Neuroanatomia II - Conteúdo médio
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Neuroanatomia II - Conteúdo médio


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Segunda prova
Nome: Victor Bruno Borges da Silva
Sistema Visual
1- Explique quais são as estruturas associadas a cada tipo de alteração visual:
Miopia: Distúrbio em que objetos próximos são vistos com clareza, mas os distantes não. Costuma ser hereditária. Para correção utiliza-se a lente convergente
Hipermetropia: Problema de visão em que os objetos próximos ficam embaçados. É um problema de visão comum em adultos. Para a correção utiliza-se a lente divergente
Astigmatismo: Imperfeição comum na curvatura do olho. No astigmatismo, a superfície frontal do olho ou o cristalino, no interior do olho, é curvado em certa direção em um olho diferente do outro. Um sintoma comum é a visão turva.
Catarata: Apresentam perda de transparência da lente por áreas de opacidade. A extração da catarata associada a um implante de lente intraocular tornou-se uma operação comum. A extração de catarata extracapsular consiste na retirada da lente, preservando sua cápsula para receber uma lente intraocular sintética. A extração da lente intracapsular consiste na retirada da lente e da cápsula, com implantação de uma lente intraocular sintética na câmara anterior.
Retinopatia: Retinopatia é o termo utilizado para designar formas de lesões não inflamatórias da retina ocular. Normalmente é associada a deficiente aporte sanguíneo. Com frequência, as retinopatias são manifestações localizadas de doenças sistémicas. Ex: Diabetes, Hipertensão arterial, anemia falciforme, prematuridade do recém-nascido
· Retinopatia diabética: é uma complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. Caso o paciente não busque tratamento, a visão pode ficar seriamente comprometida.
· 
· Retinopatia hipertensiva: é a lesão vascular da retina causada por hipertensão. Os sintomas geralmente se desenvolvem no final da doença
· 
Anopsia: É um termo médico para defeito no campo visual. Se o defeito for apenas parcial, a parte do campo com o defeito indica onde está o defeito na via. As causas mais comuns são acidente vascular cerebral, tumor cerebral ou traumatismo.
Hemianopsia: É a diminuição da visão, ou sua perda, em uma metade do campo visual. Ela pode afetar a visão temporal, para o exterior, ou a visão nasal, para o interior. Ela pode afetar apenas um olho ou ambos no caso da visão temporal. Essa lesão das vias ópticas pode ter diversas causas: traumatismo craniano, anomalia da circulação sanguínea cerebral ou compressão causada por tumor.
Quadrantanopsia: É uma visão defeituosa ou cegueira em um quarto do campo visual.
2- Conceitue: 
Quiasma óptico: O quiasma óptico é uma estrutura em forma de X formada pelo cruzamento dos nervos ópticos no cérebro. as fibras nervosas da metade de cada retina atravessam para o lado oposto do cérebro. As fibras da outra metade da retina viajam para o mesmo lado do cérebro. Por causa dessa junção, cada metade do cérebro recebe sinais visuais dos campos visuais de ambos os olhos. Existem vários distúrbios que podem afetar o quiasma óptico:
· Distúrbios inflamatórios, como esclerose múltipla
· Infecções como tuberculose
· Tumores e cistos benignos (não cancerosos)
· Tumores cancerosos
· Distúrbios vasculares (vasos sanguíneos)
Trato óptico: é o conjunto de fibras dos feixes nervosos reorganizados que estão desde o quiasma até a região do corpo geniculado lateral (núcleo talâmico que recebe as fibras visuais). Circundam os pedúnculos cerebrais e findam nos corpos geniculados laterais, o que faz ocorrer novas sinapses.
Radiações ópticas: As medições de radiações ópticas é uma necessidade para o reconhecimento de risco nos processos de inspeções no ambiente de trabalho.
Córtex visual: O córtex visual primário constitui o primeiro nível do processamento cortical da informação visual. Dele, as informações são transmitidas através de duas vias principais: uma via ventral para o lobo temporal (qual é o estimulo) e uma dorsal para o lobo parietal (onde). E o corpo caloso que conecta os dois hemisférios unifica a percepção dos objetos ligando as áreas corticais que representam os hemicampos opostos.
Anatomia do olho
· Túnica externa
· Córnea: A córnea é um tecido transparente que fica na parte da frente do olho, e para um fácil entendimento, podemos compará-la ao \u201cvidro de um relógio\u201d. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Apesar de não haver vasos sanguíneos na córnea, existem diversos nervos e os nutrientes fornecidos são da mesma fonte que os canais lacrimais. Quando há perda de transparência da córnea (opacificação) ocorre o leucoma de córnea. (O leucoma é uma opacidade que pode se localizar centralmente e também provocar alterações na curvatura corneana, diminuindo a visão.) Além da transparência, uma córnea saudável apresenta curvatura que ajuda a formar a imagem na retina com foco e nitidez, por isso as alterações nesta curvatura prejudicam a visão.
· Esclera: A esclera é um tecido fibroso externo que reveste o globo ocular. Também conhecida como \u201cbranco do olho\u201d, é recoberta por uma membrana transparente chamada conjuntiva. É uma camada opaca e densa, que tem a função de proteger o olho. Ela também ajuda a manter a forma, o tônus e o volume ocular. Nas crianças, é mais fina e possui coloração azulada. Nos idosos, por causa do acúmulo de gordura, adquire cor mais amarelada. Os seis músculos que controlam os movimentos do olho estão ligados à esclera. São eles: reto medial, reto lateral, reto superior, reto inferior, oblíquo superior e oblíquo inferior.
· Túnica média ou vascular
· Coroide: maior porção da túnica média, feita de tecido conjuntivo, bem vascularizado e rica em melanócitos (que produzem melanina).
· Corpo ciliar: é um espessamento da coroide.
· Iris: é a parte mais visível (e colorida) do olho de vertebrados, e tem como sua função controlar os níveis de luz, assim como faz o diafragma de uma câmera fotográfica.
· Câmaras anterior e posterior
· Câmara anterior: É uma estrutura localizada entre córnea e a íris. É preenchida com um fluído chamado humor aquoso que fornece os elementos necessários para o metabolismo das estruturas dos olhos que são avasculares (que não recebem benefícios nutricionais de sangue) como a córnea e o cristalino.
· Câmara posterior: se estende da íris até o cristalino. Normalmente, o humor aquoso é produzido na câmara posterior, flui lentamente pela pupila e chega à câmara anterior, saindo depois do globo ocular através de canais de saída localizados onde a íris se encontra com a córnea.
· Canal de Schlemm: Também conhecido como seio venoso escleral, é um canal circular do olho que recolhe o humor aquoso da câmara anterior e o envia para a corrente sanguínea através das veias ciliar anterior
· Túnica interna
· Retina: contém os nervos que percebem a luz (fotorreceptores) e os vasos sanguíneos que a nutrem. A parte mais sensível da retina é a mácula, que tem milhões de fotorreceptores bem unidos entre si (do tipo chamado cones). A alta densidade dos cones na mácula gera uma imagem visual detalhada, do mesmo modo que uma câmera digital de alta resolução tem mais megapixels [180º de estímulo luminoso]
· Ora serrata: marca o término anterior da parte fotosensível da retina. Margem de captação de visão.
· Câmara postrema
· Corpo vítreo: Trata-se de uma substância incolor e gelatinosa, que preenche cerca de um terço do olho. Esta substância está em contato direto com a retina, que fica na parte posterior dos olhos, e o cristalino, localizado na parte anterior. O vítreo está sob pressão constante, e é o responsável por manter o formato esférico do olho.
· Fundoscopia ocular
· Disco óptico: Diz respeito à porção do nervo óptico vista no fundo dos olhos, formado pelo encontro de todos os axônios das células ganglionares da retina assim que penetram no nervo óptico.
· Mácula lútea: A mácula por ser muito importante para a visão contém uma maior densidade (o dobro) de fotorreceptores do que o resto da retina. Na mácula, os pigmentos amarelos