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Eletroterapia Resumão e gráficos interpretados e explicados, leia e veja como é fácil

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Eletroterapia:
 Terapia realizada através da corrente elétrica. O elétron sempre se direciona do negativo para o positivo. Podemos ter um fluxo contínuo (corrente galvânica), pulsadas ou correntes alternadas. A E.E. promove uma contração sincronizada, os elétrons atingem todos os íons, contraindo o músculo todo.
Frequência = Número de eventos que ocorrem num determinado período de tempo. Pode ser mensurada em pulsos por segundo (PPS), ciclos por segundo (CPS) ou em Hertz, que significa 1 pulso por segundo.
Lembrete: 1 segundo é igual a 1000 milissegundos. 1s = 1000 ms.
T= Duração do pulso (ms/µs)
R = Intervalo de pulso
Período = Tempo que uma onda leva para completar um ciclo
T + R = Período
Fórmula para calcular Frequência
 1/Período em segundos (1/P).
A frequência é inversamente proporcional ao período de pulso. Quanto menor o período maior será a frequência, quanto maior o período menor será a frequência.
Considerando o gráfico, responda:
A) Qual a duração do pulso?
B) Qual o intervalo de pulso?
C) Qual a frequência?
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Quais são as características importantes de um estimulador para produzir a ação terapêutica?
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 Variáveis físicas e características do pulso elétrico
Amplitude da corrente
Símbolo = i
Grandeza = mili-amperes (mA)
Tempo de duração de pulso = (T) milissegundos (ms) ou microssegundos (µs) 
 A amplitude da corrente é a medida da magnitude da corrente ou da voltagem. É o que chamamos de dose ou intensidade da corrente nos aparelhos. Pode ser medida em pico (mais comum) ou pico a pico.
(veja figura abaixo)
Amplitude máxima normalmente de 80 – 100 mA, dependendo do tamanho do pulso.
Níveis de resposta à E.E
Transcutânea de nervos e músculos:
 Tempo de duração (T - ms): Determina por quanto tempo as cargas elétricas vão passar, pode variar de 0,01ms a 1000ms.
 Duração da fase ou duração de pulso: A partir de que a amplitude alcança o limiar sensorial, inicia-se a eletroestimulação. 
 Se houver restrição na sensibilidade é possível que seja uma lesão nervosa, então, devo parar a eletroestimulação. A restrição da sensibilidade também pode ocorrer se a pessoa for obesa e tiver muita gordura, ou seja, haverá alta impedância da pele neste caso e por isso a sensibilidade fica restrita.
 Quanto maior for a duração de pulso mais precocemente se atinge os limiares. 
Num sistema nervoso íntegro:
	Amplitude Baixa = Limiar Sensorial
	Amplitude Aumenta = Limiar Motor
	Amplitude mais Alta = Limiar Doloroso
 Os diferentes tipos de fibras nervosas vão sendo recrutadas em função da amplitude do estímulo.
Intensidade = Amplitude + Duração de pulso
 Diminuindo o intervalo entre os pulsos a frequência aumenta. 
 Quando há uma lesão nervosa periférica é necessário uma amplitude e duração maior, ou seja, uma corrente de forte intensidade para obter movimento.
Sensação 
Quanto maior a frequência, maior é a estimulação sensorial (há mais pulsos passando por segundo e isto impressiona mais as fibras sensoriais). >F> estimulação sensorial.
Contração
F< 20HZ = contrações isoladas
F> 20Hz = contrações sustentadas
 Teoricamente quanto >F< a impedância dos tecidos, portanto, maior é o conforto e maior pode ser a intensidade do estímulo e a contração induzida.
 Mas, quanto > a F > a fadiga muscular.
Tetania= Contração muscular que durante a estimulação se mantém e se fadiga. O sinal de fadiga muscular é quando há uma diminuição da resposta de tetania.
 Faixa ideal para contração muscular = de 20Hz a 50Hz, na literatura podemos encontrar até 80Hz.
Correntes Polarizadas: Toda corrente polarizada é monofásica.
Correntes não Polarizadas: (bifásicas).
Formas de Correntes
- Senoidal ou Sinusoidal (B)
- Triangular ou Exponencial (D)
- Contínuas (A)
- Pulsáteis (B, C, D, E, F)
- Quadrada ou Retangular (C, E, F)
- Polarizadas (A, C, D, E)
- Não Polarizadas (B, F) 
Formas de pulso
Simétrico: Balanceado (cargas iguais nas fases); Não balanceado (cargas diferentes nas fases).
 
Assimétrico: Balanceado ou Não balanceado
 Quando a carga do pulso é balanceada de forma simétrica, nenhuma carga líquida é introduzida no corpo. Isto é particularmente importante para alguns tipos de estimulação transcutânea de longa duração, onde uma eletrólise na interface tecido/eletrodo pode acontecer se houve um componente contínuo de carga líquida polarizada.
Características do Trem de pulso
Ciclo On/Off ou Duty Cicle
Fase On: Libera um trem de pulsos prefixado em amplitude, duração e frequência. É necessário em estimulações do nível motor. Determina por quanto tempo (segundos) a corrente será mantida.
Fase Off: Garante um período de recuperação para nervos e músculos estimulados, diminuindo a fadiga causada pela tetania. 
Diferencie ciclo on e ciclo off de tempo e duração de corrente: Ciclo on é o tempo em que a corrente é mantida. Ciclo off é o tempo em que a corrente é suspensa.
Na fase On a corrente cresce, se mantém (período de sustentação que atinge o limiar motor) e decresce, indicando que o ciclo off se inicia, ou seja, a corrente é suspensa enquanto estiver no período ciclo off, o que garante a recuperação de nervos e músculos da fadiga.
Cuidados com equipamentos e Rotina de manutenção
 Checar a integridade dos equipamentos na própria clínica (saídas, plugs, conexões, controles de potência, de amplitude de corrente ou voltagem, de frequência, luzes piloto, medidores de corrente e outros dispositivos de monitoração). Um osciloscópio pode ser usado para verificar as características de estímulo dos equipamentos. Encaminhar ao conserto os acessórios ou controles não funcionantes ou que apresentem falhas intermitentes.
 Testar periodicamente os aparelhos com um técnico de sua confiança, para verificar a existência de correntes de fuga, integridade dos cabos, filtros, saídas do painel do equipamento e transformadores dos aparelhos. 
 Fazer manutenção periódica preventiva dos equipamentos a cada seis meses com técnico especializado ou na própria fábrica. Use equipamentos tecnicamente adequados. Por exemplo, a corrente de fuga deve ser menor do que 5 mA a 60 Hz, para a maioria das aplicações. Note que, com o tempo e com o uso do equipamento, podem ocorrer mudanças nessas características. 
Estimulação Elétrica Neuromuscular 
 A eletroestimulação promove uma contração sincronizada, os elétrons atingem todos os canais iônicos, contraindo a músculo inteiro.
NMES 
Neuromuscular Electrical Stimulation
 Estimulação de um músculo através de seu nervo periférico intacto, que não tenha distúrbios de excitabilidade elétrica, com o objetivo de restaurar, manter ou melhorar a capacidade funcional. 
Programas clínicos de NMES
· Fortalecimento muscular
· Manutenção de ADM e controle de contraturas
· Controle de espasticidade
· Reeducação neuromuscular
· E.E. para melhora do fluxo sanguíneo
· E.E. em disfunções urinárias 
FES
Functional Electrical Stimulation
Estimulação de estruturas que perderam a funcionalidade/ contratibilidade, ou seja, músculos desprovidos de controle motor ou com insuficiência contrátil ou postural, com o objetivo de produzir um movimento funcional e/ou substituir uma órtese convencional.
 A onda FES ou NMES é caracterizada por ter forma quadrada, bifásica balanceada, não é polarizada e sua amplitude é a nível motor. Com duração de pulso de 0,1 a 1 ms e frequência de 1 a 100 Hz.
Correntes não polarizadas, menores que 1ms
- Borracha de silicone condutora + Gel
- Auto adesivos/ pré-gel (melhores)
 São colocados nos ventres musculares, com atenção ao acoplamento adequado. Os pontos motores são os pontos gatilho.
Colocação Bipolar/Monopolar
Músculos grandes: bipolar