ANESTESIA EM REPTEIS
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ANESTESIA EM REPTEIS


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ANESTESIA EM REPTEIS
Os répteis se dividem em quatro ordens distintas: 
· Squamata \u2013 serpentes e lagartos;
· Testudinata \u2013 quelônios;
· Crocodilia \u2013 crocodilos;
· Sphenonodontia - tuataras .
A contenção química e anestésica é utilizada para procedimentos cirúrgicos, coleta de materiais, procedimentos ambulatoriais, etc.
Cetamina \u2013 22-44mg/kg para sedação e 55-88mg/kg para cirurgia
Alfalaxoma \u2013 permite intubação em 3-5 min quando administrado intravenoso. 9mg/kg induz anestesia leve para promover apenas imobilização.
CONSIDERAÇÕES PRÉ-ANESTÉSICA EM RÉPTEIS
Os répteis são animais ectotérmicos.
Carecem de mecanismos autônomos responsáveis pela produção de calor e controle de temperatura.
A particularidade termorregulatória destes animais relaciona-se de forma direta de protocolos de contenção química, anestesia ou mesmo analgesia, uma vez que modula o metabolismo dos mesmos e influência a farmacocinética. 
A faixa de temperatura situada entre 25°C e 35°C é eficaz e garante uma taxa metabólica necessária para sucesso terapêutica, tendo redução importante no desempenho desses medicamentos em temperaturas inferiores a 24°C. 
O manejo de temperatura corpórea deve ser realizado ao longo de todo procedimento anestésico. 
**O coração dos répteis é dividido em três camadas e quando submetido a situações particulares como anestesia com agente inalatórios, mergulhos e longos períodos de apneia, este mecanismo fisiológico é conhecido como shunt cardíaco. 
Pode apresentar fluxo direito/esquerdo ou esquerda/direita. No fluxo direito/esquerda observa-se o desvio do fluxo da circulação pulmonar para circulação sistêmica. No segundo fluxo esquerda/direita se obtém o retorno do sangue oriundo dos pulmões para circulação pulmonar novamente, esses desvios podem causar particularidades importantes e podem influenciar de forma direta o desempenho dos anestésicos inalatórios nesses pacientes. 
O sistema respiratório é peculiar também pois apresenta baixa taxa metabólica com significativa resistência a hipóxia. Isso não deve acarretar uma falsa sensação de segurança com negligência de monitoramento e suplementação respiratória. Sobre a particularidade anatômica destaca-se a anatomia traqueal das serpentes e lagartos (anéis traqueais incompletos), e quelônios e crocodilianos (anéis fechados). Isso se relaciona a intubação traqueal, sendo indicada a sonda sem balonete nos animais de anéis traqueais completos.
MEDICAMENTO PRÉ-ANESTÉSICO E SEDAÇÃO EM RÉPTEIS
A medicação pré-anestésica é uma área pouco explorada na medicina veterinária no que se diz a respeito dos fármacos e interações com o paciente.
O protocolo atual é utilizado para realizar uma tranquilização no animal para realização de um manejo primário e seguro do paciente. Principal objetivo dessa pré anestesia é a realização de uma canulação de acessos venosos, paramentação dos equipamentos de monitoramento e indução tranquila.
O autor sugere que uma opção interessante é a aplicação de benzodiazepínicos como o Midazolam (1 a 2 mg/kg) na região intramuscular, apresentando sucesso em iguanas, teius e jabutis. Realizasse esse processo para procedimentos radiográficos.
Protocolos de neuroleptoanalgesia (associação de um opióide [analgésico] com um tranquilizante [neurolíptico] ou com um sedativo) tem como objetivo uma analgesia intensa e tranquilização, porém, sem perda da consciência. 
Misturas neuroleptoanalgésicas
Midazolam (2 mg/kg) 
Butorfanol (0,4 mg/kg) \u2013 ausência de efeito analgésico em uma grande diversidade de espécie.
Midazolam (1 a 2 mg/kg) - 
Morfina (0,3 a 4 mg/kg) \u2013 duração e efeito analgésico podem varias conforme dose e espécie.
Mais utilizado
Midazolam (1 a 2 mg/kg) -
Tramadol (5 mg/kg) \u2013 efeito analgésico por 96h em tartarugas de ouvido vermelho
Anestésicos locais:
Lidocaína -dose 1-5mg/kg na maioria das espécie usa 4mg/kg usado por via espinal em jabuti e tartaruga de ouvido vermelho
Mepivacaina 2% - dose 1mg/kg 
Usado para o bloqueia de nervo mandibular em crocodilianos
ANESTESIA EM RÉPTEIS
A utilização de anestesia dissociativa implica, na grande maioria das vezes, recuperação prolongada, principalmente quando associada a baixas temperaturas e reaplicações seriadas, os protocolos mais utilizados: associação de cetamina e midazolam , cetamina com xilazina e tiletamina com zolazepam, devido a menor ocorrência de efeitos depressores ( bradicardia, hipotensão, depressão respiratória). 
Cetamina : 20 - 50 mg/Kg
Midazolam : 0,5 - 2mg/Kg
Entre os anestésicos injetáveis é comum o uso de propofol devido a rápida e suave indução, além se ser administrado em bolus pode ser por infusão contínua também. Outra opção também é etomidato, utilizado em cágados de barbicha, administrado diretamente no seio venoso cervical. 
Anestésicos inalatórios consistem na principal forma de manutenção anestésica, sendo utilizado isoflurano e sevoflurano, os animais apresentam depressão respiratória e potencial hipotensor como consequência do uso desses medicamentos. 
Independentemente do protocolo utilizado se faz necessário o acompanhamento, apesar dos animais terem resistência a hipóxia, pois deve-se observar a frequência e ritmo cardíaco, frequência respiratória, temperatura cloacal, oximetria de pulso e capnografia, dosagem de eletrólitos e glicemia, recomenda-se não utilizar em animais debilitados.