
P = 4 atm 
V = 0,82 L 
T = 27 ˚C (fazer a conversão para Kelvin) → T = 27 + 273 = 300K 
R = 0,082 atm . L/mol . K 
m = ? 
n = → 
 
4 x 0,82 x 32 = m x 0,082 x 300 → 104,96 = m x 24,6 → → m = 4,2g 
 
 Encerramos aqui mais uma etapa de nosso aprendizado, que tal agora 
exercitarmos um pouco mais o conhecimento aprendido? 
 
 
 
1. Um recipiente fechado contém 22g de gás carbônico (CO2) a 17°C e exercendo a 
pressão de 1,45 atm. Calcule o volume do recipiente: 
Dados : MCO2 = 44 g/mol ; R = 0,082 atm.L / K.mol 
 m = 22 g 
T = 17˚C → 17 + 273 = 290K 
R = 0,082 
P = 1,45 atm 
M = 44 g/mol 
V = ? 
 
 Atividades Comentadas 
 
17 
 
2. Qual o volume ocupado nas CNTP, por 85 g de gás amônia (NH3) ? 
Dados: N = 14 e H = 1 
 
 
 
 
 
3. Um balão de vidro de 60,0 L contém uma mistura gasosa exercendo a pressão de 
0,82 atm a 300 K. Calcule o número de moles dos gases contidos no recipiente: 
Dados : R = 0,082 atm.L / K.mol 
P = 0,82 
T = 300 
V = 60,0 
R = 0,082 
n = ? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
O que o simples ato de cozinhar tem a ver com o balanceamento das equações 
químicas? 
 
 
Preparo de um bolo8. 
 Quando estamos diante de uma receita, seja ela qual for, temos que estar 
atentos à quantidade de ingredientes que serão utilizados, pois qualquer erro em sua 
proporção e podemos perder toda receita. Com a química não é muito diferente, para 
que se tenha certa quantidade de produto vamos precisar de uma quantidade exata de 
reagentes. 
 As equações químicas nos mostram a proporção em número de moléculas, 
segundo a qual as substâncias reagem e se formam. Nesta aula vamos entender que as 
massas dos reagentes são consumidas progressivamente e que as massas dos produtos 
são aumentadas da mesma maneira. 
 
 
 
 
 Representação da Equação Química9. 
 
8 http://www.labvirtq.fe.usp.br/simulacoes/quimica/sim_qui_bolo.htm disponível em02/08/2013. 
9 Figura de própria autoria. 
 
 
Aula 3: Balanceamento de equações químicas 
 
 
19 
 Durante a reação, átomos de um determinado elemento não se transformam 
em átomos de outro elemento. Não há perda de átomos que já existem ou criação de 
novos átomos, na realidade, o que ocorre é que átomos das substâncias reagentes se 
reagrupam de um modo diferente, dando origem a novas substâncias. 
 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O 
 Total de átomos do reagente: Total de átomos do produto: 
 4 átomos de H 4 átomos de H 
 2 átomos de O 2 átomos de O 
 Essa igualdade de átomos no reagente e no produto deve-se ao fato de que a 
equação química está devidamente balanceada. Balancear uma equação química 
significa ajustar os coeficientes desta equação, seguindo a Lei de Conservação das 
Massas, enunciada pelo cientista francês Lavoisier, veremos a seguir o diz essa lei: 
 
 
 
 
 
 Antoine Laurent de Lavoisier
 
 
 
Antoine Laurent de Lavoisier (1743 – 1794) foi um químico francês, considerado o pai da química 
moderna. Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso, 
identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura 
química. Célebre por seus estudos sobre a conservação da matéria, mais tarde imortalizado pela frase 
popular: 
 
 
20 
“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
10
. 
 
 Representação da Molécula de Água11. 
 
As quantidades de átomos das substâncias envolvidas em uma reação devem ser 
conservadas e, para que isso ocorra, são usados os menores números possíveis que 
indiquem as mesmas quantidades dos átomos reagentes nos produtos. 
 Exemplos: 
A) 2 KCℓO3 2 KCℓ + 3 02 
Total de átomos do reagente: 
2 átomos de K; 2 átomos de Cℓ; 6 átomos de O 
Total de átomos do produto: 
2 átomos de K; 2 átomos de Cℓ; 6 átomos de O 
 
B) 1 Mg(OH)2 + 1 H2SO4 1 MgSO4 + 2 H2O 
Total de átomos do reagente: 
1 átomo de Mg; 1 átomo de S; 4 átomos de H; 6 átomos de O 
Total de átomos do produto: 
1 átomo de Mg; 1 átomo de S; 4 átomos de H; 6 átomos de O 
 
 
 
10
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Antoine_lavoisier_color.jpg disponível em 02/08/2013. 
11 Figura de autoria própria. 
 
21 
 
 
1. Faça corretamente o balanceamento das reações abaixo: 
a) 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 
b) 1 CaCO3 → 1 CaO + 1 CO2 
c) 2 FeS2 + 11/2 O2 → Fe2O3 + 4 SO2 
d) 2 NaOH + 1 H2SO4 → 1 Na2SO4 + 2 H2O 
2. Uma das formas experimentais de obtenção do metanol (CH3OH) consiste em reagir 
monóxido de carbono (CO) com hidrogênio molecular (H2). Faça o balanceamento da 
equação que representa o processo descrito acima. 
 1 CO+ 2 H2 → 1 CH3OH 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades Comentadas 
 
22 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação 
 
 
23 
1. (UFF – RJ) Feromônios são compostos orgânicos secretados pelas fêmeas de muitos 
insetos para determinadas funções, dentre as quais a de acasalamento. Um 
determinado feromônio, utilizado com esta finalidade, tem fórmula molecular C19H38O 
e, normalmente, a quantidade secretada é cerca de 1,0 x 10-12 g. Pode-se afirmar que o 
número de moléculas existentes nessa massa é: 
Dados: C = 12; H = 1; O = 16 
 1 mol _______ Massa _______ 6,02 x 1023 moléculas 
a) 6,0 x 10-23 A relação será entre a massa e o número de moléculas. 
b) 1,7 x 10-17 C19H38O = (12x19) + (1x38) + (16x1) = 286 g 
c) 2,1 x 109 
d) 4,3 x 1015 
e) 1,7 x 1020 
 
 
 
Gabarito: c 
 
 
2. (Saerjinho – 2012) O gás butano é um dos constituintes do gás de cozinha. A queima 
desse gás produz gás carbônico e água, como mostra a equação abaixo: 
 
2 C4H10(g) + X O2 → 8 CO2(g) + 10 H2O(v) 
 
Nessa equação, o valor do coeficiente X, para que essa equação esteja balanceada é: 
 
a) 4 X = 13 
b) 6,5 13 X 2 = 26 
c) 8 Total de átomos de O no reagente = 26 
d) 13 Total de átomos de O no produto = 26 
e) 16 Gabarito:d 
 
 
24 
3. (Saerjinho - 2012) O volume molar de um gás, é o volume ocupado por um mol 
desse gás, a uma determinada pressão e temperatura. 
Qual o volume aproximado, ocupado por uma amostra constituída de 8,8 g de gás 
carbônico que se encontra nas CNTP? 
 
Dado: Volume Molar = 22,71L 
 
a) 0,20 L CO2 = (12 x 1) + (16 x 2) = 44 g 
b) 2,27 L 1 mol _____Massa _____ 22,71 L 
c) 4,54 L 44 g _______ 22,71 L 
d) 22,71 L 8,8 g _______ X 
e) 45,42 L Gabarito:c 
 
 
4. (Saerjinho - 2012) Muitos gases são armazenados em cilindros que mantêm a 
pressão e a temperatura constante. Um cilindro de 17,5 L, contém 32 g de um 
determinado gás que exerce 623 mmHg de pressão a uma temperatura de 77 ºC. 
 
Qual a massa molar aproximada desse gás? 
 
Dado: Constante universal dos gases perfeitos (R) = 62,3 
 
a) 17 g V = 17,5 L 
b) 30 g T = 77˚C → 77 + 273 = 350 K 
c) 34 g m = 32 g 
d) 44 g P = 623 
e) 64 g R = 62,3 
 M = ? 
 
Gabarito: c 
 
25 
5. (Saerjinho - 2012) A massa molar indica a massa existente em um mol de qualquer 
substância calculada em relação ao isótopo do átomo de carbono. Cada substância 
tem uma massa molar que depende dos átomos que a constitui. 
 
A massa, em gramas, de um mol de Aℓ2(SO4)3 é de, aproximadamente: 
 
a) 123 Aℓ2(SO4)3 = (27 x 2) + (32 x 3) + (16 x 12) = 342 g/mol 
b) 150 
c) 167 
d) 315 
e) 342 
 
Gabarito: e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será “Jogos 
Olímpicos e o dopping”, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa, devendo 
ser entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade Escolar. 
 
 Leia atentamente as questões a seguir e através de uma pesquisa responda 
cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as 
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados. 
 
Em 2016 o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos, mas o que isso tem a ver com 
Química? Os químicos criaram um método de prever se os atletas fazem uso de 
substâncias capazes de aumentar o desempenho. Através da pesquisa registre 
individualmente e entregue ao professor segundo a data estabelecida por ele. 
 
I – Como é feita a análise dessas substâncias? 
 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
II – Além dos jogos, qual a importância dessas técnicas em favor da sociedade? 
 
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
 
 
Pesquisa 
 
27 
 
III – Expresse sua opinião sobre o uso de anabolizantes entre os atletas. 
 
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna 
Ltda. São Paulo, 1943. Capítulos 13 e 14 págs. 278 a 350. 
[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM 
Edições. Capítulo 13 págs. 244 a 248. Capítulos 17, 18 e 19 págs. 318 a 377. 
[3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed. 
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidades 7 e 8 págs. 207 a 237. 
 
 
Referências 
 
 
29 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Ivete Silva de Oliveira 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0033 
22ªª SSéérriiee || 33°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 3° 2ª 
 
 1. Conceituar e identificar a presença de suspensões, coloides e soluções no cotidiano. 
 
2. Calcular e interpretar as principais formas de expressão da concentração: concentraçãocomum (g/L), quantidade de matéria (mol/L), percentagem em massa e em volume, ppm e ppb. 
 
3. Identificar alguns dos principais fenômenos químicos e físicos em que ocorrem trocas de calor, 
classificando-os em endotérmicos e exotérmicos. 
 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas 
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste caderno vamos perceber que os materiais que utilizamos em nosso 
cotidiano são, em geral, formados por misturas e aprofundar seu conhecimento a 
respeito dos diversos tipos de dispersão. Vamos estudar também a importância do uso 
da energia no dia a dia e entender sua ligação com o estudo da termoquímica. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Introdução................................................................................................ 03 
 Objetivos Gerais...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico............................................................... 
 Orientação Didático-Pedagógica............................................................. 
 Aula 1 : A nanotecnologia e o estudo das dispersões?............................ 
 Aula 2: Concentração das soluções ......................................................... 
 Aula 3: A energia química e a termoquímica ......................................... 
 Avaliação .................................................................................................. 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 
 Referências .............................................................................................. 
05 
05 
06 
07 
12 
16 
22 
26 
 
28 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
5 
 
 
 A maioria dos materiais com que temos contato no dia a dia são dispersões. 
Neste bimestre temos como principal objetivo apresentar e classificar os principais 
tipos de dispersões, utilizando como parâmetro a nanotecnologia. Em seguida, 
identificar e calcular as concentrações das soluções através da quantidade relativa dos 
componentes presentes nas misturas. Encerraremos este caderno de atividades 
identificando os principais fenômenos físicos e químicos, relacionando-os ao crescente 
uso de energia e ao estudo da Termoquímica. 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
 
 
 
 
Orientações 
Pedagógicas do CM 
 
 
 
 
 - Orientações Pedagógicas – 3° Bimestre 
 - Recursos Digitais – 3 ° Bimestre 
 
 
 
 
 
Objetivos Gerais 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
6 
 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitosabordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
Você já percebeu que o ambiente que vivemos está cercado de partículas muito 
pequenas? Para entendermos melhor vamos pensar na areia da praia, ao observá-la 
de longe a vemos com um aspecto uniforme, por outro lado, se analisarmos apenas 
uma pequena porção desta areia, percebemos que é formada por pequenos grãos ou 
partículas. Essas pequenas partículas são conhecidas como nano partículas e fazem 
parte constantemente do universo da Química. O emprego da nanotecnologia tem 
trazido grandes avanços para a indústria farmacêutica e de cosmético. Nesta aula você 
vai perceber como a classificação das dispersões é feita através das dimensões das 
partículas dispersas. Vamos começar entendendo o conceito de nano partículas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Representação de Nanopartículas. 
 
 Em nanotecnologia, uma partícula é definida como um pequeno objeto que se 
comporta como uma unidade inteira em termos de seu transporte e propriedades. Além disso, 
é classificada de acordo com o tamanho: em termos de diâmetro, partículas finas cobrem um 
intervalo entre 100 e 2500 nanômetros, enquanto partículas ultrafinas, por outro lado, 
possuem tamanho entre 1 e 100 nanômetros. Similarmente a partículas ultrafinas, nano 
partículas possuem tamanho entre 1 e 100 nanômetros. Embora o tamanho da maioria das 
moléculas se encaixe no esquema acima, as moléculas individuais não são geralmente 
referidos como nano partículas. 
 
 
Aula 1: A Nanotecnologia e o estudo das dispersões 
 
 
 
 
8 
1. As dispersões 
 Dispersão é todo tipo de mistura. Quando colocamos dentro de um sistema 
substâncias diferentes, uma se distribui no interior da outra na forma de pequenas 
partículas. A substância que se distribui é chamada de disperso e a que permite a 
distribuição é chamada de dispersante ou dispergente. 
Exemplo: Sal de cozinha (NaCℓ) distribuído em água. 
 Sal = disperso 
 Água = dispersante 
As dispersões são classificadas de acordo com tamanho das partículas do 
disperso. 
 
TIPOS DE MISTURA 
 
CARACTERÍSTICAS DAS PARTÍCULAS 
 
SOLUÇÕES 
Partículas menores que 1nm. São misturas homogêneas, 
nas quais não conseguimos ver as partículas dispersas nem 
com microscópio. 
 
 
COLOIDES 
Partículas entre 1 e 100nm. Suas partículas não são visíveis 
a olho, muitas vezes são confundidas com sistemas 
homogêneos. Mas são, na realidade, heterogêneos, uma 
vez que suas partículas podem ser observadas como o uso 
de microscópios. 
 
SUSPENSÕES 
Partículas maiores que 100nm. São sistemas considerados 
sistemas heterogêneos, nos quais, mesmo a olho nu, é 
possível visualizar suas partículas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
 Dependendo do tipo da partícula coloidal e do meio dispergente, os coloides 
podem ser classificados de várias maneiras, ou seja, recebem nomes particulares: 
 
Tabela de diferentes tipos de coloides
1
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Coloide disponível em 15/08/2013 
 
Disperso 
Gás Líquido Sólido 
Dispergente 
Gás 
Não existe. Todos os 
gases são solúveis 
entre si. 
Aerossol líquido 
Exemplos: nuvem, 
neblina 
Aerossol sólido 
Exemplos: fumaça, 
pó em suspensão 
Líquido 
Espuma líquida 
Exemplo: espuma de 
sabão, creme de 
barbear, chantilly 
Emulsão 
Exemplos: leite, 
mel, maionese, 
cremes, sangue 
Sol 
Exemplo: tintas , 
vidros coloridos, 
sangue 
Sólido 
Espuma sólida 
Exemplo: pedra-
pomes, poliestireno 
expandido (isopor) 
Gel 
Exemplos: gelatina, 
queijo, geleia 
Sol sólido 
Exemplo: cristal de 
rubi, cristal de safira, 
ligas metálicas 
ATENÇÃO: 1 nm = 1 nanômetro = 10-9metros 
 
 
10 
2. Soluções 
 
 São sistemas homogêneos de duas ou mais substâncias. Nas soluções o 
disperso é chamado de soluto e o dispergente de solvente. 
 
 
 
 
 
 
Componentes de uma solução: o soluto e o solvente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Efeito Tyndall 
 
 O Efeito Tyndall ocorre quando há a dispersão da luz pelas partículas coloidais. 
Uma maneira bastante utilizada como forma de identificação das dispersões coloidais, 
visto que, é possível visualizar o trajeto que a luz faz, pois tais partículas dispersam os 
raios luminosos. 
 
 
 
 
 
 1 = solução e 2 = dispersão coloidal. 
 
 
 
 
1. Qual é o critério utilizado para classificar as dispersões? 
 GARARITO : O tamanho das partículas do disperso. 
 
2. Alguns medicamentos trazem no rótulo “agite antes de usar”. Esse procedimento é 
necessário se o medicamento for uma: 
 
a) mistura homogênea. 
b) suspensão. 
c) solução. 
d) dispersão coloidal. 
GARARITO: b 
 
3. (ITA-SP) Considere os sistemas apresentados a seguir: 
 
I – Creme de Leite 
 
 Atividades Comentadas 1 
 
12 
II – Maionese comercial 
III – Óleo de soja 
IV – Gasolina 
V – Poliestireno expandido (isopor) 
 
Desses, são classificados como sistemas coloidais: 
 
a) I e II 
b) I, II e III 
c) II e V 
d) I, II e V 
 
 GARARITO: d 
 
 
O tão famoso soro caseiro nada mais é que uma solução aquosa de açúcar e sal 
de cozinha recomendado para prevenir a desidratação, é utilizada para repor água e 
sais minerais perdidos decorrentes de vômitos e diarreias. Para o seu preparo utiliza-se 
200 ml de água filtrada ou fervida, uma medida pequena da colher-medida de sal e 
duas da medida maior de açúcar, uma vez preparado sua validade é de apenas 24 
horas. 
 No estudo das soluções, a concentração indica a quantidade de soluto que se 
encontra dissolvido em certa quantidade de solvente. No caso da solução de soro 
caseiro água é solvente e o soluto são o sal e o açúcar. 
 A capacidade de um determinado solvente dissolver um determinado soluto 
varia de acordo com as substâncias em questão e varia também de acordo com a 
temperatura, a isso chamamos de solubilidade. 
 
 
 
 
Aula 2: Concentração das soluções 
 
 
 
 
Solubilidade é capacidade máxima de uma substância que se dissolve em uma dada 
quantidade de solvente a uma temperatura específica. 
 
 
13 
 Solução Saturada: é aquela que já se dissolveu a quantidade máxima possível de 
soluto. 
Exemplo: 100g de água a 25°C dissolve no máximo 36g de sal de cozinha. 
 Solução Insaturada: é aquela em que ainda não se dissolveu a quantidade máxima 
possível de soluto. 
Exemplo: 20g de sal de cozinha dissolvidos em 100g de água a 25°C, sabemos 
que nessa solução ainda podemos dissolver 16g de sal. 
 Soluções Supersaturadas: contêm uma quantidade dissolvida de soluto superior à 
capacidade máxima do solvente. 
Exemplo: 40g de sal de cozinha dissolvidos em100g de água a 25°C, sabemos que 
nessa solução já dissolvemos 4g de sal além do limite que a água consegue 
dissolver. 
Unidades de Concentração 
 
 Podemos estabelecer diferentes relações entre a quantidade de soluto, de 
solvente e de solução. Tais relações são denominadas genericamente concentrações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo 1: Qual a concentração de uma solução com volume de 1 litro, na qual 
temos 10g de sal dissolvido em água? 
C =? 
m1 (massa do soluto)= 10g 
V (volume da solução em litros)= 1L 
 
Usaremos o índice 1 para indicar soluto e o índice 2 para indicar solvente. 
 
14 
Exemplo 2: Qual a concentração comum de uma solução com volume de 50ml, na 
qual temos 10g de cloreto de potássio dissolvidos em água? 
m1 (massa do soluto)= 10g 
V (volume da solução em litros)= 50ml 
1L 1000ml 
X 50ml 
1000 . X = 1 . 50 
 
Exemplo 3: Calcule a concentração em mol/L ou molaridade de uma solução que foi 
preparada dissolvendo-se 18 gramas de glicose em água suficiente para produzir 1 litro 
da solução. 
(Dado: massa molar da glicose = 180g/mol) 
 
 
 
 
 
 
Exemplo 4: Em 200g de solução alcoólica de fenolftaleína contendo 8,0 % em massa 
de soluto, quantos mols de álcool há na solução? 
Dado: massa molar do etanol = 46g/mol 
 8% de fenolftaleína 
92% de álcool 
200g de solução 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
1. (UFU) O ser humano adulto possui, em média, 5 litros de sangue com cloreto de 
sódio ( NaCℓ ) dissolvido na concentração de 5,8 g/L. Qual é a massa total de cloreto 
de sódio ( NaCℓ ) no sangue de uma pessoa adulta? 
Resolução: 
 
 
2. (UFRJ) Nosso suco gástrico é uma solução aquosa de HCℓ( ácido clorídrico ), com 
massa de 0,365 g para cada 1 litro. Com base nessa informação, determine a 
concentração molar (molaridade, mol/L ) do ácido clorídrico no suco gástrico. 
(Dado: massa molar do HCℓ = 36,5 g/mol). 
Resolução: 
 
 
3. (Fatec-SP) Soro fisiológico é uma solução aquosa de cloreto de sódio a 0,9% em 
massa. A massa de NaCℓ em gramas necessária para preparar 2 litros de soro 
fisiológico é: 
 
Resolução: 
 
 
 Atividades Comentadas 2 
 
16 
 
 
 Hoje em dia nota-se uma grande preocupação das pessoas em cuidar de sua 
saúde e de sua aparência física. Quando ingerimos alimentos, as reações químicas que 
ocorrem dentro das células transformam boa parte desses alimentos em energia. 
Algumas vezes o organismo não utiliza toda energia liberada, e esta energia não 
utilizada transforma-se em gordura acarretando assim a obesidade. 
 O estudo da termoquímica é muito importante, pois nos permite compreender 
os seguintes fatos: a digestão dos alimentos produz energia e esta quantidade de 
energia é medida em calorias. 
 
 
 
 Usualmente associamos a palavra calor à sensação de quente em oposto à 
sensação de frio. Mas afinal, o que é calor? Calor é a energia transferida de um corpo 
para outro em consequência da diferença de temperatura entre eles. Nas reações 
químicas a quantidade de calor transferida (liberada ou absorvida), é medida através 
de um aparelho denominado calorímetro. 
 
UNIDADES DE ENERGIA 
 
1. Caloria (Cal) 
 Assim como utilizamos o metro como unidade de comprimento, a caloria é 
utilizada para medir quantidades de energia (calor) em uma reação química. 
 
 
 
Também podemos utilizar como unidade de medida de energia: 
1 cal → 4,18 J 
1.000 cal → 1 Kcal 
 
Aula 3: A energia química e a termoquímica 
 
Termoquímica é o ramo da Química que estuda as trocas de calor durante as 
transformações químicas e físicas. 
1 caloria é a quantidade de energia (calor) necessária para elevar em 1˚C a 
temperatura de 1 g de água. 
 
17 
2. Entalpia (H) 
 Vejamos o seguinte exemplo: 
 Quando colocamos fogo em álcool (o que não devemos fazer, pois é muito 
perigoso), notamos que este libera calor, isto é, o álcool possui energia 
armazenada e parte dessa energia é liberada na forma de calor. 
 
 
 
 
 Na prática não é possível calcular a entalpia, e sim a variação de entalpia, ou 
seja, a diferença entre a entalpia dos reagentes e a entalpia dos produtos de uma 
reação química. 
 ∆H = Hfinal - Hinicial ∆H = HPRODUTOS - HREAGENTES 
 Para dar continuidade ao estudo da termoquímica, vamos relembrar os 
fenômenos físicos e químicos. 
 Fenômeno é toda e qualquer transformação que ocorre com a matéria. Os 
fenômenos podem ser classificados em físico ou químico. 
 Fenômeno físico: altera apenas a forma da matéria. 
 
Exemplos: a quebra de um objeto, as mudanças de estado físico da matéria (a 
evaporação do álcool, derretimento do gelo), a reflexão da luz, etc. 
 
 Fenômeno químico: altera a natureza da matéria, os fenômenos químicos 
também são chamados de reações químicas. 
 
Exemplos: queima do álcool, a ferrugem do ferro, a respiração dos seres vivos, a 
fotossíntese, etc. 
 Diversas reações químicas no nosso cotidiano ocorrem com perda e 
ganho de energia na forma calor, isto ocorre também nas mudanças de estado 
físico da matéria. No estudo da termoquímica existem dois processos onde há 
troca de energia na forma de calor: processos endotérmicos e exotérmicos. 
 
Entalpia é a quantidade de energia existente em uma substância química e 
que pode, em parte, ser convertida em calor. 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplos de Processos Endotérmicos2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplos de Processos Exotérmicos
3
. 
 
 
2
http://www.brasilescola.com/quimica/processos-endotermicos-exotermicos.htm. Disponível em 
24/08/2013. 
3
http://www.brasilescola.com/quimica/processos-endotermicos-exotermicos.htm. Disponível em 
24/08/2013. 
Processos endotérmicos são aqueles que ocorrem com absorção de calor, ou 
seja, o sistema ganha calor enquanto o ambiente se resfria. 
Processos exotérmicos são aqueles que ocorrem com liberação de calor, ou 
seja, o sistema ganha perde calor enquanto o ambiente se aquece. 
 
19 
 Os processos endotérmicos e exotérmicos e as mudanças de estado físico da 
água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Mudanças de Estado Físico da Água. 
 
 Processos Endotérmicos: fusão, vaporização e sublimação; 
 Processos Exotérmicos: liquefação e solidificação. 
 
 Como vimos até agora os processos termoquímicos nos informam as 
quantidades de energia liberadas ou absorvidas. Agora, que tal exercitar nossos 
conhecimentos? Mãos à obra! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
1. Resolva a cruzadinha baseada nos conhecimentos adquiridos nesta aula. 
 Resolução: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.eclipsecrossword.com/download.aspx 
 
 
 
 Atividades Comentadas 3 
 
21 
Horizontal 
 
3. Energia transferida de um corpo para outro em consequência da diferença de 
temperatura entre eles; 
4. Ocorrem com liberação de calor, ou seja, o sistema ganha perde calor enquanto o 
ambiente se aquece; 
6. Quantidade de energia (calor) necessária para elevar em 1°C a temperatura de 1 g 
de água; 
7. Quantidade de energia existenteem uma substância química e que pode, em 
parte, ser convertida em calor. 
 
Vertical 
 
1. Fenômeno que altera a estrutura das substâncias envolvidas; 
2. Ocorrem com absorção de calor, ou seja, o sistema ganha calor enquanto o 
ambiente se resfria; 
5. Ramo da Química que estuda as trocas de calor durante as transformações 
químicas e físicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação 
 
 
23 
1. (Saerjinho-2012) João acordou antes das 6 horas e foi tomar banho. Ele usou um 
xampu para lavar seus cabelos, em seguida, vestiu-se e foi tomar seu café da manhã. 
No café, comeu apenas uma porção de gelatina, escovou os dentes com o creme 
dental recomendado pelo seu dentista e saiu apressado para a escola. 
Os produtos utilizados por João no banho, na escovação dos dentes e em sua 
alimentação no café da manhã são: 
a) colóides. 
b) líquidos. 
c) sólidos. 
d) soluções. 
e) suspensões. 
GABARITO: a 
 
2. (Saerjinho-2012) Na rotina de sua casa, Ana observou o quanto a família utiliza do 
soro fisiológico para variados fins. Enquanto ela utilizava o produto para enxágue de 
suas lentes de contato, sua mãe estava utilizando o soro para limpeza de uma ferida 
no pé e seu pai usava o mesmo produto para higienização nasal. Intrigada, Ana 
consultou o rótulo do produto para descobrir a sua constituição e encontrou: Cloreto 
de sódio 0,9%. 
Isso significa que no soro fisiológico, a cada: 
 
a) 1 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio. 
b) 10 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio. 
c) 100 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio. 
d) 1 000 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio. 
e) 10 000 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio. 
GABARITO: c 
 
 3. (ENEM) O botulismo, intoxicação alimentar que pode levar à morte, é causado por 
toxinas produzidas pó certas bactérias, cuja reprodução ocorre nas seguintes 
condições: é inibida por pH inferior a 4,5 (meio ácido), temperaturas próximas a 100ºC, 
concentrações de sal superiores a 10% e presença de nitritos e nitratos como aditivos. 
 
24 
A ocorrência de casos recentes de botulismo em consumidores de palmito em 
conserva levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a implementar 
normas para a fabricação e comercialização do produto. 
No rótulo de uma determinada marca de palmito em conserva, encontram-se as 
seguintes informações: 
 
I – Ingredientes: Palmito açaí, sal diluído a 12% em água, ácido cítrico. 
II – Produto fabricado conforme as normas da ANVISA. 
III – Ecologicamente correto. 
 
As informações do rótulo que têm relação com as medidas contra o botulismo estão 
contidas em: 
 
a) II, apenas 
b) III, apenas 
c) I e II apenas 
d) II e III, apenas 
e) I, II e III 
 
GABARITO: c 
 
4. (UFJF-MG) Considere os processos a seguir: 
I — queima do carvão 
II — fusão do gelo à temperatura de 25 ºC 
III — combustão da madeira 
 
a) Apenas o primeiro é exotérmico. 
b) Apenas o segundo é exotérmico. 
c) Apenas o terceiro é exotérmico. 
d) Apenas o primeiro é endotérmico. 
e) Apenas o segundo é endotérmico. 
 
 
25 
GABARITO: e 
 
5. (Fuvest-SP) Um rio nasce numa região não poluída, atravessa uma cidade com 
atividades industriais, das quais recebe esgoto e outros efluentes, e desemboca no 
mar após percorrer regiões não poluidoras. Qual dos gráficos a seguir mostra o que 
acontece com a concentração de oxigênio (O2) dissolvido na água, em função da 
distância percorrida desde a nascente? Considere que o teor de oxigênio no ar e a 
temperatura sejam praticamente constantes em todo o percurso. 
 
 
 
 Figura
4
. 
 
Alternativa b. Como o rio nasce numa região não poluída, sua taxa de oxigênio 
permanece constante. À medida que este atravessa uma cidade com atividades 
industriais, isto é, extremamente poluída a concentração de oxigênio diminui 
drasticamente. Antes de desembocar no mar ainda percorre regiões não poluidoras, 
por isso, novamente a concentração de oxigênio volta a ser constante. 
 
 
4
Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo: 
Saraiva, 2002. página 276. 
 
26 
 
 
 Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será 
Alimentação Saudável e a Qualidade de Vida, espera-se que o aluno realize esta 
atividade em casa, devendo ser entregue ao professor com data pré estabelecida por 
você ou pela Unidade Escolar. 
 
 Leia atentamente as questões a seguir e através de uma pesquisa responda 
cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as 
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados. 
 
O corpo humano pode ser comparado a um motor, isto é, necessita de energia para 
manter-se em funcionamento. Os alimentos que ingerimos são responsáveis por esse 
fornecimento de energia, o que ocorre a partir de inúmeras reações químicas. Através 
da pesquisa registre individualmente e entregue ao professor segundo a data 
estabelecida por ele. 
 
I – Uma alimentação saudável é composta de que tipo de alimentos? 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
II – Explique por que a qualidade de vida está diretamente ligada à alimentação 
saudável? 
 
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
 
Pesquisa 
 
27 
III – Expresse sua opinião sobre o número elevado de cirurgias plásticas com fins 
estéticos, até que ponto elas são necessárias? 
 
R_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna 
Ltda. São Paulo, 1943. Vol.2 - Capítulo 1 (págs. 8 a 41) e Capítulo 6 (págs. 192 a 231). 
[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM 
Edições. Vol 2 - Capítulos 1 a 3 (págs. 16 a 63) e Capítulo 5 (págs. 88 a 113); 
[3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed. 
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidade 10 (págs. 270 a 297) e Unidade 12 ( págs. 
318 a 323) 
 
Referências29 
 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Química 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0044 
22ªª SSéérriiee || 44°° BBiimmeessttrree 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 4° 2ª 
 Habilidades Associadas 
1. Diferenciar combustão completa e incompleta; 
2. Avaliar as implicações ambientais de diferentes combustíveis utilizados na 
produção de energia e comparar sua eficiência térmica utilizando a entalpia de 
combustão; 
3. Observar e identificar transformações químicas que ocorrem em diferentes escalas 
de tempo, reconhecendo as variáveis que podem modificar a velocidade (isto é, 
concentração de reagentes, temperatura, pressão, estado de agregação e catalisador). 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas 
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em 
prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 4° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste caderno vamos entender porque as chamas provenientes da combustão 
do gás de cozinha apresentam coloração azul ou amarela e verificar que o uso da 
energia é de grande importância nos afazeres domésticos, no sistema produtivo e na 
manutenção da qualidade de vida das pessoas. Vamos estudar também a Cinética 
Química, que inclui o entendimento dos modelos que explicam as reações, bem como os 
fatores que influenciam sua velocidade. 
 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 03 (três) Aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
4 
 
 
 
 
 Introdução................................................................................................ 03 
 Objetivos Gerais........................................................................................ 
 Materiais de Apoio Pedagógico............................................................... 
 Orientação Didático-Pedagógica............................................................. 
 Aula 1 : As cores das chamas e a reação de combustão........................... 
 Aula 2: A combustão e a energia ........................................................................... 
 Aula 3: Cinética Química ........................................................................................... 
 Avaliação................................................................................................... 
 Pesquisa................................................................................................... 
05 
05 
06 
07 
11 
16 
24 
28 
 
 
 
 Referências.............................................................................................. 29 
 
 
 Sumário 
 
 
5 
 
 
 Neste bimestre temos como principal objetivo entender porque as chamas 
provenientes da combustão do gás de cozinhaapresentam coloração azul ou amarela 
e verificar que o uso da energia é de grande importância nos afazeres domésticos, no 
sistema produtivo e na manutenção da qualidade de vida das pessoas. Encerraremos 
este caderno de atividades com o Estudo da Cinética Química, que inclui o 
entendimento dos modelos que explicam as reações, bem como os fatores que 
influenciam sua velocidade. 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
Orientações 
Pedagógicas do CM 
 
 
 
 
 ─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre 
 
─ Recursos Digitais – 4° Bimestre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
 Você já deve ter observado que nem todas as chamas apresentam a mesma 
cor. Mas por que isso acontece? 
 Em 1913, Niels Bohr (1885-1962) propôs um novo modelo atômico, 
relacionando a distribuição dos elétrons na eletrosfera com a quantidade de energia. 
Segundo seu modelo os elétrons se movimentariam ao redor do núcleo do átomo 
absorvendo e emitindo energia. Os elétrons possuem camadas ou níveis de energia 
que apresentam um valor determinado de energia, ao receber energia os elétrons se 
afastam do núcleo passando para uma camada de maior energia. Ao retornar ao seu 
estado inicial liberam energia na forma de luz. Logo, a cor da luz emitida depende dos 
níveis de energia envolvidos na transição dos elétrons. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Representação do Átomo de Bohr
1
. 
 
 
 Agora que sabemos que a cor da luz emitida depende dos níveis de energia 
envolvidos na transição dos elétrons. Vamos entender melhor o que ocorre nas 
reações de combustão. 
 
 
 
 
 
1
 http://adalbertomac.blogspot.com.br/2013/07/o-atomo-quantico.html disponível em 30/08/2013. 
 
Aula 1: As cores das chamas e a reação de combustão 
 
 
 
8 
 
 
 
 Grande parte da energia que consumimos é obtida a partir da queima de 
materiais denominados combustíveis combustível é o material que queima, pode 
ser sólido (madeira, papel, etc.), líquido (álcool, gasolina, etc.) ou gasoso (gases 
inflamáveis). Porém, para que ocorra a combustão, é necessária a presença do gás 
oxigênio, que nessa reação é denominado comburente é o elemento que alimenta 
as chamas, intensificando-as, e por último precisamos de algo para iniciar a combustão 
sendo denominado ignição é o agente que dá o início do processo de combustão 
introduzindo na mistura combustível/comburente a energia mínima inicial necessária 
(faísca, corrente elétrica, superfícies aquecidas, etc.). 
 Outro ponto importante que precisamos saber sobre as reações de combustão 
é que elas podem se dar de forma completa ou incompleta. 
 
 
 
 Podemos citar como exemplo o gás metano (CH4), principal constituinte do 
biogás e está presente também no gás natural. Os produtos são o dióxido de carbono 
(gás carbônico – CO2) e a água. 
CH4(g) + 2 O2(g) → CO2(g) + 2 H2O(g) + calor 
 
 
 
 A fuligem (uma fumaça escura, formada de minúsculas partículas sólidas de 
carvão) liberada pelo escapamento de alguns veículos é um exemplo de combustão 
incompleta. É por isso que é importante manter o motor bem regulado, para que entre 
Combustão completa: ocorre quando existe oxigênio suficiente para consumir todo 
combustível. 
 
Combustão é uma reação de uma substância (combustível) com o oxigênio 
(comburente) presente na atmosfera com liberação de energia. 
Combustão incompleta: quando não houver oxigênio suficiente para consumir todo o 
combustível. 
 
 
9 
ar suficiente e a combustão seja completa, pois sendo incompleta gera o monóxido de 
carbono (CO), que é extremamente tóxico. Em vários lugares, pessoas já morreram ao 
inalar esse gás em garagens mal ventiladas. 
 
 
 
 
 
 
Resumo dos produtos das reações de combustão
2
. 
 
 As reações incompletas produzem menor energia que a combustão completa. 
Isso explica a diferença entre as cores das chamas, pois a chama amarela, 
característica da combustão incompleta, é de menor energia. Já a chama azul é 
característica de uma combustão completa, com maior energia. 
 
Características das chamas.
3
 
 
 
2
http://www.mundoeducacao.com/quimica/combustao-completa-incompleta.htm acesso em 
02/10/2013. 
3
http://www.brasilescola.com/quimica/combustao-chamas-cores-diferentes.htm acesso em 
02/10/2013. 
Chama Amarela Chama Azul 
Obtenção devido à pequena 
quantidade de ar (janela fechada) 
Obtenção devido à regulagem 
adequada da mistura gás-ar 
Forma irregular Forma regular 
Chama fria Chama quente 
O amarelo da chama é devido à 
presença de carbono 
(incandescente) 
Consiste basicamente de duas cores: na 
parte interna azul clara e na parte 
externa azul escura 
Produção de fuligem (carvão) Há uma parte interna onde o gás não é 
queimado 
 
10 
 
 
 
1. Defina combustão completa e incompleta: 
A combustão completa ocorre quando existe oxigênio suficiente para consumir todo 
combustível, liberando como produto gás carbônico (CO2) e água. Já a combustão 
incompleta ocorre quando não houver oxigênio suficiente para consumir todo o 
combustível e há liberação de monóxido de carbono (CO) e água ou carbono (C) e 
água. 
2. Qual o componente do ar que alimenta as combustões? 
Gás oxigênio. 
 
3. Classifique como verdadeira(V) ou falsa(F) cada uma das afirmativas a seguir: 
 
a) (F) O oxigênio é uma fonte de calor. 
b) (V) Para que o fogo se forme, basta juntar combustível, calor e oxigênio. 
c) (V) Vapores de gasolina pegam fogo. 
d) (V) O álcool é um líquido inflamável. 
e) (F) Faísca elétrica nunca provoca incêndio. 
 
4. Habitualmente, quando trocamos um botijão de gás de cozinha, colocamos água 
com sabão na junção da mangueira com a válvula do botijão. Qual a finalidade desse 
procedimento? 
 
Para verificar está havendo escapamento de gás. 
 
5. Qual explicação para as diversas cores das chamas? 
 
As cores das chamas estão relacionadas ao tipo de combustão que a mesma está 
sofrendo. Na combustão completa, por apresentar maior energia a chama 
apresentará cor azul, já na combustão incompleta, que apresenta menor energiaa 
cor da chama será amarela. 
 
 Atividades Comentadas 1 
 
11 
 
 
 Você já parou para pensar como a energia é importante na nossa vida? 
Precisamos dela para nos aquecer, para nos movimentar, na preparação de nossos 
alimentos. Enfim, o que seria de nós sem energia? 
 Até o ser humano ter o domínio do fogo, ou seja, saber usar controladamente o 
fogo proveniente da combustão (queima), a utilização da luz e do calor do sol foi 
provavelmente sua principal fonte de energia. Embora não soubessem provocar fogo, 
os homens talvez tenham aproveitado incêndios acidentais provocados por raios ou 
por lava incandescente de algum vulcão, com isso aprenderam a manter o fogo, o que 
significou uma transformação profunda em nossas vidas. 
 A partir do desenvolvimento industrial e o crescimento das cidades começou a 
surgir uma grande necessidade de ampliar o uso de energia e consequentemente, de 
combustíveis que suprissem tal necessidade. No capítulo anterior conhecemos as 
reações de combustão, agora vamos entender que transformações ocorrem nos 
materiais para o fornecimento de tanta energia. 
 A liberação ou consumo de energia durante uma reação é conhecida como 
variação da entalpia (ΔH), isto é, a quantidade de energia dos produtos da reação (Hp) 
menos a quantidade de energia dos reagentes da reação (Hr): ΔH = Hp – Hr. Podemos 
verificar no diagrama a seguir a variação da energia nas reações exotérmicas (reações 
que liberam energia - ∆H < 0) e endotérmicas (reações que absorvem energia - ∆H > 0). 
 
 
 
 Diagrama da variação de energia.
4 
 
4
http://www.qieducacao.com/2010/11/termoquimica-i-reacoes-endotermicas-e.html acesso em 
02/10/2013. 
 
Aula 2: A combustão e a energia 
 
 
 
12 
 Com a utilização do calor proveniente das reações de combustão pelo homem, 
no decorrer de sua história, percebeu-se que materiais diferentes, quando queimados, 
fornecem diferentes quantidades de energia. Assim, substituiu-se a madeira pelo 
carvão vegetal, este pelo carvão mineral, e ambos pelo petróleo. A tabela a seguir nos 
mostra alguns exemplos de combustíveis e seu poder calórico. 
COMBUSTÍVEL FÓRMULA 
MOLECULAR 
ΔH° (kJ/mol) 
Carbono (carvão) C(s) - 393,5 
Metano (gás natural) CH4 (g) - 802 
Propano (componente do gás de cozinha) C3H8 (g) - 2.220 
Butano (componente do gás de cozinha) C4H10 (g) - 2.878 
Octano (componente da gasolina) C8H18 (l) - 5.471 
Etino (acetileno, usado em maçarico) C2H2 (g) - 1.300 
Etanol (álcool) C2H5OH (l) - 1.368 
Hidrogênio H2 (g) - 286 
Entalpia de combustão padrão para vários combustíveis.
5
 
 
 A respiração é um exemplo de processo de combustão, ou seja, de “queima de 
alimentos” que libera energia necessária para as atividades realizadas pelos 
organismos. A reação inversa da respiração é a fotossíntese. Os seres vivos que não 
são capazes de "armazenar" a energia luminosa dependem exclusivamente do uso de 
energia envolvida nas transformações químicas. De maneira geral, esses seres utilizam 
os compostos orgânicos fabricados pelos organismos que fazem fotossíntese, 
alimentando-se desses organismos. São enormes as quantidades de energia 
armazenada pelas plantas no processo da fotossíntese. 
 
 
5
http://www.usp.br/qambiental/combustao_energia.html acesso em 03/10/2013. 
 
13 
combustão/respiração 
C6H12O6(s) + 6 O 2(g) ↔ 6 CO2(g) + 6 H2O (ℓ) + energia 
fotossíntese 
 
 No organismo dos seres vivos ocorrem inúmeras reações de combustão. Elas 
são responsáveis pelas transformações químicas dos constituintes dos alimentos em 
substâncias necessárias aos vários processos responsáveis pela manutenção da vida, 
da mesma forma que os combustíveis fornecem diferentes quantidades de energia, os 
alimentos também ao serem queimados nos fornecem quantidades de energia 
diferentes. Podemos comprovar analisando a tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Valores energéticos dos alimentos.
6
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6
http://www.eciencia.usp.br/arquivoEC/exp_antigas/igepeq.html acesso em 03/10/2013. 
 
14 
 Assim como determinados alimentos liberam certa quantidade de energia, cada 
pessoa necessita de determinada quantidade de energia, para suprir suas 
necessidades diárias. Vejamos a tabela a seguir: 
 
 
 
 
Necessidade energética dos seres humanos por faixa etária. 
 
 O estudo termodinâmico é de fundamental importância não só para que nos 
permita utilizar, de forma racional, os combustíveis naturais que podemos extrair da 
natureza. Além de aprimorar o processo de queima, podemos diminuir a poluição 
atmosférica, reaproveitar ao máximo os resíduos sólidos e construir máquinas cada vez 
mais eficientes. Como também analisar que uma alimentação inadequada, isto é, que 
não é capaz de fornecer quantidade de energia suficiente, pode levar a um 
retardamento no desenvolvimento das crianças, à subnutrição e à desnutrição. 
Segundo dados das Nações Unidas, um índice menor que 2400 calorias diárias (para a 
pessoa em idade adulta) podem resultar em desnutrição. 
 Agora que fechamos mais uma etapa de nosso estudo, que tal partirmos para 
as atividades? 
 
 
1. (SANTACASA-SP) A maior parte da energia utilizada em todo o mundo provém de 
reações químicas. Reações químicas que fornecem energia são aquelas em que os 
reagentes: 
a) São mais energéticos que os produtos; 
 
 Atividades Comentadas 2 
 
15 
b) Os produtos são energicamente equivalentes; 
c) Se transformam em produtos gasosos; 
d) Os produtos se apresentam no estado ativado; 
e) Apresentam maior número de moléculas do que os produtos. 
 
2. (Fuvest-SP) Considere a reação de fotossíntese e a reação de combustão da glicose 
representadas a seguir: 
6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) → C6H12O6(s) + 6 O2(g) (Fotossíntese) 
 
C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) (Combustão da glicose) 
 
Sabendo que a energia envolvida na combustão de um mol de glicose é 2,8 · 106 J, ao 
sintetizar meio mol de glicose, a planta irá liberar ou absorver energia? Determine o 
calor envolvido nessa reação. 
 
C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) (Combustão da glicose) ∆H = – 2,8 x 10
6J 
 
6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) → C6H12O6(s) + 6 O2(g) (Fotossíntese) – representa a reação 
inversa, logo ∆H = + 2,8 x 106J 
 
Para sintetizar 1 mol de C6H12O6, a planta absorve 2,8 x 10
6J. 
 
1 mol de C6H12O6 2,8 x 10
6J 
0,5 mol de C6H12O6 X 
 X = 0,5 x 2,8 x 106 
 X = 1,4 x 106J 
 
3. (Enem) Ao beber uma solução de glicose (C6H12O6), um cortador de cana ingere uma 
substância: 
a) que, ao ser degradada o pelo organismo, produz energia que pode ser usada para 
movimentar o corpo. 
 
16 
b) inflamável que, queimada pelo organismo, produz água para manter a hidratação 
das células. 
c) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é armazenada na célula, o que restabelece o 
teor de oxigênio no organismo. 
d) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de líquidos pelo organismo. 
e) de sabor adocicado que, utilizada na respiração celular, fornece CO2 para manter 
estável a taxa de carbono na atmosfera. 
 
 
 
 Ao longo da história percebemos uma preocupação muito grandea cerca da 
conservação dos alimentos. O homem primitivo recolhia seus alimentos e utilizava a 
parte mais fria e escura da caverna para estocá-los. Com o passar do tempo foram 
percebendo que as baixas temperaturas permitem retardar ou inibir as reações 
químicas de deterioração natural e as atividades enzimáticas sobre os componentes 
dos alimentos, diminuindo ou inibindo o crescimento e as atividades dos micro-
organismos. Atualmente, destacam-se a refrigeração e o congelamento como métodos 
que utilizam temperaturas baixas para conservação dos alimentos. Neste capítulo 
vamos entender como se deu a contribuição da Química na conservação dos alimentos 
através do estudo da Cinética Química. 
 
 
 
 
 Conhecer a velocidade de uma reação química é saber o quanto se consumiu 
de um determinado reagente ou quanto se formou de um determinado produto, 
num determinado intervalo de tempo. As reações químicas ocorrem com 
velocidades diferentes e estas podem sofrer alterações, pois além da concentração 
de reagentes e produtos, existem outros fatores capazes de alterar a velocidade. 
 
Aula 3: Cinética Química 
 
 Cinética é a parte da Química que estuda a velocidade das reações químicas e 
os fatores que afetam essa velocidade. 
 
17 
1. Condições para ocorrência de uma reação química 
 Para que uma reação química ocorra é necessário que haja contato e 
afinidade química entre os reagentes, bem como a colisão entre eles. 
 Teoria das Colisões 
 De acordo com a teoria das colisões pode-se afirma que a velocidade de uma 
reação depende: da freqüência das colisões, da energia das colisões e da orientação 
das moléculas nas colisões. 
 Se as colisões entre as moléculas reagentes formarem novas substâncias, 
serão COLISÕES EFETIVAS ou EFICAZES. 
 
 
 
 
 
 
Colisão efetivas.
7
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Se as colisões entre as moléculas reagentes não formarem novas substâncias, 
serão COLISÕES NÃO-EFETIVA ou NÃO-EFICAZES. 
 
7
http://www.agamenonquimica.com/docs/teoria/fisico/cinetica.pdf acesso em 04/10/2013. 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 7 Colisão não-efetivas.
8 
 Energia de Ativação (Ea) 
 Energia de ativação é a quantidade mínima de energia necessária para que 
uma reação ocorra, esta energia é necessária para a formação do complexo ativado. 
Quanto menor a energia de ativação, maior será a velocidade da reação química. 
 
Gráfico da energia de ativação.
9 
 
 
8
http://www.agamenonquimica.com/docs/teoria/fisico/cinetica.pdf acesso em 04/10/2013. 
9
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/cinetica-quimica-2-energia-de-ativacao-e-complexo-
ativado.htm acesso em 04/10/2013. 
 
19 
 
Influencia do catalisador na energia de ativação.
10 
 
 
 
2. Fatores que influenciam a velocidade das reações químicas 
 
 Concentração → quanto maior a concentração dos reagentes maior será a 
velocidade da reação. Se aumentarmos a concentração dos reagentes, haverá um 
maior número de colisões, o que fará com que a velocidade da reação seja maior. 
 
 
 
 
 
 
 
Concentração dos reagentes
11
 
 
 
10
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/cinetica-quimica-2-energia-de-ativacao-e-complexo-
ativado.htm acesso em 04/10/2013. 
11
http://www.brasilescola.com/quimica/concentracao-dos-reagentes-velocidade-das-reacoes.htm 
acesso em 07/10/2013. 
Catalisadores são substâncias que aumentam a velocidade das reações 
químicas, diminuindo a energia de ativação. 
 
20 
 Superfície de Contato → quanto maior a superfície de contato entre os reagentes 
maior a velocidade da reação. 
 Ao colocarmos o sal de frutas em pó na água, a reação é muito rápida, pois 
todos os grãos do sal de fruta reagem com a água ao mesmo tempo, enquanto, ao 
colocarmos o sal de frutas em pastilha na água a reação é mais lenta. 
 
Reação entre antiácido efervescente e água em duas situações diferentes: no primeiro copo, o antiácido 
está em pó e, no segundo, está em comprimido12. 
 Temperatura → quanto maior a temperatura, maior a velocidade da reação. 
 
 Um alimento cozinha mais rapidamente numa panela de pressão (a água ferve 
a uma temperatura maior), o que favorece o cozimento. Para melhor conservação dos 
alimentos, devemos guardá-los em freezers; diminuindo a temperatura estaremos 
diminuindo a velocidade das reações responsáveis pela decomposição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12
http://www.brasilescola.com/quimica/superficie-contato-velocidade-das-reacoes.htm acesso em 
07/10/2013. 
 
21 
 
 Pressão → o aumento da pressão em reações que envolvem gases, aumenta a 
velocidade das reações químicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo de aumento e diminuição da pressão
13. 
 
 Catalisadores → são substâncias que aumentam a velocidade das reações 
químicas, diminuindo a energia de ativação. 
 
 Os catalisadores são de grande uso nas indústrias químicas, onde se precisa 
ganhar o maior tempo possível na produção. No entanto, quando temos que diminuir 
a velocidade da reação, usamos substâncias denominadas inibidores, que agem de 
modo inverso aumentando a energia de ativação. 
 
Observações: 
 
 Um catalisador acelera a reação, mas não aumenta seu rendimento, isto é, ele 
produz a mesma quantidade de produto, mas num período de tempo menor; 
 O catalisador não altera o ∆H da reação; 
 Um catalisador acelera tanto a reação direta quanto a inversa, pois diminui a 
energia de ativação de ambas. 
 
 
 Neste capítulo conhecemos a importância de estudar a velocidade das reações 
químicas. Vamos agora exercitar o que acabamos de aprender! 
 
13
http://www.brasilescola.com/quimica/concentracao-dos-reagentes-velocidade-das-reacoes.htm 
acesso em 07/10/2013. 
 
22 
 
 
1. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): 
a) (F) Para que uma reação química ocorra, é necessário apenas que os reagentes 
estejam em contato. 
b) (V) Energia de ativação é a quantidade mínima de energia para que uma reação 
química ocorra. 
c) (V) O aumento da superfície de contato entre os reagentes aumenta a velocidade 
das reações químicas. 
d) (F) A influencia da pressão sobre a velocidade das reações químicas não depende do 
estado físico dos reagentes. 
e) (V) Os conservantes de alimentos são exemplos de inibidores de reação. 
2. Assinale a alternativa falsa: 
a) O aumento da superfície de contato entre os reagentes aumenta a velocidade das 
reações químicas. 
b) A variação de pressão só tem efeito sobre reações em que há substâncias gasosas. 
c) A variação de um catalisador faz com que a velocidade de uma reação aumente. 
d) O aumento da concentração de reagentes aumenta a velocidade das reações. 
e) A energia de ativação não tem efeito sobre a velocidade das reações. 
3. (Fuvest-SP) Para remover uma mancha de um prato de porcelana fez-se o seguinte: 
cobriu-se a mancha com meio copo de água fria, adicionaram-se algumas gotas de 
vinagre e deixou-se por uma noite. No dia seguinte a mancha havia clareado 
levemente. Usando apenas água e vinagre, sugira duas alterações no procedimento de 
tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. Justifique cada 
uma das alterações propostas: 
 
Atividades Comentadas 3 
 
23 
 
I – Adicionar água quente ou morna – com issomais colisões ocorrerão, aumentando 
a rapidez da reação; 
 
II – Aumentar a quantidade de vinagre – aumentando a concentração do reagente, 
aumenta a velocidade da reação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as turmas 
que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos 
 Avaliação: 5 pontos 
 Pesquisa: 3 pontos 
 
 
1. (PUCRS) Uma importante aplicação dos calores de dissolução são as compressas de 
emergência, usadas como primeiro-socorro em contusões sofridas, por exemplo, 
durante práticas esportivas. Exemplos de substâncias que podem ser utilizadas são 
CaCℓ2(s) e NH4NO3(s), cuja dissolução em água é representada, respectivamente, pelas 
equações termoquímicas: 
CaCℓ2(s) + aq →CaCℓ2(aq) ΔH = −82,7 kJ/mol 
NH4NO3(s) + aq → NH4NO3(aq) ΔH = +26,3 kJ/mol 
Com base nessas equações termoquímicas, é correto afirmar que: 
 
 
Avaliação 
 
 
25 
A) a compressa de CaCℓ2 é fria, pois a reação ocorre com absorção de calor. 
B) a compressa de NH4NO3 é quente, uma vez que a reação ocorre com liberação de 
calor. 
C) a compressa de CaCℓ2 é quente, já que a reação é exotérmica. 
D) a compressa de NH4NO3 é fria, visto que a reação é exotérmica. 
E) o efeito térmico produzido em ambas é o mesmo. 
 
 
2. (UFRGS) A combustão de uma substância ocorre: 
A) porque existe um fluido presente em todas os materiais combustíveis que é liberado 
quando a mesmo queima. 
B) pelo simples contato da mesma com o oxigênio, que é um material comburente. 
C) na reação com o oxigênio, num processo exotérmico, originando moléculas mais 
simples. 
D) sempre que houver absorção de calor durante a reação. 
E) sempre que o gás carbônico reage com a mesma, reduzindo-a a cinza com a 
produção de calor ou luz. 
 
 3. (PUC - RS) Para responder à questão, relacione os fenômenos descritos na coluna I 
com os fatores que influenciam na velocidade dos mesmos, mencionados na coluna II. 
 
COLUNA I 
1 - Queimadas se alastrando rapidamente quando está ventando; 
2 - Conservação dos alimentos no refrigerador; 
3 - Efervescência da água oxigenada na higiene de ferimentos; 
4 - Lascas de madeiras queimando mais rapidamente que uma tora de madeira. 
 
COLUNA II 
A - superfície de contato; 
B – catalisador; 
C – concentração; 
 
26 
D – temperatura. 
 
A alternativa que contém a associação correta entre as duas colunas é 
 
A) 1 - C; 2 - D; 3 - B; 4 – A 
B) 1 - D; 2 - C; 3 - B; 4 – A 
C) 1 - A; 2 - B; 3 - C; 4 – D 
D) 1 - B; 2 - C; 3 - D; 4 – A 
E) 1 - C; 2 - D; 3 - A; 4 – A 
 
4. (Unesp) Sobre catalisadores, são feitas as quatro afirmações seguintes: 
 
I - São substâncias que aumentam a velocidade de uma reação; 
II - Reduzem a energia de ativação da reação; 
III - As reações nas quais atuam não ocorreriam nas suas ausências; 
IV - Enzimas são catalisadores biológicos. 
Dentre estas afirmações, estão corretas, apenas: 
 
A) I e II. 
B) II e III. 
C) I, II e III. 
D) I, II e IV. 
E) II, III e IV. 
 
5. (PUC-SP) Considere as duas fogueiras representadas abaixo, feitas, lado a lado, com 
o mesmo tipo e qualidade de lenha. 
 
 
 
 
 
 
27 
Representação da organização das fogueiras
14
. 
 
A rapidez da combustão da lenha será: 
 
a) maior na fogueira 1, pois a superfície de contato com o ar é maior. 
b) maior na fogueira 1, pois a lenha está mais compactada, o que evita a vaporização 
de componentes voláteis. 
c) igual nas duas fogueiras, uma vez que a quantidade de lenha é a mesma e estão no 
mesmo ambiente. 
d) maior na fogueira 2, pois a lenha está menos compactada, o que permite maior 
retenção de calor pela madeira. 
e) maior na fogueira 2, pois a superfície de contato com o ar é maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14
http://www.cmf.ensino.eb.br/sistemas/matDidatico/arquivo/arquivo/1122_arquivo.pdf acesso em 
07/10/2013. 
 
28 
 
 
 Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será 
Água e Qualidade de Vida, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa, 
devendo ser entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade 
Escolar. 
 O corpo humano é composto de cerca de 60% de água, ela favorece a 
ocorrência de várias reações químicas, pois suas moléculas estão em constante 
movimentação dentro de um sistema, o que favorece a agitação das mesmas na 
solução, com isso, há uma maior facilidade de “chocarem-se” e reagirem. Essas 
reações químicas fornecem energia para os processos corporais, como respiração ou 
respirar e sintetizam novo material orgânico para o corpo para usar em outras funções. 
Sem papel da água no metabolismo, o corpo não seria capaz de realizar funções 
básicas de movimento, crescimento, reprodução e desenvolvimento. Através da 
pesquisa registre individualmente e entregue ao professor segundo a data 
estabelecida por ele. 
 
I – Algumas pessoas enfrentam diariamente um grande transtorno de ficar sem água, 
você já passou por esta experiência? 
R:_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
II – Quais as conseqüências tanto para os seres humanos, quanto para o meio 
ambiente da falta de água? 
R:_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________ 
 
III – Quais as medidas deverão ser tomadas para a preservação da água, já que o 
acesso à água é uma grande preocupação mundial, visto que, este recurso por conta 
da interferência do homem no meio ambiente, está cada vez menos acessível à 
população? 
 
 
 Pesquisa 
 
29 
 
 
[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 2. Moderna 
Ltda. São Paulo, 1943. Vol.2 - Capítulo 6 (págs.192 a 231) e Capítulo 7 (págs.232 a 263). 
[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 2. Editora SM 
Edições. Vol 2 – Capítulo 5 (págs.88 a 113) e Capítulos 6 e 7 (págs.114 a 151); 
 [3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed. 
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidade 12 ( págs. 318 a 323) e Unidade 15 
(págs.386 a 396 ). 
 
 Referências 
 
 
30 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Tavares Maurício Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos SantosQuímica 
 
 Professor 
 
 CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
PPeeddaaggóóggiiccaass ddee 
AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0011 
33°° SSéérriiee || 11°° BBiimmeessttrree 
 
 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 1° 3ª 
Habilidades Associadas 
 
1. Reconhecer a coexistência de reagentes e produtos (equilíbrio dinâmico) em reações 
químicas e bioquímicas (ex: metabolismo celular). 
 
 
2. Identificar os fatores que perturbam o equilíbrio de uma reação, tais como a concentração 
das substâncias envolvidas, a temperatura e a pressão (princípio de Le Chatelier). 
 
 
2 
 
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas 
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as 
ferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
 
 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
Neste Caderno de Atividades, os alunos irão aprender o que é um Equilíbrio 
Químico. Na primeira parte deste caderno, eles irão rever o conceito de reação química 
e sua reversibilidade e compreender como este assunto está relacionado em seu 
cotidiano. Na segunda parte, irão aprender a reconhecer os diversos fatores que 
influenciam nesse equilíbrio. 
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas 
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal 
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o 
Professor Tutor. 
Este documento apresenta 05(cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as 
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar 
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
4 
 
 
 
Sumário 
 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico ............................................................... 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 1: Equilíbrio Químico ....................................................................... 
 Aula 2: Deslocamento de Equilíbrio......................................................... 
 Aula 3: Pressão influência no equilíbrio................................................. 
 Avaliação .................................................................................................. 
 Pesquisa .................................................................................................. 
 Referências ............................................................................................. 
 
05 
05 
06 
07 
12 
15 
18 
21 
22 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 Neste bimestre podemos ressaltar os conceitos fundamentais relacionados ao 
equilíbrio químico, como reversibilidade e suas interpretações. Além disto, 
abordaremos a influência de fatores como concentração, pressão e temperatura na 
proporção que se encontram no estado de equilíbrio. Tal influência é explicada a partir 
do princípio de Le Chatelier. 
 
 
 
 
 No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
Teleaulas No 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
 
 Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo 
sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de formaindividual 
ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção 
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas 
ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com 
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para 
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
 Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
Boa parte da água da Terra está em um constante processo de mudanças. Dos 
mares, rios e lagos a água passa para a atmosfera, umidificando o ar e formando as 
nuvens. Das nuvens originam-se as chuvas que alimentam os lençóis freáticos e os rios, 
levando vida às mais longínquas regiões. As mudanças de estado da água são, 
portanto, processos reversíveis. 
Os processos que não podem retornar aos estados iniciais são chamadas 
irreversíveis. A queima de combustíveis é um exemplo típico de processo irreversível. 
A reversibilidade característica de muitas reações químicas, está associada a 
condições como: temperatura, pressão e concentração dos reagentes. 
Para indicar a reversibilidade das reações, suas equações são representadas 
com uma seta dupla ( ), indicando que as reações se processam nos dois sentidos. 
 
 N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g) 
 
 Chamamos de EQUILÍBRIO QUÍMICO a situação na qual a velocidade da reação 
direta (V1) é igual à velocidade da reação reversa (V2) e as concentrações molares 
(quantidades) dos reagentes e dos produtos são constantes (não se alteram). 
 O equilíbrio químico só será atingido quando V1 = V2 , e a temperatura 
permanecer constante. Logo, nos sistemas químicos em equilíbrio: 
 
 Reagentes, assim como produtos, são consumidos, na mesma proporção nas 
quais são formados; 
 Reagentes e produtos coexistem em concentrações que não se alteram; 
 A rapidez da reação direta é igual à rapidez da reação inversa; 
 As propriedades macroscópicas do sistema são constantes; 
 O equilíbrio químico é um equilíbrio dinâmico, isto é, a reação não para. E é 
isso que mantém as quantidades de reagentes e produtos constantes. 
 
 
Aula 1: Equilíbrio Químico 
 
 
8 
GRÁFICO DAS VELOCIDADES DIRETA E REVERSA 
 
 
http://www.brasilescola.com/quimica/equilibrios-quimicos.htm 
 
No início, a velocidade da reação inversa (v2) está zerada, enquanto a 
velocidade da reação direta (v1) é máxima. Com o passar do tempo, a velocidade da 
reação inversa aumenta enquanto a velocidade da reação direta diminui. No instante 
te, a velocidade das duas reações são igualadas, e o equilíbrio é obtido. 
 
 CONSTANTE DE EQUILÍBRIO ( KC) 
 
Vamos medir as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química? 
 
Quando uma reação química está em equilíbrio, utilizamos um valor numérico 
para medir as quantidades formadas de produtos e reagentes . Esse valor numérico é 
chamado de constante de equilíbrio ( KC) . 
Essa constante é o resultado de um cálculo que envolve as concentrações 
(quantidades) dos produtos e as concentrações (quantidades) dos reagentes. 
Vejamos como calcular a constante de equilíbrio ( KC), a partir de uma reação 
genérica: 
 
Aa + bB ↔ cC + dD 
 
 Onde: 
Kc: é a constante de equilíbrio 
a,b,c e d: são os coeficientes da equação 
 
9 
a: é o coeficiente da substância A 
b: é o coeficiente da substância B 
c: é o coeficiente da substância C 
(A): é a concentração molar da substância A 
(B): é a concentração molar da substância B 
(C): é a concentração molar da substância C 
(D): é a concentração molar da substância D 
 
OBSERVAÇÃO: no cálculo da constante de equilíbrio Kc, as concentrações 
molares dos produtos sempre serão divididas pelas concentrações molares dos 
reagentes. Além disso, todas as concentrações devem ser elevadas aos respectivos 
coeficientes estequiométricos. 
 
A concentração molar é obtida através da fórmula M = n1 ∕ v , 
 
Onde: M = Concentração molar; 
 n1 = número de mols; 
 V= volume da solução. 
 
Quando o volume da solução não é dado ou é igual a 1, a concentração molar é 
igual ao número de mols. 
Vamos praticar com um exemplo para o cálculo da constante de equilíbrio? 
 
Exemplo: Em uma certa reação de síntese( formação) da amônia (NH3), ao se 
atingir o equilíbrio, temos: 0,20 mol/l de gás nitrogênio (N2) , 0,80 mol/l de gás 
hidrogênio (H2) e 0,40 mol/l de amônia, de acordo com a equação química abaixo: 
 
1 N2(g) + 3 H2(g) ⇔ 2 NH3(g) 
 Coeficiente Coeficiente Coeficiente 
 estequiométrico estequiométrico estequiométrico 
 
 
10 
Para calcularmos o valor da constante de equilíbrio, temos primeiro que encontrar a 
expressão de Kc: 
 
Onde: 
Kc: é a constante de equilíbrio 
1: é o coeficiente do gás nitrogênio N2 
3: é o coeficiente do gás hidrogênio H2 
2: é o coeficiente da amônia NH3 
(NH3): é a concentração molar da amônia 
(N2): é a concentração molar do gás nitrogênio 
( H2): é a concentração molar do gás hidrogênio 
 
Agora podemos calcular o valor da constante de equilíbrio, substituindo na expressão, 
os valores das concentrações molares dadas na reação: 
 
Kc = ( 0,40 ) 2 ∕ ( 0,20)1 . ( 0,80 )3 
Kc = 1, 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
1) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): 
 
a) ( V ) Quando um fator externo age em um sistema em equilíbrio, o sistema desloca-
se no sentido contrário para compensar o efeito produzido por esse fator. 
b) ( F ) Reações endotérmicas são favorecidas pela diminuição da temperatura. 
c) ( V ) Em um sistema em equilíbrio, a diminuição da temperatura desloca a reação no 
sentido da reação exotérmica. 
d) ( F ) O aumento ou diminuição uma dos participantes de uma reação não altera o 
seu equilíbrio químico. 
e) ( F ) A pressão modifica equilíbrios químicos apenas em sistemas que só contém 
sólidos. 
 
2) Assinale a alternativa INCORRETA: 
 
a) um sistema em equilíbrio não pode ser deslocado por fatores externos, tais como: 
pressão, temperatura e concentração dos reagentes e produtos. 
b) o aumento da temperatura favorece as reações endotérmicas. 
c) a diminuição de concentração dos reagentes desloca o equilíbrio químico no sentido 
dos reagentes, para esquerda. 
d) a pressão só modificará sistemas gasosos com diferença de volume entre os 
reagentes e os produtos. 
e) os catalisadores não deslocam o equilíbrio químico das reações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades Comentadas 
 
12 
 
 
 As alterações dos estados de equilíbrio, em conseqüência de alterações de 
condições físicas ou químicas, foram estudadas pelo químico francês Henry Louis Le 
Chatelier (1850-1936). Ele lançou uma generalização simples, mas de grande alcance, a 
respeito do comportamento de sistemas em equilíbrio: o chamado PRINCÍPIO DE LE 
CHATELIER. 
De acordo com o princípio de Le Chatelier, podemos afirmar que para um sistema em 
equilíbrio: 
 
 Um aumento de temperatura favorece o sentido da reação endotérmica 
(absorve calor - ∆H positivo); 
 
 Uma diminuição de temperatura favorece o sentido da reação exotérmica 
(libera calor - ∆H negativo); 
 
 
 Um aumento da concentração de uma substância favorece o sentidoda reação 
em que tal substância é consumida; 
 
 Aumento do [reagente] → desloca a reação no sentido do produto. 
 Aumento do [produto] → desloca a reação no sentido do reagente. 
 
 Uma diminuição de alguma substância favorece o sentido da reação em que tal 
substância é produzida; 
 Diminuição do [reagente] → desloca a reação no sentido do reagente. 
 Diminuição do [produto] → desloca a reação no sentido do produto. 
 
 Um aumento de pressão favorece o sentido da reação no qual há menor 
quantidade de matéria de substâncias gasosas; 
 Aumento da pressão → menor volume 
 
 
Aula 2: Interferência? Desequilíbrio? “Chatelier” no Equilíbrio 
químico! 
 
 
13 
 Uma diminuição de pressão favorece o sentido da reação no qual há maior 
quantidade de matéria de substâncias gasosas; 
 Diminuição da pressão → maior volume 
 Os catalisadores são substâncias químicas que aumentam a velocidade das 
reações químicas, em um equilíbrio químico, o catalisador apenas acelera a 
situação de um equilíbrio químico, ou seja, diminui o tempo necessário para se 
atingir o equilíbrio, pois diminui a energia de ativação da reação. 
 
 
 
 
Atenção: Nas questões de número 1 até o número 4, escolha apenas uma resposta 
correta: 
 
1) Considere o equilíbrio 2CO2(g) ↔ 2CO(g) + O2(g). Quando se adiciona O2 gasoso a esse 
sistema: 
 
a) ( ) o equilíbrio é deslocado para a direita. 
b) ( ) há uma alteração na constante de equilíbrio. 
c) ( ) há um aumento na energia de ativação da reação reversa. 
d) ( ) há formação de uma quantidade maior de CO. 
e) ( ) há formação de uma quantidade maior de CO2. 
 
2) Observe o equilíbrio: 
 N2(g) + 2O2(g) ↔ NO2(g) 
Para ocorrer formação de N2(g) e O2(g), devemos: 
a) ( ) aumentar a pressão do N2. 
b) ( ) diminuir as pressões parciais do N2(g) e O2(g). 
c) ( ) diminuir a pressão do NO2. 
d) ( ) aumentar a pressão total do sistema. 
e) ( ) aumentar a agitação das moléculas do produto. 
 
 
 
Atividades Comentadas 
 
14 
3) Um dos processos mais importantes industriais é a fixação do nitrogênio através de 
sua transformação em amônia, podendo ser representado pela equação abaixo: 
 
N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g) ∆H = -92 KJ/mol 
 
Em relação a esse processo, podemos dizer que irá ocorrer maior concentração do 
produto quando: 
 
a) ( ) ocorrer aumento da temperatura. 
b) ( ) ocorrer diminuição da pressão parcial do hidrogênio. 
c) ( ) ocorrer uma maior agitação das moléculas do produto. 
d) ( ) ocorrer um aumento na pressão total pela adição de um gás inerte. 
e) ( ) ocorrer um aumento da pressão parcial dos reagentes. 
 
4) Em determinadas condições de temperatura e pressão, existe 0,5 mol/l de N2O4 em 
equilíbrio com 2 mol/l de NO2 , segundo a equação : N2O4(g) ↔ NO2(g) . O valor da 
constante de equilíbrio ( Kc) , desse equilíbrio, é: 
a) ( ) 6 
b) ( ) 10 
c) ( ) 7 
d) ( ) 4 
e) ( ) 8 
 
5) Considere o seguinte sistema em equilíbrio: 
 
4NH3(g) + 3O2(g) ↔ 2N2(g) + 6H2O(g) ∆H = + 1531 KJ 
 
a) Caso o sistema em equilíbrio seja perturbado pela adição de N2, em que direção 
deverá ocorrer o favorecimento da reação? 
 No sentido dos reagentes, pois, com o aumento da concentração nos 
produtos, favorecerá o aumento da reação inversa. 
 
 
15 
b) Caso o sistema em equilíbrio seja aquecido, em que sentido deverá ocorrer o 
favorecimento da reação? 
 Como a reação é endotérmica, ao adicionar mais calor ao sistema 
haverá favorecimento no sentido dos produtos (favorece o sentido 
endotérmico). 
 
 
 
 OLÁ! VOCÊ CONHECE O PRÍNCIPIO DE LE CHATELIER? 
 http://web.ccead.puc- 
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf 
 
 
 Este princípio, proposto por Henry Louis Le Chatelier, enuncia que quando um 
fator (temperatura, pressão ou quantidade de um dos componentes) que influenciam 
um sistema em equilíbrio é alterado, esse sistema se ajusta para compensar a variação 
e alcançar novamente o equilíbrio. 
Neste momento falaremos sobre o efeito da VARIAÇÃO DA PRESSÃO em um 
sistema em equilíbrio. Vejamos duas situações e analisaremos : 
 
1ª situação: A figura abaixo mostra que a reação está se deslocando no sentido da 
conversão de uma molécula de tetróxido de nitrogénio ( N2O4) em duas de óxido 
nítrico (NO2), representadas no sentido azul da seta dupla. 
 
 
 
 
Aula 3: A pressão influencia no equilíbrio químico? 
 
 
16 
 
http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf 
 
Podemos perceber que haverá um aumento de moléculas de NO2 e, 
consequentemente um maior número de moléculas no sistema. Desta forma 
observamos que este sistema tenderá a manifestar uma pressão maior. 
 
2ª situação: A figura nos mostra que a reação agora se desloca no sentido oposto onde 
duas moléculas de óxido nítrico (NO2) são convertidas em uma molécula de tetróxido 
de nitrogénio (N2O4), sentido vermelho da seta dupla. Podemos perceber que haverá 
uma redução de moléculas e, consequentemente uma redução de pressão. 
 
 
http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf 
 
É importante lembrar que essa conversão acontece de forma dinâmica; quando 
um estado de equilíbrio é atingido, as concentrações dos reagentes e produtos 
permanecem constantes, contudo, variáveis como pressão e temperatura podem 
interferir. 
 
 
 
17 
 
 
 Atenção: Leia atentamente e escolha uma opção correta: 
1) O equilíbrio N2(g) + 2 O2(g) ↔ 2 NO2(g) desloca-se no sentido de formar N2(g) e 
O2(g) , quando: 
a) ( ) a pressão do N2 aumentar. 
b) ( ) a pressão do NO2 é diminuída. 
c) ( ) a pressão total aumentar. 
d) ( ) as pressões parciais do N2 e O2. 
e) ( ) adicionarmos um catalisador. 
 
2) A síntese do pentacloreto de fósforo (PCl5 ) pode ser efetuada pela reação entre 
o cloro gasoso (Cl2 )e o tricloreto de fósforo (PCl3) , conforme a equação: 
PCl3(g) + Cl2(g) ↔ PCl5(g) ∆H = +39,5 kcal 
 Com o objetivo de aumentar a quantidade de pentacloreto de fósforo, 
devemos agir sobre o sistema em reação: 
a) ( ) diminuindo a pressão. 
b) ( ) aumentando a pressão. 
c) ( ) aumentando a temperatura. 
d) ( ) retirando PCl3. 
e) ( ) aumentando a velocidade da reação inversa 
 
 
 
 
Atividades Comentadas 
 
18 
 
 
 Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as 
turmas que estão utilizando este material: 
 
1° Possibilidade: 
 As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho pode-se utilizar 
a seguinte pontuação: 
 Saerjinho: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a 
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como 
uma das três notas. Neste caso teríamos: 
 
 Participação: 2 pontos; 
 Avaliação: 5 pontos; 
 Pesquisa: 3 pontos. 
 
1. (ENEM 2ª aplicação 2010) Às vezes, ao abrir um refrigerante, percebe-se que uma 
parte do produto vaza rapidamente pela extremidade do recipiente. A explicação 
para esse fato está relacionada à perturbação do equilíbrio químico existente entre 
alguns dos ingredientes do produto, de acordo com a equação: 
 
CO2(g) + H2O(I) ↔ H2CO3(aq) 
 
 A alteraçãodo equilíbrio anterior, relacionada ao vazamento do refrigerante nas 
condições descritas, tem como consequência a: 
 
a) liberação de CO2 para o ambiente. 
 
Avaliação 
 
 
19 
b) elevação da temperatura do recipiente. 
c) elevação da pressão interna no recipiente. 
d) elevação da concentração de CO2 no líquido. 
e) formação de uma quantidade significativa de H2O. 
 
COMENTÁRIO: O equilíbrio é deslocado para a esquerda devido à liberação de CO2 
para o ambiente. 
 
2. (Enem 2005) Diretores de uma grande indústria siderúrgica, para evitar o 
desmatamento e adequar a empresa às normas de proteção ambiental, resolveram 
mudar o combustível dos fornos da indústria. O carvão vegetal foi então 
substituído pelo carvão mineral. Entretanto, foram observadas alterações 
ecológicas graves em um riacho das imediações, tais como a morte dos peixes e 
dos vegetais ribeirinhos. Tal fato pode ser justificado em decorrência: 
 
a) da diminuição de resíduos orgânicos na água do riacho, reduzindo a demanda de 
oxigênio na água. 
b) do aquecimento da água do riacho devido ao monóxido de carbono liberado na 
queima do carvão. 
c) da formação de ácido clorídrico no riacho a partir de produtos da combustão na 
água, diminuindo o pH. 
d) do acúmulo de elementos no riacho, tais como, ferro, derivados do novo 
combustível utilizado. 
e) da formação de ácido sulfúrico no riacho a partir dos óxidos de enxofre liberados na 
combustão. 
 
COMENTÁRIO: O enxofre é uma impureza presente no carvão mineral e sua queima 
produz dióxido de enxofre (SO2) e trióxido de enxofre (SO3), óxido responsável pela 
formação de ácido sulfúrico: 
S + O2 → SO2 
SO2 + O2 → SO3 
SO3 + H2O → H2SO4 
 
20 
 
3. (UFSM-RS) A constante de equilíbrio para a reação: N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g) 
diminui com o aumento da temperatura. 
Com base nesse dado, pode-se afirmar que: 
 
a) ( ) a formação de NH3 é uma reação exotérmica. 
b) ( ) O equilíbrio da reação desloca-se para a direita, com o aumento da 
temperatura. 
c) ( ) Há diminuição da velocidade da reação endotérmica pelo aumento da 
temperatura. 
d) ( ) A formação de NH3 ocorre com absorção de calor. 
e) ( ) O aumento da temperatura favorece o(s) produto (s) pela reação exotérmica. 
 
4. ( UNI-RIO) A reação entre o clorofórmio e o cloro ocorre em sistema fechado e está 
apresentada a seguir: CHCl3 (g) + Cl2(g) ↔ CCl4(g) + HCl(g) 
 Para minimizar a formação de HCl, deve-se aumentar o (a): 
a) ( ) volume total do sistema. 
b) ( ) pressão do sistema. 
c) ( ) concentração de CCl4 
d) ( ) concentração de CHCl3 
e) ( ) concentração de Cl2 
 
5. (FGV-SP) Dada a equação representativa de um equilíbrio químico, 
 A2(g) + 3B2(g)↔ 2 AB(g), a constante Kc desse equilíbrio é expressa por: 
a) 2 (AB) ∕ (A2) + (B2) 
b) (AB)2∕ (A2) + (B2) 
c) 1 ∕ (A2). (B2)
3 
d) (AB)2 ∕ (A2). (B2)
3 
e) (A2) + 3 (B) ∕ 2(A3)
3 
 
COMENTÁRIO: Utilização do conceito de constante de equilíbrio químico 
 
 
21 
 
 
 Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa você pode direcionar os 
seus alunos a pesquisarem as reações reversíveis e o cotidiano exemplificando com 
as equações químicas e os seus devidos comentários 
 
I. Faça uma pesquisa relacionando as reações reversíveis e o cotidiano 
exemplificando com as equações químicas e os seus devidos comentários. 
 
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Pesquisa 
 
 
22 
 
 
[1] CARVALHO, Antonio. Sistema de Ensino IBEP: Apostila de Química. 8 ed. Rio de 
Janeiro: IBEP, 2010. 
[2] USBERCO, João; João Usberco, Edgard Salvador: QUÍMICA Volume único. 5ª. 
Edição. São Paulo: SARAIVA, 2002. 
[3] MORAES, Edgar Perin: QUÍMICA – Ensino Medio – coleção Frase Didática. São 
Paulo, 2001. 
[4] Orientações pedagógicas do Curriculo Minimo de Quimica 2012. 
[5] Disponível em 21/07/2013 http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf 
 
 
 
Referências 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
Equipe de Elaboração 
 
 
COORDENADORES DO PROJETO 
 
Diretoria de Articulação Curricular 
 
 Adriana Maurício Tavares Lessa 
 
Coordenação de Áreas do Conhecimento 
 
Bianca Neuberger Leda 
Raquel Costa da Silva Nascimento 
Fabiano Farias de Souza 
Peterson Soares da Silva 
Ivete Silva de Oliveira 
Marília Silva 
 
PROFESSORES ELABORADORES 
 Elaine Antunes Bobeda 
 Marco Antonio Malta Moure 
 Renata Nascimento dos Santos 
 
 
 
 
Professor 
Química 
 
 
 
CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess 
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AApprreennddiizzaaggeemm 
AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0022 
33ªª SSéérriiee || 22°° BBiimmeessttrree 
 
 
Disciplina Curso Bimestre Série 
Química Ensino Médio 2° 3ª 
Habilidades Associadas 
1. Calcular a energia elétrica envolvida numa transformação química e compreender a sua 
aplicação em pilhas e Baterias. 
2. Reconhecer o agente redutor e oxidante em uma reação de óxido-redução. 
3. Entender o fenômeno da corrosão e de proteção da corrosão a partir da série de reati- 
vidade de óxido-redução. 
 
2 
 
 
 A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o 
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem 
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes 
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. 
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma 
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar 
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma 
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções 
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. 
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das 
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades 
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é 
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. 
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, 
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o 
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. 
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior 
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para 
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas asferramentas da autorregulação. 
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se 
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o 
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. 
 A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da 
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede 
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim 
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às 
suas aulas. 
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer 
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material. 
 
Secretaria de Estado de Educação 
 
 
 
Apresentação 
 
3 
Caro Tutor, 
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série 
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um 
mês. 
 A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades 
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as 
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no 
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da 
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de 
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI. 
 Neste Caderno de Atividades, o aluno começa a ter contato com os fenômenos 
químicos que envolvem eletricidade, seja a produção de corrente elétrica gerada por 
uma reação química; seja a ocorrência de uma reação química pelo uso de corrente 
elétrica. Ambos os processos são de fundamental importância na sociedade 
contemporânea, especialmente em nossa busca por fontes alternativas de energia 
química capazes de gerar eletricidade de forma efetiva e eficiente. 
Este documento apresenta 05 (cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por 
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias 
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e 
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As 
Atividades são referentes a um tempo de aula. Para reforçar a aprendizagem, propõe-
se, ainda, uma avaliação e uma pesquisa sobre o assunto. 
 
Um abraço e bom trabalho! 
Equipe de Elaboração 
 
 
 
 
 
4 
 
 Introdução ............................................................................................... 03 
 Objetivos Gerais ...................................................................................... 
 Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 
 Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 
 Aula 01: Você já imaginou como o mundo seria sem o uso de pilhas e 
baterias?.................................................................................................... 
 Aula 02: Alguns perdem....outros ganham!!! Reação de oxirredução..... 
 Aula 03: Vamos fazer a campainha funcionar com a Pilha de Daniel?...... 
 Avaliação ................................................................................................ 
 Pesquisa ................................................................................................... 
 
 Referências .............................................................................................. 
 
 
05 
05 
06 
 
07 
11 
14 
19 
22 
 
 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
5 
 
Na 3ª série do Ensino Médio, os alunos vão aprender sobre a Eletroquímica. As aulas 
deste caderno mostrarão a aplicação da eletroquímica nas células de hidrogênio, a 
associação das reações de oxirredução com o funcionamento das células de 
hidrogênio, a relação do fluxo de elétrons com as reações de oxirredução e a descrição 
do esquema da Pilha de Daniell . 
 
 
 
No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais 
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir: 
 
 
Aula Referência Teleaulas nº 
Aula 1 21 
Aula 2 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais de Apoio Pedagógico 
 
 
Objetivos Gerais 
 
6 
 
Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula, 
sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no 
Caderno do Aluno: 
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa 
compreendê-lo sem o auxílio de um professor; 
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3; 
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma 
individual ou em dupla; 
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na 
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o; 
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos 
abordados no texto base; 
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas 
nas ATIVIDADES; 
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas 
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala 
para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade. 
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientação Didático-Pedagógica 
 
7 
 
 
 
 Figura 1: Notícia de 14 de junho de 2012 do Portal da Copa, disponível em http://www.copa2014. 
gov.br/pt- br/noticia/brasil-podera-ter-frota-de-onibus-movido-hidrogenio-ate-copa-de-2014-diz-
cientista-da-ufrj 
 
A reportagem acima fala de um veículo movido a hidrogênio! 
Este veículo funciona porque possui um dispositivo chamado célula de 
hidrogênio ou célula combustível. Caro aluno, você já ouviu falar delas? 
Célula de combustível ou de hidrogênio é na verdade uma pilha! Ela possui um 
polo positivo e um polo negativo que utiliza o gás hidrogênio que, ao se combinar com 
o oxigênio capturado do ar, produz energia elétrica e vapor d’água. 
Os veículos movidos a H2 tem como grande desvantagem o fato de o gás 
hidrogênio ser um combustível muito caro. Mas a tendência é que esses ônibus 
circulem pelo mundo todo, pois permitem a produção de limpa energia, diminuindo a 
emissão de gases poluentes. 
A célula a combustível é um dispositivo eletroquímico que converte a energia 
química contida no hidrogênio em energia elétrica e água. O hidrogênio irá gerar 
energia para movimentar o motor elétrico do veículo, da mesma forma que ocorre 
dentro de uma pilha comum. 
A grande diferença é que, nessas células, os reagentes são continuamente 
repostos a partir de um reservatório externo, diferente das pilhas e baterias comuns, 
que quando os reagentes terminam, param de funcionar, restando apenas o seu 
descarte. 
E as baterias recarregáveis como as de celular e de computadores portáteis? 
Qual a diferença? 
Aula 1: Você já imaginou como o mundo seria sem o uso de 
pilhas e baterias? 
 
 
 
8 
A bateria é recarregável quando todas as suas semi-reações são reversíveis, ou 
seja, reações que ocorrem nos dois sentidos.

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