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livre sofra flutuações (Figura 3). 
 
Figura 3. Espaço Funcional Livre 
ME+OS IGUAL EFL 
 26 
MÉTODO PARA O REGISTRO DA DIME+SÃO VERTICAL DE 
OCLUSÃO 
 
+o desdentado total 
 
Existem vários métodos para o registro da DVO, todos sujeitos a críticas. O método a 
ser descrito aqui se baseia na DVR e é comumente chamado de Método dos dois 
pontos. 
 
TÉC+ICA 
 
a) Paciente sentado na cadeira de operações em posição ortostática (com o encosto e 
o assento da cadeira formando um ângulo de 90º). 
 
b) Marca-se na pele do paciente, de preferência sobre a linha mediana, dois pontos: 
um na ponta do nariz e o outro na base do mento. 
 
c) Mede-se por meio de um compasso a distância entre estes dois pontos. A 
mandíbula do paciente deverá estar em repouso. 
 
d) Da medida obtida, fecha-se o compasso de 2 a 4 mm, que corresponde ao espaço 
funcional livre (Figura 4) 
 
DVR – EFL = DVO 
 
Figura 4. Determinando a DVO. 
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e) Coloca-se na boca do paciente a base de prova superior com o plano de cera 
corretamente orientado (paralelo ao plano protético e a linha bipupilar) e sua 
superfície oclusal isolada com vaselina. Em seguida plastifica-se o plano de cera 
inferior, com um canivete bem aquecido (Figura 1a), e leve-o à boca pedindo ao 
paciente para ir fechando lentamente (Figura 1b). A cera plastificada vai sendo 
“amassada” enquanto o profissional observa quando as pontas do compasso 
coincidem com as marcas na pele do paciente. Esta coincidência significa que a 
mandíbula está na posição de Dimensão Vertical de Oclusão e que a altura do plano 
inferior esta definida.(Figuras 1c). 
 
 
Figuras 1a, b e c. Seqüência para determinação da DVO. 
 
 
Análise do plano inferior após o Registro da DVO 
 
Foi observado por clínicos e investigadores que após o registro da DVO, o plano de 
cera inferior deve ter uma altura adequada para que a fisiologia da língua e da 
mastigação seja facilitada. Nestas condições: 
 
1- A superfície oclusal do plano inferior deve estar no mesmo nível do ângulo da 
boca quando a mesma estiver ligeiramente aberta. 
2- A altura do plano na região posterior deve estar de 2 a 3 mm abaixo da porção 
mais alta da papila retromolar. 
 
 
 
RELAÇÃO CE+TRAL 
 
Quando existem os dentes naturais, a posição de Oclusão Central (OC) 
entre a mandíbula e a maxila é regida pela relação das superfícies oclusais dos dentes. 
OCLUSÃO CE+TRAL, portanto, é a posição normal que produz a 
máxima intercuspidação e o maior número de pontos de contato entre ambos os arcos 
dentários (superior e inferior) (Figura 1). 
a b c 
 28 
 
Figura 1. Posição de oclusão central 
 
Ocorrendo a perda total dos dentes naturais (Figura 2), desaparece a oclusão 
central e a posição da mandíbula é, então, governada pelo equilíbrio entre os vários 
músculos que atuam sobre ela. 
Na confecção de dentaduras não temos, portanto, as referências dentais para 
o restabelecimento do esquema oclusal de nosso paciente. É a partir do registro da 
Relação Central (RC) que podemos reposicionar a mandibula no sentido ântero-
posterior em relação ao crânio e, então, restabelecer o relacionamento oclusal entre a 
arco superior (maxila) e inferior (mandibula). A relação central portanto é uma 
posição condilar, dentro da fossa mandibular, próxima ou coincidente àquela ocupada 
pelo côndilo quando os dentes estavam em oclusão. 
 
 
Figura 2. Desdentado total com perda da oclusão 
 
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Portanto, no dentado, as posições de Relação Central e de Oclusão 
Central podem apresentar uma pequena diferença de posição (não coincidência) ou 
serem coincidentes. Assim, no desdentado, nós registramos a relação central e a partir 
dela determinamos à oclusão central. Em resumo, fazemos coincidir ambas as 
posições, a partir da relação central (Figura 3). 
 
Figura 3. Posição de oclusão coincidente com a Relação Central. 
 
Existem muitas definições de Relação Central, no entanto a que é aceita 
pela Disciplina diz: 
 
“É a posição mais posterior, não forçada, dos côndilos na cavidade 
articular, a partir da qual, movimentos de lateralidade podem ser realizados, em 
uma dimensão vertical dada”. Esta posição pode ser determinada através de: 
1- Registros Gráficos: extra ou intra-oral; 
2- Registro em cera ou Direto; 
3- Registros Fisiológicos ou Funcionais: Deglutição, Fonética, Levantamento da 
língua. 
 O método utilizado pela disciplina é o de Registro Gráfico extra-oral associado aos 
métodos fisiológicos. 
 
 
REGISTRO GRÁFICO EXTRA-ORAL 
 
Os dispositivos de registro extra-oral da Relação Central compõem-se de 
duas peças: uma pua registradora (Figura 4a), e uma plataforma ou placa de 
registro (figura 4b). 
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 Figura 4a e b. Dispositivos para o registro extra-oral da RC. 
 
A pua registradora é composta por um pino móvel no sentido de seu longo 
eixo e está sob a ação de uma mola que o pressiona contra a plataforma de registro. 
Esta, por sua vez, é constituída de uma lâmina metálica provida de duas hastes 
ligeiramente curvas e móveis, para a adaptação à superfície vestibular do plano de 
cera inferior. 
A pua registradora é fixada à superfície vestibular do plano de orientação 
superior de tal forma que o pino inscritor fique ao nível da linha mediana (Figura 5a) 
e toque a plataforma de registro. A plataforma de registro é instalada, da mesma 
forma, no plano inferior (Figura 5b). 
 
 
 Figura 5a e b. Instalação dos dispositivos nos planos superior e inferior. 
Após a montagem do aparelho, coloca-se sobre a plataforma de registro, 
uma fina camada de cera azul, para dar contraste, e a operação seguinte é executada 
na boca do paciente (Figura 6). 
 
 Figura 6. Aplicação da camada de cera azul. 
a b 
a b 
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As bases de prova, com seus planos de orientação e o aparelho de registro 
fixado aos mesmos, são levados à boca observando-se o contato pino-plataforma. 
Solicita-se ao paciente para executar movimentos de lateralidade esquerda e direita e 
o movimento de protrusão. À medida que os movimentos são executados, o pino 
inscritor registra, na superfície da plataforma um gráfico denominado de “Arco 
gótico”. O traçado produzido pela pua revela quando a mandíbula está em relação 
central com a maxila (Figura 7). 
 
 
Figura 7. Traçados produzidos pelos movimentos mandibulares. 
 
O vértice do arco gótico, bem definido, assinala a posição mais posterior 
não forçada dos côndilos na cavidade articular. 
Um vértice arredondado do arco gótico significa que o paciente fez 
movimento de lateralidade com ligeira protrusão (Figura 8a). Outras vezes o ápice do 
arco gótico apresenta-se confuso. Isto pode ser motivado por folga do pino inscritor 
no tubo, ou então, bases de prova que se movimentam sobre os rebordos (Figura 8b), 
daí a necessidade de serem bem adaptadas. Muitas vezes o paciente não consegue 
inscrever o arco gótico em virtude de interferências provocadas pelos planos de cera 
ou pelas bases de prova (Figura 8c). Pode ocorrer, ainda, dificuldades por parte do 
paciente em movimentar a mandíbula. Às vezes, um treinamento prévio pode sanar 
esta limitação do paciente, porém em outras circunstâncias há necessidade da 
associação de outros métodos para obtenção e registro da RC. 
 
 
 Figuras 8a,b e c. Arcos góticos que não definem a RC. 
 
 
 
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FIXAÇÃO DOS PLA+OS DE ORIE+TAÇÃO 
 
Após a obtenção de um arco gótico com o ápice bem definido, solicita-se ao 
paciente permanecer firme na posição e procede-se à fixação dos planos entre si, por 
meio de grampos metálicos (dois de cada lado) ao nível dos pré-molares(Figura 9). 
Retira-se o conjunto da boca e em seguida transfere-se ao articulador. 
 
 
Figura 9. Fixação dos planos com grampos