A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
72 pág.
apostila-de-protese

Pré-visualização | Página 11 de 12

esta fase de “polimerização de bancada”. Justificando que 
existem inúmeras vantagens sobre esta prática como: 
a) Longo período de escoamento da massa, permitindo um equilíbrio de pressões 
através do molde; 
b) Permite tempo para uma dispersão mais uniforme do monômero através da 
massa de resina, posto que a última porção de material adicionado é, 
usualmente, mais seca que a primeira; 
c) Permite também, maior exposição dos dentes de resina, quando usados, ao 
monômero da massa, produzindo uma união melhor dos dentes com o material. 
 
CICLOS DE POLIMERIZAÇÃO 
 
Existem diversos ciclos de polimerização (tempo/temperatura) considerados 
satisfatórios para a polimerização da resina de base das dentaduras. Podem ser 
realizados em banho de água quente ou através de microondas e que também 
dependem da marca da resina acrílica. 
Ciclo de Polimerização em banho de água quenteCiclo de Polimerização em banho de água quente
Resina Acrílica QC 20Resina Acrílica QC 20
20 minutos
-Água em ebulição ou temperatura ambiente
-Aguardar 20 minutos após voltar a ebulição
-Resfriar a seco
O resfriamento a seco durante 30 minutos e em seguida 15 minutos em água
corrente, também é satisfatório
 
Ciclo de Polimerização em banho de água quenteCiclo de Polimerização em banho de água quente
Resina Acrílica CLÁSSICOResina Acrílica CLÁSSICO
3 Horas
-Temperatura ambiente
-Elevação até 65º C e manter por 90 minutos
-Seguir até 100º C em 30 minutos e permanecer nesta temp. por mais 1 hora
-Resfriar a seco durante 12 horas.
 
 
Ciclo de Polimerização em banho de água quenteCiclo de Polimerização em banho de água quente
Resina Acrílica CLÁSSICO ou outraResina Acrílica CLÁSSICO ou outra
9 Horas
-Temperatura ambiente
-Elevação até 70º C e manter por 8 horas
-Resfriar a seco durante 12 horas.
 
Ciclo de Polimerização por MicroondasCiclo de Polimerização por Microondas
Potência máxima 800 watts
- 3 minutos a uma potência de 40%
- 4 minutos a 0% de potência
- 3 minutos a uma potência de 90%
- Resfriar a seco
 
 64 
Uma vez polimerizada, a retirada da dentadura da mufla é uma operação simples 
se os cuidados na inclusão foram devidamente observados. Os modelos devem ser 
recuperados intacto para o procedimento de remontagem no articulador. 
 
 
 
DESI+CLUSÃO COM RECUPERAÇÃO DO MODELO – 
REMO+TAGEM E DESGASTE SELETIVO 
 
Após a polimerização e resfriamento da mufla, esta será aberta para retirar a 
dentadura com o respectivo modelo. Essa operação é realizada com o auxílio de um 
martelo de madeira, serra e tesoura para gesso. Com o martelo de madeira golpeia-se 
a mufla a fim de se deslocar o gesso da parte metálica. Consegue-se, desse modo, 
retirar a tampa, depois a hemi-mufla superior e em seguida a hemi-mufla inferior. 
Obtém-se um bloco de gesso (Figura 1a) tendo a dentadura em seu interior. Com 
serra e tesoura remove-se o gesso que envolve a dentadura tendo-se o cuidado de não 
fraturá-la, bem como o modelo (Figura 1b). 
 
Figura 1a e b. Separação dos modelos da mufla 
 
 Dentadura e modelo voltam para o articulador. Deve-se evitar que 
fragmentos de gesso ou cera se interponham entre o modelo e o suporte, no 
articulador. Essa operação é chamada de “Remontagem”. O objetivo principal é 
observar os contatos oclusais, de tal forma que os contatos prematuros possam ser 
eliminados, e com isso, recuperada a dimensão vertical de oclusão previamente 
registrada no articulador. Durante a polimerização, em virtude das pressões dentro da 
mufla, poderá ocorrer movimentação de dentes, ou ainda, após a polimerização, 
liberações de tensões internas do material de base, ou dos próprios dentes, quando os 
mesmos forem de plástico. Com isso haverá, provavelmente, alteração na dimensão 
vertical de oclusão, oclusão central e oclusões excêntricas, corretamente estabelecidas 
quando da montagem dos dentes. Observa-se então, que o guia pino incisal do 
articulador distancia-se um pouco da mesa incisal. Se o levantamento do pino for 
acentuado, verificar se existe interposição de elementos estranhos entre o modelo e o 
gesso de suporte, ou se ocorreu movimentação dos dentes. Persistindo o levantamento 
acentuado, de 3 ou 4 mm, é contra-indicado o desgaste pois levaria a uma destruição 
a b 
 65 
grande dos dentes. Para o pino voltar a tocar a mesa incisal (consequentemente 
restabelecer a dimensão vertical de oclusão perdida) é necessário proceder ao ajuste 
oclusal, através do desgaste seletivo (figura 2). 
 
 
 
Figura 2. Observar o levantamento do pino guia incisal. 
 
AJUSTE OCLUSAL EM ABERTURA E FECHAME+TO 
 
Faz-se no articulador, movimentos de abertura e fechamento com papel carbono 
interposto entre os dentes superiores e inferiores. Com isso ficam impressos nos 
dentes, marcas com os seguintes aspectos: manchas inteiriças cheias e manchas 
circulares com o centro em branco (Figuras 3). 
 
 
 Figuras 3. Impressão de carbono nas cúspides mais altas. 
 
As cúspides que imprimem a forma circular são mais altas do que as que 
imprimem marcas puntiformes, pois as primeiras chegam a perfurar o papel carbono. 
Verificada a existência de pontos prematuros de contato pode-se desgastar com 
broca esférica nº 8 ou 10 as fossas principais e ou secundárias, as cristas marginais 
 66 
e as vertentes de cúspide, conforme as marcas. Evita-se desgastar pontas das 
cúspides quando do restabelecimento da dimensão vertical de oclusão (Figuras 4). 
 
Figuras 4. Procedimento de desgaste com broca esférica nº 8. 
 
Se houver contato nos dentes anteriores, desgasta-se a face palatina dos superiores 
desde que não seja excessivo. Pode-se também desgastar ligeiramente as incisais dos 
inferiores. 
Conseguido que o pino guia incisal volte a tocar a mesa incisal passamos, agora, a 
analisar os contatos prematuros em lateralidade. 
 
AJUSTE OCLUSAL EM LATERALIDADE 
 
Interpõem-se novamente o papel carbono entre os dentes e executam-se 
movimentos laterais com o ramo superior do articulador para avaliar o lado de 
trabalho e de balanceio; primeiramente para um lado e depois para o outro. 
As marcas deixadas no papel carbono são de forma semelhantes às primeiras, 
porém alongadas. O propósito é conseguir uma articulação bilateral balanceada. 
Observado o contato prematuro devemos desgastar as cúspides, não antes de um 
cuidadoso exame. Como regra geral desgasta-se, sempre que possível, as cúspides 
vestibulares dos dentes superiores ou as cúspides linguais dos dentes inferiores, 
chamadas de cúspides livres. São cúspides que não tocam as fossas em oclusão 
central, consequentemente não determinam a dimensão vertical de oclusão. 
As cúspides vestibulares inferiores e palatinas superiores são chamadas de 
cúspides de posição que devem ser preservadas (Figura 5). 
A e D = cúspides livres
B e C = cúspides de posição
onde podemos desgastar ¿
 
Figura 5. Cúspides livre e de posição. 
 67 
 
Quando ocorre o contato nos dentes anteriores desgasta-se a incisal dos inferiores, 
de preferência, podendo-se desgastar a incisal dos superiores desde que não 
comprometa a estética. 
Os seguintes exemplos podem ilustrar o diagnóstico de contato prematuro e sua 
remoção. 
 
Correção do contato excêntrico prematuro do lado de trabalho. Desgasta-se a 
cúspide vestibular superior (livre). $a inversão do movimento ela ficará suspensa 
sem contato com nenhum dente. Portanto ela é quem deve ser desgastada. 
 
 
 
Correção do contato excêntrico prematuro do lado de trabalho. Desgasta-se a 
cúspide lingual inferior (livre). Como a anterior, na inversão do movimento ela não 
tocará nenhum dente. Portanto nesta situação ela deve ser desgastada. 
 
 
 
 68 
 
 
 Correção do contato excêntrico prematuro do lado de balanceio. Desgasta-se