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ao plano protético 
lateralmente (Figura 14a), e na região anterior, paralelo à linha bipupilar (Figuras 
14b). Este paralelismo possibilitará, durante a função, que as forças oriundas do 
ato mastigatório incidam perpendicularmente sobre o rebordo, proporcionando 
estabilidade da prótese . Para tal utiliza-se a Régua de Fox. 
Assim, o plano maxilar é introduzido na boca do paciente e a cera será removida 
ou acrescida, até que se consiga o paralelismo da Régua de Fox com o plano 
protético, previamente traçado na face do paciente. 
 
a b 
a b 
 19 
 
Figuras 14a e 14b. Paralelismo do plano de cera com o plano protético e bipupilar 
 
 
TRA+SFERÊ+CIA DO PLA+O DE CERA COM ARCO FACIAL 
 
 
O Arco Facial é um dispositivo acessório do articulador com a finalidade de 
transportar o plano de cera superior, devidamente orientado, da boca do 
paciente para o articulador, mantendo as mesmas relações côndilo-incisivos 
(Figura 15). 
 
Figura 15. Partes constituintes do Arco Facial. 
 
Uma vez orientado, o plano de cera superior deve ser adaptado ao garfo do arco 
facial. Para que isto seja feito, há necessidade de se definir a linha mediana, que é 
traçada no plano de cera, estabelecendo desta maneira uma referência para o 
posicionamento correto do garfo do arco facial e adaptando-se uma lâmina de cera 
sobre ele (Figura 16a). O plano é unido ao garfo pela deposição de cera fundida na 
junção dos mesmos pelo lado palatino (Figura 16b). A porção vestibular do plano 
não deve sofrer nenhuma alteração considerando que ela é referência para a 
montagem dos dentes artificiais. 
a b 
Régua 
de FOX 
1.suporte do arco facial 
2. parafusos de fixação 
3. relacionador nasal 
4.barra horizontal transversal 
5. garfo do arco facial 
6. presilha da barra vertical 
7. presilha da barra horizontal 
8. oliva 
 20 
 
Figura 16a e b. União do plano de cera ao garfo do arco facial. 
 
Isto feito, o conjunto (plano de cera e garfo do arco facial) é levado à boca do 
paciente e o arco facial é conectado ao conjunto pela introdução do garfo à “junta 
universal” do arco facial. 
A seguir, as olivas (peças plásticas das extremidades do arco facial) são 
introduzidas no conduto auditivo externo e o paciente deverá segurá-lo com 
pressão para frente. O passo seguinte consiste na adaptação do Relacionador 
nasal que será fixado ao arco facial e colocado de encontro à sela do nariz. Esta 
manobra, dará estabilidade ao conjunto, definindo uma altura correta para o 
mesmo. Feito isto, e com a base de prova bem unida à área de suporte, os 
parafusos são apertados (Figuras 17a e b). 
 
 
Figuras 17a e b. Montagem do Arco Facial na face do paciente. 
 
A Distância intercondilar (espaço entre os côndilos) do paciente é determinada 
observando-se as marcas situadas na porção anterior do arco facial. Se a linha 
inferior ficar entre as linhas da porção superior do arco, a largura condilar 
registra-se como Mediana, se permanecer do lado esquerdo ( direito do paciente ) 
o registro será Pequeno e do lado contrário será Grande (Figura 18). 
 
Relacionador 
nasal 
Junta 
universal a b 
a b 
 21 
 
Figura 18. Linhas de referências que indicam a distância intercondilar. 
 
Feito isto, o conjunto será removido cuidadosamente do paciente, afrouxando-se 
os parafusos laterais e central do arco. 
O passo seguinte consiste em transferir ao articulador, o plano de orientação com 
o modelo sobreposto à base de prova. Portanto, o Articulador é um aparelho 
destinado a fixar os modelos, registrar as relações intermaxilares e reproduzir os 
movimentos mandibulares de interesse protético (Figura 19). 
 
 
 
Figura 19. Partes componentes do articulador 
 
 Para montar o modelo superior no articulador, inicialmente ajustamos a 
distância intercondilar do mesmo, bastando para isso que cada um dos elementos 
condilares seja adaptado na abertura correspondente, de acordo com a distância 
intercondilar do paciente, como registrado com o arco facial. Este procedimento é 
feito tanto para o ramo superior (Figura 20a) como para o ramo inferior do 
articulador (Figura 20b). 
1.parafuso de fixação do suporte para gesso 
2. parafuso de fixação da inclinação da 
guia condilar 
3. parafuso de fixação das guias de 
deslocamento 
4. espaçadores da distância intercondilar 
5. guia condilar 
6. guia de deslocamento lateral (ângulo de 
Bennett) 
7. mesa incisal 
8. pino guia incisal 
9. ramo superior 
10. ramo inferior 
11. poste 
12. suporte para gesso 
 22 
 
Figuras 20a e b. Ajuste da distância intercondilar no articulador. 
 
 A seguir, as guias condilares devem ser colocadas em 30º (Figuras 21a e b) 
e as guias para o movimento de lateralidade ( ângulo de Bennett ) em 15º 
(Figuras 22a e b e c). 
 
 
Figuras 21a e b. Ajuste em 30º para a trajetória condilar. 
 
 
 
a b 
a b 
a b 
 23 
 
 
Figuras 22a,b e c. Ajuste para o movimento de lateralidade (Ângulo de Bennett) 
 
O articulador está agora pronto para receber o arco facial em seu ramo superior. 
Para isto, deve-se introduzir os orifícios existentes nas peças plásticas ( olivas ) do 
arco facial nos pinos do plano externo das guias condilares, no articulador (Figura 
23). 
Deve-se observar que o ramo superior do articulador ficará sempre sobre a barra 
transversal que une as duas hastes do arco facial. Isto feito, os parafusos do arco 
facial são apertados para prover sua imobilização. (Figura 24). 
 
 
 Figura 23. Conexão das olivas ao articulador Figura 24. Apoio do ramo superior 
 
Para que o modelo seja montado no articulador há necessidade de se fazer guias 
(indexações ) na base do mesmo, cuja finalidade é de um futuro reposicionamento 
do modelo no articulador. Para isto, basta desgastar o gesso do modelo em forma 
de “V”, sendo uma na região anterior e duas na região posterior, uma de cada lado 
(Figura 25). 
Dessa maneira, o modelo superior é vaselinado (Figura 26), posicionado 
firmemente à base de prova, e o gesso é vazado, proporcionando sua fixação no 
articulador (Figura 27). 
Barra 
transversal 
c 
 24 
 
 Figura 25. Guias ou indexações Figura 26. Isolamento do modelo 
 
 
Figura 27. Modelo superior montado em articulador. 
 
 
 
DIME+SÃO VERTICAL 
 
Dimensão Vertical: em Prótese é qualquer medida em altura que depende da 
separação ou aproximação dos maxilares e podem ser: 
 
1- Dimensão Vertical de Repouso (DVR): Também chamada de Dimensão 
Vertical de Postura, é a distância entre a maxila e a mandíbula quando esta se 
encontra em repouso. Uma definição mais completa foi proposta por +ISWO+GER: 
É a posição em coordenação recíproca dos músculos elevadores e depressores, com 
os dentes superiores e inferiores separados. No passado acreditava-se que esta 
posição mandibular fosse fixa e definida. Estudos evidenciaram que inúmeros fatores 
podem alterá-la, inclusive que ela não é uma posição e sim uma zona de repouso 
(Figura 1). Nesta posição os lábios se tocam ligeiramente mas os dentes estão sem 
contato. 
 
 25 
 
Figura 1. Dimensão vertical de repouso 
 
2- Dimensão Vertical de Oclusão (DVO): Também chamada de Dimensão Vertical 
Morfológica, é a distância entre a maxila e a mandíbula, quando os dentes estão em 
contato (Figura 2). 
 
 
Figura 2. Dimensão vertical de oclusão. 
 
3- Espaço Funcional Livre (EFL): Também chamado de Espaço Interoclusal, é o 
espaço que existe entre a posição de repouso e a posição de oclusão. Em outras 
palavras, é a diferença entre a Dimensão Vertical de Repouso e a Dimensão Vertical 
de Oclusão. Estudos realizados mostraram que o Espaço Funcional Livre mede em 
média, de 2 a 4 mm. Como a posição de repouso é variável, admite-se também que o 
espaço funcional