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Diagnóstico ortodôntico

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Diagnóstico ortodôntico

Introdução: 
As buscas por taxas de sucesso cada vez mais elevadas entre os 
casos tratados ortodonticamente, tem estimulado os ortodontistas a 
aprimorarem constantemente os meios de diagnósticos e de 
tratamento das más oclusões. 
As informações do diagnóstico ortodôntico são provenientes de três 
principais fontes: 
1. Informações do paciente; 
2. Exame clínico; 
3. Avaliação dos elementos de diagnósticos (análise de modelos, 
proporções faciais, análise funcional, exames radiográficos 
e fotografias. 
Informações preliminares: 
Dados do Paciente: Nome, endereço, idade (cronológica, psicológica, 
óssea), filiação, data de nascimento, sexo, cor, nacionalidade, telefones, 
endereços de e-mail e redes sociais. 
Histórico do paciente: 
Análise geral: Uma análise geral do paciente pode vir a esclarecer 
a causa de problemas ortodônticos. 
Nem sempre pacientes relatam esses fatos por falta de conhecimento 
ou memória ou por acreditar não haver vínculo com o problema 
apontado. 
 Estágio atual de saúde? (Boa, regular, deficiente); 
 Está em tratamento médico? Qual motivo? 
Ex: Paciente com rinite alérgica e diabetes mellitos. 
 Alergias ou sensibilidades a medicamentos? 
Para saber se tem alergia algum analgésico que pode ser 
prescrevido após o tracionamento ortodôntico. 
 Higiene bucal satisfatória? (Descalcificação do esmalte); 
 Avaliar as tonsilas palatinas. 
 Avaliar as adenoides (tele radiografias laterais ou 
tomografias). 
 Possui algum hábito deletério? 
 Deglutição atípica? 
 Possui vedamento labial? 
 Possui problemas de dicção? (Observar durante a anamnese 
e pedir para que o paciente fale algumas palavras). 
Respiração bucal: 
 
CARACTERÍSTICAS: Olhar vago, face longa, olheiras, mordida aberta 
anterior, palato ogival, arcos maxilares atrésicos e mordida cruzada 
posterior, comum fratura em dentes anteriores pois não tem 
proteção do lábio. 
Análise facial: 
Durante décadas os ortodontistas realizaram avaliação morfológica da 
face com finalidade de diagnóstico, planejamento e tratamento 
utilizando as radiografias cefalométricas. 
Para avaliação da análise facial clínica deve-se observar dois 
parâmetros: 
1. Subjetivo, baseado na percepção de beleza (preferencias 
individuais). 
2. Objetivo, são observados aspectos mesuráveis da harmonia 
facial como proporções antropométricas. 
A análise clínica facial deve ser realizada: 
1. Em normofrontal, considerando a forma e o contorno da 
face, os planos faciais e o alinhamento da linha média e os 
terços faciais. 
 
1: Braquiocefáilico: Face larga; 
2: Dolicocefálico: Face longa 
3: Mesocefálico: proporção vertical/horizontal; 
2. Em normo lateral, avaliando ângulo do perfil, ângulo nasolabial, 
contorno do sulco maxilar e mandibular, rebordo orbitário, 
Diagnóstico ortodôntico 
Layara Aquino 
contorno do osso malar, contorno labial, comprimento da 
linha queixo-pescoço. 
Análise do modelo: 
São de grande importância pois fornecem informações sobre más 
posições dentarias, apinhamentos, relação molar, classificação de 
Angle, forma de arcada, diastemas, sobressaliência, sobremordida, 
assimetria, além de permitir uma análise detalhada da oclusão. 
Pode ser realizada na dentição mista ou permanente; 
Análise de Moyers, Ballard e Wylie. 
A análise da dentição mista permite fazer a avaliação da relação de 
tamanho (largura mesiodistal) dos caninos e molares decíduos com os 
caninos permanentes e pré-molares. 
Permite saber se há espaço ou não para um bom posicionamento dos 
dentes. 
Material necessário para análise do modelo: 
 Cartão de registro; 
 Lápis, 
 Borracha, 
 Compasso de ponta seca; 
 Régua milimetrada; 
 Modelos de gesso; 
 Radiografias 
Obtém-se as medidas dos e Espaços Presentes (EP) e Espaços 
Requeridos (ER) (Cálculo da discrepância do modelo DM): 
 DM= EP – ER 
Utilizando-se o compasso de pontas secas a medição pode ser feita 
dividindo o arco dentário em quarto seções: 
1. Da mesial do primeiro molar permanente a distal do incisivo 
lateral; 
2. Da distal do incisivo lateral a mesial do incisivo central; 
3. Da mesial do incisivo central a distal do incisivo lateral; 
4. Da distal do incisivo lateral a mesial do primeiro molar 
permanente. 
 
Espaço requerido (ER): é a somatória do diâmetro mésio-distal dos 
dentes permanentes localizados de mesial do primeiro molar 
permanente de um lado a mesial do primeiro molar permanente do lado 
oposto. 
Alguns estudos sugerem a avaliação do espaço presente em 6 
segmentos (separando os caninos da porção dos pré-molares), mas os 
resultados existentes na literatura indicam que não há diferença 
significativa. 
E de acordo com Vellini, quando temos diastemas, eles são medidos 
individualmente. 
Conforme vai-se medindo com o compasso vai se transferindo as 
medições para um cartão ou papel e realiza-se a mensuração com uma 
régua em milímetros. 
DM = EP – ER 
Discrepância positiva: Sobra espaço para o nivelamento dos dentes. 
Discrepância negativa: Não existe espaço suficiente para o perfeito 
nivelamento dos dentes. (Apinhamento) 
Discrepância nula: quando o espaço presente é igual ao requerido. 
(Observar) 
Análise de modelos digitais: 
 Não quebra, não necessita de armazenamento, dificuldade 
de envio para outro dentista, diagnóstico acurado. 
 E-model; Orthocad; O3DM. 
Análise Funcional: 
A oclusão ideal é aquela que permite a realização de todas as funções 
fisiológicas próprias do sistema estomatognático, ao mesmo tempo em 
que é preservada a saúde de suas estruturas constituintes. 
Fotografias na ortodontia: 
Importância da padronização dos registros faciais: 
Extra orais: 
 Frontal; 
 Frontal com sorriso máximo; 
 Laterais esquerda e direita. 
Intra orais: 
 Frontal e lateral direita e esquerda; 
 Oclusal superior e inferior; 
 Sobressaliência.