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presença da saliva (Figura 6). Para pacientes com higiene bucal precária, não se 
aconselha o picotamento. 
 
 
Figura 6. Picotamento da superfície vestibular. 
 
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Como acabamento final, limpa-se os resíduos de cera da região dos sulcos 
gengivais e principalmente dos dentes. 
 
I+CLUSÃO EM MUFLA E POLIMERIZAÇÃO DAS BASES 
 
1- Introdução 
 Para iniciarmos a inclusão das dentaduras em mufla devemos proceder a 
fixação das bases de prova superior e inferior aos seus respectivos modelos (Figura 
1). 
 
 
 
Figura 1. Fixação das bases de prova aos modelos. 
 
 
Figura 2. Partes constituintes da mufla. 
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a) Mufla ou hemi-mufla inferior, onde colocamos o modelo 
b) Contra-mufla ou hemi-mufla superior, onde são fixados os dentes quando 
removida a cera 
c) tampa que, evidentemente serve para fechar a mufla, permitindo a prensagem. 
 
2- Inclusão em mufla 
 
A inclusão em mufla é uma operação que se processa da seguinte maneira: 
 
2.1- Isolamos o modelo com vaselina 
2.2- Selecionamos uma mufla de tamanho adequado, de modo a conter o 
modelo com relativa folga 
2.3- Testamos o tamanho colocando o modelo na hemi-mufla inferior. O 
modelo deverá deixar espaços nas laterais para o gesso (figura 2.2) 
2.4- A altura é observada adaptando-se a hemi-mufla superior. 
 
 
 
Figura 3. Preparo e início da inclusão em mufla. 
 
As superfícies incisais e oclusais deverão estar abaixo das bordas da hemi-
mufla superior (figura 2.4) com suficiente espaço para uma boa espessura de gesso, 
evitando assim, deslocamento dos dentes no ato da prensagem. 
2.5- Preparamos uma porção de gesso comum. Normalmente 100gr são 
suficientes. Colocamos 50 c/c de água no gral de borracha, adicionamos o gesso e 
espatulamos convenientemente. 
2.1 2.2 
2.4 
 58 
2.6- Colocamos o gesso preparado na hemi-mufla inferior e sobre o mesmo 
vamos adaptar o modelo com a dentadura nele fixada (a). O modelo deverá ficar 
centralizado e contornado por uma camada de gesso relativamente espessa, para 
oferecer resistência às operações subseqüentes, impedindo fraturas e deslocamento, e, 
ainda, evitando o contato da resina acrílica com as paredes da mufla. Apenas o 
modelo ficará preso ao gesso (b). A dentadura permanecerá livre de contato com o 
mesmo. As retenções devem ser evitadas para que, futuramente, na abertura da mufla, 
não haja fratura do modelo (c). Observar os espaços suficientes da contra-mufla (d). 
Aguardamos a presa do gesso. 
 
 
 
Figura 4. Inclusão na hemi-mufla inferior. 
 
2.7- Após a presa do gesso, Isolamos toda a sua superfície com vaselina. 
2.8- Colocamos a hemi-mufla superior e preparamos mais uma porção de 
gesso pedra (150g de gesso por 48 c/c de água). 
2.9- Com o auxílio de um vibrador, colocamos o gesso preparado até as 
superfícies incisais e oclusais dos dentes, cobrindo-as (Figura 5). 
 
 Figura 5. O gesso pedra é vertido até a superfície incisal e oclusal dos dentes 
a b 
c d 
 59 
Observações: Podemos, após o isolamento citados no item 2.7, fazer uma 
muralha de gesso pedra sobre os dentes com o auxílio de um pincel pêlo de camelo nº 
10 e após a presa inicial, preenchemos a hemi-mufla superior com gesso comum. 
Pode ser usado também, silicones especiais para o revestimento dos dentes e base da 
dentadura (. Este produto tem como vantagem a facilidade da abertura da mufla e a 
recuperação da prótese totalmente isenta de gesso) (Figura 6). 
 
 
Figura 6. Revestimento dos dentes e base com silicone, para preenchimento com 
gesso pedra. 
 
2.10- Após a presa inicial do gesso pedra, completamos o preenchimento da 
hemi-mufla com o mesmo gesso ou gesso comum (Figura 7) 
2.11- Finalmente, fechamos a mufla. 
2.12- A seguir levamos a mufla à prensa e aguardamos a presa final do 
gesso (Figura 8) 
 
 
 Figuras 7 e 8. Complementação com gesso comum e prensagem. 
 
Os procedimentos para a inclusão da prótese inferior são os mesmos daqueles 
descritos para a prótese superior. Deve-se levar em consideração, com muito mais 
rigor, os alívios para evitar fraturas no momento da abertura da mufla (Figura 9). 
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Figura 9. Alivio das retenções mecânicas. 
 
3- Abertura da mufla e remoção da cera. 
 
A mufla é colocada num recipiente com água fervente. Cinco minutos são 
suficientes para a plastificação conveniente da cera. Retiramos a mufla e abrimos a 
mesma. Removemos a base de prova, e a cera é eliminada com água em ebulição. Os 
resíduos de cera podem ser eliminados com detergente e, após isto, fazemos uma 
lavagem final com água fervente. 
O caso apresentar-se-á da seguinte forma: 
Na hemi-mufla inferior, estará preso o modelo funcional e na hemi-mufla 
superior, os dentes (Figura 10). 
 
Figura 10. Muflas abertas e limpas 
 
4- Isolamento 
 
4.1- Modelo 
É totalmente isolado, usando-se para isto uma substância líquida – sabão 
líquido ou isolante à base de alginato (Cel Lac). O isolamento é feito também sobre o 
gesso que circunda o modelo, com um pincel nº10. 
 
4.2- Gesso da hemi-mufla superior 
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Com o pincel, isolamos com cuidado a região onde estão presos os dentes, 
sem incluí-los. Quando utilizamos o revestimento, caso da fotografia, não há 
necessidade de isolar a área envolvida pelo silicone (Figura 11). 
 
 
 
Figura 11. Isolamento da área do modelo e molde. 
 
5- Polimerização 
 
5.1- Manipulação do acrílico 
 
A preparação da Resina Acrílica Termo Polimerizável consiste na mistura 
do monômero com o polímero, até a completa saturação deste. 
 Num pote com tampa colocamos uma porção suficiente de pó e líquido. A 
proporção pó/líquido é de 3:1. Cuidados na proporção devem ser tomados pois uma 
quantidade maior de monômero provocará uma temperatura de reação maior; haverá 
porosidade e a contração, durante a reação será também, maior. 
 Após a mistura, fechamos o pote para que não haja evaporação do 
monômero. As reações químicas são processadas no pote fechado. As fases pelas 
quais passam a resina, são: arenosa, fibrilosa ou filamentosa plástica e 
borrachóide. 
Na fase plástica a resina não adere às paredes do recipiente, apresentando-se 
homogênea, lisa e é facilmente manuseada. É nesta consistência que a resina deve ser 
condensada na mufla. Retiramos a resina do pote e terminamos a plastificação nas 
mãos, amassando-a entre os dedos. Concluída esta operação, com uma porção de 
resina fazemos um rolo que será colocado sobre os dentes. A seguir, colocamos a 
resina também sobre a parte correspondente à abóboda palatina (Figura 12) 
 
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Figura 12. Manipulação da resina e inclusão no molde. 
 
 Cobrimos a massa de resina com papel celofane umedecido e fechamos a mufla, 
adaptando os encaixes da mesma com cuidado. Levamos à prensa, centralizamos para 
que a pressão seja uniforme e, gradativamente prensamos, até que as partes metálicas 
da mufla entrem em contato. O excesso de resina escoa-se lentamente (Figura 13). 
 
Figura 13. Prensagem da resina acrílica termo-polimerizável. 
 
Quando cessa o escoamento do excesso, retiramos a mufla da prensa e abrimos. 
Retiramos o papel celofane e com o auxílio de uma Le Cron, recortamos os excessos 
de resina que contorna a dentadura. Fazemos um novo isolamento de hemi-mufla que 
contém o modelo funcional e levamos novamente à prensa. Feita a prensagem final, a 
mufla é transferida para a prensa de polimerização (Figura 14). 
 
 
Figura 14. Recorte dos excessos e fixação em prensa individual. 
 
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5.2- Polimerização propriamente dita 
 
Alguns autores acham que a mufla deve ser levada imediatamente ao polimerizador, 
após a prensagem. Outros indicam aguardar um tempo que vai de uma a quatro 
horas. Denominam