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Resumo Fisiologia Vegetal- Perda de água

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Aula 2- Perda de água pelos vegetais
A perda de água pode chegar a 99% do que foi absorvido e quase toda a água é perdida pelo processo de transpiração. Essa água perdida mantém os estômatos abertos para que essa planta possa, entre tantos processos, fazer a fotossíntese.
· Exs: árvore pode perder até 400 litros de água por dia.
· Plantas cultivadas podem perder entre 49 L (feijão-de-vaca) e 206 L (milho) água durante seu crescimento
As principais funções da água nas plantas
· Água como constituinte, constitui moléculas;
· Água como via de transporte para essas moléculas;
· Água como reagente metabólico;
· Turgescência celular mantém a planta ereta
Importância da transpiração na planta:
- meio para dissipar o calor calor latente de vaporização rouba calor da planta
- transporte de água e sais minerais das raízes para a planta toda
As duas formas de perda:
- Transpiração perda na forma de vapor
- Gutação ou Sudação perda de água na forma líquida
	
	Transpiração
· Perda de água na forma de vapor
· Tipos:
· Estomática: 90%
· Cuticular: 10%
· Lenticelar: muito pequena, exceto em árvores, que possuem muitas lenticelas
· Duas fases:
· Evaporação da célula para os espaços intercelulares do mesofilo
· Difusão do vapor para a atmosfera. Essa difusão ocorre em função da diferença de pressão de vapor
· PV folha > PV ar
· PV: pressão de vapor = capacidade de difusão de um gás
Trajetória da água na folha:
Chega pelo xilema passa pelos espaços intercelulares entram nas células do parênquima lacunoso/esponjoso chegando às células do parênquima que se limitam com a cavidade subestomática chega à cavidade subestomática na forma de vapor sai p/ atmosfera via ostíolo do estômato.
 Transpiração X Evaporação
· Evaporação não passa por sistema biológico
· Transpiração há passagem por sistema biológico
Amplitude da transpiração:
Transpiração elevada						Economia de água
Estômatos abertos por mais tempo				Estômatos fechados
Maior fotossíntese						Diminuição da fotossíntese
· Influencia diretamente na fotossíntese
Quanto maior tempo os estômatos ficam abertos, maior será a taxa fotossintética
Estômatos: Introdução
· Aberturas epidérmicas foliares
· Funções:
· Entrada de CO2 para a fotossíntese
· Saída de vapor de água durante a transpiração
· Localização:
· Plantas epiestomáticas: localizados na parte superior (aquáticas)
· Plantas hipoestomáticas: inferior (C3)
· Plantas anfiestomáticas: ambas as faces (C4)
· Anatomia:
· Reniforme: dicotiledôneas e monocotiledôneas não gramíneas
· Halteres: gramíneas e palmeiras
Mecanismos de abertura e fechamento
· Teorias:
· Scarth (1932)
· Levitt (1967)
· Acúmulo de íon
· ABA
Todas teorias se baseiam ou no abaixamento do potencial água da célula estomática (fazendo com que a água entre e ela se abra) ou na elevação do potencial água na célula estomática fazendo com que a água saia. A água se movimenta da região de maior potencial água para a de menor.
Teoria de Scarth (1932)
· Como reduz o potencial água da célula guarda? 
Luz: fotossíntese entrada de CO2 e saída de O2 forma OH- eleva o pH do meio amido é convertido em glicose
Glicose é solúvel e baixa o potencial osmótico da célula-guarda baixa o potencial água da célula-guarda leva a entrada de água célula turgida estômato abre.
Escuro: respiração liberação de CO2 CO2 abaixa o pH do meio glicose é convertida em amido
Amido não é solúvel então o potencial osmótico da célula-guarda aumenta aumenta potencial água da célula-guarda perde água (diferença de potencial água) célula flácida estômato fecha.
Teoria de Levitt (1967)
· Se baseia na teoria de Scarth mas discute se a mudança de pH é realmente rápida o suficiente para a reação de passagem da glicose p/amido e vice-versa. Na teoria de Levitt se insere o consumo e produção de CO2 como variador da concentração de ácidos orgânicos, e esses ácidos ajudariam na variação do pH.
Teoria do Acúmulo de Íons:
· Aceita ambas teorias anteriores e agora prevê também a entrada de íons minerais
Revendo percebi que não entendi nada das teorias do acúmulo de íons e da teoria de Levitt
Plantas “CAM”: Abertura estomática noturna
· O processo de abertura noturna das plantas CAM acontece por conta da respiração. 
Na respiração há a formação de malato malato se acumula no vacúolo malato abaixa o potencial osmótico da célula-guarda abaixa o pot. água da célula-guarda há entrada de água estômato abre.
Durante o dia esse malato é consumido no processo de fotossíntese aumenta o potencial osmótico da célula-guarda aumenta potencial água da célula-guarda água sai estômato fecha.
Fatores que afetam a transpiração:
Fatores intrínsecos (da própria planta):
· Área foliar
· Relação raiz / parte aérea
· Estrutura foliar
· Cutícula (espessura, impermeabilidade)
· Tricomas
· Espessura do mesofilo
· Número de estômatos do mesofilo
Fatores Externos:
· Umidade relativa
· Temperatura
· Pressão de vapor
· Disponibilidade de água no solo
· Vento (estômatos tendem a se fechar quando há muito vento)
Importância da transpiração:
· Efeito refrigerante (perda de calor)
· Efeito na nutrição 
· Efeito no crescimento e no desenvolvimento (mantém os estômatos abertos, mantendo assim o processo fotossintético)
Gutação
· Perda de água na forma líquida (gotas)
· Não ocorre quando a planta transpira
· Condições:
· Planta não transpira
· Solo com alto potencial água
· Solo aerado (O2)
· Absorção ativa de sais 
Há a absorção ativa de sais pela raiz esses sais diminuem o potencial osmótico das células da raiz diminui o potencial água das céls. da raiz água entra e aumenta o volume pressão + de raiz saída de água pelos hidatódios.
Resumo: Abertura estomática se dá pela diminuição do potencial osmótico nas células-guarda, que leva a diminuição do potencial água das céls guarda, que leva a entrada de água e o estômato abre.
	Fechamento estomático se dá pelo aumento do potencial osmótico das céls guarda, que leva ao aumento do potencial água, que provoca a saída da água e o estômato se fecha.
Déficit hídrico, o que caracteriza?
· Diferença entre velocidade de transpiração e absorção de água
· Baixa disponibilidade de água no solo
· Perda de água maior que absorção 
· Dois tipos:
· Temporário (horas mais quentes do dia p. ex)
· Permanente (gde tempo sem chuvas)
1. Déficit hídrico temporário 
· Tempo curto
· Velocidade de transpiração maior que de absorção
· Independe da disponibilidade de água do solo
· Ocorre diariamente
· Sem danos à planta
2. Déficit hídrico permanente
· Período longo de tempo
· Velocidade de transpiração maior que de absorção
· Baixa disponibilidade de água no solo
· A planta pode entrar em ponto de murcha permanente (PMP)
· Potencial água das raízes >>>> potencial água do solo
· Planta perde água para o solo
· Planta pode se recuperar se houver reposição de água antes do PMP
Efeitos fisiológicos do déficit hídrico
· Afeta o crescimento
· Diminuição da fotossíntese
· Respiração
· Abscisão foliar (queda por excesso de etileno)
· Diminuição da absorção de íons
· Reprodução
Competição interna por água
· Baseia-se no potencial água
· Variação do potencial água em diferentes partes da planta gera competição
· Ganha quem tiver o menor potencial
Fatores que levam à variação do potencial água
· Transpiração
· Síntese ou acúmulo de açúcares
· Estágio de desenvolvimento
Fatores fisiológicos que levam a maior resistência à seca
· Menor perda de água
· Alta eficiência de absorção de água
· Armazenamento de água
Resistência à seca
· Para diminuir a perda de água:
· Fechamento dos estômatos
· Abscisão foliar
· Deposição de cutícula nas folhas
· Pelos nas folhas
· Folhas pequenas ou modificadas (cactos)
· Para aumentar a eficiência de absorção de água:
· Raízes profundas (alto desenvolvimento do sistema radicular)
· Alta relação raiz / parte aérea
· Para armazenamento de água:
· Raízes contêm órgãos armazenadores de água:
· Rizomas 
· Tubérculos 
· Parênquima aquífero
Eficiência do uso de água (EUA)
· Relação entre carbono assimilado e a perda de água
· EUA = matéria

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