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para mesial e no 
sentido vestíbulo lingual, perpendicular ao plano oclusal. 
 
Figura 15. Montagem dos caninos inferiores 
 
PRIMEIROS PRÉ-MOLARES 
 
a) em altura não deverá ultrapassar o canto da boca 
b) longo eixo na vertical 
c) deverá ser o ultimo dente a ser montado, permitindo assim um ajuste oclusal 
correto e evitando apinhamento dos dentes anteriores 
d) quando necessário, devemos desgastar sua face mesial. 
 
 
Figura 16. Montagem dos pré-molares inferiores. 
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OBSERVAÇÕES IMPORTA+TES PARA A MO+TAGEM DOS DE+TES 
A+TERIORES 
 
Os dentes anteriores mandibulares raramente se apresentam regularmente ou 
simetricamente. Variações gerais, somadas a desgaste dos bordos incisais melhoram 
sua aparência estética. 
OVERBITE (TRESPASSE VERTICAL): diz respeito ao espaço existente entre a 
superfície incisal do incisivo superior e a incisal do incisivo inferior, em oclusão. 
Para casos práticos de dentaduras não deve exceder um milímetro e, em muitos casos 
será reduzido além deste limite. No entanto este trespasse vai depender da altura das 
cúspides dos dentes posteriores que durante a movimentação protrusiva separa mais 
ou menos os dentes anteriores. Os dentes anteriores (superiores e inferiores) nunca 
devem estar em contato quando as dentaduras estão na boca, em oclusão central. É 
preferível articulá-los de modo que somente haja contato em lateralidade e protrusão. 
OVERJET (TRESPASSE HORIZO+TAL): diz respeito à relação horizontal que 
existe entre os dentes superiores e inferiores ou seja, a distância entre a superfície 
palatina do incisivo superior e a vestibular do inferior. Varia consideravelmente 
conforme a relação horizontal dos rebordos (Figura 17). 
 
Figura 17. trespasses vertical e horizontal 
 
DESGASTES DOS DE+TES: Às vezes há necessidade de desgastarmos 
os dentes para que possamos montá-los adequadamente, em especial os anteriores. Os 
desgastes feitos sem conhecimento ou com descuido podem determinar a perda da 
estética dos dentes. Colocar mais para trás ou mais para cima, sem diminuir o 
comprimento da superfície vestibular é o objetivo deste desgaste. 
A Figura 18 ilustra as áreas que podem ser desgastadas. Em A, uma quantidade 
média de desgaste; em B, grande quantidade (só pode ser realizada quando utilizamos 
dentes plásticos). Os dentes de porcelana não admitem este desgaste. 
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Figura 18. Desgastes que podem ser efetuados. 
 
Além da classe I, ou relação normal entre os rebordos, existem pacientes cuja 
relação entre os rebordos é classe II ou retrusão mandibular ou ainda classe III ou 
protrusão mandibular 
 
Na classe II, o trespasse horizontal entre os dentes anteriores é bastante 
aumentado dificultando assim o contato anterior na articulação (Figura 19) 
Na montagem dos dentes posteriores podemos suprimir o primeiro pré-
molar inferior, isto porque na classe II, a extensão do maxilar é bem maior do que a 
extensão da mandibula, e consequentemente na mandíbula, haverá falta de espaço. 
Na classe III, o contato entre os dentes anteriores será topo a topo, isto é, 
não existe nem trespasse vertical e nem trespasse horizontal. 
Às vezes a classe III é tão acentuada que é necessário que o trespasse 
horizontal e vertical seja invertido (Figura 20). 
 
 
Figura 19. Classe II de oclusão Figura 20. Classe III de oclusão 
 
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A relação entre os dentes posteriores poderá ser normal ou cruzada, dependendo 
logicamente do tamanho da mandíbula em relação à maxila, principalmente de sua 
largura. Quando a mandíbula é bem mais larga que a maxila, nós precisamos montar 
em mordida cruzada, isto é, a cúspide vestibular do molar superior, se contata com o 
sulco principal do molar inferior (Figura 20). 
 
 
 
ESCULTURA DAS BASES DE DE+TADURAS 
 
1- Material necessário: 
 
Lamparina à álcool 
Espátulas: 7, 31 e Le Cron 
Cera rosa nº 7 
 
2- Enceramento 
 
 Denomina-se enceramento o procedimento de laboratório, mediante o qual 
se da forma e volume às bases gengivais protéticas com o auxílio de cera rosa. 
Em primeiro lugar, as bases de prova são fixadas aos modelos usando cera fundida 
depositada ao longo das bordas das mesmas. 
Esta operação deve ser feita preferencialmente no articulador e os dentes de ambos os 
arcos devem estar em contato oclusal. A seguir, removem-se os modelos do 
articulador e completa-se o enceramento, por vestibular e por lingual. A cera, por 
vestibular, deverá recobrir em torno de 1/3 do dente (Figura 1). 
A forma das superfícies, vestibular superior e inferior e a lingual inferior deve 
favorecer a retenção dirigindo as forças dos músculos e dos tecidos (figuras 5a e 5b). 
 
Figura 1. Enceramento das bases das dentaduras. 
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 3-Delimitação dos colos 
 
No primeiro recorte não devemos nos importar com precisão de detalhes. 
Fazemos apenas uma delimitação aproximada do colo de todos os dentes começando 
pelo último dente de um lado e terminando no último do outro lado. 
Com o auxílio de uma espátula Le Cron, bem afiada, formando um ângulo 
de 45º com a superfície do dente, recortamos os colos dos dentes (Figura 2). 
 
 
 Figura 2. Delimitação dos colos. 
 
 4-Escultura 
 
Não existem regras definidas para a escultura das bases das dentaduras. 
Cada profissional segue a sua própria orientação colocando em prática o seu senso 
artístico e as suas idéias sobre estética. Para os que se iniciam nesta prática, algumas 
indicações podem servir de base para esta orientação. 
Após o endurecimento da cera faz-se, como já foi descrito, o recorte inicial 
dos colos dos dentes. As papilas interdentais são importantes na qualidades estéticas 
da dentadura terminada. Por ser área propícia à retenção de restos alimentares, deve 
ser recortada com muito cuidado. As papilas devem ser convexas, e preencher os 
espaços interdentais. O recorte na zona das papilas deve ser feito de tal forma a 
refletir a idade do paciente, já que as papilas mais longas e delgadas estão associadas 
com os jovens enquanto as mais curtas se associam com a idade mais avançada 
(Figura 2). 
Na sequência, com o auxílio da espátula nº 7 (sua parte mais estreita) ou do 
Le Cron, são feitas marcas triangulares na superfície da base de prova, para indicar o 
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comprimento e a largura das raízes, lembrando que o canino superior tem sua raiz 
mais comprida; o lateral mais curta e o central média. Os posteriores variam em 
altura entre si. Na base de prova inferior, a raiz do canino é mais longa, a do lateral 
média e a do central mais curta (Figura 3). 
 
 
Figura 3. Delimitações das raízes. 
 
A seguir, com a parte mais larga da espátula nº 7 escavamos a cera dos 
espaços entre os triângulos, dando forma às raízes (Figura 8). 
 
 
 Figura 4. Colos e raízes delimitados 
 
Na superfície palatina os colos são delimitados e a cera é alisada (Figura 2). 
A superfície lingual inferior deve ser côncava, sem levar a concavidade abaixo do 
bordo lingual dos dentes. A concavidade permite um melhor assentamento da língua, 
melhorando a estabilidade da dentadura (Figura 5a e b). 
 
 
 
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Figura 5a e b. Concavidade da área lingual. 
 
 
Figura 5b. Delimitação dos colos e término da escultura. 
 
A delimitação final dos colos é executada e dependendo da idade do 
paciente estes variam em altura. 
Esculpidos todos os detalhes anatômicos, damos acabamento às bases de 
prova com o auxílio da chama da lâmpada à álcool ou algodão embebido em benzina. 
Podemos picotar a superfície vestibular com a ajuda de uma escova de 
dente, o que dá um aspecto mais natural à dentadura terminada (casca de laranja). Isto 
permite que a reflexão da luz seja pequena e o brilho do acrílico mais natural na