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Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 1 CABEÇA ARTERIAS A irrigação de toda a cabeça começa do arco aórtico, o qual, dá origem a três ramos. Tronco braquicefalico (está a direita) e da origem a duas outras artérias, subclávia direita e carotida comum direita (nutre o lado direito da cabeça do pescoço). Carotida comum esquerda. Subclávia esquerda. O lado direito tem a carótida comum direita como nutridora e ela é mais curta que a esquerda, visto que essa nasce do tronco braquiocefalico, sendo um ramo. Já a carótida comum esquerda nasce do arco da aorta. Logo, a importância disso, é o fato de existir artéria carótida tanto no pescoço como no tórax. Doenças no tórax, podem atingir a carótida comum esquerda, sendo a direita mais protegida desse fato. Sangue sai do coração vai para aorta, segue pelas carótidas comum, e aproximadamente ao ângulo da mandíbula, a carótida comum se divide em duas outras artérias carótidas. A carótida comum não emite ramos, visto que essa é apenas uma condutora do sangue, até as carótidas interna e externa. A carótida interna não emite nenhum ramo no pescoço, atravessando o canal carotido, entrando no crânio, e só dentro do crânio emite ramos para irrigação do cérebro. Já a carótida externa, da vários ramos, está fora da cavidade craniana, logo irriga tudo que está na cabeça menos o encéfalo. Carótida externa Esse emite 8 ramos para irrigação da cabeça Dos 8 ramos 6 são colaterais e 2 terminais (temporal superficial e maxilar). Tireoide superior Ramo Anterior Lingual Ramo Anterior Facial Ramo Anterior para face Faríngea ascendente Ramo Medial Occiptal Ramo Posterior Auricular posterior Ramo Posterior Temporal superficial Terminal para irrigar o couro cabeludo. Na região temporal (frente da orelha e sempre embaixo da pele), essa é palpável para aferir se há circulação na cabeça. Maxilar Terminal para irrigar os órgãos. Essa segue para o fundo da mandíbula, sendo profunda. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 2 Todas as regiões do couro cabeludo e face são banhadas pela carótida externa, menos a parte medial da testa/fronte, a qual tem irrigação da carótida interna. ARTERIA FACIAL É um ramo anterior da carótida externa, sendo esse o 3°. Fornece o suprimento arterial para face. Possui trajeto no pescoço. Para entrar na face a artéria facial roda a mandíbula a dois dedos a frente do ângulo da mandíbula. Sobe em diagonal e passa dois dedos posteriores aos lábios, emite então seus dois primeiros ramos, primeiro um para o lado inferior, artéria labial inferior, e depois o ramo do lado superior, artéria labial superior. Esse fato forma o círculo labial. Continua subindo e no ângulo entre nariz e face, e quando chega ao meio do nariz, essa emite um ramo, nasal lateral. Após emitir nasal lateral, essa muda de nome para angular -> artéria angular (ramo terminal). Esse nome é devido ao seu local de encontro no ângulo interno do olho. A área da testa recebe sangue da carótida externa e interna. ARTERIA TEMPORAL SUPERFICIAL Nasce no ramo terminal da carótida externa, essa bifurcação (maxilar e temporal superficial) ocorre dentro da glândula parótida. Essa artéria é o menor ramo da carótida externa Acima da glândula parotida, na frente da orelha, começa a aparece a temporal superficial. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 3 Sobe anteriormente a orelha e se divide em dois ramos, ramo frontal e ramo parietal, os quais fazem a irrigação do couro cabeludo. Sua área de vascularização é maior parte do couro cabeludo, sendo por meio de seus dois ramos. Ela emite mais ramos na cabeça, o que ajuda a A. facial a irrigar a face. São os ramos colaterais que ajudam na irrigação da face o Facialtransversa (abaixo do arco zigomático) e zigomaticorbital (cruza o osso zigomático chegando a orbita). Pelo auxílio fornecido dessa artéria na irrigação facial, faz com que qualquer corte na região facial, sangre bastante. Por outro lado, essa se defende bem de infecções e uma possui boa cicatrização. ARTERIA MAXILAR Emite muitos ramos Origina-se posterior ao colo da mandíbula. É divida em 3 partes devido ao seu trajeto: - mandibular -piterigóidea -pterigopalatina Passa anteriormente, profundo ao colo da mandíbula (parte mandibular), depois passa rente ao musculo pterigoideo lateral (parte pterigóidea) e desaparece através da fissura pterigomaxilar para entrar na fossa infratemporal (parte pterigopalatina). Ramos de Artérias importantes: Parte mandibular: o Artéria meníngea media: essa passa pelo forame espinhoso no crânio, essa irriga todas as meninges. o Alveolar inferior: está dentro da mandíbula, responsável pela nutrição e irrigação dos dentes, gengiva e mandíbula. o Auricular profunda o Timpânica anterior o Meníngeas acessórias Parte pterigopalatina: o Palatina descendente: desce para irrigação do céu da boca, nutrindo o palato duro e mole. o Infra-orbital: irriga todos os dentes superiores, o assoalho da orbita e pálpebra inferior, lábio superior, saco lacrimal e lateral do nariz. o Esfenopalatina: irriga o nariz na parte posteriore os seios paranaisais, essa vem da área do osso esfenoide e vem para área do palatina para irrigar o palato também. o Alveolar superior posterior Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 4 o Faríngea o Art. Do canal pterigóideo Parte pterigoidea; o Bucal: irriga o musculo bucinador o Temporais profundas o Pterigoideas o Massetéricas VEIAS Veias superficiais normalmente seguem os nomes e trajetos das artérias, ex: veia facial -> veia temporal superficial. A principal veia profunda é a jugular interna, que traz todo o sangue venoso da cebeça e do pescoço, inclusive do cérebro. A veia jugular interna se une a veia subclávia para formar a veia braquiocefalica. As duas veias braquiocefalicas formam a veia cava superior, a qual desemborca no átrio direito. As veias jugulares interna e externa são correspondentes das artérias carótidas interna e externa. Jugular interna Jugular externa: passa por debaixo da pele. Muito utilizada para medicação venosa. Veia fácil leva o sangue direto para jugular interna. O sangue do couro cabeludo desce pela veia temporal superficial e em certo ponto recebe três veias maxilares trazendo sangue da profundidade da cabeça. No fundo da cabeça há um emaranhado de veias as quais estão recolhendo sangue de todos os órgãos, esse é conhecido como plexo venoso pterigoideo. O sangue profundo da cabeça primeiro cai no plexo venoso pterigoideo: o Desse sai três veias maxilares, as quais se unem com a veia temporal superficial, formando a veia retromandibular, cuja desce atrás da orelha. o Esse é o equivalente venoso da maior parte da artéria maxilar, isto é, a maioria das veias que acompanham os ramos da artéria maxilar drena para esse plexo. o O plexo anastommosa-se anteriormente com a veia facial,através da veia facial profunda, e superiormente co o seio cavernoso, através das veias emissárias. Veias cerebrais: pegam o sangue de outras estruturas cerebrais e jogam em espaços dentro da meninge dura-mater, chamados de seios venosos da dura-mater (seio sigmoide, seio petroso menor e maior) o ultimo seio a receber todo o sangue venoso do cérebro, é o seio sigmoide (forma de S), assim que esse passa no forame angular esse se transforma em veia jugular interna. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 5 Veias da face e do couro cabelo se comunicam com esses seios venosos. Logo esse sangue pode ser drenado para o seio da dura-mater. No seio cavernoso há uma comunicação com a veia facial -> veia oftálmica e do plexo venoso pterigoideo -> veias emissárias. DRENAGEM LINFATICA Existe um colar de linfonodos na transição de cabeça e pescoço, esse é chamado colar pericervical de linfonodos. Esse colar possui grupos de linfonodos de cada lado. Grupos de linfonodos: o Linfonodos submentuais: recebe a linfa da área central do lábio inferior e queixo o Linfonodos submandibulares: linfa do lábio superior, nariz, nas laterais do lábio inferior, bochecha. o Linfonodos parotídeos: linfa da pálpebra inferior, testa, e couro cabeludo mais anterior. o Linfonodos mastoideos: linfa da parte posterior a linha interauricolar (região anterior) o Linfonodos occiptais:linfa da segunda parte posterior a linha interauricolar. NERVOS Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 6 Os nervos que inervam a cabeça são o fácil e o trigêmeo NERVO TRIGÊMEO: o Nasce da lateral ponte do tronco encefálico o Ainda no crânio, esse se dilata dando origem a um enorme gânglio sensitivo, gânglio trigeminal. o Maior parte do nervo é sensitivo, porem no seu ramo mandibular, oferece caminho para fibras parassimpáticas sendo apenas 1%. o Do gânglio trigeminal saem os três principais ramos. o Além de possuir fibras de sensibilidade esse também carrega fibras parassimpáticos. o Cada um desses ramos vai dar uma infinidade de ramos, os quais irão sair pelo crânio pelas aberturas existentes o O ramo mais alto, primeiro, dá uma serie de ramos, saindo do crânio, porem permanecem inervando a parte alta da cabeça e da face, seu nome é nervo oftálmico. o O segundo ramo atingira a área da maxila, o qual cobre a área do nariz, bochecha, nervo maxilar o O mais inferior dos ramos, terceiro, ira descer e inervar a região da mandíbula, nervo mandibular o Esses três ramos inervam sensitivamente, motoramente os órgãos da face. É o trigêmeo que faz a produção de lagrima e de saliva. Nervo oftálmico: É a primeira divisão do nervo trigêmeo, inervando a parte de cima da cabeça, região dos olhos. Existe o gânglio oftálmico, o qual da origem a outros três ramos. Nervos frontal, lacrimal, nasociliar. Nervo frontal: atravessa a fissura orbital superior para seguir para dentro da orbita. No teto da orbita esse se divide em dois ramos. Um mais próximo da linha mediana (supra-troclear)* e outro mais lateralizado (supra-orbital)*. Ambos inervam a fronte, havendo uma divisão de áreas, entre medial e lateral. Nervo lacrimal*: responsável pela produção de lagrimas, estimulando a glândula. Esse existe uma comunicação com um dos ramos do maxilar. Sai pelo canto lateral do olho. Nervo nasociliar: existe uma comunicação com o gânglio parassimpático, esse é o gânglio ciliar. Alguns ramos saem direto do nervo nasociliar e outros saem do gânglio. Todos esses pequenos nervos entram nos olhos, esses são os Nervos ciliares, os que nascem direto do nasociliar são ciliares longos, e os que nascem do gânglio são ciliares curtos. Existem também dois ramos os quais perfuram a parede medial da orbita e entram dentro do crânio, nos forames etmoidais, são esses o nervo etmoidal anterior e etmoidal posterior, os quais passam pelos respectivos forames etmoidais anterior e posterior. Após o nervo etmoidal entrar no crânio esses também além de inervarem as meninges inervam o nariz, nos seios paranasais. Por fim, saem também um nervo abaixo do supratroclear, chamado de nervo infratroclear*. O qual é um ramo terminal e inerva pálpebras, pele do nariz e saco lacrimal, esse dá um ramo -> nasal externo, que sai na face. Os ramos com asterisco * são os que saem na face. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 7 Nervo maxilar: Sai do crânio pelo forame redondo, entrando no assoalho da orbita, ainda é nervo maxilar, mas ira existir um canal ósseo no assoalho da orbita, chamado de canal infra-orbital. Quando o maxilar entra nesse canal, ele muda seu nome para nervo infra-orbital e quando esse sair na face ele irá sair pelo forame infra-orbital, abaixo da orbita. Ao sair do forame infra-orbital, o nervo infra-orbital* dará três ramos, ramo para pálpebra inferior, labial superior e nasal. Nervos Palpebral inferior: inervação da pálpebra superior. Labial superior: inerva o lábio superior. Enquanto o nervo infra-orbital ainda está no canal, ele dá dois ramos, Nervos alveolares superiores, os quais inervam os dentes superiores. Nervo zigomático: o qual da origem ao zigomático facial* inerva a pele da face e zigomático temporal inerva a pele do temporal, os quais saem na face. Existe uma comunicação do gânglio pterigopalatino (gânglio parassimpático) com o nervo maxilar, e desse gânglio saem alguns nervos, os quais inervam o palato (céu da boca). Nervo palatino maior: inervação do palato duro. Nervo Palatino menor: inerva palato mole. Nervo nasopalatino: inerva o palato e o nariz. Esse é um ramo que entra dentro do nariz. Nervo mandibular: Sai pelo forame oval, sendo o terceiro ramo do trigêmeo. É o único que possui fibras motoras e sensitivas. Entra dentro do canal mandibular, descendo e se conectando com o gânglio submandibular, onde da origem ao nervo alveolar inferior. Nervo alveolar inferior: O qual inerva os dentes inferiores, a pele do queixo e também a glândula salivar submandibulare glandular salivar sublingual e os dois terços anteriores da língua e após essa inervação sai pelo forame mentual, mudando seu nome para nervo mentual*. Esse se conecta ao gânglio parassimpático submandibular (para estimular a produção de saliva). Da um ramo pequeno que vai do assoalho da boca inervar um musculo que se chama milo-hioide, esse nervo é chamado de milo-hioide. Sua função principal é inervação dos dentes e do queixo. Da origem a ramos mentuais para inervação do mento e da mucosa e pele dos lábios inferiores. Assim quando o mandibular sai pelo forame oval ele dará três ramos. Sendo os dois maiores protegidos pela mandíbula, esses são semelhantes. O que entra dentro da mandíbula é a nervo alveolar inferior e se não entrar é o nervo lingual. Maior ramo do mandibular é o alveolar inferior O nervo lingual: Inerva as glândulas submandibulares e glândula sublingual, e também a língua. Apesar de esse ser um ramo do trigêmeo a salivação é feita por meio do facial, uma vez que o lingual serve como caminho para a ativação do nervo facial. Recebe fibras do nervo corda do tímpano, o qual é ramo do nervo facial, sendo uma fibra parassimpática . Isso se faz através de uma comunicação especifica, com um nervo que está dentro do ouvido e se liga ao facial, o nome desse é nervo corda do tímpano. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 8 Corda do tímpano: traz as fibras parassimpáticas pre ganglionares e fazem sinapse com as pós ganglionares para que ocorra sua salivação. Logo quem permite a salivação é o nervo facial. Lesão no lingual perde salivação e sensibilidade Lesão no trigêmeo perde a sensibilidade Lesão no facial perde a salivação Lesão na corda do tímpano impede a salivação, mas continua sentindo dor Lesão do nervo mandibular perde a sensibilidade A sensibilidade da língua se dá por meio do facial, ou seja, a gustação é feita por esse. Ou seja, o gosto é para o facial, porem utiliza o trigêmeo e corda do tímpano como caminho para atingir seu objetivo. A dor é encaminhada para o trigêmeo, o qual é sensitivo. Nervo bucal*: fornece fibras sensitivas para pele e mucosa da bochecha, e fibras motoras para alguns músculos. Nervo auricotemporal*: sobe na frente da orelha inervando a glândula parótida fazendo com que essa produza saliva e posteriormente inerva a pele da área. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 9 Inervação sensitiva da face: NERVO FACIAL: o É eminentemente motor para cabeça. o VII par craniano. o Possui trajeto dentro do osso temporal, pelo meato acústico interno e percorre o canal facial. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 10 o A raiz mais calibrosa possui fibras motoras para inervar os músculos da face. o Possui um trajeto intra-ósseo, onde dá três ramos: Petroso maior: encima da porção petrosa. Da inervação da glândula lacrimal. Existe uma conexão entre o petroso maior e o lacrimal, pois o PM não chega na glândula lacrimal. Estapédio: inerva um musculo estapédio. Corda do tímpano: esta encostada no tímpano. Uma lesão nesse nervo causa perda de salivação da submandibular e sublingual e paladar dos 2/3 anteriores da língua. Logo sua função é inervação das gl. Submandibular e sublingual e sensitivo do paladar no 2/3 anterior da língua. o Faz inervação das glândulas, submandibulares (corda do tímpano), sublingual (corda do tímpano) e lacrimal (petroso maior). o Sai do crânio pelo forame estilomastoideo, passando a ser apenas motor para os músculos da face. Entra na glândula parótida forma um emaranhado e da parótida saem 5 grupos de nervos. o Ramos extra-osseos: Auricular posterior: faz inervação dos músculos da orelha. Ramos temporais Ramos zigomáticos Ramos bucais Marginal da mandibula Cervical: no pescoço tem musculo Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 11 Couro cabeludo Área mais cortada do corpo Possui 5 camadas importantes -> SCALP Skin -> pele Connective tissue -> tec conjuntivo denso: close conjutive tissue Aponeurosis -> aponeurose epicacranica Loose areolar tissue -> tecido conjuntivo frouxo Pericranium -> pericrânio Importância de cada camada: Pele: grossa, possui muitas glândulas sebáceas, fixada nos músculos. TC denso: muito vascularizado, logo alto nível de sangramento. Aponeurose: fornece mobilidade ao couro cabeludo, fato positivo, pois quando ocorre pancada na cabeça, a onda de choque se dissipa. TC frouxo: permite a mobilidade da aponeurose, essas fibras se rompem facilmente, quando a um sangramento profundo esse se acumula no 4 espaço. Espaço virtual ocorre a comunicação das veias emissárias, quando o acumulo de sangue estiver em apenas um local deve ter precaução. Pericrânio, periósteo: cada osso possui seu periósteo, logo se o sangue provir do osso, esse sangue ficara retido. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 12 Órgãos da face: NARIZ: É formado pela cavidade nasal + nariz externo. Sendo a primeira mais importante. Possui 3 aberturas: narinas, abertura piriforme e cóanos. O nariz externo: Serve para captação do ar. Logo após entrar pelas narinas, cai numa área dilata e com vibrissas (pelos protetores) conhecido como vestíbulo nasal. Limiar do nariz externo: borda em meia lua. Átrio do nariz: espaço Arcabouço de cartilagem mais tecido fibroadiposo unido a essa cartilagem. A cada lado do nariz possui uma placa de cartilagem chamada de cartilagem nasal lateral. Dividindo o nariz externo em duas metades uma cartilagem , sendo essa a cartilagem septal. Duas cartilagens que formam a asa do nariz, formada de cartilagem na frente e tecido adiposo atrás, perto da base. Cartilagem alar menor. O septo divide o nariz em dois buracos, a narina A rampa do nariz é o dorso do nariz E possui também a faces laterais O ápice que é a pontinha Septo ou columela. Esqueleto do nariz: Parte cartilaginosa: Cartilagem do septo nasal+ processos laterais. Cartilagem alar maior e menor. Parte óssea: Ossos nasais Processos frontais da maxila Parte nasal do frontal Espinha nasal anterior Parte óssea do septo nasal Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 13 Cavidade nasal: Recoberto por mucosa Possui função de aquecer, purificar e umidecer do ar, sendo quem cumpre essa função é a mucosa. Nesse local é onde se encontra a gripe e as bactérias ficam alojadas. Limites: Superior (teto): lamina cribriforme Inferior (assoalho): palato duro (ósseo) Anterior: abertura piriforme (limite entre nariz externo e cavidade nasal). Posterior: cóanos (da comunicação com a faringe) Medial: septo nasal Lateral: conchas e meatos nasais Concha nasais: Se projetam nas duas cavidades laterais do nariz. São irregularidades na lateral do nariz. Essas servem para dificultar a passagem do ar, uma vez que é necessário todo o seu procedimento (aquecer, umedecer e purificar. Existem 3 conchas nasais: superior e media (derivadas do osso etmoide) e inferior (possui osso próprio). Entre uma e outra existem cavidades as quais passam o ar, essa são chamadas de meato nasal. Sendo esses embaixo das conchas. Existem 3 meatos: Meato superior Meato inferior Meato médio Existe também um espaço acima da primeira concha nasal (concha superior) esse é conhecido como recesso esfenoetmoidal. Espaço entre o osso etmoide, o esfenoide e a concha nasal superior. Nesse também se encontra a abertura do seio esfenoidal. Embaixo do meato nasal médio se encontram as seguintes estruturas: Infundíbulo etmoidal: abertura afunilada que se comunica com o seio frontal (é um espaço que está na frente do meato nasal médio) Hiato semilunar: sulco semilunar no qual se abre o seio frontal. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 14 Bolha etmoidal: saliência arredondada superior ao hiato. É perfurada pois seios paranasais saem dali. Septo nasal: A cavidade nasal inteira é dividida em dois espaços devido ao septo nasal E essas cavidades não se comunicam. O septo nasal segue até os Cóanos, devido a isso existem dois cóanos, o direito e o esquerdo. É recoberto por mucosa. Formado anteriormente pela cartilagem do septo E posteriormente por ossos: superior: lamina perpendicular do osso etmoide. Inferior: vômer Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 15 Vascularização: o Artéria etmoidal anterior: vasculariza a parte anterior da parte nasal o Artéria esfenopalatina: vasculariza a parte posterior Área de Kiesselbach: área aonde ocorre uma anastomose vários vasos sanguíneos finos. Ocorre bem na entrada do septo, no vestíbulo. Área muito relacionada ao sangramento nasal. É nesse local onde se deve colocar um cotonete com adrenalina (parassimpático, contrai os vasos) para parar o sangramento. Inervação: Nervo etmoidal anterior Parte anterior (Da parede lateral e septo) Nervo nasopalatino Parte posterior (Do septo) Nervo palatino maior Parte posterior (Da parede lateral) Seios paranasais: São mini narizes, servem para aquecer, umedecer e purificar o ar. São cavidades ocas dentro de alguns ossos da face. Todos esses se comunicam com a cavidade nasal, para que o ar possa entrar e sair desses. A sinusite ocorre nesses. Os ossos pneumáticos são: frontal (D/E), maxilas (D/E), esfenoidal, etmoidal (coleção de células) São divididos em grupos: Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 16 Seio frontal: o Se relaciona com o olho, meninges e cérebro. o Comunicação com cavidade nasal Meato nasal médio (sai no hiato semilunar pelo infundíbulo etmoidal) o Inervação pelo nervo supratroclear e nervo supraorbital Seio etmoidal: o Dividido em células (Anteriores, médias e posteriores) o Se relaciona com o olho, meninges e cérebro o Comunicação com cavidade nasal Meato nasal médio (as células anteriores pelo hiato semilunar e as médias diretamente, formando a bolha etmoidal) e meato nasal superior (as células posteriores, de forma direta) o Inervação pelos nervos etmoidais anterior e posterior Seio esfenoidal: o Se relaciona com a glândula hipófise, nervos e quiasma ópticos, cérebro o Comunicação com cavidade nasal Recesso esfenoetmoidal o Joga encima da concha superior. o Inervação pelo nervo etmoidal posterior Seio maxilar: o Se relaciona com as raízes dos dentes posteriores e olho o Comunicação com cavidade nasal Meato nasal médio (hiato semilunar) o Inervação pelos nervos alveolares superiores (ant, médio e post) Meato nasal inferior: sai nele o ducto nasal, no qual desce a lagrima. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 17 Região oral: BOCA: A boca é dividida em vestíbulo da boca e cavidade própria. O vestíbulo é a entrada da boca. Esse é limitado posteriormente pelos dentes e gengivas. A cavidade própria da boca é o espaco entre os arcos dentais superior e inferior. Com a boca fechada a cavidade é toda ocupada pela língua. Limites: o Anterior: fenda entre os lábios. Chamada de rima labial. o Posterior: istmo das fauces -> garganta. Istmo é um estreitamento do órgão. o Superior (teto): palato ósseo/duro 2/3 anteriores e palato mole 1/3 posterior. o Inferior (assoalho): musculo milo-hióideo. o Lateral: bochechas. Istmo das fauces: É o espaço estreito e curto que faz a conexão entre a cavidade própria da boca e orofaringe (cavidade oral da faringe). Limites: o Superior: palato mole o Inferior: raiz da língua o Lateral: Arco do palatoglosso -> é o arco da frente Palatofaríngeo -> é o arco de trás Tonsilas palatinas -> amigdala Se a placa de pus cobrir apenas as tonsilas é amigdalite. Se a placa cobrir também os arcos, é difteria. Eduarda Bugdol XXIV-2020Anatomia II 18 Bochechas e lábios: Possuem formato de sanduiche: pele por fora+ musculo, vasos e nervos + mucosa por dentro Camada muscular: Contem vasos, nervos e gordura. Bochecha = musculo bucinador. Lábios = musculo orbicular da boca. Vascularização: Lábio superior: ramos labiais superiores da artéria facial e artéria infraorbital. Lábio inferior: ramos laterais inferiores da artéria facial e artéria mentual. Bochechas: ramos bucais da artéria maxilar. Inervação: Lábio superior: ramos labiais superiores dos nervos infraorbitais. Lábio inferior: ramos labiais inferiores dos nervos mentuais. Bochechas: ramo bucais do nervo mandibular. Palato: Conhecido como céu da boca. Existe dois: o duro -> ossos (2/3 ant) e o mole -> musculo (1/3 post). O palato mole é muscular para ajudar na deglutição, evitando que a comida suba para o nariz. Os músculos do palato mole se inserem no palato duro por meio de uma aponeurose, aponeurose palatina. É preenchido por mucosa, e se essa for retira é apresentado uma grande quantidade de glândulas salivares palatinas. Após retirar essa camada de pequenas glândulas, encontram-se os nervos, vasos palatinos maior (inervação do palato duro) e menor (palato mole) (ramos maxilar). Na última camada após retira tudo isso, encontra-se osso, maxila (D/E) e ossos palatinos. Músculos do palato mole: O nervo vago que inerva o musculo do palato. Exceto o tensor do véu palatino que é inervado pelo mandibular. o Músculo da úvula Eleva a úvula Está no meio do palato o Músculo tensor do véu palatino -> palato mole Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 19 Tenciona o palato mole (faz com que esse enrijeça) Anterior Está acima do palato Inervado pelo Nervo Mandibular (EXCEÇÃO) É necessário que palato esteja tencionado na digestão, para que o alimento seja comprimido na faringe. Além de fechar a passagem da garganta. o Músculo levantador do véu palatino -> palato mole Levanta o palato mole Posterior Está acima do palato o Músculo Palatofaríngeo Abaixa o palato mole Ajuda o tensor palatino a tencionar o palato mole Posterior Está abaixo do palato É um musculo que desce o Músculo Palatoglosso Abaixa o palato mole Anterior Está abaixo do palato É um musculo que desce Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 20 Língua: É um órgão totalmente muscular Possui formato de L, pois possui uma parte profunda 1/3 posterior, conhecido como raiz da língua. Revestido por mucosa podendo essa ter ou não glândulas salivares 2/3 anteriores: possui muitas papilas gustativas 1/3 posteriores: possui tonsilas linguais, que serve para defesa de alimentos contaminados. Entre o corpo e a raiz existe um sulco em forma de V, conhecido como sulco terminal, desse para frente é o corpo da língua e desse para tras é encontra-se a raiz da língua. E também um buraquinho chamado de forame cego, o qual é um resquício embriológico (onde nasceu a glândula tireoide). Na parte inferior da língua: Mucosa Frênulo da língua: prega que liga a língua a gengiva. Pregas sublingual: nessa desemborca a glândula salivar submandibular. Papila sublingual: nessa desemborca a glândula salivar sublingual. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 21 Musculatura da língua: Formada por 16 músculos, 8 de cada lado. Músculos intrínsecos da língua Inervados pelo Nervo Hipoglosso Modificam a forma da língua o Longitudinal inferior o Longitudinal superior o Transverso o Vertical Músculos extrínsecos (liga a língua aos ossos) da língua Inervados pelo Nervo Hipoglosso (Com 1 exceção) Modificam a posição o Genioglosso -> protrai a língua: puxa para frente (se insere nas espinhas genianas; maior musculo; pode causar asfixia. o Hioglosso -> abaixa a língua o Estiloglosso -> retrai a língua e eleva um pouco o Palatoglosso Inervado pelo Nervo Vago (porque é um nervo também do palato) -> eleva a língua ao palato mole (céu da boca) Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 22 Inervação sensitiva da língua: 2/3 ant: facial (paladar) e trigêmeo (sensitivo -> dor, tato, temperatura) 1/3 post: glossofaríngeo: dor e paladar Vago estimula o vomito Drenagem linfática o Ápice Linfonodos submentuais o Margem Linfonodos submandibulares o Área central e raiz Linfonodos cervicais profundos laterais o A drenagem ás vezes é cruzada Parte direita drena para a esquerda e vice-versa Vascularização Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 23 o Artéria Lingual : ramo direto da carótida externa . Inervação o Participação de 5 pares cranianos o Inervação sensitiva geral Dois terços anteriores Nervo trigêmeo Terço posterior Nervo Glossofaríngeo o Inervação sensitiva especial (paladar) Dois terços anteriores Nervo Facial Terço posterior (aproximadamente) Nervo Glossofaríngeo Mais posteriormente Nervo Vago (ajuda na sensibilidade gustativa mas a principal ação é o reflexo do vômito) o Inervação motora Nervo Hipoglosso (praticamente todos os músculos) e Nervo Vago (Músculo Palatoglosso) Glândulas salivares: Glândula Parótida É a maior das glândulas salivares Situa-se anteroinferiormente a orelha, onde está inserida entre o ramo da mandíbula e o processo mastoide A área ocupada pela glândula é chamada de leito parotídeo Revestida por uma fáscia parotídea, derivada da fáscia cervical Cobre o músculo Masseter É comprimida com a abertura da boca Quando aumentada por secreção retida há dor ao abrir a boca (principalmente em uma parotidite, conhecida como caxumba) Algumas estruturas estão parcialmente situadas dentro da glândula parótida, sendo esses: o Nervo Facial Dentro da parótida divide-se em dois troncos e depois em vários ramos (plexo intraparotídeo do nervo facial) o Artéria Carótida Externa Dentro da parótida geralmente dá origem a artéria auricular posterior.Se divide em seus ramos terminais a. maxilar e a. temporal superficial. A a. transversa da face, ramo da a. temporal superficial, também emerge da glândula Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 24 o Veia retromandibular É formada na parótida pela junção das veias temporal superficial e maxilar Ducto Parotídeo o Leva a secreção da glândula parótida para a cavidade bucal o Emerge da borda anterior da glândula o Corre anteriormente sobre o músculo masseter, perfura o corpo adiposo da bochecha e o músculo bucinador, abrindo-se na boca, no nível do segundo molar superior. o Lançando saliva na parte de cima da boca: dentes superiores. o A desembocadura é marcada pela papila do ducto parotídeo Inervação o O nervo glossofaríngeo é o nervo craniano responsável por inervar a parótida com fibras parassimpáticas secretomotoras, que atingem a parótida por meio do nervo auriculotemporal -> ramo do trigêmeo. o Quem faz a glândula salivar é o glossofaríngeo, entretantando esse manda suas fibras parassimpáticas por meio do auriculotemporal, esse ultimo que é ramo do trigêmeo. o Caminho: n. glossofaríngeo -> n. timpânico -> plexo timpânico -> n. petroso menor -> gânglio ótico -> n. mandibular -> n. auticulotemporal Glândula Submandibular É constituída de um corpo (porção maior, superficial) e um processo profundo (menor) Essa se encontra fora da boca. Essas duas porções se continuam em torno da margem posterior do músculo milo-hióideo A maior parte do corpo situa-se no trígono digástrico O processo profundo da glândula submandibular situa-se entre o músculo milo-hiódeo e hioglosso Ducto submandibular o Ele emerge do processo profundo da glândula o É cruzado lateralmente pelo nervo lingual e a seguir caminha entre a glândula sublingual e o músculo genioglosso o O ducto desemboca na cavidade oral, numa elevação denominada papila sublingual, que fica ao lado do frênulo da língua Inervação Utilização do nervo lingual como caminho. o Fibras parassimpáticas secretomotoras que vem do nervo facial o Fibras simpáticas provenientes do plexo simpático da artéria facial o Ambas as fibras, parassimpáticas e simpáticas, vêm do gânglio submandibular Glândula Sublingual Menor das três principais glândulas salivares Encontra-se dentro da boca Situa-se na porção anterior do assoalho da boca Ductos Sublinguais, pois possui muitos ductos. o Há um maior e de outros menores, de número variável (10 a 30) o Se abrem, com mais frequência, separadamente na cavidade oral, na prega sublingual Inervação o Igual a da Glândula Submandibular Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 25 Articulação temporomandibular: Feita entre a cabeça da mandíbula e a fossa mandibular do temporal É uma articulação que tem um disco articular em seu interior Possui 3 ligamentos: (ordem de fora para dentro) Lateral a mandíbula: temporomandibular Medial: esfenomandibular Posterior a mandíbula: estilomandibular Movimentos: o Depressão da mandíbula o Elevação da mandíbula o Protração da mandíbula o Retração da mandíbula o Lateralização da mandíbula Músculos da mastigação: Inervação pela raiz motora do nervo Mandibular o Músculo temporal (por fora) Elevação e ajuda na retração o Músculo masseter (por fora) Elevação e protração o Músculo pteriogóideo lateral (profundo ao ramo da mandíbula) (reto) Protração, depressão e laterização o Músculo pteriogóideo medial (profundo ao ramo da mandíbula) (oblíquo) Protração, elevação e laterização Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 26 FARINGE: É comum em dois sistemas: respiratório e digestório. O alimento não pode entrar no trato respiratório, visto que pode causar uma obstrução ou pneumonia química. Logo, existe uma serie de mecanismos reflexos na faringe para evitar que tal fato ocorra. Funciona como uma espécie de válvula para evitar que o alimento entre no aparelho respiratório. Estende-se do crânio (base do esfenoide) até a margem inferior da cartilagem cricóidea. Comunica-se com a cavidade nasal, oral laringe e esôfago. O sistema digestório possui paredes musculares, o que permite com que esses órgãos fechem, para que o alimento não volte. O sistema respiratório possui paredes ósseas e cartilaginosas, isso faz com que esse esteja sempre aberto para a passagem continua no ar. A faringe anteriormente é aberta: não possui músculos, e permite a comunicação. Na parte da frente: laringe e traqueia. Na parte de trás: faringe e esôfago. A faringe é dividida em 3: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Nasofaringe: Comunica a faringe com a cavidade nasal através dos cóanos. Estruturas importantes: Tonsila faríngea (chamada de adenoide quando aumentada) Ósteo faríngeo da tuba auditiva (um buraco) Pregas salpingofaríngea (musculo salpingofaringeo recoberto por mucosa) Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 27 Prega salpingopalatina Tóro tubário (esta encima do ósteo) Recesso faríngeo (espaco atrás da prega e do tóro tubário) As pregas estão entorno do ósteo. Orofaringe: Comunica a faringe com a cavidade bucal através do istmo das fauces. Estruturas importantes: Arco palatofaríngeo Arco palatoglosso possuem em ambos os lados. Tonsila palatina (na fossa tonsilar) Valéculas epiglóticas (D/E) Valécula é limitada por 3 pregas, logo é direita e esquerda. Essas pregas partem da base língua e se inserem na cartilagem epiglótica. Essas 3 pregas formam 2 espaços: valéculas. Laringofaringe: Comunica a faringe e a laringe através do ádito da laringe. Estruturas imoortantes: Recesso piriforme: pequena depressão de cada lado do ádito da laringe. O liquido tem prefencia em passar pelo recesso piriforme, pois tem menor resistência. Músculos: Circulares (Constritores) Inervados pelo nervo vago o Constritor superior da faringe o Constritor médio da faringe o Constritor inferior da faringe o Ação: Constringem a parede da faringe durante a deglutição de forma sequencial da extremidade superior para a extremidade inferior da faringe, impulsionando o alimento para o esôfago. A contração dos músculos é involuntária. Músculos longitudinais: encurtam a faringe Músculos circulares: ajuda a engolir Eduarda BugdolXXIV-2020 Anatomia II 28 Longitudinais Inervados pelo nervo vago (Com uma exceção) o Salpingofaríngeo (Salpingo Relativo a tuba auditiva) o Palatofaríngeo o Estilofaríngeo INERVADO PELO NERVO GLOSSOFARÍNEO (EXCEÇÃO) o Ação: Elevam a laringe e encurtam a faringe durante a deglutição e fonação Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 29 OLHO: O que popularmente é chamado de olho, é o bulbo do olho, também conhecido como câmara escura, o qual ocupa parte anterior da orbita. Olho: são todas as estruturas que promovem a visão. Pupila: buraco por onde passam os raios luminosos. Íris: parte colorida. Corióide: parte branca do bulbo. Orbita: cavidade óssea. Na parte posterior existe muita gordura, veias, nervos e artérias. Existe dois espaços no bulbo do olho, chamado de Câmaras, essas se comunicam através da pupila: Anterior: entre a córnea e a íris; é absorvido o humor aquoso, por meio de uma veia circular entre córnea e esclera: seio venoso da esclera (canal de schlemm´s). Posterior: entre a íris e o cristalino; através da pupila se comunica com a câmara anterior. O humor aquoso é lançado nessa. Postrema: maior câmara; ocupada por uma gelatina transparente: corpo vítreo (único na vida). Caminho do humor aquoso: 1. O humor aquoso é produzido pelo processo ciliar. 2. O humor aquoso é jogado na câmara posterior. 3. O humor aquoso atravessa a pupila chegando na câmara anterior. 4. Na câmara anterior é absorvido no seio venoso da esclera. Músculos: Inervação: Motora: nervo vago (exceção do m. estilofaringeo, o qual é inervado pelo n. glossofaríngeo) Sensitiva: nervo glossofaríngeo Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 30 o São 6 músculos que movem o bulbo, onde 4 são retos e 2 oblíquos. E 1 para movimentação da pálpebra. o A inervação desses músculos é feita por pares cranianos: abducente, troclear e óculomotor. As exceções são o reto lateral e obliquo superior, os demais musculos são inervados pelo óculomotor. o Quase todos se originam do anel fibroso (anel tendineo comum). Retilíneos: Reto superior Reto inferior Reto lateral -> inervado pelo abducente Reto medial Abaixamento e elevação; adução e abdução. Obliquos: Obliquo superior -> inervado pelo troclear (passa pela troclea) Obliquo inferior (curto e curvo, não se insere no anel fibroso) Fazem a intorção (sentido medial) e extorção (sentido lateral) Pálpebra: Levantador da pálpebra superior Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 31 Bulbo do olho: Divido em três túnicas: Túnica externa -> túnica fibrosa Responsável pela proteção. Dividida em dois tecidos fibrosos: Esclera: branco do olho; tecido fibroso que dá consistência ao bulbo; revestida pela conjuntiva; local de inserção para os músculos Córnea: transparente; avascular; fina; nutrida pelas lagrimas e vasos periféricos Lagrimas: nutre, hidrata e oxigena. Túnica media ou vascular Responsável pela nutrição do olho Possui vasos É dividida em 3 partes: Íris (anterior): possui vasos sanguíneos e melanina; possui um orifício central (pupila); associada a dois músculos, responsáveis pelo diâmetro da pupila: o Músculo dilatador da pupila -> dilata a pupila (midríase). Sofre ação do sistema simpático; fibras radiais. o Musculo esfíncter da pupila -> contrai a pupila (miose). Sofre ação do sistema parassimpático; Fibras anelares o A inervação é feita por fibras simpáticas e parassimpáticas. Corpo ciliar (meio): o É uma dilatação. o Está atrás da íris. o Função dos processos ciliares: Fixar as fibras zonulares -> cristalino (ligamentos suspensores do cristalino). Produção do humor aquoso (renovável) o Os músculos ciliares são redondos, sendo responsáveis por modificar a concavidade da lente/cristalino. Contraindo o musculo consegue deixar a lente mais redonda, lente biconvexa, convergente -> inclinação do raio: objeto perto. E ao relaxar ele estica as fibras, achatando o cristalino, lente bicôncava, côncava -> objeto longe. Corióide (posterior): possui função de escurecer e nutrir. Pigmentado; denso; vascular; contém a lamina capilar da corióide ( por meio do qual a retina é suprida, através das artérias ciliares longas e curtas). Túnica nervosa Retina: Parte óptica ou visual Vai desde o fundo do olho até o encontro com o corpo ciliar. Possui um estrato nervoso, que é sensível a luz e um estrato pigmentoso. Parte pigmentosa ou cega Não é fotossensível; Continuação do estrato pigmentoso; Estende-se sobre o corpo ciliar e sobre a íris, até a margem pupilar. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 32 Meios dióptricos: São meios transparentes que fazem refração, quando perdido leva a cegueira. Córnea Humor aquoso Lente (cristalino) Corpo vítreo: gelatina que fica na câmara postrema. Disco do nervo óptico: o Ponto cego da retina, uma vez que se a luz bater nesse a pessoa não enxerga. o É o local onde as fibras sensitivas e os vasos conduzidos pelo nervo óptico entram no bulbo. o É insensível a luz. o Artéria central da retina e veia central da retina passam dentro do nervo o Bainha do nervo óptico: continua com a dura-máter. Macula lútea: o É uma mancha amarelada, possui em seu centro uma depressão, onde a visão é melhor -> fóvea central: maior acuidade visual. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 33 o A imagem é projetada em toda a retina, mas na macula lútea tem maior clareza de imagem, por possuir maior concentração de fotorreceptor. Vascularização: Artéria oftálmica o Central da retina Vasculariza parte interna da retina o Ciliares posteriores longas Irrigam o corpo ciliar e a íris o Ciliares posteriores curtas Formam a Lâmina capilar da corióide , que ajuda a vascularizara retina A drenagem venosa drena basicamente para o seio cavernoso Pálpebra: Protegem contra lesões e luz excessiva Composição o Pele o Músculo orbicular do olho o Tarso (placa fibrosa palpebral, proteção da córnea) + o glândulas tarsais ->meibomius (lubrificam as margens das pálpebras, impedindo sua adesão) o Glândulas ciliares -> moll (lubrificação dentro da pálpebra). o Conjuntiva (Túnica conjuntiva da pálpebra mucosa) o Cílios: evitar ciscos na córnea Permite que a lágrima se espalhe na córnea Fórnices superior e inferior da conjuntiva Espaço entre a pálpebra e a córnea (linhas de reflexão da túnica conjuntiva da pálpebra sobre o bulbo) Conjuntiva Membrana fina e transparente que cobre a pálpebra e esclera (Tunica mucosa da pálpebra e túnica mucosa do bulbo) Saco da conjuntiva Espaço limitado pelas túnicas conjuntivas da pálpebra e do bulbo, como uma “bolsa” mucosa, que permite a livre movimentação das pálpebras sobre o bulbo do olho Ligamentos palpebrais medial e lateral Ligam o tarso às margens medial e lateral da órbita Aparelho lacrimal: Glândula lacrimal manda a lacrima no fórnices da conjuntiva. Ao piscar a lacrima, passa longitudinalmente na córnea, protegendo lubrificando, e nutrindo. Após isso a lagrima segue ao ponto lacrimal superior e inferior (está na papila lacrimal) captam a lacrima A lagrima é jogada no canalículos lacrimais superior e inferior Após os canalículos cai no saco lacrimal, onde desemborcar em um ducto lacrimonasal. Esse ducto lacrimonasal desemborca no meato nasal inferior. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 34 ORELHA: Possui duas funções: audição e equilíbrio Dividida em três partes: Orelha externa Orelha media Orelha interna A orelha externa: É o pavilhão auricular + meato acústico externo. Inflamação nessa porção: otite Orelha media: É uma cavidade cheia de ar, dentro do osso temporal, chamada de cavidade timpânica Comunica com a nasofaringe Contém a membrana do tímpano Inflamação nessa porção: otite media Orelha interna: Localiza-se totalmente dentro do osso temporal Contém o órgão vestíbulo coclear, o qual está relacionado com a recepção do som e a manutenção do equilíbrio Formada por vários tuneis cheio de agua, Chamada de labirinto Labirinto membranasceo -> contém a endolinfa Labirinto ósseo -> contém a perilinfa Meato acústico interno Inflamação nessa porção: labirintite Orelha externa -> pavilhão auricular Constituída: Molde de cartilagem coberto por tecido fibroadiposo e pele. Partes: Lóbulo da orelha: única parte sem cartilagem, possuindo apenas: pele e tec fibroadiposo. Helice Anti-helice Concha Trago Anti-trago Meato acústico externo: A vascularização da orelha é feita pela artéria labiríntica. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 35 2/3 mediais é um canal ósseo, dentro do osso temporal. 1/3 cartilaginoso. É côncavo para frente, curvo, estreito e angulado. Possui glândulas ceruminosas as quais produzem cerume. A mucosa profunda é muito aderida ao periósteo dos ossos ao redor, logo qualquer infecção na mucosa desentende essa mucosa, estimulando as fibras nervosas, causando muita dor. Capta as ondas sonoras até a membrana do tímpano. Em crianças esse é mais estreito. Orelha média: Caixa óssea, também chamada de cavidade timpânica. Comunica com a nasofaringe. Janela oval ou do vestíbulo: estribo movimenta essa, visto que está encaixado nessa, que é preenchido por liquido da orelha interna. Conteúdos: Membrana do tímpano: Acinzentada, transparente, brilhante e com cone de luz. Embaixo: parte tensa (dura, firme e grossa). Encima: parte flácida (fina, delgada). Inclinada e côncava lateralmente. Prenca do cabo do martelo. Possui um cone de luz. Inervada por dois nervos sensitivos: auriculotemporal: externamente e pelo glossofaríngeo: internamente. Nervos: Timpânico: esta medialmente, origina vários ramos e forma o plexo timpânico. Corda do tímpano: ramo do facial, passa internamente a membrana do tímpano. Quando esse se rompe, pode causar a perda do paladar e da salivação. Ossículos da audição: Martelo Bigorna Estribo O martelo esta aderido a membrana timpânica por meio do cabo do martelo, logo quando essa vibra, faz vibrar o martelo que permite a vibração da bigorna e do estribo, respectivamente. Logo durante uma vibração aérea tem-se a transformação dessa em vibração mecânica. Músculos: Estapédio: sai da parede posterior da orelha media e insere no estribo. Tensor do tímpano: insere no cabo do martelo. Protegem contra a vibração excessiva da membrana timpânica. Ambos músculos estão dentro de ossos. Articulações: A articulação existente entre os ossículos. São articulações sinoviais. Malleus -> martelo - Incus -> bigorna - Stape -> estribo. Incudomalear. Incudoestapedial. Tuba auditiva: Tubo de cartilagem com pequena parte óssea. (2/3 cartilaginosos e 1/3 ósseo). Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 36 A cartilagem é parcial pois a partir de certa parte é recoberto por membrana. Comunica com a nasofaringe. Função: igualar as pressões interna e externa (atmosférica) da membrana timpânica. Pressão externa alterar -> tuba abre para igualar as pressões. A tuba se abre para igualar as pressões e se fecha quando essas estão iguais. A abertura dessa se dá pela contração de 2 músculos: tensor do véu palatino e levantador do véu palatino. Esses são contraídos durante a deglutição. Essa se fecha pelo musculo: salpingopalatino. Tuba auditiva da criança é mais horizontalizada, facilitando a transmissão de infecções nasais para o ouvido. Relações anatômicas da orelha media: Teto: parede tegmental -> cérebro e meninges Anterior: parede carótida -> tuba auditiva e artéria carótida interna Posterior: parede mastoidea -> processo mastoideo (antro mastoideo) e nervo facial Medial: parede labiríntica -> labirinto da orelha média Assoalho: parede jugular -> veia jugular interna Lateral: parede membranácea -> membrana timpânica e nervo corda do tímpano. Orelha interna: Constituída por dois labirintos, o ósseo e o membranáceo. Esses labirintos são recheados de liquido. Labirinto ósseo: É uma estrutura óssea que abrigará o labirinto membranáceo Cóclea: responsável pela audição Vestíbulo + canais semicirculares: responsáveis pelo equilíbrio. Possui perilinfa. Labirinto membranáceo: Ducto coclear -> corresponde a cóclea-> responsável pela audição. Ducto semicirculares -> canais semicirculares -> responsável pelo equilíbrio. Urículo Sáculo -> correspondem ao vestíbulo -> responsáveis pelo equilíbrio. Os canais/ductos semicirculares são dispostos em 3 planos: posterior, lateral e anterior. Possui endolinfa. O nervo está mergulhado na endolinfa do labirinto membranáceo. Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 37 Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 38 MÚSCULOS DA FACE (AULA PRÁTICA) MÚSCULO AÇÃO EXPRESSÃO Occipitofrontal Ventre frontal: Eleva os supercílios, enruga a pele da fronte e protrai o couro cabeludo Ventre occipital: Retrai o couro cabeludo Surpresa ou curiosidade Orbicular do olho Fecha as pálpebras suavemente (parte palpebral) e com firmeza (parte orbital) Piscar Corrugador do supercílio Leva o supercílio medial e inferiormente, criando rugas verticais acima do nariz Interesse ou preocupação Prócero Abaixa a extremidade medial do supercílio e cria rugas no dorso do nariz Desdém ou aversão Nasal Parte transversa: Igual ao prócero Parte alar: Igual ao levantador do lábio superior e da asa do nariz Parte transversa: Desdém ou aversão Parte alar: Raiva ou esforço Levantador do lábio superior e da asa do nariz Abaixa a asa lateralmente, dilatando a abertura nasal anterior Raiva ou esforço Orbicular da boca Fecha a rima da boca; Comprime e protrai os lábios (ao beijar) e resiste a distensão (ao soprar) Beijar; Soprar Levantador do lábio superior Retraem (elevam) e/ou evertem o lábio superior; Aprofundam o sulco nasolabial Tristeza Zigomático menor Retraem (elevam) e/ou evertem o lábio superior; Aprofundam o sulco nasolabial Tristeza Zigomático maior Eleva a comissura labial, biliteralmente para sorrir e unilateralmente para zombar Felicidade e desdém Levantador do ângulo da boca Alarga a rima da boca, como quando para sorrir ou fazer careta Felicidade Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 39 Bucinador Pressiona a bochecha contra os dentes molares; Mantém os alimentos entre as faces oclusais; Resiste a distensão Soprar Risório Abaixa a comissura labial bilateralmente Tristeza Abaixador do ângulo da boca Abaixa a comissura labial bilateralmente Tristeza Abaixador do lábio inferior Retrai (abaixa) e/ou everte o lábio inferior “Fazer beicinho”, tristeza Mentual Eleva e protrai o lábio inferior; Eleva a pele do queixo Exprime dúvida Platisma Abaixa a mandíbula; Tensiona a pele da região inferior da face e do pescoço Tensão e estresse Eduarda Bugdol XXIV-2020 Anatomia II 40